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terça-feira, 21 de outubro de 2008

Castelo Branco: Jogo sobre segurança rodoviária e arte vai chegar a 30 escolas do distrito

Um jogo sobre segurança rodoviária e arte vai viajar nos próximos três anos por trinta escolas de Castelo Branco. Com o nome “Segurarte”, o jogo foi criado por duas companhias de teatro que pretendem pôr em acção 600 alunos do primeiro ciclo, inicialmente apenas em freguesias do distrito, mas a ambição é chegar a outros pontos do país.Numa sala de aula ou num pavilhão desportivo, os alunos de uma turma dividem-se em duas equipas e debruçam-se sobre um tabuleiro gigante, onde tentam ser os primeiros a completar as provas, desde a casa de partida até à chegada. Por entre sinais de trânsito e uma maquete de uma cidade, com um palco ao centro, há tarefas para peões, ciclistas, passageiros de autocarro, além de outros cenários de trânsito que os alunos podem encontrar no dia-a-dia. Mas também há arte...No jogo, coordenado por duas animadoras das companhias de teatro, as crianças podem ter que identificar sinais de trânsito ou explicar as acções correctas a tomar em determinadas situações. “Ou podem também ter que fazer um desenho, pintar, ou fazer uma pequena representação teatral”, refere Rui Sena, director da associação de artes performativas Quarta Parede.“O jogo serve para explicar às crianças como devem circular e ligar esta ideia a visitas a museus e teatros. Ou seja, queremos indicar como atravessar a rua e mostrar que o podem fazer em direcção à arte”, sublinha.A iniciativa é apoiada pela Scutvias, concessionária da Auto-Estrada da Beira Interior (A23), Autoridade Nacional para a Segurança Rodoviária e Governo Civil de Castelo Branco, “num investimento directo que ronda os 35 mil euros por ano”, informou Levi Ramalho, director-geral da empresa.Segundo diz, a iniciativa é "uma forma muito interessante de abordar a segurança rodoviária. É um trabalho que nos compete a todos, em várias frentes, e está a uma delas, junto das crianças”.Por sua vez, a governadora civil de Castelo Branco, Alzira Serrasqueiro, acredita que a iniciativa “vai ser um êxito” e que “pode ser usada por todo o país”. “Esta é a primeira versão. Acredito que vai haver afinações”, referiu, anunciando a intenção de convidar outros governadores civis e a Autoridade Nacional para Segurança Rodoviária para assistirem a uma apresentação.A primeira sessão do Segurarte teve lugar hoje, na Escola de São Silvestre, na Covilhã.
Fonte: Público

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Ensino especializado da Música apresenta uma acentuada evolução positiva

O ensino especializado da Música regista, neste ano lectivo, uma evolução significativa, traduzida no aumento do número de alunos, em mais investimento, em mais escolas e em melhores instalações.
Os indicadores disponibilizados pela Agência Nacional para a Qualificação demonstram que, no ano lectivo 2008/2009, o total de alunos aumentou 47 por cento relativamente ao ano lectivo anterior, ascendendo a 25 443.

Este acréscimo, em mais de oito mil alunos, resulta do aumento em 83 por cento dos inscritos no regime de iniciação, e de 72 por cento nos regimes articulado e integrado. Enquanto no primeiro caso o número de alunos aumenta de 4958 para 9071, no segundo caso sobe de 5840 para 10 064.

Pelo contrário, no regime supletivo, verifica-se uma diminuição do número de alunos de 6484 para 6308, o que representa uma descida de 2,7 por cento.

Estes números superam as metas estabelecidas para este ano lectivo, que apontavam para o aumento das inscrições nos cursos de iniciação musical entre 50 e 100 por cento e nos regimes articulado e integrado em 30 por cento, elevando o número de alunos para mais de 25 mil.

Se, por regime de frequência, o aumento do número de alunos se deve aos cursos de iniciação e aos ensinos articulado e integrado, já por tipo de estabelecimento o principal contributo vem das escolas particulares e cooperativas, que, ao aumentarem as inscrições em 62 por cento, permitiram o acesso a mais 7800 alunos.

Este alargamento da rede de oferta, que representa um benefício para a colaboração entre as escolas do ensino regular e os estabelecimentos de ensino da Música, traduz-se na assinatura de 313 protocolos de articulação.

No mesmo sentido, é de salientar a existência de 96 escolas do ensino regular com aulas de iniciação, que são frequentadas por 3454 alunos.

A estabilização do corpo docente, através das medidas tomadas relativamente ao acesso à profissionalização, permitiu, ainda, o aumento em 40 por cento do número de professores profissionalizados.

É de salientar que o financiamento público, para este ano lectivo, ascendeu a 55 milhões de euros, o que representa um crescimento de 57 por cento relativamente ao ano lectivo anterior.

A aposta no ensino da Música é, ainda, demonstrada pelas novas instalações do Conservatório do Porto, construídas na Escola Rodrigues de Freitas, no âmbito do Programa de Modernização dos Estabelecimentos de Ensino Secundário, bem como a aprovação do projecto de arquitectura do Conservatório de Coimbra, cuja edificação poderá começar ainda durante este ano civil.

Para mais informações, consultar os indicadores de evolução do ensino especializado da Música.
Fonte: Portal da Educação

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Ensino artístico: Ministério assina contratos de patrocínio com escolas de música

O Ministério da Educação vai assinar 78 contratos de patrocínio com escolas de música, academias e conservatórios de todo o país, depois de terem sido aprovadas as respectivas candidaturas a financiamento.
Em comunicado, o Ministério da Educação indica que foram aprovadas 22 candidaturas na Direcção Regional de Educação de Lisboa, 27 no Norte, sete no Algarve, quatro no Alentejo e 18 no Centro, num total de 78.Em Junho de 2008, o Ministério da Educação definiu as novas regras do apoio financeiro a conceder aos estabelecimentos de ensino especializado da Música da rede do ensino particular ou cooperativo, com base no critério do custo anual por aluno.De acordo com dados da tutela, existiam no último ano lectivo 17.960 alunos no ensino especializado da Música, que se repartiam por 84 escolas do ensino particular e cooperativo (13.600), 6 conservatórios públicos (3.590) e 5 escolas profissionais, que registavam 770 estudantes.Uma das metas do Governo para este ano lectivo é o aumento das inscrições nos cursos de iniciação musical entre 50 e 100 por centro e nos regimes articulado e integrado em 30 por cento, o que elevará o total de alunos de 18 mil para mais de 25 mil.Segundo o Governo, "o alargamento do ensino especializado da Música deve passar pelo aumento dos cursos de iniciação, com recurso a novos modelos de organização, designadamente através de protocolos e parcerias com escolas básicas, e por uma oferta predominante de ensino articulado, sobretudo nas escolas públicas", lê-se no site do ME.O financiamento público destes estabelecimentos de ensino no último ano lectivo foi de 35 milhões de euros, repartidos da seguinte forma: 13 milhões para os seis conservatórios públicos, 14 milhões para as 84 escolas do ensino particular e cooperativo e oito milhões para as cinco escolas profissionais.Este ano lectivo aquele valor aumenta para 50 milhões de euros. A este financiamento vão ser acrescentadas as verbas destinadas à construção dos conservatórios do Porto e de Coimbra.
Fonte: educare.pt

terça-feira, 1 de julho de 2008

Apoio financeiro a escolas de música particulares tem novas regras

O Ministério da Educação estabeleceu novas regras de apoio financeiro às escolas de música do ensino particular ou cooperativo, com base no critério do custo anual por aluno.Segundo uma nota do ministério, "os estabelecimentos de ensino especializado da música da rede de ensino particular e cooperativo com autorização de funcionamento podem candidatar-se ao apoio financeiro a conceder pelo ministério à frequência dos cursos de iniciação, dos cursos básico e secundário em regime articulado e dos cursos básico e secundário em regime supletivo". A aprovação da comparticipação tem em conta a avaliação dos projectos apresentados pelas escolas por uma comissão e o cálculo do apoio financeiro contempla o critério do custo anual por aluno. Entre as regras, é imposto que os alunos dos cursos de iniciação tenham pelo menos três horas semanais de formação e ainda que só serão admitidos para financiamento "os estudantes que concluam um curso básico de Música no período máximo de seis anos e os que concluam um curso secundário de Música no período máximo de quatro anos". As escolas não podem cobrar propinas aos alunos abrangidos dos cursos básico e secundário em regime articulado e as mensalidades cobradas aos cursos de iniciação e aos cursos básico e secundário em regime supletivo não podem ser superiores ao valor da comparticipação financeira concedida pelo ministério. Segundo o ministério, as novas regras pretendem "garantir uma maior articulação entre o ensino artístico especializado e o ensino regular", tendo em vista "a reestruturação da rede de oferta do ensino artístico especializado", nomeadamente "o seu alargamento a um maior número de alunos, em condições de equidade".
Fonte: Público

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Profissionalização de docentes do ensino artístico com regras temporárias e excepcionais

O secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, assinou um despacho sobre a profissionalização de docentes do ensino artístico especializado da música e da dança com conhecimentos científicos e técnicos adequados à docência e larga experiência profissional, cujas expectativas de obter uma qualificação profissional se viram frustradas ao longo dos anos.

O diploma, corresponde a uma aplicação excepcional e temporária de um mecanismo que possibilita a estes professores quer a dispensa da realização da profissionalização em serviço, reconhecendo a sua larga experiência de ensino e as competências adequadas à respectiva leccionação, quer o acesso à respectiva realização, dentro de determinadas condições.


Entre as suas justificações estão a de a exigência da habilitação profissional passar a ser condição indispensável para o desempenho da actividade docente e a de a dispensa da realização da profissionalização em serviço e o acesso à respectiva realização conciliarem, de forma equilibrada e razoável, a satisfação de expectativas profissionais destes docentes e a prossecução do interesse público, com vantagens para o sistema, nomeadamente no que toca ao reforço da qualidade dos serviços de educação prestados.



Assim, são dispensados da realização da profissionalização em serviço os professores das escolas públicas do ensino artístico especializado da música e da dança, portadores de habilitação própria para os grupos e subgrupos das disciplinas curriculares do ensino artístico especializado da música e da dança que, em 31/08/2009, tenham 45 anos de idade e 10 anos de efectivo serviço docente ou possuam 15 anos de efectivo serviço docente.



Já os docentes que não satisfaçam as condições exigidas para a dispensa terão acesso, no ano escolar 2008/2009, à realização da profissionalização em serviço, desde que, cumulativamente, sejam titulares de habilitação própria para a docência, nos termos da legislação aplicável; possuam mais de seis anos completos de serviço docente efectivo, até 31 de Agosto de 2008; e estejam a exercer funções docentes em estabelecimento de ensino artístico especializado público, no ano escolar de 2008/2009.

Fonte: Portal da Educação

Dossier Ensino Artístico

quinta-feira, 6 de março de 2008

Património museológico da Educação exposto nas montras da 5 de Outubro

Durante o mês de Março estão disponíveis nas montras do Ministério da Educação (ME), na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa, diversos materiais didácticos, científicos e artísticos.
Estes materiais são apresentados através de um percurso pelas 14 escolas secundárias que integram o projecto “Inventário e Digitalização do Património Museológico da Educação”, coordenado e dinamizado pela Secretaria-Geral do ME.

Pretende-se com esta mostra ilustrar um pouco do que tem sido a história do ensino secundário em Portugal ao longo dos últimos dois séculos.

Instrumentos científicos de física e química, colecções de minerais, espécimes embalsamados, trabalhos de antigos alunos e obras artísticas, articulam-se com imagens actuais e fotos antigas de cada escola e com a projecção de imagens de peças com interesse museológico, testemunhando a evolução do espaço e das actividades escolares e o progresso das tecnologias educativas.

Os objectos expostos marcaram o ensino das disciplinas, as práticas pedagógicas e a vida quotidiana de muitos alunos e professores e são parte do património e da memória de cada instituição escolar, contribuindo para a construção da respectiva identidade.
Fonte: Portal da Educação

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Ministra garante que providências cautelares não podem interromper avaliação

A ministra da Educação disse hoje, em Matosinhos, que "não há providências cautelares que possam interromper o processo de avaliação" dos professores. Maria de Lurdes Rodrigues salientou que o processo de avaliação "está em campo e continua dentro da normalidade", sustentando que "não corresponde à verdade o que a Fenprof disse segunda-feira", no programa Prós e Contras da RTP.

Maria de Lurdes Rodrigues falava no final de uma visita à Escola de Música Óscar de Silva, frequentada por cerca de 200 alunos, que sofreu obras de remodelação e ampliação de cerca de um milhão de euros.

A titular da pasta da Educação entende que a Fenprof, que tem liderado a contestação à política educativa do actual governo, usou "ligeireza" no modo como se referiu à questão da avaliação. A sua opinião é que se deve "aguardar com tranquilidade", uma vez que, justificou a ministra, "são assuntos que estão a ser tratados em tribunais". Certo é que, insistiu Maria de Lurdes Rodrigues, "a avaliação é muito importante".

Questionada sobre a possibilidade dos tribunais considerarem que o ministério tem mesmo de pagar as aulas de substituição como horas extraordinárias, como também reclama a Fenprof, a ministra respondeu: "se considerarem considerarão". O que em sua opinião é importante é "o contributo para um clima de tranquilidade" no sector e os professores até já estão habituados a ele, porque "avaliam alunos" e fazem "supervisão de estágios".

A ministra pronunciou-se também, em Matosinhos, sobre o ensino da música, dizendo que "em Portugal não existem músicos em número suficiente para dar aulas". "Isso dá uma ideia do défice de profissionais que o país tem neste domínio artístico", frisou. É por esse motivo que, segundo Maria de Lurdes Rodrigues, não é possível, actualmente, alargar o ensino musical ao segundo ciclo do ensino básico.
Fonte: Público

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Ensino da Música: ME quer aumentar o número de alunos em 40% e o financiamento público em 43%

O aumento do número de alunos do ensino especializado da Música em, pelo menos, 40 por cento, para mais de 25 mil, e do financiamento público respectivo em 43 por cento, para 50 milhões de euros, são metas apontadas pela ministra da Educação para o próximo ano lectivo, quando comparado com o que está em curso.

Maria de Lurdes Rodrigues expressou esta vontade durante uma reunião com representantes de todas as escolas profissionais de Música, associadas na Aproarte – Associação Nacional do Ensino Profissional de Música e Artes, e dos conservatórios de Música situados na Região Norte, respectivamente no Porto e em Braga, realizada na passada 6.ª feira, dia 15 de Fevereiro.

No final do encontro, realizado na Escola Profissional Artística do Vale do Ave (Artave), em Santo Tirso, foi distribuído à Comunicação Social um documento com um resumo da situação, que se anexa.

Aí se constata que, no actual ano lectivo, existem 17.960 alunos no ensino especializado da Música, que se repartem por 84 escolas do ensino particular e cooperativo (13.600), seis Conservatórios Públicos (3.590) e cinco escolas profissionais, que registam 770.

A maior parte dos alunos de iniciação (ensino dos 6 aos 10 anos) frequenta estabelecimentos privados que recebem financiamento do Ministério da Educação (ME); apenas 10% dos alunos têm acesso às escolas públicas.

No que respeita aos cursos de nível básico ou secundário a maior parte dos alunos frequenta também os estabelecimentos privados com contratos de patrocínio com o ME..

O que se pode verificar também é que, enquanto nas escolas privadas predomina o ensino articulado ou integrado, nas escolas públicas apenas o Conservatório de Braga funciona ao abrigo deste regime.

Dos dados apresentados constata-se a necessidade de alargar o ensino especializado da Música, tanto ao nível da iniciação como dos restantes níveis.

Para este alargamento é necessário contar com todos os institutos, públicos e privados, tornar a procura do ensino artístico especializado menos dependente do esforço e da mobilização das famílias e expandir, diversificar e tornar mais eficiente o investimento público.

Fonte: Portal da Educação

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Governo garante período de transição na aplicação da reforma ao ensino de música

O Secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, afirmou hoje que o fim dos cursos de iniciação nas escolas públicas de ensino especializado de música está ainda "em avaliação", assegurando que existirão sempre "mecanismos de transição, pelo que todos os alunos terão o seu percurso garantido".Valter Lemos falava aos jornalistas na Escola Básica Vasco da Gama, em Lisboa, após uma reunião com a direcção da Escola de Música do Conservatório Nacional, professores, encarregados de educação e alunos.No âmbito da reforma do ensino artístico, o Governo está a avaliar o fim dos cursos de iniciação (1º ciclo) nas escolas públicas do ensino especializado e a obrigatoriedade destas instituições funcionarem em regime integrado, ou seja, terem de ministrar a formação geral e a especializada."O objectivo é alargar as condições de acesso ao ensino artístico especializado e aumentar a sua qualidade. Estamos a iniciar este processo, trabalhando com as escolas", acrescentou o responsável. Valter Lemos negou ainda cortes de financiamento nas actividades pedagógicas e o encerramento dos conservatórios.No final da reunião, o director do Conservatório Nacional, Wagner Diniz, apontou como positiva a garantia dada pela tutela de que quaisquer que sejam as orientações para o ensino artístico haverá sempre um período de transição.Os regimes articulado e supletivo permitiam aos alunos realizar a formação geral numa escola à sua escolha e a formação artística num dos conservatórios. A vontade do Governo é alargar às escolas públicas do básico e secundário o regime integrado, aumentando assim o número de alunos com acesso a este tipo de ensino.
Fonte: Público

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Maestro ataca "absurdo" na Educação Musical

O maestro Victorino d'Almeida considerou ontem "um absurdo" a intenção do Ministério da Educação de pôr termo ao ensino musical de 1.º ciclo (cursos de iniciação) nos conservatórios de música, transferindo-o de forma generalizada para a rede de escolas públicas tradicionais."Acabar com a educação de base dada por profissionais e transferi-la para as escolas normais é tão absurdo que me falham as palavras", disse ao DN o maestro, que é um dos mais de dez mil subscritores de uma petição "contra o fim do ensino especializado da música em Portugal", que está a circular na Internet."É evidente que faz falta mais educação musical no 1.º ciclo. Mas isso nada tem a ver com as crianças que manifestam desde pequenas um talento especial para a música", avisou. "Para elas, a formação musical tem de ser logo profissional. É por isso que estão nos conservatórios. Não é nas escolas normais que aprendem."Maestro reúne com ministraVictorino d'Almeida revelou ao DN ter sido convidado pela ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, para uma reunião sobre o tema, a realizar hoje. E prometeu dar-lhe conta do "equívoco" que considera estar prestes a ser cometido. "Creio que a senhora ministra deslumbrou--se com a ideia de que esse ensino da música, que estava ao alcance de alguns milhares, deve ser para milhões. Mas ninguém quer milhões de músicos, nem eles existem", disse. "Aliás, o problema do País não é encontrar talentos, mas arranjar-lhes trabalho".
Fonte: DN

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Novas regras do ensino artístico

As mudanças anunciadas para o ensino artístico especializado estão a gerar protestos de pais e alunos do Conservatório Nacional de Música. O Ministério da Educação quer acabar com os cursos de iniciação e com o regime supletivo. Centenas de alunos podem ser obrigados a deixar o conservatório ainda este ano. São afectados centenas de alunos que estudam em escolas normais, com o ensino curricular normal, e seguem música no Conservatório Nacional, no chamado regime supletivo. O governo quer acabar com o regime supletivo e com os cursos de iniciação dos seis aos 10 anos, para que as escolas públicas de música tenham apenas o ensino integrado a partir do segundo ciclo. Ou seja, passem a dar todo o ensino - geral e especializado em música - a partir dos 10 anos, mas fechando as portas a alunos externos. Pais e alunos não se conformam com estas mudanças. Sem cursos de iniciação e sem o regime supletivo, temem pelo ensino da música em Portugal, pelo que tentam pressionar o Ministério da Educação para que reconsidere. Governo justifica medida Por seu lado o Governo justificou hoje a obrigação das escolas de música leccionarem em regime integrado a partir do próximo ano lectivo, em Setembro, com uma melhor gestão do currículo, da carga horária e por facilitar as deslocações dos alunos. De acordo com Paulo Feliciano, do Grupo de Trabalho para a Reforma do Ensino Artístico, o regime integrado "minora os custos associados ao regime supletivo", que permitia aos estudantes terem a formação geral numa escola à sua escolha e a formação artística num estabelecimento especializado.
Fonte: Sic

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Ensino Artístico: Apenas 17 mil alunos têm acesso, Governo vai reorganizar e alargar oferta de cursos

Apenas 17 mil alunos num universo de 1,5 milhões têm acesso ao Ensino Artístico Especializado, pelo que a reforma deste sector vai passar pela reorganização da oferta de cursos e sua dispersão por uma rede de escolas mais alargada. Segundo indicou hoje fonte do Ministério da Educação (ME), a reforma deste sector «tem como objectivo fundamental aumentar o número de alunos a frequentar o Ensino Artístico Especializado», objectivo que passará por uma melhor organização da oferta destes cursos e sua disseminação «por uma rede mais alargada de escolas ao nível do ensino básico e secundário».Em Março do ano passado, um relatório encomendado pela tutela defendia a reestruturação do Ensino Artístico, recomendando o fim do regime supletivo, que permite aos alunos realizar a formação geral numa escola normal e frequentar simultaneamente uma instituição especializada, como um conservatório.A generalização do regime integrado vai permitir, de acordo com aquele relatório, uma melhoria do trabalho pedagógico e a redução das taxas de retenção e de abandono por parte dos alunos.
Fonte: Sol

domingo, 11 de novembro de 2007

IPVC organiza Ciclo Internacional de Conferências: “Linguagem Multimodal na Educação Cultural e Artístico

O Departamento de Comunicação e Expressões Artísticas da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (ESE-IPVC) organiza, pelo quarto ano consecutivo, o IV Ciclo Internacional de Conferências intitulado “Linguagem Multimodal na Educação Cultural e Artística”, ao longo do ano lectivo de 2007/2008, naquela Escola Superior do politécnico vianense.
De acordo com o Instituto, o objectivo passa por ensaiar novos olhares sobre as relações com a Educação, as Artes e a Cultura, fomentar a troca de ideias, bem como o debate de problemas e soluções num foro internacional e interdisciplinar, referiu fonte da organização.Trata-se de uma iniciativa para educadores de todas as áreas disciplinares, artistas, gestores culturais, animadores socioculturais, directores de museu, responsáveis de exibição cinematográfica, de artes de espectáculo e outros profissionais interessados nas áreas das Artes, Cultura e Educação.

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Artigo de opinião


O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicas

Hoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.

in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)