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sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Florida: Bons alunos têm direito a lanche grátis no McDonald's

A penetração da publicidade nos Estados Unidos não conhece limites e pode chegar até mesmo nos boletins escolares. É o que vem acontecendo no Condado Seminole (Flórida), onde 27 mil estudantes das escolas médias recebem as suas notas ao lado do emblema do McDonald's.
Os jovens deste Condado agora são obrigados a sofrer a acção publicitária em documentos escolares oficiais, enviados diretamente para as suas casas (nos Estados Unidos, os alunos recebem os boletins pelo correio). Junto com as notas, aparece a propaganda do "Lanche Feliz" do McDonald's, e, além disso, cada aluno com bons resultados tem direito a um sanduíche grátis.
O jornal norte-americano "Chicago Tribune" publicou nesta quinta-feira a situação explicando como a cadeia fast-food ofereceu a proposta de pagar os custos de impressão (por US$ 1.600) dos 27 mil boletins. Em troca, a empresa McDonald's obteve o direito de estampar sua marca nos envelopes e nos próprios boletins.
Frente a algumas reclamações de pais insatisfeitos, o McDonald's, segundo o jornal, justificou-se dizendo que a propaganda se refere somente a produtos de baixo teor calórico, e que a campanha se presta a difundir o hábito da alimentação saudável entre os jovens.
Fonte: Folhaonline

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Artigo de opinião


O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicas

Hoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.

in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)