Os estudantes que realizem um exame na 1.ª fase de exames e o repitam na 2.ª fase, não poderão utilizar o resultado obtido nesta fase para concorrer na 1.ª fase do concurso nacional de acesso. Esta semana têm início os Exames Nacionais do Ensino Básico e também do Ensino Secundário, servindo os segundos como provas de ingresso para as candidaturas ao Ensino Superior. Os estudantes que realizem um exame na 1.ª fase de exames e o repitam na 2.ª fase, não poderão utilizar o resultado obtido nesta fase na 1.ª fase do concurso nacional de acesso, segundo uma deliberação da Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior.
Os exames realizados na 2.ª fase de exames apenas poderão ser utilizados na 1.ª fase do concurso nacional, quando o estudante, podendo realizá-los na 1.ª fase tenha optado por os fazer na 2.ª fase. A 1.ª fase da candidatura ao concurso nacional de acesso ao Ensino Superior de 2008 decorrerá de 10 de Julho a 8 de Agosto e a segunda de 15 a 19 de Setembro. Até ao dia 9 de Julho decorre o prazo para o registo dos utilizadores para a candidatura on-line.
Fonte: Texto editores
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Exames Nacionais: resultados para ingresso no Superior
Etiquetas: Exames nacionais secundário 2008
Exame nacional de Português suscita dúvidas a professores da disciplina
Algumas perguntas do exame nacional de Português do 12.º ano, realizado ontem por mais de 60 mil alunos, suscitaram dúvidas a docentes da disciplina. “Não houve acordo entre os professores que estavam a olhar para a prova em relação a algumas questões de escolha múltipla”, disse ao PÚBLICO Edviges Ferreira, vice-presidente da Associação de Professores de Português (APP), relatando a situação vivida quer na escola onde dá aulas, quer dentro da APP.O problema é que as dúvidas que tinham nem sequer puderam ser esclarecidas ao longo do dia. Ao contrário do que aconteceu em todos os anos anteriores, o Ministério da Educação (ME) demorou mais de dez horas após a conclusão do teste para divulgar os critérios de correcção. Sendo certo que esta informação, fundamental para ajudar os professores classificadores a corrigir os testes e uma preciosa ajuda para os alunos anteciparem o resultado final, costuma ser enviada à APP durante a prova ou logo após o teste. “Desde as 11h30 que pedimos ao ME os critérios e eles ainda não foram enviados. Às 16h30 mandaram-nos o enunciado, como se não tivéssemos conhecimento da prova”, lamentava ao final do dia Edviges Ferreira. “Tememos que a nossa proposta de correcção fosse contra o entendimento do ME. Por mais que concordemos ou não, os critérios do ME é que têm de ser seguidos por todos”, explicou a vice-presidente da APP, justificando assim o facto de, pela primeira vez nos últimos anos e ao contrário do que tinha ficado combinado, a associação não ter feito uma proposta de correcção e os jornais não a tenham publicado hoje.Outro dos problemas assinalados pela APP prende-se com as referências a conceitos da nova Terminologia Linguística do Ensino Básico e Secundário. “O compromisso de que não sairiam referências da TLBES não foi cumprido”, diz Edviges Ferreira. “O termo 'verbo auxiliar modal’ apareceu na prova”, exemplifica.O PÚBLICO questionou o ME sobre o facto de o exame conter termos da nova TLEBS e se haveria alguma explicação para a demora na divulgação dos critérios de correcção, mas só obteve uma resposta: “Não há horários determinados para a divulgação dos critérios. Mas vão ser em breve”, esclareceu o assessor de imprensa, Rui Nunes, já depois das 21h00.Essa informação, que agora se publica, acabou por ser divulgada às 22h00. A prioridade de divulgação do ME acabou por ser dada as provas de português língua não materna e português para alunos com deficiências auditivas de grau severo, realizadas por algumas centenas de alunos.
Fonte: Público
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terça-feira, 17 de junho de 2008
Prova de português do 12º ano foi fácil, dizem alunos
A generalidade dos alunos do 12º ano ouvidos esta segunda-feira pela Lusa achou o exame nacional de Português do 12º "fácil" e dizem que o completaram sem problemas. À saída das provas, um misto de apreensão e esperança dominava os sentimentos dos estudantes.
"Não tive tantas dificuldades quanto esperava. Pensei que ia ser mais difícil, mas conseguia responder a tudo e até acho que acertei na maioria das perguntas", disse uma aluna do 12º ano da escola secundária José Gomes Ferreira, em Lisboa. "Achei que para o programa que é dado o exame foi razoável. Não foi complicado de todo", explicou.
Na escola Jerónimo Emiliano de Andrade, em Angra do Heroísmo, Açores, à saída da prova os alunos dividiam-se entre as suas preferências pela "Ilha dos Amores" de Luís de Camões e uma análise ao "Memorial do Convento" de José Saramago.
Para Miguel Medeiros, 18 anos, candidato a uma entrada na universidade em Educação Física e Desporto, a prova "correu bem, mas a nota pode ser má", enquanto Carolina Toste não compreendia porque tinha estudado tanto, uma vez que "o teste foi fácil".
Para Duarte Leonardo, 17 anos, que pretende frequentar a Escola Naval, "a prova correu mais para o menos", sublinhando que "as escolhas múltiplas foram mais fáceis que o tema de desenvolvimento", que abordava, genericamente, a questão dos Direitos Humanos.
André Parreira, 19 anos e aspirante a um curso de Enfermagem, afirmou convicto que já fez "coisas mais difíceis", no que é corroborado por Carla Santos, 17 anos, que quer tirar Gestão de Empresas, e Joana Silva, 17 anos, e candidata a um curso de Direito, que confessou "não gostar dos Lusíadas".
A época de exames nacionais obrigatórios para a conclusão do ensino básico e secundário arrancou hoje com a prova de português do 12º ano, na qual estavam inscritos mais de 70 mil alunos.
Além deste exame, realizaram-se também hoje as provas de Língua Portuguesa Não Materna dos 12º e 9º anos. No total, 71.135 alunos estão inscritos para fazer exames esta terça-feira.
Fonte: JN
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Ministério da Educação diz que não é obrigatório pagamento de taxas para matrículas
O Ministério da Educação, contactado pela TSF, diz que não é obrigatório o pagamento de qualquer taxa na inscrição dos alunos nas escolas públicas e que no limite quem paga pode sempre ser reembolsado
O Ministério da Educação esclareceu que não é obrigatório o pagamento de qualquer taxa para que os alunos se inscrevam no ensino público.
É a reacção do gabinete de Maria de Lurdes Rodrigues à denúncia das associações de pais de que algumas escolas de Vila Franca de Xira estão a cobrar taxas aos estudantes que se querem matricular.
A tutela diz ainda que se os pais fizerem algum pagamento indevido as escolas são obrigadas a reembolsá-los.
Fonte: TSF
Época de exames nacionais arranca hoje com prova de português do 12º ano
A época de exames nacionais obrigatórios para a conclusão do ensino básico e secundário arranca hoje com a prova de português do 12º ano, na qual estão inscritos mais de 70 mil alunos.Além deste exame, realizam-se também hoje as provas de Língua Portuguesa Não Materna dos 12º e 9º anos. No total, 71.135 alunos estão inscritos para fazer exames esta terça-feira. Segundo dados oficiais do Ministério da Educação, entre os 326.245 exames nacionais a realizar até 18 de Julho, os que registam mais inscrições são os de Português, na terça-feira (71.135), Biologia e Geologia na quarta-feira (58.040), Física e Química na sexta-feira (54.910) e Matemática a 23 de Junho (48.427). No básico haverá duas chamadas para os 99.930 alunos inscritos (menos 7201 do que no ano passado) mostrarem o que sabem de Língua Portuguesa e Matemática ao nível do 9º ano, a primeira na quarta e na sexta-feira, e a segunda na próxima semana, a 26 e 27 de Junho. Os alunos disporão de 90 minutos para porem à prova os seus conhecimentos, sendo as pautas das classificações em ambas as chamadas afixadas a 11 de Julho. Quanto ao secundário, estão inscritos para exame 157.718 alunos (menos 11.849 do que em 2007), dos quais 96.953 são candidatos ao Ensino Superior. Para estes exames haverá uma única chamada em duas fases, a primeira já a partir de terça-feira e até 23 de Junho e a segunda entre 14 e 18 de Julho, sendo as classificações anunciadas a 7 e a 30 de Julho, respectivamente. De acordo com o Ministério da Educação, será realizado um total de 340.273 exames, numa média de 2,16 por aluno. As primeiras provas, tanto do básico como do secundário, têm início às 09h00 (hora de Portugal Continental), hora que serve de referência para que decorram em simultâneo os exames nos Açores e em todos os países onde os exames se realizam. Em comparação com os exames nacionais do básico e secundário de 2007, inscreveram-se este anos menos 19.050 alunos.
Fonte: Público
Época de exames vai ser «tranquila»
A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, manifestou-se esta quinta-feira, convicta de que a época de exames nacionais do ensino básico e secundário, que arranca terça-feira, vai ser «tranquila», garantindo que «está tudo preparado, como sempre».
«Espero que corra tudo bem e, sobretudo, que os alunos tenham bons resultados, que se sintam confortáveis a fazer os exames e que possam, com a nota de exame, prosseguir os seus estudos ou entrar no mercado de trabalho», disse.
Maria de Lurdes Rodrigues falava aos jornalistas em Évora, depois de uma sessão demonstrativa dos projectos do Plano Tecnológico da Educação (PTE) na Escola Secundária André de Gouveia, um dos estabelecimentos de ensino nacionais pioneiro.
A cerimónia foi presidida pelo primeiro-ministro, José Sócrates, tendo também estado presente o ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, Francisco Nunes Correia.
«Há sempre angústias e preocupações dos alunos e das famílias, mas, em regra, os exames correm bem, têm corrido bem e eu espero que esta época seja também tranquila», disse.
Maria de Lurdes Rodrigues lembrou que foi o actual Governo que colocou os professores nas escolas por três anos, pelo que hoje os estabelecimentos de ensino «têm condições de trabalho e de estabilidade do corpo docente» como «nunca tiveram».
Muitos testes e exercícios prepararam alunos
Segundo a governante, para esta época de exames, o Ministério da Educação introduziu muitas inovações, nomeadamente por ter disponibilizado muitos testes e exercícios para que as escolas preparassem os seus alunos.
Confrontada acerca de críticas de que cada vez os exames estão mais fáceis, a ministra aconselhou «prudência», sublinhando que os exames são feitos por peritos e requerem uma «competência técnica particular».
Fonte: iol.pt
Sócrates quer escola pública na "linha da frente" tecnológica
O primeiro-ministro, José Sócrates, traçou hoje o objectivo de colocar a escola pública portuguesa na "linha da frente" tecnológica, já com resultados a partir do próximo ano, graças a um investimento global de 400 milhões de euros.
"No desenvolvimento tecnológico de Portugal, a escola ficou sempre um pouco para trás e só se desenvolveu mais tarde. Pois eu quero, com este Plano Tecnológico da Educação (PTE), que a escola pública em Portugal esteja na linha da frente do desenvolvimento tecnológico", assegurou.
O primeiro-ministro falava, em Évora, na Escola Secundária André de Gouveia, com mais de 600 alunos e que é um dos estabelecimentos de ensino nacionais com projectos-piloto no âmbito do PTE.
Depois de verificar a concretização de vários desses projectos, como a utilização de mapas digitais num quadro interactivo, numa aula de geografia, José Sócrates apontou a André de Gouveia como um exemplo do que o Governo pretende, para as 1.200 escolas do país, na área das novas tecnologias da informação e comunicação.
"Viemos apresentar o vosso exemplo como um exemplo que vai ser replicado em todas as escolas", disse, enumerando os projectos que vão ser implementados, alguns deles já a partir do "início do próximo ano lectivo" e os restantes no início de 2009.
"O nosso objectivo é que, em 2009, todas as escola portuguesas tenham cartão electrónico do aluno", referiu, considerando-o como um instrumento que vai permitir aos estudantes fazerem transacções sem dinheiro e uma melhor gestão da escola.
A videovigilância em todo o espaço escolar foi outro dos passos apontados pelo primeiro-ministro como capaz de proporcionar "mais segurança e, portanto, mais liberdade".
Outro dos objectivos do PTE passa por instalar ligação à Internet em todos os espaços da escola, "desde as salas de aula aos espaços exteriores", com uma velocidade de 48 megabytes por segundo (Mbps).
Além disso, todas as escolas públicas deverão ter um computador por cada cinco alunos, um videoprojector em todas as salas de aula e um quadro interactivo por cada três salas de aula.
"Queremos, naturalmente, um Plano Tecnológico que permita uma maior difusão das tecnologias de informação e comunicação na nossa sociedade e que melhore a inovação e o conhecimento, mas queremos o Plano Tecnológico dentro da escola pública portuguesa", salientou.
O primeiro-ministro lembrou que estão a decorrer seis concursos públicos, que devem ser adjudicados "até final de Julho", envolvendo 400 milhões de euros, o que representa, "porventura, o maior investimento público em tecnologias de informação e comunicação".
"Justamente para que a escola esteja na linha da frente tecnológica, para que não fique, como ficou no passado, mais uma vez para trás", acrescentou.
Na escola alentejana, onde já existe o cartão electrónico do aluno, o sistema de videovilgância, acesso à Internet em todos os espaços, um computador com ligação à Internet por cada 2,57 alunos, um quadro interactivo por cada duas salas de aula e um videoprojector em todas elas, José Sócrates lembrou ainda o cenário que existia nas escolas portuguesas em 2005, quando tomou posse.
"O rácio era de um computador para 16 alunos, muito pouco. Mas vai ser já, no próximo ano lectivo, de um para cinco e não vamos ficar por aqui", disse, insistindo que as escolas vão ser equipadas com um videoprojector em todas as salas de aula e um quadro interactivo por cada três salas de aula.
José Sócrates, que foi recebido com assobios no exterior do estabelecimento por mais de duas dezenas de manifestantes, alguns do Sindicato dos Professores da Zona Sul, lembrou que o seu Governo tem feito "muitas mudanças" na escola pública nos últimos anos e congratulou-se por, "pela primeira vez nos últimos 15 anos", o número de alunos ter aumentado.
"Aumentou, no ano passado e este ano, porque fomos capazes de atrair os alunos à escola. Muitos deles já estavam fora da escola e atraímo-los modernizando a nossa escola", realçou, aludindo aos cursos de educação e formação, capazes de dar aos estudantes "equivalência académica", mas também "apetrechamento profissional".
Lançado há quase um ano, o PTE pretende colocar Portugal entre os cinco países europeus mais avançados na modernização tecnológica dos estabelecimentos de ensino.
Fonte: Visaonline
Etiquetas: e-educação, Escolas
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Obesidade Infantil: Especialistas estão contra a realização de dietas em idade pediátrica
Especialistas em obesidade pediátrica defenderam hoje que as crianças não devem realizar dietas, sendo necessário fazer uma alimentação saudável e diversificada, bem como exercício físico "vigoroso".
"Não é preciso fazer dieta, aliás, não é recomendado em idade pediátrica fazer dieta", afirmou Carla Rego, pediatra e investigadora da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, que preside ao 18º Encontro Anual do European Childhood Obesity Group (Grupo Europeu de Obesidade Infantil) que está a decorrer n Porto.
Segundo a médica, é preciso ensinar a comer de tudo de forma saudável.
"Uma restrição alimentar implica necessariamente desequilíbrio emocional e, sendo assim, nunca deve ser feito na vida dieta, muito menos em idade de crescimento", defendeu.
O norte-americano Bernard Gutin questionou até que ponto vale a pena cumprir uma dieta, defendendo que as crianças devem fazer exercício físico "vigoroso", ou seja, um desporto que implique corrida ou saltos.
Na sua opinião, as crianças não devem fazer dietas como os adultos, e a actividade física é importantíssima por estimular o desenvolvimento, além de influenciar na obesidade.
"As crianças devem fazer esse tipo de exercício físico pelo menos uma hora por dia", disse, considerando também ser necessário alterar hábitos.
Apontou como exemplo a substituição de bebidas com gás por leite às refeições.
"As mesmas 200 calorias do leite são mais benéficas, porque têm cálcio", exemplificou.
Margaritha Caroli, outra especialista presente neste encontro, defendeu ainda um regresso ao passado, designadamente às brincadeiras de rua e passeios ao ar livre, em substituição de horas passadas a ver televisão ou com jogos de consola.
Carla Rego disse que "as armas de terapêutica [para a obesidade - comprimidos e cirurgia] em idade pediátrica, excepto a mudança de comportamentos, são polémicas".
Para a mudança de comportamentos, a especialista defendeu uma maior aposta na prevenção.
"Se há que travar uma pandemia, há que saber como fazê-lo, sobretudo quando essa pandemia tem a ver com comportamentos da mulher antes de engravidar, durante a gravidez, do crescimento da criança, dos pais, das escolas e autarquias", afirmou Carla Rego, acrescentando que "falta legislar, legislar em várias áreas, como a alimentação nas escolas e no que diz respeito à publicidade".
Carla Rego afirmou ainda que, apesar de não existirem números gerais sobre obesidade infantil, porque "não há nenhum rastreio nacional", empiricamente, através das consultas externas, dá para perceber que se trata de um doença que tem aumentado, sobretudo em idades mais precoces.
Fonte: Lusa
Etiquetas: Saúde na escola
Programa "Mais Centro" aprova 26 milhões de euros para novos centros escolares
O Programa Operacional Regional do Centro (PORC) atribuiu uma comparticipação de 26 milhões de euros para a construção de novos centros escolares em vários municípios da região, foi hoje anunciado.
O "Mais Centro -- PORC" aprovou 29 projectos para a requalificação da rede escolar do 1º ciclo do ensino básico e da educação pré-escolar, no âmbito de um segundo concurso para o efeito, que decorreu de 09 de Abril a 02 de Maio.
O investimento total dos projectos financiados ascende a 53 milhões de euros, sendo de 26 milhões de euros a comparticipação do Fundo de Desenvolvimento Regional (FEDER).
Até agora, incluindo o primeiro concurso, com 23 projectos aprovados, o PORC (2007-2013) já contemplou 52 candidaturas para a requalificação da rede escolar na Região Centro, os quais correspondem a 83 milhões de euros de investimento total.
Estão ainda em análise os projectos do terceiro concurso, realizado em Maio.
Um quarto concurso está a decorrer, de 02 de Junho a 27 de Junho, podendo candidatar-se os concelhos "cuja carta educativa se encontre devidamente homologada pelo Ministério da Educação".
Fonte: Lusa
Etiquetas: Educação básica, Escolas
Programa e.escola já tem 290 mil inscritos
O programa e.escola, apresentado em Junho de 2007 pelo Governo, conta com 290 mil inscritos, dos quais 180 mil já receberam computadores portáteis com acesso à Internet em banda larga, anunciou hoje o ministro das Obras Públicas.
"Os programas e.oportunidades, e.escola e e.professores são um poderoso instrumento ao serviço da sociedade da informação e do conhecimento no nosso país", considerou Mário Lino, que falava durante a cerimónia de entrega de diplomas de 12º ano e de 25 computadores portáteis com banda larga a trabalhadores dos CTT, no âmbito da iniciativa Novas Oportunidades.
"O e.escola visa promover a info-inclusão e o acesso à informação e ao conhecimento", acrescentou o ministro, referindo que o programa já tem cerca de 290 mil beneficiários, dos quais cerca de 180 mil já receberam computadores portáteis com ligação à Internet.
O e.escola permite que estudantes, professores e trabalhadores em cursos de formação adquiram um computador portátil pelo valor máximo de 150 euros, sendo o valor máximo da mensalidade de acesso à Internet em banda larga de 17,5 euros.
O programa, que se insere no Plano Tecnológico, é financiado essencialmente pelos operadores móveis - Optimus, TMN e Vodafone -, ao abrigo das obrigações para o desenvolvimento da Sociedade da Informação, como contrapartida pela atribuição de licenças das comunicações de 3ª geração.
Mário Lino considerou Portugal como "uma história de sucesso no domínio das novas tecnologias", sobretudo por ser possível, disse, aceder à Internet com banda larga em quase todo o território, e por ter toda a rede pública de escolas com banda larga.
Actualmente, o número de acessos de banda larga - fixa e móvel - é de cerca de 3,1 milhões, contra os 937.200 em 2005.
Fonte: Lusa
Etiquetas: e-educação
Governo e sindicatos chegam a acordo sobre tranfererência de pessoal não docente para as autarquias
O Governo e a Frente de Sindicatos da UGT chegaram a acordo sobre a transferência de competências para os municípios em matéria de gestão do pessoal não docente, assinando hoje um memorando de entendimento sobre este assunto.
O documento, que será assinado pelo secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, pelo secretário de Estado Adjunto e da Administração Local, Eduardo Cabrita, e pelo coordenador da Frente de Sindicatos da UGT (União Geral de Trabalhadores), João Dias da Silva, pretende estabelecer "mecanismos visando a salvaguarda da situação jurídico-funcional do pessoal abrangido".
Segundo o memorando, a que a Lusa teve acesso, as organizações sindicais participarão nos mecanismos a estabelecer pelo Ministério da Educação para acompanhar e avaliar regularmente a concretização dos contratos de execução das autarquias e sua implementação.
A tutela compromete-se ainda a "ponderar" as sugestões apresentadas pelos sindicatos, tendo em vista a definição dos rácios de pessoal não docente a transferir para as autarquias, de acordo com as dotações do ME para pagamento das despesas com o pessoal não docente das escolas básicas.
Fica ainda definida a garantia de que "no caso de não estarem preenchidas as respectivas necessidades, se determine o recrutamento de pessoal para preenchimento das vagas identificadas de acordo com o previsto nos rácios".
Por outro lado, sindicatos e governo garantem que "a transferência dos não docentes para os quadros ou mapas de pessoal dos municípios deve pressupor a alteração automática e obrigatória das carreiras e dotações desses municípios, de modo a adequarem-se à situação jurídico-funcional do pessoal em causa".
No memorando ficam estipuladas outras orientações, nomeadamente sobre os concursos para chefe de serviços de administração escolar, encarregados de coordenação do pessoal auxiliar de acção educativa, assistentes e auxiliares de acção educativa e situações de reclassificação profissional.
Integram a Frente de Sindicatos da UGT a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação, o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e o Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação.
O Governo chegou igualmente a acordo sobre esta matéria com o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado.
O diploma sobre o alargamento da transferência de competências para as autarquias foi aprovado na generalidade em Conselho de Ministros a 21 de Fevereiro e prevê que as autarquias passem a assumir, a partir do próximo ano lectivo, a responsabilidade pela gestão do pessoal não docente até ao 9º ano, a gestão do parque escolar e a acção social escolar nos 2º e 3º ciclos, assim como o transporte escolar do 3º ciclo, entre outras matérias.
As dotações inscritas no orçamento do ME para pagamento das despesas inerentes às novas atribuições serão transferidas para os municípios no início do ano lectivo de 2008/09.
Na altura, Maria de Lurdes Rodrigues escusou-se a apontar um valor global sobre o montante que a Administração Central irá transferir para as autarquias.
"A transferência financeira será feita por acordo com cada município. Já está feito um levantamento município a município relativamente a estas escolas. Depois, em função do estado de conservação de cada escola, do número de pessoal não docente, do número de alunos abrangidos pela acção social escolar, será transferido o montante relativamente ao recursos que o Ministério da Educação dispõe", declarou a ministra aquando da aprovação do diploma.
"Esperamos que no próximo ano lectivo alguns destes protocolos estejam já concretizados", frisou.
Fonte: Lusa
Etiquetas: Gestão escolar
terça-feira, 3 de junho de 2008
Fórum define objectivos e produz recomendações para Plano de Acção de Educação para a Cidadania
Garantir a formação de professores e outros agentes educativos tendo em vista a aquisição de competências para "trabalhar" a Educação para a Cidadania Global nas escolas é uma das recomendações do relatório do Fórum Educação para a Cidadania.
Tendo como ponto de partida que "em Portugal a qualidade da democracia e o desenvolvimento estão reféns da persistência de importantes défices de cidadania que passam pela fragilidade da cultura crítica, por várias formas de iliteracia e apatia cívica", o Fórum define um conjunto de objectivos estrtégicos e recomendações tendo em vista um Plano de Acção de Educação e de Formação para a Cidadania.
Assim, para concretizar aquele objectivo, defende-se a formação adequada de todos os docentes de todos os níveis de ensino, com o objectivo de os responsabilizar pela transversalização da dimensão da cidadania nos conteúdos programáticos, metodologias e atitudes, em todas as situações vividas na escola.
Outro dos objectivos prende-se com a necessidade de criar condições para que a escola se assuma como um espaço privilegiado de exercício da cidadania e mais consequentemente de educação na e para a cidadania global.
"Encorajzar as escolas e os agrupamentos de escolas a conceber os respectivos projectos educativos como projectos de cidadania global, desenvolvendo competências quer para identificar falhas de cidadania no seu funcionamento, quer para conceber e desenvolver processos partilhados de resolução que permitam ultrapassá-las com beneficio para a comunidade educativa", lê-se no documento.
Por outro lado, o relatório propõe o desenvolvimento de um projecto piloto de dois a três anos em três escolas representativas de diversos tipos e problemáticas para aplicação experimental, acompanhamento e avaliação das setes recomendações, a partir do qual deverá ser avaliada a pertinência da criação de uma disciplina de Educação para a Cidadania Global, como alternativa à actual área curricular não disciplinar de Formação Cívica.
Integrar a cidadania global como temática obrigatória na formação contínua quer de dirigentes, funcionários/as e agentes da administração pública a nível central, regional e local, quer de entidades que prestam serviço público, com particular relevo para o sector da comunicação social é outra das recomendações.
Em relação a estudantes especificamente, o relatório propõe que se assegure a educação para a Cidadania Global como uma componente do curriculo de natureza transversal, em todas as áreas curriculares e em todos os ciclos de ensino, bem como nos espaços curriculares não disciplinares como a Foramação Cívica, Área de Projecto e Estudo Acompanhado.
Um dos objectivos visa o estabelecimento de parcerias e aprofundar de cooperações entre várias entidades públicas e privadas envolvendo a sociedade civil "de modo a conferir maior diversidade, qualidade e relevãncia às actividades de educação para a cidadania global".
Neste objectivo, é ainda proposto a criação de um Observatório de Acompanhamento da concretização das recomendações propostas, devendo este entrar em funcionamentono 1º semestre de 2009.
O Fórum Educação para a Cidadania reuniu diversas personalidades e instituições da sociedade civil que, a título independente, aceitaram prestar o seu contributo intelectual e o seu empenho cívico para uma reflexão alargada sobre a cidadania.
Presidido pelo ex-ministro da Educação Marçal Grilo, o Fórum iniciou o seu trabalho a 27 de Setembro de 2006 e apresenta hoje à tarde o resultado do mesmo aos membros do governo que lançaram o desafio, mas também a entidades e personalidades que desempenham um papel decisivo na promoção de uma cidadania activa e responsável, uma vez que este documento dirige as suas recomendações a um alargado leque de actores sociais.
Fonte: Rtp.pt
Etiquetas: Escola e sociedade
Fenprof recolhe assinaturas para pedir aos deputados alterações ao diploma da gestão escolar
A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) iniciou hoje na Guarda uma recolha de assinaturas para pedir à Assembleia da República a introdução de alterações ao decreto-lei da gestão escolar, de forma a manter a "democraticidade na organização das escolas".
Segundo o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, durante este mês serão recolhidas "mais de quatro mil assinaturas" por todo o país e também via Internet, propondo "um conjunto de alterações" ao decreto-lei da gestão escolar, que será apreciado no Parlamento por iniciativa do PSD e do PCP.
"Sendo essas oportunidades de alterar este modelo de gestão, porque as duas apreciações parlamentares irão obrigar a que o diploma desça [à apreciação em comissão], nós pretendemos com esta petição aproveitar a oportunidade para alterar o decreto", explicou.
Mário Nogueira, que participou hoje na Guarda num plenário distrital de professores e educadores promovido pelo Sindicato dos Professores da Região Centro, adiantou à Lusa que as alterações defendidas pela Fenprof visam "manter a democraticidade na organização das escolas".
O objectivo da Federação é que a direcção da escola "seja eleita e não, praticamente, escolhida através de um procedimento concursal".
A Federação Nacional de Professores também defende que "os professores continuem a escolher aquele que melhor reúne condições para poder ser o seu coordenador de departamento" e que o presidente do Conselho Pedagógico "não tenha necessariamente que ser o director da escola".
"Fundamentalmente, são alterações que vão no sentido de levar a que a lei de bases se cumpra, ou seja, que aquilo que são questões do interesse pedagógico e educativo da escola, prevaleça sobre interesses administrativos", declarou.
No entender de Mário Nogueira, o decreto-lei sobre a gestão das escolas proposto pelo Ministério da Educação "valoriza as vertentes administrativa, burocrática e economicista".
"Pensamos que havendo preocupações a esse nível, não devemos desperdiçar nem ser despesistas, mas o interesse pedagógico e educativo, os interesses dos alunos, devem estar acima de qualquer outro tipo de interesse e de preocupação e este decreto-lei desvaloriza a parte pedagógica", considerou.
Adiantou que a Fenprof já lançou uma campanha nas escolas "no sentido de os professores se recusarem a serem eles os instaladores do regime do director".
"Temos vindo a apelar aos professores para que atirem para o mês de Setembro a constituição dos chamados Conselhos Gerais Transitórios, que é o primeiro procedimento da gestão que levará à aprovação do regulamento interno e à instalação do director", disse.
Também apontou que tem sido feito um apelo aos docentes para que "não se candidatem, não apresentem listas, para que o Ministério da Educação tenha que encontrar solução, que não está prevista nas leis, para esse vazio que vai acontecer" nos estabelecimentos de ensino.
Segundo garantiu, neste momento, "mais de 60 por cento das escolas da região Centro não avançaram com a constituição desses Conselhos Gerais Transitórios e algumas delas avançaram com os processos eleitorais e não surgiram listas".
"Criar dificuldades à instalação deste modelo pode ser uma forma de demonstrar que é a oposição dos professores sobre ele e que tem de ser alterado", sustentou.
Quanto ao processo de avaliação dos professores, assunto também abordado no encontro que juntou mais de meia centena de professores e educadores da Guarda, Mário Nogueira lembrou que "destruir esta avaliação do Ministério da Educação é para nós prioridade mas, claro, substituindo-a por outra".
Recordou que num recente entendimento entre as partes envolvidas no processo "conseguimos que a avaliação se travasse, pelo menos, este ano" e que no próximo será aplicada em regime experimental.
Admitiu que "aquilo que o Ministério da Educação impôs aos professores é uma coisa completamente absurda, inaplicável e incoerente, que está a criar situações complicadas no interior das escolas, do ponto de vista das relações entre professores".
Fonte: Lusa
Etiquetas: Gestão escolar
I Fórum Estudante em Braga
Os alunos do 3.º ciclo e do secundário são chamados a pronunciar-se sobre o actual estado do sistema educativo.
A cidade de Braga acolhe na próxima quarta-feira o I Fórum Estudante. Organizado pelo investigador José Precioso, do Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho, o encontro pretende "dar voz aos alunos e auscultar as suas sugestões".Baseando-se nas estatísticas sobre o insucesso escolar no 3.º ciclo e secundário, José Precioso defende que "grande parte da responsabilidade por este estado de coisas é do Ministério da Educação". No passado ano lectivo, a percentagem de reprovações no 3.º ciclo foi de 21%. O investigador acredita que este "é um fenómeno em expansão".Pôr os alunos a dar a opinião sobre o actual estado do ensino, propondo soluções concretas para o melhorar, é o objectivo do I Fórum Estudante, que se realizará no Instituto Português da Juventude, em Braga. No encontro, serão apresentados alguns dados sobre as questões relacionadas com o insucesso escolar, que servirão de ponto de partida para a discussão entre os alunos.Baseando-se na experiência colhida junto de associações de professores e investigadores na área, José Precioso faz o diagnóstico e avança com uma série de propostas para baixar a taxa de insucesso. São vários os factores que o investigador aponta como causas para o insucesso: elevada quantidade de disciplinas, excesso da carga horária, peso de conteúdos relacionados com a memorização, falta de relação entre os conteúdos e a vida, provas de avaliação mal elaboradas. Por isso, José Precisoso sugere, entre outras medidas, o fim dos exames do 9.º ano, uma aposta nos trabalhos práticos e a redução do número de disciplinas.Os alunos são chamados a pronunciar-se sobre esta abordagem, numa reunião cujas conclusões serão endereçadas ao Ministério da Educação.
Fonte: educare.pt
Etiquetas: Alunos, Educação básica, Insucesso escolar
ME abre propostas para fornecimento e instalação de 111.491 computadores
O Ministério da Educação procede hoje de manhã à abertura das propostas do concurso público internacional para o fornecimento e instalação de 111.491 computadores, aquisição orçada em 70 milhões de euros que beneficia cerca de 1.200 escolas.
As escolas abrangidas - escolas públicas com 2º e 3ºo ciclos do Ensino básico e Ensino secundário, localizam-se em Portugal continental, refere a nota à imprensa do Ministério da Educação. A medida, inserida no âmbito do Plano Tecnológico da Educação (PTE), e que prevê também a manutenção e apoio técnico a esses computadores nas escolas abrangidas, é descrita no comunicado como «facilitadora dos processos de ensino e aprendizagem».O PTE - um programa de modernização tecnológica destinado aos estabelecimento de ensino - é composto por três eixos de actuação (tecnologia, conteúdos e formação).Cerca de 1.200 escolas terão, já no próximo ano lectivo, um computador por cada cinco alunos, rácio que «colocará Portugal entre os países europeus mais avançados neste domínio».João da Mata, coordenador do Plano Tecnológico da Educação, reforça no comunicado: «Esta aquisição criará condições para melhorar o desempenho escolar dos nossos alunos e garantirá a igualdade de acesso às Tecnologias de Informação e de Comunicação».
Fonte: Sol
Etiquetas: e-educação, Novidades ano lectivo 2008/2009
Governo britânico ajudará na educação do consumo de álcool
Os pais britânicos receberão informação do Governo para terem ajuda para educar os seus filhos adolescentes sobre o consumo seguro de álcool, num plano para que os jovens bebam de forma responsável.
Ao divulgar nesta segunda-feira, 2, o plano o ministro da Infância, Ed Balls, disse que o Governo consultará seu médico assessor, Liam Donaldson, sobre as informações que serão distribuídas aos pais sobre a quantidade de álcool e à freqüência do consumo seguro.
Os pais que não conseguirem os resultados esperados, em casos de famílias nas quais os adolescentes consomem muito álcool, deverão assistir a cursos especiais para aprenderem a educar seus filhos, caso contrário podem ser processados, diz o plano.
O Partido Conservador, primeiro da oposição, e o Liberal-Democrata afirmaram que a legislação neste aspecto não é a solução do problema.
Ao mesmo tempo, sempre segundo o programa do Governo, os bares e as lojas estarão obrigadas a pedir identificação aos adolescentes que não pareçam ter mais de 18 anos - a idade legal para a compra de álcool - antes de lhes vender bebida.
Beber muito é "prejudicial à saúde, é prejudicial à nossa sociedade e necessitamos apoiar os pais", declarou Balls.
Fonte: Estadao.com.br
Etiquetas: É destaque lá por fora
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Concurso para directores de escola – discussão das novas regras
A forte discordância com o novo modelo de gestão das escolas leva a que a Fenprof não emita um parecer sobre o projecto de portaria da tutela, que visa estabelecer as regras de concurso para directores de escola. A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) anuncia o lançamento de uma petição dirigida à Assembleia da República com o objectivo de ver rediscutido o Decreto-Lei n.º 75/2008, relativo ao novo modelo de gestão e administração das escolas.
Esta estrutura sindical considera que o modelo de gestão escolar estabelecido no referido diploma "cerceia aspectos fundamentais de exercício da autonomia pelas escolas e liquida espaços de participação democrática da comunidade escolar".
Em comunicado, após reunião com a tutela, a Fenprof considera que “o director, pelas competências que lhe são cometidas, pelo poder que lhe é atribuído e pela sua dependência política directa do Ministro da Educação, que o pode demitir, assume, realmente, um papel de extensão da administração educativa dentro das escolas”.
Por estas razões, a Fenprof considera que não poderia emitir qualquer parecer face ao projecto de portaria que visa estabelecer as regras de concurso para directores de escola.
Não obstante, salienta-se que o diploma “não resolve o problema que subjaz a um sistema misto de selecção do director (procedimento concursal e eleição por colégio de representantes)”, assentando em “princípios que se rejeitam, concretizados em aspectos como a possibilidade de um docente do ensino privado poder dirigir um estabelecimento público de ensino”.
A tutela, por seu turno, com a publicação do novo regime de autonomia, administração e gestão das escolas, enfatiza o reforço da participação das famílias e comunidades na direcção estratégica dos estabelecimentos de ensino, em particular através do conselho geral, bem como o reforço da lideranças das escolas.
Fonte: Texto Editores
Etiquetas: Gestão escolar, Professores
Campeão de cálculo aos oito anos
A rapidez com que André Esteves, de oito anos, resolve de cabeça as contas no café do pai e ajuda o irmão de cinco a fazer as primeiras somas, foram reconhecidas com o título de Campeão Nacional de Cálculo Mental."Gosto de fazer contas. Não é preciso fazer muito força para pensar e acho que a matemática é gira", disse à Agência Lusa o aluno da Escola da Boa Esperança, em Castelo Branco.André Esteves foi o primeiro classificado entre os alunos do 2.º ano de escolaridade que concorreram ao concurso nacional de cálculo mental da editora Eudactica, cuja final decorreu a 12 de Maio, em Cascais.Foi o mais rápido a dar as respostas certas num jogo didáctico com cartas. Em cada uma há uma conta para fazer, com cálculos diferentes para cada nível de escolaridade - começando com somas e subtracções no primeiro ano até expressões que juntam as quatro operações básicas no nono ano.Desafios que André conseguiu ultrapassar, tal como noutros concursos em que a escola o levou a participar no último ano. Já na final escolar tinha conseguido fazer 24 cálculos num minuto. "4 mais 3? Sete", aponta André, ao exemplificar uma das contas que propõe ao irmão mais novo e que ele já resolve, sem sequer contar pelos dedos. Números maiores não o assustam. "83 menos 5? 78"."É isso que queremos, apostar no cálculo mental", explica Etelvina Vicente, directora da escola e professora do "campeão", como é chamado pelos colegas. "Alunos como ele, que se destacam, puxam pelo resto da turma", realça.Um papel que "deve ser acompanhado, em contraponto ao facilitismo do actual sistema de ensino em que os melhores alunos são prejudicados", refere Mário Afonso, coordenador do Departamento de Matemática do agrupamento de Escolas Cidade de Castelo Branco. André ainda não faz ideia do que quer ser quando for grande, mas tem consciência de que tem rapidez de cálculo mental porque "é uma coisa boa". "Faço contas de cabeça na escola, em casa, quando é preciso", excepto no futebol, a outra grande paixão que o jovem sportinguista pratica todos os sábados no Desportivo de Castelo Branco.No concurso que venceu, o Agrupamento de Escolas Cidade de Castelo Branco ainda conseguiu colocar outros cinco alunos de outros anos de escolaridade entre os dez melhores classificados. Segundo Mário Afonso, trata-se de um dos vários concursos nacionais promovidos por diversas entidades a que o agrupamento escolar concorre, em diferentes disciplinas. "Tentamos sempre entrar nestas competições, porque isso leva todos os alunos a interessarem-se mais pelas matérias. É bom não só para os que vencem mas para o resto da turma", justifica.
Fonte: DN
Etiquetas: Alunos, Matemática
Ameaça de pedofilia na Web deixa escolas em alerta
Escolas mudam a rotina de acesso aos laboratórios virtuais e à Internet por medo do assédio de pedófilos. O acompanhamento e o diálogo com as crianças são as melhores formas de proteção.
A CPI da Pedofilia, que nas últimas semanas promoveu a quebra de sigilo de mais de três mil perfis no Orkut e revelou a ação de mais de 500 pedófilos no site de relacionamentos, trouxe à tona um questionamento: como os pais e as escolas podem proteger filhos e alunos da exposição a esse tipo de assédio? Segundo informações do site www.censura.com.br - Campanha Nacional de Combate à Pedofilia -, a Internet é hoje o principal meio de divulgação da pedofilia, que movimenta milhões de dólares por ano e forma verdadeiras redes com o objetivo de articular e unir os pedófilos, adquirir fotos, vídeos, fazer turismo sexual e tráfico de menores. No Colégio Agnus, por exemplo, o acesso dos estudantes a Internet passou a ser acompanhado por uma educadora, seja na sala de informática, no laboratório de multimeios ou na biblioteca. "Também estamos formando um grupo de pais e mães para lidar com as questões da violência doméstica; essa formação inclui o aprendizado sobre como proteger os filhos da pedofilia", revela Fernando Antônio Pinto, diretor da escola, assistente-social e mestrando em Educação pela Universidade São Marcos (SP). A escola admite que adotou essa iniciativa por precaução, visto que desconhece qualquer tentativa de aliciamento dos estudantes do local. Entre outras medidas preventivas, o bloqueio de acesso ao site de relacionamentos Orkut, ao MSN e às salas de bate-papo. "Queremos ainda este ano transformar o laboratório de informática da escola numa lan house, porque muitos alunos não acessam Internet em casa e assim garantiremos que o tempo livre na web seja usado para pesquisas ou para atividades produtivas", planeja o diretor. A preocupação redobrou com a CPI da Pedofilia tanto que o tema entrou para a pauta do I Encontro de Temas Polêmicos, que a escola realizou nos últimos dias 30 e 31 de maio, em parceria com o Colégio Rosa Gattorno. Na Escola Vila, além do acesso ser monitorado num laboratório que só comporta 10 alunos por aula, a coordenação pedagógica elaborou uma disciplina chamada Desenvolvimento Humano. Segundo Áurea de Abreu, psicóloga, nessa disciplina são trabalhadas as questões cotidianas e os conflitos inerentes a cada idade, como sexualidade, drogas, violência e abuso sexual. "A escola precisa ser um espaço de confiança. Desde que a gente percebeu que esse era um perigo que não está longe da gente, porque ele vem pela Internet e entra na vida de qualquer um, que muitas crianças estão sendo vítimas, que adotamos medidas preventivas", revela a psicóloga. A Escola também procura orientar os pais. "Conversas e bloqueio de sites prejudiciais, bem como acompanhamento dos ambientes que a criança freqüenta na Internet, são as dicas básicas". Para Ana Carmen Santana, pesquisadora no Laboratório de Multimeios da Universidade Federal do Ceará (UFC), aluna da pós-graduação em Educação da UFC e monitora na Bibliotequinha Virtual do Centro Cultural Banco do Nordeste, a escola deve ficar atenta e ao lado dessas crianças, para que as descobertas sejam utilizadas pedagogicamente na melhoria da qualidade de ensino e na formação de cidadãos críticos em nossa sociedade. "Numa situação onde for pesquisar sobre sexo ou sexualidade, o indicativo para sítios pornográficos estará lá nos resultados, mas a mediação pode tornar aquilo motivo de piada, tabu, ou até mesmo facilitação de acesso a materiais pornográficos. Trabalhar com o lema 'nada é proibido, mas nem tudo é permitido' é o que aprendemos e trabalhamos nos projetos do Laboratório Multimeios da UFC, e essa é nossa sugestão para que o chamado das turmas para a construção de regras de convivência coletiva seja algo concreto". EMAIS Como identificar um pedófilo De acordo com a Polícia Federal, existe, sim, um perfil de pedófilo que age através da Internet, apesar dela acreditar que, em casos de pedofilia, nem sempre há regra ou padrão estabelecido. Na maioria dos casos apurados pela polícia, o perfil é de um homem entre 30 e 45 anos, solteiro, que mora sozinho, reservado, inseguro, tem dificuldade de manter relações afetivas por muito tempo e, em alguns casos, cansou de consumir pornografia adulta, migrando para a pedofilia. Entenda a CPI da Pedofilia A CPI da Pedofilia, presidida pelo senador Magno Malta (PR-ES), foi instaurada no dia 25 de março de 2008 devido a várias denúncias que a organização não-governamental (ONG) SaferNet vinha fazendo ao Ministério Público, há mais de quatro anos, de crimes praticados na internet. Ela surge na esteira da CPI da Exploração Sexual para investigar as redes de pornografia infantil e outros delitos cibernéticos. Um balanço parcial da ONG mostrou que, no primeiro trimestre de 2008, houve um aumento de 107% na publicação de páginas de interesse de pedófilos no site de relacionamento Orkut. O número de denúncias sobre o assunto chegou a 35.049, ou 500 registros diários. Em 2007, foram 267.089 denúncias.
Fonte: O Povo
Etiquetas: É destaque lá por fora, Pais
Ministra testa primeira escola apoiada no Plano Tecnológico da Educação
A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, garantiu em S. João da Madeira que "várias das dimensões" do Plano Tecnológico da Educação arrancam no início do próximo ano lectivo em todas as escolas do País.
"As escolas estão já a ser preparadas e no início do próximo ano lectivo várias das dimensões do Plano Tecnológico da Educação estarão concretizadas em todos os estabelecimentos", afirmou Maria de Lurdes Rodrigues.
A ministra da Educação falava aos jornalistas no final de uma visita à Escola Secundária Serafim Leite, em S. João da Madeira, a única do País com o primeiro eixo do Plano Tecnológico da Educação (PTE) concluído.
O PTE - um programa de modernização tecnológica destinado aos estabelecimento de ensino - é composto por três eixos de actuação (tecnologia, conteúdos e formação).
A ambição do plano é "colocar Portugal entre os cinco países europeus mais avançados em matéria de modernização tecnológica das escolas até 2010".
A ministra da Educação disse ainda esperar que "todas as escolas no início do próximo ano lectivo tenham ligação à Internet em Banda Larga (com velocidade de acesso de 48Mbps), estejam equipadas com computadores - permitindo atingir o rácio de cinco alunos por computador - e que as obras necessária à criação das redes locais estejam com grande avanço".
A Escola Secundária Serafim Leite, a comemorar o seu 50º aniversário, tem-se destacado pela "forte aposta" nas questões ligadas à tecnologia, segundo Maria de Lurdes Rodrigues.
As salas de aula estão equipadas com mapas digitais, computadores, videoprojectores e quadros interactivos.
A escola tem já instalado um sistema de comunicações de voz preparado para funcionar sobre protocolo de Internet (VoIP) e lançou o cartão electrónico do aluno, entre outras componentes tecnológicas.
Durante a visita, Maria de Lurdes Rodrigues inaugurou ainda o Centro Multidisciplinar e Interactivo da "Serafim Leite", um investimento na ordem dos 600 mil euros, verba financiada pelo Ministério da Educação.
O equipamento - com ar condicionado e aquecimento central - integra auditório, sala de reuniões, biblioteca/mediateca e uma área polivalente com cafetaria.
A Escola Secundária Serafim Leite é a mais antiga da cidade e conta actualmente com cerca de 870 alunos matriculados no ensino diurno e 500 a frequentarem as aulas nocturnas.
Fonte: Lusa
Etiquetas: e-educação, Novidades ano lectivo 2008/2009
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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