O secretário de Estado da Educação considerou hoje "maus" os resultados do exame de Matemática no 9º, mostrando-se preocupado por se estar tentar passar a ideia de que 50 por cento de negativas é um bom resultado.Valter Lemos assinalou as melhorias registadas na Matemática mas considerou que os resultados "ainda estão longe do que deverá ser a expectativa". "Cinquenta por cento de negativas é mau e lamento muito que estes resultados estejam a ser apresentados e a ser passados para as famílias e professores como muito bons", disse o responsável do Ministério da Educação. Ainda assim, Valter Lemos atribuiu a melhoria dos resultados a Matemática ao esforço de alunos e professores, rejeitando uma vez mais acusações das associações de professores de que as provas nacionais de Matemática e Português eram demasiado fáceis. "Houve um enorme esforço de professores e alunos e os resultados já se começam a notar", disse, alertando para o facto de este esforço estar a ser desvalorizado e os resultados a serem atribuídos apenas ao maior ou menor facilitismo dos exames.
Fonte: Público
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Ministério considera “maus” os resultados do exame de Matemática do 9º ano
Etiquetas: Exames nacionais 3.º ciclo 2008
Matemática melhorou nos exames do 9º ano
Os resultados nos exames nacionais do 9º ano do melhoraram na disciplina de Matemática, embora a média de classificações seja inferior à das provas de Língua Portuguesa, que se manteve.
Em comunicado divulgado esta quinta-feira, o Ministério da Educação informa que a «maioria dos alunos alcançou novamente uma classificação positiva» na prova de Língua Portuguesa, enquanto na de Matemática «verifica-se a existência de progressos importantes, atribuíveis ao esforço de professores e alunos e a instrumentos de apoio».
«Por exemplo, os alunos que agora fizeram exames trabalharam pelo segundo ano consecutivo no contexto do Plano de Acção para a Matemática», adianta.
No entanto, o ministério liderado por Maria de Lurdes Rodrigues refere que, apesar da melhoria, a média das classificações de Matemática continua a ser «inferior» à de Língua Portuguesa.
Fonte: TSF
Etiquetas: Exames nacionais 3.º ciclo 2008
terça-feira, 1 de julho de 2008
Exames nacionais - Gabiente de Avaliação Educacional refuta acusações de facilitismo
O presidente do gabiente que elabora os exames nacionais recusa as acusações de falta de independência e de facilitismo feitas ontem, por Paulo Portas. Carlos Pinto Ferreira assegura ainda que o que a directora da direcção regional de educação do norte pediu foi rigor na correcção dos exames.
As críticas aos exames nacionais e às provas de aferição deste ano lectivo multiplicam-se. Pais, alunos, partidos políticos e até a Sociedade Portuguesa de Matemática e a associação de professores da mesma disciplina consideram que os exames foram demasiado fáceis. Num debate sobre o facilitismo das provas, Paulo Portas citou palavras da directora regional de educação do norte numa reunião com os conselhos executivos das escolas em Janeiro. As palavras ficaram registadas em acta. Margarida Moreira pedia cuidado na escolha dos docentes correctores. O presidente do gabinete que elabora os exames nacionais diz que as palavras de Margarida Moreira foram retiradas do contexto. Carlos Pinto Ferreira adianta ainda que o gabinete de avaliação educaional é independente. Assegura que não recebeu orientações para facilitar as provas deste ano. Também a Fenprof já se juntou às críticas aos exames nacionais. Promete um livro negro das políticas educativas do Governo.
Fonte: SIC
segunda-feira, 30 de junho de 2008
DREN não quer professores que dão notas "distantes da média" a classificar exames
De acordo com um relato de um professor escrito em acta, a directora regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, pediu aos conselhos executivos das escolas para terem atenção na escolha dos docentes que vão corrigir os exames, e disse que “talvez fosse útil excluir de correctores aqueles professores que têm repetidamente classificações muito distantes da média.” Os “alunos têm direito a ter sucesso” e o que “honra o trabalho do professor é o sucesso dos alunos” terá dito imediatamente antes e depois.Esta acta foi citada hoje no Parlamento pelo deputado e líder do CDS-PP, Paulo Portas, durante um debate sobre o "facilitismo" das provas (de aferição e exames) deste ano, pedido pelos centristas. E reporta-se a uma reunião tida entre responsáveis pelo Gabinete de Avaliação Educacional (Gave, responsável pela elaboração das provas), presidentes dos conselhos executivos do Norte e Margarida Moreira, para a preparação dos testes deste ano.O PÚBLICO contactou o gabinete de imprensa do Ministério da Educação para obter um esclarecimento sobre os motivos desta orientação e a resposta foi dada pelo director do Gave. Carlos Pinto Ferreira, que participou na referida reunião, esclareceu que a mensagem que se pretende passar é que os professores designados para verem os exames devem cumprir rigorosamente os critérios de classificação emanados pelo Gave. “E não apliquem nem mais nem menos. Tem de se assegurar que os classificadores seguem aquelas normas. A uniformidade na aplicação dos critérios é a única coisa que garante a equidade entre os alunos”, reforçou o director do Gave."Estatísticas felizes"Este foi um dos exemplos dados pelo líder do CDS para provar que o objectivo do Ministério da Educação [ME] é “produzir estatísticas felizes”: “O nível de exigência [das provas nacionais] foi reduzido ao mínimo. Não pode ser um acaso que sociedades científicas, professores, alunos e famílias digam que são fáceis e facílimos.”Portas passou a enumerar outros exemplos que, na sua opinião, demonstram o “triunfo da facilidade sobre a exigência e a vitória da mediocridade sobre a excelência”: “Usou-se e abusou-se de matérias dos anos anteriores e até de ciclos de escolaridade anteriores. Incluíram-se questões nos testes dos alunos de 15 anos resolúveis por alunos de dez. E [fez-se] perguntas aos de dez resolúveis pelos de oito.”O líder do CDS afirmou ainda que alguns exercícios apenas aferiam se um estudante “sabia utilizar a calculadora ou se teria lido meras fichas de leitura sobre clássicos.”Os resultados das provas de aferição de Matemática de 2008, já divulgados pelo ME, revelaram que as notas negativas caíram para metade face a 2007, tanto no 4.º como no 6.º ano.A argumentação não convenceu a bancada do PS. A deputada socialista Paula Barros questionou, por exemplo, “qual o rigoroso instrumento de medida utilizado [pelo CDS-PP] para avaliar os exames nacionais.” E acusou ainda Portas de fazer “tábua rasa” do trabalho de milhares de professores e das escolas.O ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, garantiu que a “independência técnica [do Gave] face ao poder político está garantida.” “É impressionante a atitude do CDS-PP que, sistematicamente, põe em causa as instituições técnicas do Estado. Foi assim com o Fisco, com a ASAE e agora com o Gave, que não devia ser alvo político do CDS”, lamentou Santos Silva. “Quem faz as provas é o Gave, logo é bom. Essa não é uma argumentação”, ripostou Paulo Portas.Também o PSD alinhou ao lado dos populares nas críticas aos exames e a outras decisões políticas na área da Educação (como o fim das provas globais ou do chumbo automático por faltas injustificadas). O deputado social-democrata Pedro Duarte disse mesmo que o Governo quer “obsessivamente a todo o custo apresentar resultados escolares mas está a fazer batota.”PCP e Os Verdes aproveitaram o debate para se pronunciarem contra a existência de exames nacionais, enquanto instrumento “elitista” e “selectivo.”
Fonte: Público
terça-feira, 24 de junho de 2008
Exames nacionais - CDS-PP acusa ministra da Educação de só estar preocupada com estatísticas
O líder do CDS-PP acusou hoje a ministra da Educação de estar mais preocupada com as estatísticas do que com o conhecimento dos alunos, criticando o "facilitismo" que diz estar patente nos exames nacionais."Quando nas provas de aferição há respostas erradas que são classificadas como certas e se diminui ao mínimo o nível de exigência nos exames nacionais, o Ministério da Educação está à procura de criar estatísticas felizes, que nada têm a ver com a preparação dos jovens. O facilitismo não é o caminho da cultura e do conhecimento", acusou Paulo Portas. Em conferência de imprensa, o presidente do partido considerou que a política do Governo relativamente a estas provas "não prepara para a vida, nomeadamente para um mercado de trabalho difícil e exigente", além de não incentivar o estudo por parte dos alunos, nem recompensar o esforço dos professores. "Apelamos à sociedade portuguesa para que reflicta sobre as consequências desta política que promove um ensino sem exigência", afirmou. O líder do CDS-PP, o único partido que advoga a existência de exames nacionais nos 4º, 6º e 9º anos, voltou hoje a defender a elaboração das provas por parte de uma "entidade independente" e a criação de um "banco com milhares de perguntas validadas por sociedades científicas", o que diz ser a única forma de evitar as polémicas que surgem anualmente em torno dos exames. Os exames nacionais realizados este ano foram considerados excessivamente fáceis por parte da Sociedade Portuguesa de Matemática e da Sociedade Portuguesa de Química.
Fonte: Público
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Matemática 9.º ano: nunca um exame foi «tão fácil»
A Associação de Professores de Matemática (APM) considerou que o exame nacional de 9º ano da disciplina foi o «mais fácil» desde que a prova se realiza, sublinhando que algumas questões poderiam ser respondidas por alunos do 2º ciclo.
«Na generalidade, a prova é mais acessível e mais fácil do que nos anos anteriores. Algumas questões poderiam ser resolvidas por alunos do 2º ciclo», afirmou Sónia Figueirinhas, vice-presidente da APM, em declarações à Agência Lusa.
Perto de 100 mil alunos realizaram o exame nacional de Matemática, que se realiza desde 2005. O ano passado, 72,8 por cento dos estudantes tiveram nota negativa, quando em 2006 a percentagem de chumbos no teste situava-se nos 63 por cento.
«Em algumas questões ficou aquém das competências e conhecimentos que os alunos no final do 9º ano deveriam ter. Se em exames anteriores as questões eram mais elaboradas e difíceis, não há razão para que este ano também não fossem», acrescentou.
Sublinhando que o exame «não tem erros» e que os 90 minutos, mais 30 de tolerância, estão adequados para a realização da prova, a responsável salientou que em relação à geometria, por exemplo, o exame aponta «mais para nomes do que para competências».
«Há questões que outros ciclos de ensino saberiam resolver de certeza, mas a prova é sobre os conteúdos leccionados no 7º, 8º e 9º anos», lamentou.
Assim, a Associação de Professores de Matemática espera que haja «uma grande melhoria» nos resultados em relação a 2007, mas sublinha que as provas «não são comparáveis».
Já na quarta-feira, a Associação de Professores de Português lamentou que o exame nacional de 9º ano da disciplina, realizado nesse dia, incluísse matéria do 2º ciclo (5º e 6º anos), considerando que esta opção pode ser «excessivamente fácil para os alunos».
Fonte: Portugal Diário
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sexta-feira, 20 de junho de 2008
Exames: 100 mil alunos avaliados hoje a Matemática do 9º ano
O exame nacional de Matemática do 9º ano começou esta sexta-feira, pelas 9:00 horas, sendo que perto de 100 mil alunos estavam inscritos nesta prova, a segunda de duas obrigatórias para a conclusão do ensino básico.
As classificações da disciplina, a mais temida, assim como as referentes ao exame de Português, serão afixadas no próximo dia 11 de Julho. A nota vale 30% da classificação final, sendo o teste cotado de zero a 100, convertido depois de um a cinco.
No ensino secundário, realiza-se hoje, entre outros, o exame nacional de Física e Química A, 10º/11º e 11º/12º, estando inscritos 54.910 alunos. Esta é uma das principais disciplinas para os que querem seguir Medicina e uma das que tem mais estudantes inscritos.
Em 2007, o exame de Física e Química A do 11º ano figurava entre as três provas com a média mais baixa, 7,2 valores. Nesse ano, o Ministério da Educação decidiu anular uma questão daquela prova, alegando que uma incorrecção na formulação da pergunta «inviabilizava a concretização de uma resposta correcta».
Fonte: Diario Digital
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quinta-feira, 19 de junho de 2008
Alunos sofrem com exames
Os estudantes portugueses são dos que mais sofrem de stress, em todo o Mundo. É a conclusão de um estudo sobre «Desigualdades na saúde dos jovens», realizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 41 países.
Os adolescentes portugueses sofrem com os exames, com as aulas e até com os trabalhos de casa. A investigação revela que mais de 70% das raparigas e mais de 60% dos rapazes sentem pressões relacionadas com a escola.
Os resultados obtidos colocam Portugal no topo da tabela, seguido de perto pela Escócia e pela Inglaterra. O lugar dos menos stressados é ocupado pela Áustria.
Fonte: TVI
Exames Nacionais: CDS-PP quer acabar com "erros nas provas" e propõe estrutura independente para conceber exames
O líder parlamentar do CDS-PP, Diogo Feio, propôs hoje ao Governo a criação de uma estrutura autónoma e independente responsável pela concepção dos exames nacionais, para evitar "erros nas provas" e nas "directrizes do ministério da Educação".
Em conferência de imprensa, o deputado Diogo Feio considerou "inaceitável que todos os anos" se repitam críticas aos exames nacionais do ensino básico e secundário, nomeadamente por parte das sociedades científicas.
Diogo Feio defendeu que os responsáveis políticos devem "aceitar e ouvir" aquelas críticas e adiantou que irá questionar a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, sobre o assunto, na próxima ida da governante à comissão parlamentar de Educação, prevista para terça-feira.
No projecto de resolução hoje apresentado, o CDS-PP sustenta que "têm surgido repetidamente problemas na área relativa a exames, destacando-se erros nas provas e nas directrizes do ministério da Educação".
Diogo Feio propôs ao Governo que crie, através de concurso nacional ao qual podem concorrer universidades portuguesas, uma "estrutura autónoma e independente responsável pela concepção de exames nacionais para todos os ciclos".
O Governo seria a entidade fiscalizadora "relativamente a toda a estratégia de avaliação independente", de acordo com o diploma.
Diogo Feio propôs ainda a criação de um "banco de perguntas", no seguimento do que se faz nos EUA, "com milhares de questões previamente testadas" a incluir nos exames nacionais.
O diploma salienta que, no modelo norte-americano, um grupo de especialistas avalia as questões propostas, que terão que ser em dobro das necessárias, e fazem testes piloto a pequenos grupos de alunos.
Depois de aprovadas pela comissão de especialistas, são colocadas na base de dados e são avaliadas na sua eficácia através dos exames.
A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, considerou quarta-feira "um erro" as críticas da Associação de Professores de Português (APP) ao exame nacional da disciplina do 12º ano, realizado segunda-feira por 60 mil alunos.
Segundo a APP, o primeiro grupo da prova suscitou "algumas dúvidas", já que foi usada a terminologia linguística em revisão, e o texto final poderá ter levado os estudantes a falar de Padre António Vieira no tema de desenvolvimento, quando o autor não integra o programa do 12º ano.
Fonte: visaonline
terça-feira, 17 de junho de 2008
Época de exames nacionais arranca hoje com prova de português do 12º ano
A época de exames nacionais obrigatórios para a conclusão do ensino básico e secundário arranca hoje com a prova de português do 12º ano, na qual estão inscritos mais de 70 mil alunos.Além deste exame, realizam-se também hoje as provas de Língua Portuguesa Não Materna dos 12º e 9º anos. No total, 71.135 alunos estão inscritos para fazer exames esta terça-feira. Segundo dados oficiais do Ministério da Educação, entre os 326.245 exames nacionais a realizar até 18 de Julho, os que registam mais inscrições são os de Português, na terça-feira (71.135), Biologia e Geologia na quarta-feira (58.040), Física e Química na sexta-feira (54.910) e Matemática a 23 de Junho (48.427). No básico haverá duas chamadas para os 99.930 alunos inscritos (menos 7201 do que no ano passado) mostrarem o que sabem de Língua Portuguesa e Matemática ao nível do 9º ano, a primeira na quarta e na sexta-feira, e a segunda na próxima semana, a 26 e 27 de Junho. Os alunos disporão de 90 minutos para porem à prova os seus conhecimentos, sendo as pautas das classificações em ambas as chamadas afixadas a 11 de Julho. Quanto ao secundário, estão inscritos para exame 157.718 alunos (menos 11.849 do que em 2007), dos quais 96.953 são candidatos ao Ensino Superior. Para estes exames haverá uma única chamada em duas fases, a primeira já a partir de terça-feira e até 23 de Junho e a segunda entre 14 e 18 de Julho, sendo as classificações anunciadas a 7 e a 30 de Julho, respectivamente. De acordo com o Ministério da Educação, será realizado um total de 340.273 exames, numa média de 2,16 por aluno. As primeiras provas, tanto do básico como do secundário, têm início às 09h00 (hora de Portugal Continental), hora que serve de referência para que decorram em simultâneo os exames nos Açores e em todos os países onde os exames se realizam. Em comparação com os exames nacionais do básico e secundário de 2007, inscreveram-se este anos menos 19.050 alunos.
Fonte: Público
Época de exames vai ser «tranquila»
A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, manifestou-se esta quinta-feira, convicta de que a época de exames nacionais do ensino básico e secundário, que arranca terça-feira, vai ser «tranquila», garantindo que «está tudo preparado, como sempre».
«Espero que corra tudo bem e, sobretudo, que os alunos tenham bons resultados, que se sintam confortáveis a fazer os exames e que possam, com a nota de exame, prosseguir os seus estudos ou entrar no mercado de trabalho», disse.
Maria de Lurdes Rodrigues falava aos jornalistas em Évora, depois de uma sessão demonstrativa dos projectos do Plano Tecnológico da Educação (PTE) na Escola Secundária André de Gouveia, um dos estabelecimentos de ensino nacionais pioneiro.
A cerimónia foi presidida pelo primeiro-ministro, José Sócrates, tendo também estado presente o ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, Francisco Nunes Correia.
«Há sempre angústias e preocupações dos alunos e das famílias, mas, em regra, os exames correm bem, têm corrido bem e eu espero que esta época seja também tranquila», disse.
Maria de Lurdes Rodrigues lembrou que foi o actual Governo que colocou os professores nas escolas por três anos, pelo que hoje os estabelecimentos de ensino «têm condições de trabalho e de estabilidade do corpo docente» como «nunca tiveram».
Muitos testes e exercícios prepararam alunos
Segundo a governante, para esta época de exames, o Ministério da Educação introduziu muitas inovações, nomeadamente por ter disponibilizado muitos testes e exercícios para que as escolas preparassem os seus alunos.
Confrontada acerca de críticas de que cada vez os exames estão mais fáceis, a ministra aconselhou «prudência», sublinhando que os exames são feitos por peritos e requerem uma «competência técnica particular».
Fonte: iol.pt
domingo, 16 de março de 2008
Exames Nacionais de Português Língua Não Materna (PLNM) - 9.º ano e 12.º ano
De acordo com Despacho de Sua Excelência o Secretário de Estado da Educação, datado de 08/03/2008, informa-se o seguinte:
Haverá duas provas de exame de Português língua não materna (PLNM): uma de nível de iniciação (A2) e outra de nível intermédio (B1);
As provas serão realizadas no mesmo dia pelos alunos do 9.º e do 12.º ano;
Os alunos do 9.º ano realizarão a prova consoante o nível de proficiência linguística em que se encontram inseridos, A2 ou B1.
Os alunos do 12.º ano devem realizar a prova de nível intermédio (B1), podendo, em casos excepcionais, realizar a prova de iniciação.
Os alunos que se encontram inseridos no nível avançado devem realizar o exame nacional de Língua Portuguesa/Português e não o exame nacional de PLNM.
Fonte: DGIDC
quarta-feira, 12 de março de 2008
Exame de Matemática passa a durar três horas
Este ano, o exame nacional de Matemática do 12.º ano vai ter uma duração máxima de três horas, mais trinta minutos do que no último ano lectivo, anunciou o Ministério da Educação.
De acordo com um despacho assinado pelo secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, a maior "dor de cabeça" dos alunos portugueses passa a ter uma duração de 150 minutos, à qual acrescem 30 minutos de tolerância.
O documento estipula ainda que as provas do 12.º ano das disciplinas trienais dos cursos científico-humanísticos incidem sobre o programa do último ano, enquanto as das disciplinas bienais dos mesmos cursos incidem sobre os dois anos em que a disciplina é leccionada, à semelhança do regime de excepção criado pelo ME o ano passado.
O despacho normativo, no qual é aprovada a regulamentação dos exames dos ensinos Básico e Secundário, quer ao nível de escola, quer a nível nacional, prevê ainda a aplicação de um factor de majoração quando haja necessidade de anular uma questão nas provas.
Esse factor de majoração é obtido através da relação entre a cotação total inicial e a cotação total depois de suprimida a cotação do item anulado.
Este foi o procedimento que o Ministério da Educação adoptou o ano passado em duas ocasiões, mas que na altura não estava previsto no regulamento das provas, o que suscitou críticas de pais e professores, que defendiam a atribuição da cotação da pergunta anulada a todos os alunos.
Na prova de Física e Química A (11.º ano), por exemplo, o Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) decidiu que a nota final alcançada pelos alunos seria multiplicada por 1,0417.
A pergunta anulada valia oito pontos, no conjunto dos 200 correspondentes à cotação total da prova, pelo que, sem essa questão, o exame passava a valer apenas 192 pontos.
Multiplicando este valor por 1,0417, a cotação máxima do exame volta a ser de 200 pontos, o que levou o ME a definir que era este o factor a utilizar para corrigir a situação.
A solução encontrada pelo ME foi no entanto contestada por pais e professores.
Por exemplo, um aluno com uma classificação na prova de 90 pontos (nove valores) passaria a ter uma nota final de 93,7 (igualmente correspondentes a nove valores), já que só obteria 3,7 pontos na questão anulada, se utilizado o coeficiente estipulado pelo ME.
Já um estudante com uma classificação na prova de 150 pontos (15 valores) passaria a ter uma nota final de 156 pontos, equivalentes a 16 valores, uma vez que o mesmo coeficiente permitir-lhe-ia somar seis pontos naquela pergunta.
Fonte: educare.pt
terça-feira, 11 de março de 2008
Regulamentação dos exames dos ensinos básico e secundário
O despacho normativo que regulamenta os exames dos ensinos básico e secundário, a realizar neste ano lectivo, aguarda publicação no Diário da República.
Este despacho inclui, em anexo, o Regulamento do Júri nacional de Exames, o Regulamento dos Exames do Ensino Básico e o Regulamento dos Exames do Ensino Secundário.
São regulamentados os exames efectuados a nível de escola, nos vários níveis de ensino, bem como os exames nacionais dos 9.º, 11.º e 12.º anos.
Determina-se, ainda, a extinção dos exames relativos aos antigos planos curriculares criados pelo Decreto-Lei n.º 286/89, que, para efeitos de conclusão do ensino secundário, são substituídos por exames a nível de escola.
Relativamente ao ensino secundário, prevê-se a possibilidade de os alunos concluírem disciplinas dos cursos tecnológicos, dos cursos artísticos especializados e dos cursos de ensino recorrente, através de exames de âmbito nacional, previstos no Decreto-Lei n.º 74/2004, com as alterações introduzidos pelo Decreto-Lei n.º 24/2006.
Este diploma determina também as regras para a realização dos exames dos alunos com necessidades educativas especiais de carácter permanente.
Para mais informações, consultar o despacho que aguarda publicação no Diário da República.
Fonte: Portal da Educação
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Exames nacionais em análise pelo GAAIRES
O Grupo de Avaliação e Acompanhamento da Implementação da Reforma do Ensino Secundário (GAAIRES) considera que o actual número de provas é adequado, mas propõe um maior investimento de recursos.
De acordo com as recomendações do Grupo de Avaliação e Acompanhamento da Implementação da Reforma do Ensino Secundário, as provas de exame nacional devem incidir sobre os conteúdos e temáticas previstos para o ano terminal nos respectivos programas, apesar de convocarem as aprendizagens estruturantes e fundamentais das disciplinas, desenvolvidas ao longo de todo o ciclo.
No que respeita ao número de exames considera-se, de acordo com a generalidade dos entrevistados para a elaboração do relatório (tanto actores institucionais como peritos), que o número actual de provas é adequado, assim como o critério que presidiu à escolha das disciplinas: na componente de formação geral, o Português e na componente de formação específica, as disciplinas trienal e bienais estruturantes.
Concordando com o modelo actual de exames, que certifica as aprendizagens dos alunos que concluem o Ensino Secundário, utilizados também enquanto provas de ingresso no Ensino Superior, o texto do relatório salienta a necessidade de uma articulação efectiva e formalizada entre os serviços do Ministério da Educação e do Ministério da Ciência Tecnologia e Ensino Superior, nomeadamente a Direcção-Geral do Ensino Superior, na elaboração de provas de exame e dos critérios de correcção.
Outros domínios em que esta colaboração se deveria articular são a monitorização da validade científica dos exames, o testar da exequibilidade das provas de exame e a selecção de disciplinas sobre as quais devem incidir os exames nacionais.
A impossibilidade de um aluno concorrer com a nota de melhoria obtida na 2.ª fase dos exames à 1.ª fase de candidatura ao Superior é também apontada no relatório. A informação recolhida pelo grupo permitiu concluir que o fundamento desta restrição radica na maior dificuldade em garantir a correcção das provas em tempo útil, permitindo o cumprimento dos prazos da primeira fase de candidatura, tendo em contas as limitações colocadas ao período de marcação de férias autorizado aos professores encarregues da correcção e classificação das provas.
A correcção de um número de provas previsivelmente aumentado, fruto da opção massiva dos alunos pela repetição de provas na segunda fase, para efeitos de melhoria de classificação, obrigaria ao recrutamento de professores até mais tarde no ano escolar (fim do mês de Julho e princípio do mês de Agosto), o que implicaria o adiamento do período de férias para o mês de Setembro, segundo indica o relatório.
Neste contexto, é recomendado o desenvolvimento de um processo de discussão e articulação entre os serviços e os ministérios para a revisão destas limitações, ponderando o investimento de recursos, humanos e financeiros, por parte do Ministério da Educação, no sentido de ultrapassar o referido obstáculo. A alteração desta situação iria possibilitar aos alunos mais oportunidades para obter a classificação desejada nas provas de exames.
Evidenciando as mais valias dos testes intermédios, que segundo o relatório ultrapassam largamente a função de preparação e ensaio dos exames nacionais, propõe-se a ponderação do reforço da utilização deste instrumento e a sua generalização às restantes disciplinas do currículo do Ensino Secundário que não são ainda objecto deste tipo de provas, incluindo as que não são sujeitas a exame nacional.
Fonte: Textoeditores
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Ministério divulga calendário de exames nacionais
As duas fases dos exames nacionais do Ensino Secundário vão decorrer entre 17 e 23 de Junho e 14 e 18 de Julho, respectivamente, segundo o calendário hoje divulgado em Diário da República.
As pautas com os resultados da primeira fase serão afixadas a 07 de Julho e as da segunda a 30 de Julho.
As notas dos processos de reapreciação serão conhecidas a 11 e 29 de Agosto, consoante a fase em que se realizou o exame.
Os exames de português e português para estrangeiros do 12º ano inauguram o calendário e os de Matemática B, Matemática Aplicada às Ciências Sociais, Latim A e Matemática A fecham a primeira fase.
Na segunda fase, os exames de português voltam a inaugurar a calendarização, que termina a 18 de Julho com o exame de Geometria Descritiva A.
Segundo um despacho do secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, ficou ainda determinado que os exames de Língua Portuguesa do terceiro ciclo do ensino básico realizam-se a 18 de Junho e o de Matemática dois dias depois.
As situações excepcionais (segunda chamada) estão previstas para 26 de Junho, no que se refere a Língua Portuguesa, e para dia 27 para Matemática.
Os resultados serão afixadas a 11 de Julho, enquanto os resultados dos processos de reapreciação são conhecidos a 08 de Agosto.
Os exames de equivalência à frequência dos segundo e terceiro ciclos realizam-se em Junho e Julho e em Setembro, com uma só chamada.
Quanto a inscrições, os alunos do nono ano ficam automaticamente abrangidos.
Para os candidatos designadamente autopropostos ou abrangidos pelo ensino doméstico, o prazo de inscrição para a admissão às provas dos exames nacionais do terceiro ciclo e para os exames de equivalência à frequência dos segundo e terceiro ciclos decorrem de 18 e 29 de Fevereiro.
No ensino secundário, os prazos de inscrição para a primeira fase decorrem no prazo normal de 18 a 29 de Fevereiro e numa fase suplementar a 03 e 04 de Março.
Para a segunda fase, os alunos poderão inscrever-se entre 07 e 09 de Julho.
Nessa segunda fase estão abrangidos os alunos que querem melhorar notas, realizar exames em disciplinas para os quais não se inscreveram na primeira fase ou para realizar exames de equivalência e frequência.
Fonte: Diário Digital
sábado, 13 de outubro de 2007
Testes nacionais intermédios
O Ministério da Educação anunciou hoje que vai permitir já este ano lectivo a realização de testes nacionais intermédios a Matemática no ensino básico e a Física e Química A e Biologia e Geologia no secundário.
"Os testes intermédios são instrumentos de avaliação disponibilizados às escolas e que os professores podem utilizar, quer para avaliação dos seus alunos quer como elementos de apoio ao ensino e aprendizagem", lê-se num despacho assinado hoje pelo secretário de Estado da Educação, Valter Lemos. No ano lectivo 2006/07 já se realizavam testes intermédios na disciplina de Matemática A no ensino secundário. Agora, estas provas estarão também disponíveis a esta cadeira no 8º e 9º anos, a Física e Química A no 10º e 11º anos, bem como a Biologia e Geologia nos 10º e 11º anos.
Fonte: Público
Informação sobre testes intermédios 2005 a 2007 http://www.gave.min-edu.pt/np3/9.html
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Instrumentos para a avaliação sumativa externa
O Ministério da Educação pretende disponibilizar um conjunto de instrumentos, destinados a professores e a alunos, que assegurem não apenas a avaliação sumativa externa, mas também a orientação e a preparação para os exames e para as provas nacionais.
De acordo com uma informação divulgada às escolas, entre esse conjunto de instrumentos, que visam proporcionar elementos de estudo e de aprendizagem adequados aos diversos níveis de ensino, contam-se os seguintes:
Banco de Questões – As questões elaboradas na última década para serem utilizadas nas provas de aferição e de exames nacionais, em testes intermédios ou noutros instrumentos de avaliação vão ser reunidas numa base de dados que permitirá, a professores e a alunos, a criação de conjuntos de exercícios e de instrumentos de avaliação.
Orientações-exame – Vai ser disponibilizado na Internet um conjunto de “orientações-exame”, para cada disciplina, relativamente à qual são elaborados exames nacionais e provas, contendo informações sobre a estrutura e as características das provas bem como as correspondentes matrizes conceptuais e os critérios gerais de classificação, entre outros elementos.
Testes nacionais intermédios – Na informação para as escolas, discriminam-se as disciplinas e os anos de escolaridade em que, neste ano lectivo, vão ser realizados testes nacionais intermédios.
Exames e provas nacionais – Na referida informação, especificam-se, igualmente, as provas de aferição e os exames nacionais a realizar no ensino básico, bem como os exames nacionais definidos para o ensino secundário
Fonte: Portal da educação
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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