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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Ensino profissional mais que triplicou nos últimos dez anos

ensino profissional mais do que triplicou nos últimos dez anos em Portugal, tanto em número de alunos como na oferta de cursos, abrangendo actualmente quase um terço dos estudantes do secundário, indicam dados do Ministério da Educação.
Em 2009, ano em que se comemoram os 20 anos do ensino profissional em Portugal, estão a frequentar este tipo de cursos quase 91 mil alunos, dos quais 60,3 por cento em escolas secundárias públicas, segundo os mesmos dados.
O número de alunos inscritos em cursos profissionais tem mantido crescimentos constantes desde há, pelo menos, dez anos, quando estavam inscritos 27.995 alunos, apenas nas escolas profissionais.
O crescimento nos últimos dez anos reforça a convicção da ministra da Educação de que a meta do Governo nesta matéria vai ser atingida.
"O Governo propunha-se atingir a meta de, em 2010, ter metade dos alunos do secundário a frequentar a via qualificante e, actualmente, à entrada no 10º ano, já alcançámos o objectivo", afirmou Maria de Lurdes Rodrigues, em declarações à agência Lusa, a propósito das comemorações públicas, que se iniciaram em Janeiro.
Para o presidente da Associação Nacional do Ensino Profissional, no entanto, o ensino profissional abrange ainda uma parcela relativamente reduzida da população estudantil, já que a opção por cursos profissionais é feita por 30 por cento dos cerca de 300 mil alunos que frequentam o ensino secundário em Portugal.
"Estamos ainda muito longe dos níveis atingidos nos países do Norte da Europa, onde 70 a 80 por cento dos jovens no ensino secundário escolhem um percurso de formação qualificante", destacou o presidente da Associação Nacional do Ensino Profissional (ANESPO), Luís Presa, em declarações à agência Lusa.
A ministra considera que o número de cursos profissionais oferecidos está "já num nível aceitável", mas admite a possibilidade de um alargamento, tendo em conta as "dinâmicas da procura".
Em 1998, as escolas profissionais ofereciam 1.400 cursos, enquanto actualmente escolas públicas e privadas disponibilizam mais de 4.500.
Os cursos profissionais, desenvolvidos em Portugal de forma pioneira pelas escolas profissionais, criadas por decreto-lei de Janeiro de 1989, são uma oferta formativa de dupla certificação destinada a jovens e cujo objectivo principal é a inserção no mercado de trabalho, embora permitam o prosseguimento dos estudos no ensino superior.
Para além de conferirem um nível secundário de educação, as aprendizagens realizadas nestes cursos valorizam o desenvolvimento de competências pessoais e técnicas necessárias ao exercício de uma profissão.
Esta valorização dos conteúdos directamente ligados ao mundo do trabalho tem permitido ao ensino profissional garantir taxas de empregabilidade da ordem dos 80 por cento, dependendo dos sectores de actividade, indicou Luís Presa.
Entre as áreas em que os formandos do ensino profissional são mais procurados, Luís Presa destaca a hotelaria, informática e electrónica e construção civil, "embora praticamente todos os cursos tenham uma boa aceitação por parte dos empregadores".
Para a ministra, o "êxito" do ensino profissional tem ainda uma outra faceta: a de manter na escola jovens que não pretendiam prosseguir os estudos até ao superior e para os quais, "durante muitos anos, o País não oferecia resposta".
"Aquilo que o País teve para oferecer aos jovens durante muitos anos foram apenas quatro ou cinco cursos secundários vocacionados para o acesso ao ensino superior", referiu a ministra, lembrando todos os jovens que não se reviam nessa expectativa e que conduziram Portugal a "uma inaceitável taxa de abandono escolar de 50 por cento" à entrada para o 10º ano.
Com a introdução destes cursos nas escolas secundárias públicas, verificada no ano lectivo 2004/2005, estas têm passado a desempenhar um maior papel na oferta dos cursos profissionais e, no actual ano, já são frequentadas por 60 por cento dos alunos que optam pelas vias profissionalizantes.
Mas tal não significa que as ecolas públicas venham a substituir as escolas privadas nesta área do ensino. "Esta foi uma experiência iniciada pelas escolas privadas, que se tornaram num exemplo de boas práticas. Por isso, decidimos alargá-lo às escolas públicas. Necessitamos das escolas privadas, que têm desenvolvido um excelente trabalho", afirmou a ministra.
No entanto, salientou, as escolas públicas "têm mais recursos, mais professores, é natural que venham a suplantar ainda mais as escolas privadas" na oferta deste tipo de ensino.
As comemorações dos 20 anos da criação das escolas profissionais prevêem a realização de seminários, encontros, debates ou conferências sobre o tema, ao ritmo de, pelo menos, uma actividade em cada mês do ano.
A comissão de honra das comemorações é presidida pelo antigo ministro da Educação Roberto Carneiro e o programa tem um financiamento de 500 mil euros, atribuído pela Agência Nacional para a Qualificação (ANQ).
Fonte: Expresso

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Nuno Gomes, Moutinho e Veloso voltam à escola

Os jogadores de futebol Nuno Gomes, do Benfica, e João Moutinho e Miguel Veloso, do Sporting, vão voltar a estudar para acabar o 12º. ano, noticia hoje o 24horas.
As estrelas da bola voltam ao secundário ao abrigo do programa Novas Oportunidades, do Governo, o que lhes dá até acesso a um computador portátil por 150 euros, como qualquer jovem estudante.
Nuno Gomes é o mais 'atrasado', uma vez que tem de começar no 10º. ano de escolaridade. E já não é o primeiro do clube encarnado a inscrever-se, segundo escreve o 24horas. Moreira, Miguel Vítor, Jorge Ribeiro e Ruben Amorim também já passaram pelo Novas Oportunidades para melhorar o currículo.
Já a João Moutinho e Miguel Veloso, do Sporting, falta apenas o 12º. ano para completarem o secundário.
Do FC Porto não há, para já, nenhum jogador inscrito nas Novas Oportunidades, porque o Sindicato de Jogadores ainda não foi ao Dragão sensibilizar para o programa.
A associação dirigida por Joaquim Evangelista tem corrido os clubes de futebol a promover os estudos entre os jogadores e, segundo o 24horas, candidatos não faltam. Silas e Cândido Costa, do Belenenses, já se inscreveram e no Estrela da Amadora, praticamente toda a equipa quis entrar para o programa.
Fonte: Sol

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Recomendações sobre as ofertas educativas e formativas de dupla certificação de jovens

A Agência Nacional para a Qualificação (ANQ) disponibiliza um conjunto de informações, de sugestões e de recomendações referentes à organização e ao funcionamento dos cursos de educação e formação (CEF) e dos cursos profissionais.
O alargamento da oferta de cursos de dupla certificação de jovens nas escolas da rede pública implicou novas exigências que tornam necessário o desenvolvimento de mecanismos de acompanhamento e de apoio às escolas.
Com este objectivo, a ANQ, em colaboração com as direcções regionais de educação, realizou, no primeiro semestre de 2008, visitas de acompanhamento a várias escolas com ofertas de CEF e de cursos profissionais.

O documento elaborado resulta da análise da informação recolhida durante essas visitas, bem como das orientações constantes no documento Recomendações para a Reforma do Ensino Secundário do Grupo de Avaliação e Acompanhamento da Implementação da Reforma do Ensino Secundário.

Esta partilha de experiências e de soluções pretende apoiar as escolas e os professores no processo de alargamento das ofertas de dupla certificação e de consolidação e sustentabilidade da rede.

Através da análise efectuada, é de salientar o facto de as escolas terem conseguido encontrar soluções adequadas aos seus contextos que, sendo muito diversas, apresentam denominadores comuns.

No que se refere à organização da escola, é fundamental o enquadramento das ofertas qualificantes na sua orientação estratégica, com reflexo no projecto educativo e no regulamento interno.

Para a coordenação das ofertas, as escolas têm optado pela nomeação de um coordenador integrado na direcção executiva, em consonância com as directrizes da iniciativa Novas Oportunidades.

Para a definição de uma rede equilibrada e sustentável de percursos qualificantes, as escolas devem ter a preocupação de seleccionar os cursos tendo em conta a oferta existente na região e as necessidades de emprego locais.

Quando está em causa a oferta de cursos cujas saídas correspondem a profissões regulamentadas, é necessário integrar o parecer prévio das autoridades competentes, tendo em vista garantir a certificação dos alunos para o exercício dessas profissões.

É de sublinhar a importância da gestão do currículo e da flexibilidade curricular, visível na distribuição da carga horária e das disciplinas ou módulos do plano de estudos e, ainda, na definição de momentos, de instrumentos e de estratégias de recuperação das aprendizagens.

Entre as estratégias pedagógicas desenvolvidas pelas escolas para promover o sucesso dos alunos e valorizar as formações de dupla certificação, contam-se as exposições de trabalhos dos alunos, o trabalho de projecto, o trabalho cooperativo na realização de tarefas de pesquisa, o debate de ideias em assembleia de turma, a participação em concursos e em mostras internacionais, os projectos de empreendedorismo e criação de empresas virtuais e as visitas de estudo a entidades empregadoras.

Na gestão de recursos humanos, as competências e a autonomia atribuídas às equipas pedagógicas e a realização de reuniões periódicas das equipas proporcionam espaços de trabalho interdisciplinar e de partilha de saberes e de experiências entre os professores para conceberem, aplicarem e reformularem estratégias e instrumentos de natureza pedagógica e didáctica.

Para uma gestão pedagógica eficaz da oferta qualificante, tem contribuído a disponibilização de informação de apoio à prática pedagógica, sendo exemplo disso a plataforma moodle, que permite uma maior e mais rápida interacção entre alunos, pais e professores.

Quanto à promoção do sucesso dos alunos, salienta-se o estabelecimento de relações de proximidade na comunidade educativa, nomeadamente no envolvimento dos alunos e dos encarregados de educação nas actividades da escola.

A ligação ao meio envolvente, através do desenvolvimento de protocolos de colaboração e de parcerias, é fundamental na promoção da dinâmica da escola para encontrar soluções diversificadas para as situações de aprendizagem.

Por outro lado, facilita a gestão dos recursos materiais e dos equipamento, bem como a organização da formação em contexto de trabalho, ao potenciar a rendibilização de instalações e de equipamentos, quer da escola quer das entidades com que colabora.

Relativamente ao tipo de prova realizada pelos alunos no final dos cursos, verificam-se duas situações distintas.

Nos cursos profissionais, a Prova de Aptidão Profissional (PAP) constitui-se como um projecto demonstrativo de saberes e de competências profissionais adquiridos ao longo da formação, pelo que deverá reflectir o perfil de saída do curso e o interesse dos alunos, partindo de projectos apresentados pelos mesmos.

Já a Prova de Avaliação Final (PAF) nos CEF deverá assegurar que a realização dos trabalhos práticos seja demonstrativa das actividades do perfil de competências pretendido.

Para mais informações, consultar as Recomendações de apoio à organização e funcionamento das ofertas educativas e formativas de dupla certificação de jovens.

Fonte: Portal da Educação

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Regras para prosseguimento de estudos para o ensino superior destinadas aos candidatos sem classificação final do ensino secundário

As regras relativas à determinação da classificação para efeitos de prosseguimento de estudos dos indivíduos certificados no nível secundário através de processos de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC), de Cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA), de formações modulares ou de módulos de formação constantes dos referenciais de formação integrados no Catálogo Nacional de Qualificações foram clarificadas.
A necessidade de regulamentação prende-se com o facto de as referidas modalidades de conclusão do ensino secundário, pela sua identidade, não conferirem aos formandos que as frequentam uma classificação final deste nível de ensino.
Assim, nestes casos, para efeitos de seriação de candidatos a um curso do ensino superior, o valor da classificação final do ensino secundário é fixado de acordo com os critérios aprovados pela Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES), que consideram os resultados obtidos nas provas de ingresso realizadas pelos candidatos.
De acordo com a CNAES, a classificação final do ensino secundário a atribuir a estes candidatos é a que resulta da classificação ou da média das classificações obtidas nos exames nacionais do ensino secundário, que se constituem como provas de ingresso para o curso pretendido.
Os candidatos que concluam o nível do ensino secundário através de processos de RVCC, de Cursos EFA, de formações modulares ou de módulos de formação constantes dos referenciais de formação integrados no Catálogo Nacional de Qualificações podem igualmente aceder ao ensino superior ao abrigo do regime dirigido a maiores de 23 anos, independentemente das habilitações académicas que possuem.
Fonte: Portal da Educação

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

90 mil adultos obtiveram certificação no programa Novas Oportunidades

Mais de 90 mil portugueses dos quase 450 mil que se inscreveram no programa Novas Oportunidades obtiveram certificação ao nível do ensino básico e secundário. Desde o início de 2007 até 31 de Agosto já se inscreveram 447.774 adultos nos centros de Novas Oportunidades, 92.351 já obtiveram certificados e destes, mais de quatro mil foram de nível secundário.Segundo o ministro do Trabalho e da Solidariedade Social o programa já envolveu 10 por cento da população activa, um número que demonstra que o programa está a ter uma boa adesão. Os dados a que a Agência Lusa teve acesso revelam que, desde o início do Novas Oportunidades, em 2006, inscreveram-se no programa 516 mil adultos, dos quais obtiveram certificação 161.683 mil.Dos 447.774 adultos que se inscreveram, 213.890 tinham como objectivo a equiparação ao ensino básico, enquanto 233.884 pretendiam o nível secundário. A maioria dos inscritos para obter o nível básico tinha entre 35 e 44 anos, mas os inscritos para obter o nível secundário têm na maioria dos casos entre 25 e 34 anos. A região Norte foi a que registou a maior incidência de inscrições para obtenção do nível básico e do nível secundário. O programa de requalificação Novas Oportunidades, apresentado em Setembro de 2005 pelo primeiro-ministro, é tutelado pelo Ministério do Trabalho e pelo Ministério da Educação. O objectivo do programa é qualificar um milhão de activos até 2010, assim como envolver mais de 650 mil jovens em cursos técnicos e profissionalizantes.Segundo dados do Ministério da Educação, só 20 por cento da população adulta portuguesa completou o ensino secundário. Nos países da OCDE esta percentagem ronda os 70 por cento. Dos cerca de cinco milhões de portugueses que integram a população activa, metade tem menos que a escolaridade obrigatória. Portugal tem mais de 485 mil jovens a trabalhar sem o ensino secundário completo e mais de 266 mil não concluíram a escolaridade obrigatória.
Fonte: Público

Dentro de oito anos todas as Escolas Secundárias terão cursos profissionais

A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues disse, em Famalicão que, dentro de oito anos, todas as escolas secundárias portuguesas estarão preparadas para ministrar cursos profissionais aos alunos e para o programa de adultos «Novas Oportunidades».
“Em simultâneo com esta modernização e preparação das escolas queremos que todos os alunos que concluem o nono ano, prossigam no secundário e o terminem, quer pela via dos cursos profissionais quer indo para o ensino superior”, afirmou Maria de Lurdes Rodrigues.
A governante falava durante a sessão solene de inauguração das obras de adaptação de um pavilhão na Escola Benjamin Salgado de Joane, Famalicão, ao programa «Novas Oportunidades» e aos cursos profissionais.
No acto participaram, o ministro da Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, o secretário de Estado da mesma pasta, Fernando Medina, o Governador Civil de Braga, Fernando Moniz e o director da escola, Alfredo Mendes.
Maria de Lurdes Rodrigues enalteceu a capacidade demonstrada pelas escolas secundárias na introdução das duas medidas, os cursos e o programa, afirmando que, logo no segundo ano da sua implementação,“não houve nenhuma escola secundária que não tivesse aderido”.
Sublinhou que o sistema de cursos profissionais e escolarização de adultos “está, agora, numa fase de consolidação”, para que cresça e se torne uma realidade na sociedade portuguesa. Vincou que o desafio lançado às escolas nestas duas áreas “contraria a sua tradição de funcionamento”, já que exige capacidade de liderança, abertura externa ao meio social e empresarial e qualidade da aprendizagem.
Referiu que a aposta nesta vertente do ensino vai, também, pedir que haja “variedade nas ofertas de formação”, numa óptica de “escola de serviço público dirigida à população”.
Lembrou as recentes medidas governamentais de alargamento dos apoios sociais na escola, ao ensino secundário, acentuando que, deste modo, “ninguém tem pretexto para abandonar a escola”, como ainda acontecia há quatro anos atrás, quando a taxa de abandono ou insucesso era de 50 por cento dos alunos.
Fonte: Sol

quinta-feira, 26 de junho de 2008

OCDE publica relatório sobre Portugal

A Organização para a Cooperação e para o Desenvolvimento Económico (OCDE) divulgou o "Economic Survey" de 2008, neste ano centrado no tema da globalização, onde avalia a situação económica de Portugal em várias áreas e faz as respectivas recomendações.
Relativamente à área da educação, o relatório enumera os vários programas levados a cabo pelo Governo, no sentido de reforçar as qualificações dos jovens e dos adultos, colmatando as necessidades do mercado de trabalho.

O relatório salienta como especialmente positivas as apostas na educação profissionalmente qualificante e na valorização e qualificação da carreira docente.

O documento refere a importância da iniciativa Novas Oportunidades, nomeadamente no que respeita ao desenvolvimento da rede de centros, à diversificação da oferta de cursos (especialmente de cursos de dupla certificação) para jovens estudantes, e ao reconhecimento, à validação e à certificação de competências de adultos.

Os resultados obtidos através desta iniciativa são valorizados, designadamente o aumento da procura de cursos profissionalizantes por parte dos alunos do ensino secundário, assim como a expansão da rede de Centros Novas Oportunidades e o aumento do número de adultos abrangidos por esta iniciativa.

O melhoramento e a modernização dos curricula e a diversificação da oferta dos cursos vocacionais e técnicos no secundário revela-se uma aposta frutífera a curto prazo, uma vez que facilita a efectiva entrada dos jovens no mercado de trabalho.

Em outras áreas da educação, o relatório refere as boas práticas levadas a cabo para a valorização e a qualificação da carreira docente, como a prova de acesso à carreira docente e a aposta na formação dos professores.

A OCDE recomenda que Portugal prossiga a concretização de políticas que visem o aumento dos níveis de qualificação dos portugueses, apostando na monitorização dos programas e na avaliação rigorosa dos resultados obtidos.

De forma geral, o relatório aponta para um progresso significativo na consolidação fiscal de Portugal e refere a importância das reformas estruturais efectuadas no âmbito da modernização da economia com vista ao melhoramento do crescimento.

A OCDE é um fórum único onde os governantes de 30 democracias convergem esforços para responder aos actuais desafios económicos, sociais e ambientais da globalização. Esta organização proporciona aos vários governos a possibilidade de comparar políticas e experiências e encontrar respostas para problemas semelhantes, identificando as melhores práticas.

O "Economic Survey", publicado de dois em dois anos e sempre com um tema diferente, pretende identificar os maiores desafios económicos que cada país-membro enfrenta e analisar as respostas políticas encontradas.
Fonte: Portal da Educação

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Cursos profissionais com mais 18 mil vagas no 10º ano em 2008/09

O Governo espera ter no próximo ano lectivo 80 mil estudantes a frequentar os cursos profissionais no ensino secundário, aumentando em 18 mil o número de vagas no 10º ano, o que significa um crescimento de quase 60 por cento.
Num encontro com jornalistas, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, revelou hoje que as escolas profissionais, públicas e particulares com contrato de associação vão abrir em 2008/09 48.672 vagas no 10º ano para estes cursos, mais 18.036 do que no presente ano, o que representa uma taxa de crecimento na ordem dos 58,9 por cento.
"Serão mais de 48 mil alunos a entrar no 10º ano para os cursos profissionais, portanto mais 18 mil lugares do que este ano. Cumpre-se assim a meta de que metade dos alunos à entrada do secundário optam pelos cursos profissionais ou vocacionais", congratulou-se a ministra.
Entre 1997/98 e 2003/04 o número de alunos em cursos profissionais rondou sempre os 30 mil, sendo que estas vias eram oferecidas pelas escolas profissionais.
A partir de 2004/05, as escolas secundárias passaram a oferecer esta opção a 3.393 estudantes, enquanto as profissionais ainda absorviam a grande fatia de alunos, 30.227. Em 2006/07 eram já quase 45 mil (13 mil nas secundárias) o número de alunos a frequentar os cursos profissionais, valor que subiu para 62.996 no actual nao lectivo.
Em 2007/08, as escolas secundárias ofereceram 31.409 lugares, enquanto as profissionais 31.587.
De acordo com os dados revelados hoje por Maria de Lurdes Rodrigues, as escolas profissionais vão abrir no próximo ano lectivo mais 3.636 vagas, um aumento de 34 por cento, as escolas públicas mais 12.708 lugares (mais 66,2 por cento) e outras entidades 1.692 (mais 167,9 por cento), num total de 18 mil vagas a mais do que este ano.
"É necessário criar nos jovens a ideia de que há oportunidades de formação muito além do prosseguimento de estudos que os qualificam para o mercado de trabalho. São escolhas de futuro cada vez mais valorizadas no mercado", afirmou Maria de Lurdes Rodrigues.
A titular da pasta da Educação acrescentou que o crescimento dos cursos profissionais tem vindo a ser consolidado com um conjunto de medidas, como o programa de bolsas, de estágios e a criação de uma plataforma que permite aproximar as escolas e as empresas, por exemplo.
Por outro lado, será aberto em Setembro um concurso que vai permitir aos estabelecimentos de ensino apetrecharem-se com os meios técnicos e profissionais necessários para concretizarem o aumento das ofertas.
Na próxima semana, entre quarta e sexta-feira, vai decorrer no Centro de Congressos de Lisboa o "Fórum Qualificação 2008: Escolhas com Futuro", organizado no âmbito do Programa Novas Oportunidades pela Agência Nacional para a Qualificação, em articulação com as direcções regionais de Educação e o Instituto de Emprego e Formação Profissional.
O evento consiste numa mostra de cursos de dupla certificação (escolar e profissional) e destina-se preferencialmente aos jovens que estão a concluir o 9º ano de escolaridade e a todos os que "pretendem redireccionar o seu percurso escolar".
O Fórum é constituido por um total de 10 "praças", cada uma relativa a diferentes áreas dos cursos profissionais: Eletricidade e Electrónica, Hotelaria e Turismo, Mecânica, Cuidados Pessoais e Apoio Social, Construção Civil e Urbanismo, Informática, Serviços, Audiovisuais e Outras Profissões.
Em paralelo, decorrerá na quarta-feira o seminário Qualificação de Jovens - Políticas, Esperiências e Testemunhos.
Fonte: Lusa

sábado, 17 de maio de 2008

NOVAS OPORTUNIDADES - Ministra da Educação vai acabar com recibos verdes

A ministra da Educação quer acabar com os recibos verdes e com os vencimentos em atraso no programa Novas Oportunidades. Maria de Lurdes Rodrigues explicou que a situação foi «herdada do passado» e que só agora foi possível resolver.
A ministra da Educação garantiu que estão criadas condições que permitirão acabar com os recibos verdes e liquidar vencimentos em atrasos existentes entre os formadores do programa Novas Oportunidades.

Durante uma visita à Escola Profissional de Gaia, Maria de Lurdes Rodrigues lembrou que esta situação foi «herdada do passado» e que nos últimos meses tem sido trabalhada uma solução para este problema pelos ministérios da Educação e Trabalho.

«Houve uma negociação com o ministro das Finanças para criar condições para a passagem de todos estes técnicos que estão nos Centros Novas Oportunidades, em escolas públicas ou centros de formação, para uma situação de contratos individuais de trabalho», explicou.

Segunda a titular da pasta da Educação, só foi possível resolver o problema agora já que «foi necessário esperar pela aprovação do Regime de Vínculos e Carreiras da Administração Pública e pelo financiamento do novo quadro comunitário».

Maria de Lurdes Rodrigues esclareceu ainda que os atrasos nos vencimentos foram originados por uma situação de «transição» de financiamentos e que agora todos os centros já «têm financiamento aprovado».

A ministra explicou ainda que a «maioria dos atrasos de pagamento dos vencimentos vem desde Março», um atraso que considerou «perfeitamente aceitável», muito embora tenha admitido que «era melhor que não tivesse ocorrido».

«Na semana que passou todos centros foram notificados da aprovação dos seus projectos e esperamos que até ao final do mês a situação esteja resolvida», acrescentou.

Maria de Lurdes Rodrigues recordou ainda que agora já há 400 destes centros e que há agora há uma «perspectiva de financiamento estável para os próximos sete a oito anos».

Entretanto, o Bloco de Esquerda já pediu a presença dos ministros do Trabalho e Educação para explicarem os salários em atraso e os recibos verdes no Estado.

As declarações da ministra da Educação surgiram no dia em que o Expresso revelou que o programa Novas Oportunidades emprega trabalhadores precários com «falsos recibos verdes» e que há formadores que não recebem desde Dezembro.
Fonte: TSF

sexta-feira, 16 de maio de 2008

50% dos alunos do Secundário frequentarão cursos profissionais em 2009

O secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, reafirmou hoje, em Penafiel, que no próximo ano lectivo cerca de 50 por cento dos alunos do ensino secundário em Portugal frequentarão cursos profissionais.
«Estamos a trabalhar para que os alunos possam sair das escolas para o mundo do trabalho levando consigo uma qualificação» , salientou.

Valter Lemos falava na sessão de abertura do Salão das Profissões, Formação e Emprego do Vale do Sousa, que decorre no Pavilhão de Exposições de Penafiel até ao dia 18.

No certame estão representadas as principais escolas da região, além de centros de formação, universidades, estruturas militares e outros organismos ligados à educação e formação profissional.

O secretário de Estado lembrou que Portugal, segundo a ONU, é o 26.º país mais desenvolvido do mundo e só não está melhor posicionado porque apresenta um défice considerável na qualificação da sua mão-de-obra.

«Apenas um terço da nossa população tem o ensino secundário» , anotou.

Valter Lemos, que falava perante uma assistência constituída sobretudo por professores, reafirmou que «a educação é a primeira prioridade do país».

Falou da atenção redobrada da tutela na dinamização dos cursos profissionais nas escolas secundárias e dos cursos de educação/formação que têm contribuído para que, pela primeira vez em 15 anos, se tenha verificado este ano um aumento do número de alunos nas escolas portuguesas.

Falou também dos fundos do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) afectos à qualificação, no âmbito do Programa Operacional de Potencial Humano, que tiveram um reforço de 27 para 36 por cento face ao III Quadro Comunitário de Apoio (QCA).

Valter Lemos diz que o país já tem cerca de 400 centros de novas oportunidades, mas garantiu que esse número terá de ser aumentado, também através do apoio dos fundos da União Europeia, para fazer face às exigências de uma mão-de-obra pouco qualificada.

«Temos de ser capazes de fazer muito e bem» , vincou, apelando ao empenho de todos, em especial dos formadores e das entidades envolvidas dos sectores público e privado.

O governante afirmou, também, que o Ministério da Educação mantém-se empenhado no desenvolvimento do Programa Novas Oportunidades, no qual foi possível, em dois anos, melhorar as qualificações de cerca de 100 mil adultos em todo o país.

«O nosso desafio tem sido cumprido com eficácia e de uma forma que o país se pode orgulhar» , afirmou, adiantando que neste momento estão inscritos nesses programas mais de 350 mil pessoas.

O secretário de Estado disse não compreender as críticas de alguns sectores face à formação ministrada no Programa Novas Oportunidades, anunciando que foi pedido à Universidade Católica que faça a avaliação do trabalho que está a ser desenvolvido neste domínio.

O presidente da Câmara de Penafiel, Alberto Santos (PSD), relembrou que o Vale do Sousa é uma das regiões do país que apresenta indicadores mais baixos ao nível da qualificação da população, associados a um poder de compra que é apenas 60 por cento da média nacional.

O autarca falou do esforço de todos os municípios da região para inverter este indicador, dando como exemplo os investimentos em curso na requalificação do parque escolar.

Também sublinhou o sucesso que o programa Nova Oportunidades está a registar em Penafiel, graças ao trabalho da empresa municipal Penafiel Activa.

Alberto Santos frisou que o Salão das Profissões, Formação e Emprego é um sinal do esforço da região.

«Este é também um ponto para os agentes do sector reflectirem sobre a escola, a formação e os caminhos para a empregabilidade» , concluiu.
Fonte: Sol

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Escola de Segunda Oportunidade instalada em Matosinhos.

A Escola de Segunda Oportunidade, um projecto inovador, em Matosinhos, para acolher jovens que abandonaram os estudos, vai começar a funcionar no próximo ano lectivo, anunciou hoje a autarquia local.

A primeira escola portuguesa a seguir a rede europeia, «2nd chance Schools», vai acolher jovens dos 16 aos 25 anos, através de aulas de arte, apoio ao lar, informática, multimédia, culinária, e de actividades desportivas e culturais.

A Câmara de Matosinhos gastou 50 mil euros na recuperação da Escola EB1 de Telheiro, São Mamede de Infesta, onde o projecto vai ser desenvolvido.

O protocolo para a Escola de Segunda Oportunidade foi hoje assinado pela A AE20 - Associação para a Educação de Segunda Oportunidade, a Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) e a Câmara de Matosinhos.

Luís Mesquita, presidente da AE20, explicou que a Escola de Segunda Oportunidade se dirige aos jovens que estão excluídos das ofertas profissionais e que não obtiveram as qualificações mínimas para aceder a um emprego ou a novos percursos de formação.
Fonte: Diário Digital

Projecto Second Chance Schools

sábado, 19 de abril de 2008

Novas Oportunidades - Ministra da Educação diz que 'não há memória de tão grande mobilização da sociedade portuguesa'

A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, disse hoje, em Mirandela que «não há memória de tão grande mobilização na sociedade portuguesa como com o programa Novas Oportunidades».
Mais de 400 mil adultos já se inscreveram neste programa de validação, reconhecimento e certificação de competências com equivalência ao 9.º ou 12.º ano.

A ministra entregou hoje em Mirandela 500 certificados, nove com equivalência ao 12.º ano e a maioria dos restantes ao 9.º ano.

Lembrando que o sistema de ensino português já ofereceu outros programas idênticos anteriormente, como a educação de adultos e o ensino recorrente, a ministra frisou que «nem nos melhores anos, com 70 mil inscrições, a adesão foi tão grande como agora».

«É muito mais do que um reconhecimento daquilo que nós sabemos», considerou Fernando Sá, um dos 50 agentes das forças de segurança (PSP e GNR) que receberam certificados, no auditório municipal de Mirandela.

As forças de segurança frequentam este programa ao abrigo de protocolos entre os ministérios da Educação, do Trabalho e Solidariedade Social e da Administração Interna.

Esta oportunidade trouxe motivação para voos mais altos ao agente da PSP, que, aos 47 anos, está a pensar continuar a estudar, concretamente num curso de Direito.

Indeciso ficou o colega da GNR, Domingos Alves, hoje certificado com o 9.º ano, mas que aos 51 anos entende que «já é um bocado tarde» para continuar os estudos.

«Tenho pena é que tenha [este programa] vindo tão tarde», disse.

A ministra desafiou os críticos do programa a «virem junto desta gente dizer que foi com facilitismo que conseguiram estes diplomas».
Fonte: Sol

terça-feira, 18 de março de 2008

Mais 15 mil vagas para os cursos profissionais

O ensino profissional vai continuar a ser a aposta do Ministério da Educação no combate ao insucesso e abandono escolares. Maria de Lurdes Rodrigues anunciou ontem, no Convento do Beato, em Lisboa, a abertura de mais 15 mil vagas nos cursos profissionais no próximo ano lectivo.
Destacando os efeitos positivos resultantes das mudanças feitas na Educação nos últimos dois anos, o primeiro-ministro José Sócrates garantiu que, “no próximo ano, a abertura de mais 15 mil vagas vai permitir que Portugal, pela primeira vez, tenha pelo menos 50 por cento do total” das vagas no Secundário para os alunos que optem pelos cursos profissionalizantes. Actualmente, 40 por cento dos alunos que chegam ao 10.º ano seguem os estudos nesta área de ensino.

José Sócrates não se coibiu de fazer as contas e apontar o dedo aos governos de 1995 a 2005, período em que “o País passou a gastar o dobro na Educação”: “Tivemos sempre mais professores e menos alunos, com o mesmo insucesso e o mesmo abandono escolares.”

No final da iniciativa, Maria de Lurdes Rodrigues garantiu que a aposta no ensino profissional não é uma forma de roubar alunos às universidades. “Queremos responder às expectativas dos mais jovens em determinadas idades e estes alunos podem prosseguir os estudos ou entrar num mercado de trabalho já com formação”, disse a governante.
Fonte: CM

segunda-feira, 17 de março de 2008

Alunos do ensino profissionalizante estagiam em empresas tecnológicas

Intervenção da Ministra da Educação na sessão pública de apresentação da plataforma para oferta de estágios dos cursos profissionais em três dezenas de empresas tecnológicas.
Relatórios internacionais apontam há muito como problema grave o défice de qualificação dos portugueses, défice esse traduzido no insuficiente número de jovens que conclui o secundário, vias profissionais incluídas.

Em Portugal, 40% dos jovens entraram no mercado de trabalho em 2005 sem o ensino secundário, quando na União Europeia (UE) a média é da ordem dos 80%, e apenas 30% dos jovens que frequentavam o ensino secundário estavam inscritos nas vias profissionais, o que compara com 70% na UE.

O Governo estabeleceu o objectivo de inverter esta situação, reduzindo para 25% o número de jovens que entra no mercado de trabalho sem o ensino secundário e aumentando para 50% o número de alunos nas vias profissionais.

Objectivo este a ser alcançado, em ambos os casos, através da conquista de alunos ao insucesso e ao abandono, de forma a aproximar o País das médias da UE.

O caminho para a concretização destes objectivos e metas ainda não chegou ao fim, mas já sabemos que são decisivos dois conjuntos de medidas para o percorrer com sucesso, envolvendo tanto as escolas públicas como as privadas.

O primeiro conjunto de medidas visa o combate ao insucesso e ao abandono escolar dos jovens no ensino básico.

Para o conseguir, criaram-se cursos de educação-formação, profissionalizantes, de nível básico, para jovens com mais de 16 anos.

Este ano lectivo, foram 32 mil os alunos conquistados ao insucesso e ao abandono que permaneceram na escola em actividades de formação, com mais probabilidade de prosseguirem estudos no secundário.

O segundo conjunto de medidas visou a diversificação das ofertas formativas de nível secundário, do que resultou a criação de milhares de novos cursos profissionais, em todas as escolas, e o aumento do número total de alunos no ensino secundário, pelo segundo ano consecutivo.

O esforço feito pelas escolas e pelos professores, encarando estas iniciativas como oportunidades de combate ao insucesso e ao abandono, como oportunidades de resposta às expectativas de formação dos jovens e do mercado de trabalho, constitui um contributo de enorme importância para mudar a situação do País em matéria de educação.

Em primeiro lugar, trata-se da afirmação da responsabilidade da escola pública na formação inicial dos jovens, preparando-os para o prosseguimento de estudos mas também para a entrada no mercado de trabalho, com qualificações profissionais.

A afirmação desta responsabilidade tem encontrado ao longo dos anos obstáculos de diferente natureza, desde a prevalência do liceu no passado à ainda desvalorização social das formações técnicas no presente.

Compete à escola pública ultrapassar estes obstáculos e as iniciativas que nela se têm desenvolvido constituem um sinal de que o fará mais depressa do que era expectável há ainda poucos anos.

Em segundo lugar, o alargamento e diversificação de cursos profissionais nas escolas públicas concretizam a abertura da escola ao exterior, neste caso ao mercado de trabalho e às famílias, levando em conta as necessidades e as expectativas de uns e de outros.

O envolvimento quase natural de autarquias, empresas, associações empresariais, centros de emprego e instituições de ensino superior, apoiando as escolas na concretização dos seus projectos de formação profissional de jovens, reforça a confiança institucional mútua e contribui para a reunião das condições necessárias para assegurar a qualidade das formações.

Para concluir, apontemos os quatro domínios de consolidação destas actividades que vêm sendo desenvolvidas pelas escolas.

Em primeiro lugar, continuar o esforço de alargamento da rede de cursos profissionais e aumento do número de alunos nestas vias de ensino.

Para o próximo ano está já estabelecida a meta de mais 15 mil novos alunos, prevendo-se a possibilidade de aumento do número de turmas tanto nas escolas públicas como nas escolas privadas.

Em segundo lugar, o reforço da acção social escolar bem como dos apoios ao transporte escolar, às refeições nas escolas e à aquisição de materiais de trabalho e de estudo, a prestar aos alunos do ensino secundário em geral e aos do ensino profissional em particular, sobretudo porque a sua formação exige a deslocação em estágio, que será concretizada no quadro dos novos fundos comunitários.

Em terceiro lugar, os programa de reequipamento e modernização dos espaços oficinais e laboratoriais, que permitirão a muitas escolas passar directamente dos anos 50 do século XX para a era da informação e do conhecimento.

No novo programa do Potencial Humano está especificamente prevista uma linha de financiamento para a adaptação e modernização das oficinas técnicas das escolas que oferecem cursos profissionais.

Em quarto lugar, a multiplicação e diversificação das oportunidades de estágio através do desenvolvimento de redes locais e nacionais que conectem empresas e escolas, de modo crescentemente institucionalizado.

Do reforço destas redes podemos esperar efeitos positivos tanto na adequação das respostas formativas às necessidades do mercado como na melhoria da empregabilidade dos jovens alunos diplomados.

A iniciativa que hoje aqui reúne empresas, escolas, professores e alunos é um bom exemplo do modo como essas redes podem constituir-se e contribuir para o sucesso das novas exigências da formação profissional, bem como para ajudar a escola a responder com qualidade aos novos desafios para que foram e serão solicitadas.
Fonte: Portal do Governo

domingo, 16 de março de 2008

Principais empresas tecnológicas vão acolher centenas de alunos do ensino profissional

A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, intervirá na sessão de apresentação do Programa de Estágios alargado no âmbito do Plano Tecnológico da Educação, que decorrerá na próxima segunda-feira, dia 17 de Março.
A sessão contará também com intervenções do presidente da Novabase, Rogério Carapuça, e da Ydreams, António Câmara, após o que serão assinados protocolos com empresas da designada Economia do Conhecimento, com vista à atribuição de estágios TIC [tecnologias de informação e comunicação].

Estarão presentes representantes das empresas HP, Apple, Microsoft, Novabase, Oni Telecom, Sonaecom e Sun Microsystems, com as quais este programa de estágios arrancou (ver www.min-edu.pt/np3/1312.html), a que se somam agora Accenture, Brisa, Caixa Mágica, Cisco, Compta, Consiste, Critical Software, CTT, ESRI Portugal, Fujitsu Siemens, IBM, Impresa, InClass, Indra, Intel, Oracle, ParaRede, Portugal Telecom, Reditus, Sociedade Inter-bancária de Serviços, Siemens, Unisys e Ydreams.

Estas empresas far-se-ão representar a nível de Conselho de Administração e Direcção-Geral.

Mediante estes protocolos, cada empresa proporcionará estágios a alunos dos cursos profissionais Técnico de Desenho Digital 3D, Técnico de Electrónica, Automação e Computadores, Técnico de Gestão de Equipamentos Informáticos, Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos, Técnico de Informática de Gestão e Técnico de Multimédia.

Os estágios poderão decorrer em Portugal ou no estrangeiro.

Será ainda apresentada a plataforma electrónica onde se processará o processo de oferta e procura de estágios.
Fonte: Portal da Educação

quinta-feira, 6 de março de 2008

Crack de volta à escola

O Sindicato de Jogadores e o Instituto de Desproto de Portugal apresentaram esta quarta-feira o benfiquista Moreira como imagem da campanha do protocolo que as duas entidades assinaram, no âmbito do programa Novas Oportunidades.

O guarda-redes do Benfica vai, desse modo, voltar à escola para completar o ensino secundário, porque foi «obrigado a deixar os estudos por causa do futebol, quando tinha 17 anos».

«Quero acabar o 12º ano, porque o futuro está perto e sei que a carreira de futebolista é curta», disse Moreira, revelando tristeza por não estar a jogar.

Fonte: Maisfutebol

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Roberto Carneiro à frente de equipa que vai avaliar programa Novas Oportunidades

O ex-ministro da Educação, Roberto Carneiro, vai encabeçar a equipa que vai avaliar o programa de qualificação escolar Novas Oportunidades, afirmou hoje o ministro do Trabalho e da Solidariedade, Vieira da Silva, num debate temático na Assembleia da República.Segundo Vieira da Silva, o programa terá uma avaliação externa “longa e em profundidade”.A equipa de Roberto Carneiro “acompanhará o efeito e a eficácia dos centros Novas Oportunidades”, tendo o Governo encomendado ainda um “estudo de avaliação” do programa que deverá estar feito este ano.Vieira da Silva aproveitou para referir que mais de 350 mil pessoas aderiram ao programa no espaço de dois anos, 80 mil dos quais já terminaram. Segundo o ministro, a iniciativa “é uma resposta central a prementes necessidades sociais” na área da qualificação e emprego.
Fonte: Público

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Jovens em cursos de dupla certificação de nível secundário aumentou 4% em 2007

O número de jovens matriculados em cursos de dupla certificação de nível secundário aumentou 4 por cento em 2007, face a 2006, segundo o balanço ao Programa Novas Oportunidades. Em 2007 estavam matriculados em cursos de dupla certificação de nível secundário 120.764 jovens, contra os 116.008 matriculados em 2006, e os 110.413, em 2005, refere o relatório conjunto dos Ministérios do Trabalho e Educação.
A expansão da população estudantil no ensino secundário deve-se, em larga medida, ao aumento dos alunos matriculados em cursos profissionais nas escolas secundárias públicas, que passaram de 44.466 alunos, no ano lectivo de 2006/2007, para 62.996, no ano lectivo de 2007/2008.
O peso dos jovens inseridos nas vias profissionalizantes de nível secundário representa 40 por cento do total de inscritos nesse nível de ensino, adianta o documento, a que a agência Lusa teve acesso. Esta percentagem, acrescenta o relatório, "tem vindo a aproximar-se, gradualmente, dos valores registados nos países da OCDE, nos quais cerca de 50 por cento dos jovens optam por estas vias de formação, meta definida na Iniciativa Novas Oportunidades para 2010".
Em relação ao alargamento do ensino profissional às escolas secundárias públicas, o documento refere que no ano lectivo de 2007/2008 foram constituídas 1.019 novas turmas (1º ano), contra 615 turmas no ano lectivo de 2006/2007. Actualmente, 73 por cento das escolas da rede pública com ensino secundário integram na sua oferta cursos profissionais. A meta para 2010 é de 100 por cento.
Fonte: RTP

Atribuição de equivalências no ensino recorrente de adultos

As normas e os procedimentos destinados a atribuir equivalência entre disciplinas e áreas de formação constantes de planos de estudo já extintos de cursos secundários e disciplinas constantes dos planos de estudos dos cursos do ensino secundário recorrente por módulos capitalizáveis foram definidas através do Despacho Normativo n.º 1/2008, de 8 de Janeiro publicado no Diário da República. Foram também definidas as regras destinadas a atribuir a correspondência entre disciplinas constantes de planos de estudos dos cursos científico-humanísticos, tecnológicos e artísticos especializados nos domínios das artes visuais e dos audiovisuais, do ensino secundário em regime diurno, e disciplinas e áreas de formação dos planos de estudo dos cursos homólogos do ensino secundário recorrente por módulos capitalizáveis.
Fonte: Portal da Educação

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Futebolistas regressam aos estudos

Oito jogadores do Centro Desportivo de Fátima inscreveram-se no programa Novas Oportunidades de forma a terminar o 12º ano. O início das aulas está marcado para Janeiro. Este é um exemplo de que não só de futebol vivem os sonhos de jovens atletas. Marinho, Saleiro, Moreira, Samuel, Edu Castigo, Bispo, Duarte Machado e João Fonseca, são jogadores do Desportivo de Fátima que deixaram de pensar simplesmente nos relvados para tentar também sair vitoriosos da sala de aula. Aproveitando o programa Novas Oportunidades que reconhece as competências adquiridas, o grupo decidiu pegar nos cadernos e iniciar uma jornada de cerca 600 horas que os poderá levar a obter a qualificação do 12º ano. "Chega a uma altura que por causa dos treinos ou por falta de vontade optamos pela parte futebolística, mas acho que isto é um exemplo para o país", garante Samuel. Um desafio que surge como oportunidade de "de valorização pessoal". "O futebol não dura para sempre e quando chegar aos 30 ou 35 anos, sem o 12º ano ou um curso superior é muito mais dificil de entrar no mercado de trabalho", adverte Duarte Machado, que por seu turno vai assistir ao curso em Lisboa. Moreira afina pelo mesmo diapasão, o objectivo é "concluir o 12ª ano e depois quem sabe talvez ir para a Universidade".
Fonte: SIC

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Artigo de opinião


O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicas

Hoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.

in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)