O estudo "Estudantes à entrada do ensino secundário" permite verificar que dois terços dos alunos à entrada deste nível de ensino alcançaram ou estão prestes a alcançar um patamar de qualificação mais elevado do que o dos seus pais, o que corresponde a um processo intergeracional de aumento de qualificações.
Realizado pelo Observatório de Trajectos dos Estudantes do Ensino Secundário (OTES) do Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação (GEPE), este estudo tem como objectivo produzir e analisar informação relevante para os processos de tomada de decisão, a nível local e central, relativamente a este nível de ensino.
Abrangendo 588 escolas públicas e privadas das diferentes regiões do país, o estudo baseia-se em inquéritos a 46 175 alunos do 10.º ano ou equivalente (correspondente a 44 por cento do universo de alunos a inquirir), a frequentar as diferentes modalidades do nível secundário de educação, no terceiro trimestre de 2007/2008.
Ao longo do estudo, são abordadas temáticas como o desempenho, as escolhas e os projectos escolares, as expectativas profissionais e os processos de mobilidade entre escolas e entre cursos.
De acordo com os resultados do inquérito, é possível constatar que, à entrada do ensino secundário, se verifica um peso expressivo de alunos oriundos de famílias com recursos escolares e profissões com estatuto socioeconómico elevado.
Outro dos indicadores considerados relevantes nas dinâmicas de selecção é o perfil de desempenho escolar da generalidade dos alunos que chegam a este nível de ensino.
Assim, quando se procede à comparação do trajecto escolar dos alunos que entraram no mesmo ano para o 1.º ciclo, verifica-se que os estudantes a frequentar o 10.º ano revelam percursos escolares mais lineares do que os restantes. É de salientar que mais de metade dos alunos inquiridos nunca reprovou ao longo do seu trajecto escolar, sendo quase inexistentes as situações de interrupção dos estudos.
A análise dos resultados permite, deste modo, constatar que as diferenças de desempenho escolar identificadas surgem associadas às qualificações escolares e às profissões exercidas pelos pais, sendo pouco relevantes factores como a origem étnico-nacional, as línguas faladas e a participação dos progenitores na vida escolar dos alunos.
Também de acordo com os dados recolhidos, a procura das diversas vias no ensino secundário divide-se essencialmente em duas modalidades de ensino e formação: os cursos científico-humanísticos, com pouco mais de metade dos estudantes, e os cursos profissionais, procurados por cerca de um terço dos inquiridos.
Associada à procura/oferta de cada uma das modalidades de ensino e formação, encontram-se diferentes perfis dos alunos. Em termos globais, constata-se que à entrada do secundário existem mais raparigas do que rapazes, o que está associado a perfis de desempenho escolar mais elevados por parte das alunas.
Nos cursos científico-humanísticos e no ensino artístico especializado - artes visuais e audiovisuais - encontra-se uma maior proporção de raparigas, de estudantes com trajectos de elevado desempenho escolar, provindos de famílias alta e mediamente escolarizadas e com estatutos socioprofissionais mais favorecidos.
No que respeita às razões da frequência do ensino secundário, os motivos ligados ao prosseguimento de estudos são mais frequentes nos estudantes dos cursos científico-humanísticos e do ensino artístico especializado, enquanto as razões relacionadas com a inserção no mercado de trabalho são preponderantes nos alunos dos cursos tecnológicos, dos cursos profissionais e dos cursos de educação e formação.
No que se refere à escolha da escola, os estudantes seleccionam-na principalmente em função da proximidade da residência e da oferta escolar, embora o factor amigos e o facto de os próprios alunos já terem estado nesse estabelecimento também tenham alguma relevância.
Quanto à questão da mudança de cursos, é de notar que, na maioria das situações, são os alunos dos cursos científico-humanísticos que, proporcionalmente, mais referem pretender mudar para um curso profissionalmente qualificante.
Para mais informações, consultar o estudo "Estudantes à entrada do ensino secundário".
Fonte: Portal da Educação
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Estudo traça perfil dos alunos à entrada do ensino secundário
Etiquetas: Educação básica, Ensino Secundário, Pais, Professores
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Despesa das famílias com a Educação cresce 43% desde 2001
A Educação foi a parcela do orçamento das famílias portuguesas que mais cresceu entre 2001 e 2007, indica o relatório «Indicadores Sociais 2007» divulgado esta quinta-fera pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
No ano passado, as despesas em habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis representavam 26,6% da despesa total anual média por agregado.
No período de 2001 a 2007, "as classes de despesa das famílias que registaram maiores aumentos de preços foram a Educação (+42,8%), Bebidas alcoólicas e tabaco (+36,0%) e Transportes (+28,5%)", lista o INE.
Com base nos resultados do «Inquérito às Despesas das Famílias, realizado em 2005/2006, "65,8% da despesa total anual média das famílias foi efectuada em bens e serviços de Habitação, água, electricidade gás e outros combustíveis (26,6%), Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas (15,5%), Transportes (12,9%) e Hotéis, restaurantes, cafés e similares (10,8%)", detalha o documento do organismo público de estatística.
Fonte: Diário Digital
Etiquetas: Pais
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Intervenção da Ministra da Educação no debate parlamentar sobre a avaliação do desempenho docente
Este Governo pediu muito aos professores.
Estou ciente disso.
Mas apenas o fizemos porque era necessário.
Os portugueses e a escola pública não podiam e não podem esperar mais.
Portugal continuava a atrasar-se todos os anos em relação aos outros países da Europa e não podíamos resignar-nos com esse atraso.
Na nossa visão, a escola pública tem que servir mais alunos, tem que servir melhor os seus alunos, tem que acompanhar mais as crianças e os jovens que a frequentam, tem que alcançar melhores resultados.
Como todos sabemos tal só será possível com os professores.
Mas, como também sabemos, tal só será possível mudando a organização da escola.
Há quem pense que podemos melhorar os nossos resultados sem mexer na estrutura organizativa das escolas nem nas condições de desempenho dos professores.
A esses quero dizer que estão enganados.
As escolas são hoje organizações complexas que enfrentam enormes desafios e é essencial dotá-las dos meios e dos instrumentos de gestão para que possam responder e ser responsabilizadas por eles.
Mas há muitos, professores e não professores, que acreditam na mudança, mesmo quando discordam de medidas concretas ou de aspectos específicos das medidas tomadas.
A esses quero dizer que contamos com eles, porque defendem também uma melhor escola pública.
Ocupei-me pessoalmente de examinar a proposta que tinha sido acordada com a Plataforma Sindical.
Ocupei-me pessoalmente de examinar as dificuldades enfrentadas pelas escolas e pelos professores na aplicação da avaliação de desempenho dos professores.
Era, de facto, mais burocrática do que devia, provocando uma sobrecarga de trabalho para professores avaliadores e para professores avaliados.
Mas, devo dizer-vos, era a situação que os sindicatos conheciam quando assinaram o memorando de entendimento e que durante meses não puseram em causa.
Depois de ouvir e identificar os problemas concretos, não tive qualquer problema em avançar com medidas que permitem melhorar as condições de aplicação do modelo.
Ouvi muita gente durante muitas horas para o fazer.
Não esperei por propostas de terceiros para procurar corrigir erros e défices.
Tomo de empréstimo o que dizia Bento de Jesus Caraça: não tememos o erro porque não temos medo de o corrigir.
Mas não me peçam para suspender a avaliação de desempenho porque isso significaria voltar à situação que todos dizem que não serve.
Todos sabemos que suspender a avaliação de desempenho significaria, pelo menos, mais um ano com um modelo que ninguém diz defender.
Se ninguém o defende porque há, afinal tanta pressão para que ele continue?
Só o conservadorismo, venha da direita ou da esquerda, só o conservadorismo, repito, ficaria contente com uma suspensão que não serve as escolas nem os professores que querem e merecem progredir na carreira e ver o mérito reconhecido e incentivado.
Nem me peçam para aceitar um novo modelo que assente na auto-avaliação.
Com a mesma franqueza afirmo que essa proposta é apenas um modo disfarçado e inaceitável de nada propor.
Significa isto que sou intransigente na defesa do modelo de avaliação em vigor?
Não.
Sou intransigente, sim, na defesa do princípio de uma avaliação séria e que tenha consequências na carreira dos avaliados.
Porque acredito que isso melhorará a escola.
E acredito porque estes princípios são defendidos e aplicados em muitos países que têm melhores práticas e melhores resultados na educação do que nós.
Por isso não posso aceitar a suspensão deste modelo.
Se isso é ser intransigente, é verdade.
Todos os que pedem a suspensão deste modelo sabem que a consequência, neste ano lectivo, e eventualmente por mais anos, seria o regresso ao passado que todos dizem não querer.
E isso não deixarei que aconteça, porque acho que se o fizesse violaria os meus deveres como Ministra da Educação comprometida com o reforço da escola pública.
Por isso, as acusações de intransigência não fazem sentido.
Trata-se, sim, de determinação em prosseguir com as mudanças empreendidas, com total abertura para ouvir e continuar a melhorar.
Mas vou mais longe no meu compromisso com os portugueses.
Uma vez iniciada este ano uma verdadeira avaliação de desempenho dos professores estarei totalmente aberta a que se estudem todas as melhorias e revisões desse modelo, ou mesmo a sua substituição por outro que cumpra melhor os objectivos propostos, mas para aplicar nos anos lectivos seguintes, não neste.
Não podemos usar a defesa de modelos perfeitos para impedir o que existe de ser aplicado.
Nem podemos acenar com modelos alternativos que nunca se concretizam, pois assim não será possível qualquer comparação e debate entre soluções alternativas reais.
Por isso defendo o trabalho em conjunto para que o modelo já em curso de aplicação nas escolas seja avaliado, corrigido, substituído se necessário for, mas depois de experimentado.
Estou completamente disponível para melhorar para o futuro, não para me resignar com uma situação em que não acredito, nem para voltar para trás.
Quem quiser conduzir essa movimentação de reacção à mudança, saiba que tem em mim uma opositora determinada.
Mas todos os que quiserem avançar, ultrapassar os obstáculos e fazer, têm em mim uma aliada.
Contem comigo para melhorar, sempre.
Não contem nunca comigo para me resignar e deixar que tudo aparente mudar para que tudo fique na mesma.
Fonte: Portal do Governo
Etiquetas: Pais, Professores
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Um professor à distância de um clique
As novas tecnologias estão cada vez mais ao dispor da educação. Agora já se pode ter explicações online através de um portal, a qualquer hora e para qualquer grau de ensino. No portal há sempre um professor disponível para tirar as dúvidas a um preço que pode ir dos 0,75 euros aos 17 euros.
Chama-se «Tiraduvidas» e pretende isso mesmo tirar todas as dúvidas. Este portal de explicações na internet existe há três meses e já tem mais de 20 mil alunos registados e cinco mil professores. No portal, a qualquer hora, há sempre alguém habilitado para responder.
O pagamento varia de acordo com o tipo de dúvida. As mais básicas, para o primeiro ciclo podem custar 75cêntimos. As mais complexas, para o Ensino Superior, por exemplo podem ir até aos 17 euros. Tudo descontado do saldo da conta online que o aluno tem de carregar na pré-inscrição.
http://www.tiraduvidas.eu/
Fonte: TVI
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Professores premiados em concurso internacional afirmam que "os alunos adoram a Matemática"
Três professores de Águas Santas, na Maia, são os autores de um livro de Matemática para o 1º ano do ensino básico que foi premiado com a medalha de ouro num concurso europeu de manuais escolares. Hoje, em declarações à Agência Lusa, revelaram que "os alunos adoram" aquela disciplina.Alberta Rocha, de 51 anos, Carla do Lago, com 44, e Manuel Linhares, de 41, escrevem livros escolares "em conjunto" há seis anos. Agora, a editora para a qual trabalham deu-lhes a notícia: a European Education Publishers Group (EEPG) atribuiu a medalha de ouro ao manual Clube dos Cinco - Matemática 1.º Ano. É a primeira vez que um dos seus livros recebe uma tal distinção, num concurso de nível europeu em que foram avaliados 17 manuais escolares. O manual premiado, editado pela Texto Editores, ganhou a medalha de ouro, na categoria Primary, atribuída, na Feira do Livro de Frankfurt, pelo EEPG. Esta organização foi criada em 1991 e actualmente integra 23 editoras de 23 países europeus. Os seus prémios têm como objectivo promover a excelência e qualidade nas publicações escolares, reconhecendo os melhores editores, autores e designers gráficos no espaço europeu. Os autores premiados agora dão aulas no Agrupamento de Escolas de Águas Santas e nenhum deles imaginou sequer que a sua editora decidira participar neste concurso. Por isso, foi com um misto de surpresa e natural satisfação que receberam a notícia deste prémio, para o qual contribuiu também Carla Nazareth, enquanto ilustradora. Alberta Rocha, professora na EB1 de Moutidos, concorda que a distinção "faz bem ao ego, em todos os sentidos". Manuel Linhares, que também ali lecciona, sustentou ter-se tratado "de um grande investimento" numa obra que deve muito à experiência profissional de cada um dos autores. Todos eles sustentam que o "Clube dos Cinco - Matemática 1.º Ano" procura reflectir "uma grande ligação ao quotidiano", um dos aspectos, aliás, que a EEPG elogiou. "Estamos rodeados de elementos matemáticos e o livro mostra muitos desses elementos, através de um grafismo concebido para ser atraente e ao mesmo tempo eficaz", afirmam. A intervenção dos professores não se fica pelo material escrito, indicando também soluções gráficas a que a ilustradora dá o tratamento final. "A editora deu-nos muita liberdade neste campo", referiu Manuel Linhares, professor da EB1 de Moutidos. "Em muitos aspectos fomos inovadores", resume o docente, dando como exemplo o facto deste livro apresentar já "noções de estatística", muito embora tal não faça ainda parte dos programas oficiais de Matemática. Carla do Lago, da Escola da Pícua, refere que a EEPG atribuiu este prémio por entender que é "um manual cujas páginas respiram por si, que não é maçudo". A EEPG também destacou o facto do livro não ser "nada abstracto". Segundo Alberta Rocha, "hoje continua a insistir-se muito no algoritmo, em contas e mais contas, sem qualquer sentido". Trata-se de um ensino que "não está adaptado à realidade" e que ainda é praticado por "professores provavelmente agarrados a sistemas antigos de dar a Matemática". Manuel Linhares observou que "não existem situações problemáticas para pôr os miúdos pensar de uma forma diferente", concluindo que "é o treino pelo treino, mais nada". Carla do Lago defende que "o importante, primeiro, é o aluno, durante um ano inteiro, treinar linguagens matemáticas, porque o algoritmo é uma situação abstracta para ele e ele vai fazê-lo desprovido de qualquer raciocínio matemático". Os resultados menos bons não se devem aos programas, adianta. "O problema não é esse", afirmou Alberta Rocha, considerando também que, "em muitas escolas, há muitos professores que nem sequer conhecem o programa e fazem fé que os manuais o reproduzem". A autora defende que "se não houver uma atitude pessoal do professor na sua metodologia de ensinar não é o manual que vai fazer qualquer milagre". "Gostamos de vender muitos manuais, mas sabemos perfeitamente que se pode ensinar sem manuais e que se pode ter uma óptima turma sem manuais", sublinhou. Porém, pensam que as coisas estão a melhorar e que isso se vai reflectir nos resultados escolares. "Os alunos adoram matemática", diz Alberta Rocha. Carla do Lago reforça: "É uma loucura". "Se perguntarmos a uma turma do primeiro ano o que querem fazer a resposta é: Matemática", garante Alberta Rocha. "Eu até costumo dizer: vamos aos porquês da Matemática, que eles adoram. As coisas todas acontecem porque há uma razão, nada aparece do abstracto. E eles adoram ir ao quadro explicar aos colegas por que é as coisas são assim", afirma Carla do Lago. Esta docente explica que a sua "aposta para este ano é a Língua Portuguesa, porque eles já estão conquistados na Matemática". Todos têm conselhos para dar aos outros professores: "Pensem sempre que temos ainda muito para aprender" ou utilizem "materiais manipuláveis, para contagens, para as tabuadas, para o raciocínio matemático". Manuel Linhares junta outro conselho: "É preciso desmistificar junto dos pais o papão da Matemática, porque, muitas vezes, acho que o fracasso da matemática vem de casa". Dá um exemplo baseado na sua experiência: há pais que ao serem informados de que os filhos estão a sair-se mal na Matemática comentam: "Professor, já eu tinha essa dificuldade", ou seja, "encaram aquilo como genético" e dão assim uma imagem negativa da disciplina.
Fonte: Público
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terça-feira, 18 de novembro de 2008
A escola corre o risco de ser um longo «túnel»
A educação é o “percurso da personalização, e não apenas socialização e formação para a cidadania” – lê-se na Carta Pastoral «A Escola em Portugal – Educação Integral da Pessoa Humana» publicada pela Conferência Episcopal Portuguesa. C
omo a educação autêntica é a educação integral da pessoa, “isto exige promoção dos valores espirituais, estruturação hierárquica de saberes e de valores, integração do saber científico-tecnológico num saber cultural mais vasto, mais abrangente e mais englobante” – sublinha o documento.
É conhecida a dificuldade e a complexidade de educar nos tempos que correm. Perante estas situações, “a escola acaba por ser muitas vezes reflexo da sociedade e dos seus problemas e sofre por isso, em si mesma, as condicionantes, as influências, as debilidades e as oscilações políticas, ideológicas, económicas, tecnológicas e culturais da sociedade em que está inserida”. E acrescenta: “corre constantemente o perigo de produzir resultados contrários aos que se propõe, reproduzindo as estruturas e as mesmas características da sociedade, das quais ela própria deveria ser um factor de mudança”.
Por fidelidade à sua missão, os Bispos Portugueses pretendem dar o seu contributo à reflexão de problemas da sociedade com particular incidência sobre a vida das pessoas e o bem da comunidade. Fizeram-no já em relação à Democracia (2000), Migrações (2001) Voluntariado e Humanização Social (2001), Trabalho (2002), Educação (2002), Comunicação Social (2002) e Família (2004).
Como a questão da escola merecia uma reflexão mais aprofundada, os bispos lançam pistas reflexivas porque torna-se “necessário analisar e avaliar, com serenidade e profundidade, os problemas emergentes mais importantes que afectam, no nosso tempo, a vida da escola, para melhor os poder enfrentar”. Pela sua importância e pela crise que vem enfrentando, a escola é uma instituição que “não nos pode deixar indiferentes, bem como a todos os cidadãos que tenham preocupações relacionadas com o presente e o futuro do país” – realça a Carta Pastoral.
Com 17 pontos, o documento da CEP salienta que o Estado tem sido “em virtude das políticas dos diversos governantes, um obstáculo à melhoria da qualidade da escola portuguesa”. E aponta alguns exemplos: “as reformas educativas sustentam-se frequentemente em trabalhos técnicos de gabinetes que infundem no sistema, por imposição linear imediata, mudanças que substituem outras mudanças ainda não devidamente implementadas nem avaliadas. Assim se lança ou favorece o caos permanente e a insegurança nos profissionais docentes que trabalham nas escolas”; “as medidas são impostas, sem valorizar a diversidade de escolas e contextos e desprezando a liberdade de actuação dos professores, pais, autarquias e outros agentes locais, com projectos educativos próprios” e “não se respeita o princípio da subsidiariedade e tudo se determina do centro para a periferia, concedendo, a custo e de modo sempre tímido, alguma autonomia e liberdade de actuação às escolas, o que leva os profissionais docentes a desvalorizar e desacreditar a sua capacidade de acção e de melhoria da qualidade da educação”.
Em todo este contexto, ganham força a necessária “reivindicação da liberdade, constitucionalmente consignada, de aprender e ensinar, tanto para as escolas estatais como para as escolas privadas, todas elas prestando um serviço público, bem como as exigências de uma sociedade democrática plural que não pode deixar de favorecer e apreciar projectos alternativos válidos” – refere o documento dos bispos.
Como a educação e o ensino “não são mercadorias para se transaccionarem comercialmente, mas decorrem fundamentalmente de quadros antropológicos de referência e de sistemas de valores”, a Carta Pastoral «A Escola em Portugal – Educação Integral da Pessoa Humana» afirma que “não é legítimo analisar a questão da educação e do ensino, designadamente ao nível básico e secundário, à luz das leis do mercado”. E acrescenta: “os seus custos não são custos de produção, mas de formação e crescimento de pessoas a integrar socialmente e que contribuirão com o seu saber, o seu saber fazer e o seu quadro de valores para o desenvolvimento da sociedade”.
• Carta Pastoral « A Escola em Portugal - Educação Integral da Pessoa»
Fonte: Agencia Ecclesia
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
GfK avalia regresso às aulas em 24 milhões
Os artigos vendidos na chamada época de regresso às aulas foram responsáveis por uma facturação na ordem dos 24 milhões de euros. Os números são de um estudo sobre o mercado da papelaria efectuado pela GfK, um estudo que refere ainda que os artigos vendidos naquele período representam 61% do total das vendas do ano. Aliás, diz a GfK, até Setembro este sector registou um total de 40 milhões de euros em vendas.
Nos meses de Julho a Setembro, o estudo revela que a aquisição de material de papelaria teve um crescimento significativo ao passar de 1,9 milhões de euros para 14,7 milhões. Mochilas e cadernos foram os artigos mais procurados no período. Tiveram um peso de 22% no total do mercado de papelaria ao vender cerca de 5,7 milhões de unidades.
Com esta análise, a GfK confirma também a tendência do aumento de consumo de cadernos naqueles meses. Foram vendidas 208 mil unidades em Julho, contra 1,1 milhões vendidas em Agosto e 3,9 milhões em Setembro. Esta procura provocou impacto na facturação, que passou de 264 mil euros, em Julho, para os 4,2 milhões em Agosto.
O estudo indicia ainda que produtos escolares como as esferográficas e as pastas de arquivo (os mais utilizados no dia-a-dia), são os que acabam por ter mais peso ao longo de todo o ano uma vez que são usados por todas as faixas etárias e por uma grande diversidade de profissões.
Fonte: Jornal Briefing
Etiquetas: Pais
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Ex-ministro quer tratar violência doméstica no ensino obrigatório
Laborinho Lúcio destaca importância da escola no tratamento da questão
A violência doméstica deve ser introduzida como disciplina obrigatória no sistema escolar português. Quem o defende é Laborinho Lúcio, antigo ministro da Justiça, que ontem, em Coimbra, no âmbito do III Encontro do Grupo V!!! "Violência Doméstica, Media e Justiça", falou da necessidade de "insistir numa sociedade de convivência de direitos", na qual o papel da escola é essencial, a par do papel do Estado e da sociedade. E como expor este tema sensível no plano curricular obrigatório? Após explanar esta ideia no simpósio, o juiz conselheiro jubilado do Supremo Tribunal de Justiça propõe, em declarações aos jornalistas: "Nessa educação para os direitos, deve ser levado ao currículo obrigatório das escolas o tema da violência doméstica, trabalhado, porventura, no contexto de aproximação à ideia de família, àquilo que é a pluralidade da organização familiar dos tempos ac- tuais, e fugir às ideias estereotipadas que muitas vezes não correspondem à realidade e que criam certas disfunções de entendimento e de compreensão junto das crianças e dos jovens". Ou seja, urge "apostar no papel da educação formal e da escola" neste domínio, tendo o antigo ministro da Justiça recordado o exemplo positivo da aposta curricular em educação ambiental, uma forma que, a seu ver, tem ajudado a alertar as consciências dos adultos.Ao abordar o tema "Violência Doméstica: Crime público e Dever de denúncia", Laborinho Lúcio defende que esta questão "interpela a responsabilidade de todos". E apela: "Não podemos desenvolver concepções abstractas e técnicas e deixar a vítima incapaz de fazer a reconstrução autónoma" da sua vida. Depois de enumerar sucintamente as sucessivas alterações do Código Penal (1982, 1995, 1998, 2000), o magistrado coloca o enfoque da violência doméstica que tem como vítima a criança. "Só as crianças adoptadas são felizes, para bem delas, na maior parte dos casos, são adoptadas pelos pais biológicos", mas, acentua, "é um equívoco absoluto quando se pensa que uma sociedade de direitos é uma sociedade com ausência de regras". Laborinho Lúcio diz mesmo que "um dos direitos da criança é o direito à autoridade, à disciplina, à hierarquia, para que possa compreender o que é o bem e o mal". E assevera: "É fundamental ver a criança, o jovem, o adulto e o velho como pessoas inteiras, detentoras de autonomia e personalidade próprias, para encontramos planos de entendimento em que seja possível ser consequente em processos educativos e neste trajecto de aprendizagem social.
Fonte: DN
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sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Conselho Nacional de Educação defende reorganização do ensino
O presidente da Conselho Nacional de Educação, um órgão consultivo do Governo, defendeu, uma «diferente» reorganização da escola, com vista a proporcionar uma «maior flexibilidade no uso do recurso de docentes».
«Tendo presente as crianças concretas», deve ser a própria escola a dizer «que conhecimento precisava de ter para lidar com esta realidade», disse Júlio Pedrosa.
Além disso, continuou, as instituições de investigação e ensino superior, bem como os «centros de formação de professores, têm de estar «mais despertos, disponíveis e apetrechados» para responder «aquilo que lhes for pedido».
Esta sugestão consta de um parecer, que o Conselho Nacional de Educação vai entregar ao Governo, onde sugere também que sejam encontradas alternativas aos chumbos dos alunos até aos 12 anos.
Júlio Pedrosa defendeu ainda que as mudanças propostas sejam encaradas como «uma área de intervenção prioritária para a Educação na próxima legislatura», e que se aprenda «com aquilo que é possível aprender de outros países».
Fonte: Tsf
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quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Conselho Nacional de Educação propõe alternativas ao chumbo dos alunos até aos 12 anos
O Conselho Nacional de Educação tem pronto um parecer para entregar ao Governo, onde sugere que sejam encontradas alternativas aos chumbos dos alunos até aos 12 anos. A aposta deve assentar em medidas eficazes de apoio aos estudantes com maiores dificuldades.
Para o órgão consultivo do Governo para a Educação, as repetições são «um problema que tem proporções catastróficas para os alunos».
Segundo a edição esta quarta-feira do Diário Económico o Conselho Nacional de Educação recomenda ao Executivo para que encontre alternativas às repetições.
Só desta forma se pode atingir bons desempenhos por parte dos alunos e resolver os problemas de insucesso escolar, considera o parecer aprovado em plenário.
Nas propostas avançadas pelo Conselho Nacional de Educação estão estratégias de apoio aos alunos, intervenções aos primeiros sinais de dificuldades e estratégias de diferenciação pedagógica.
O Diário Económico refere que, na Finlândia, onde existe o melhor desempenho escolar do mundo, não há aluno que reprove na escolaridade obrigatória.
Já na Irlanda e na maioria dos países com bons resultados, as repetições foram substituídas por estratégias de apoio aos alunos.
O Conselho Nacional de Educação quer acabar de vez com a ideia de que repetir o ano nunca fez mal e por isso recomenda ao Governo que estude as soluções adoptadas noutros países.
No parecer fica a ideia de que o passar de ano sem que se tenha aprendido não é solução, mas a repetição também não o é, especialmente quando a responsabilidade da falta de aprendizagem é atirada para o aluno ou para a família.
Fonte: Tsf
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quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Educação sexual passa a disciplina obrigatória nas escolas britânicas
escolas britânicas para todos os alunos entre os 5 e os 16 anos, anunciou o Governo.A disciplina vai chamar-se Educação Pessoal, Social e para a Saúde e objectivo é fazer com que os alunos, desde muito cedo, aprendam, nas escolas públicas, a falar com naturalidade sobre o seu corpo, sobre a puberdade, sobre os seus sentimentos ou relações de amizade e envolvimento com o próximo. Para os mais velhos, do ensino secundário, os temas englobam a importância da estabilidade das relações para a vida em família e como certos comportamentos sexuais de risco podem levar a contrair doenças infecciosas ou gravidezes indesejadas. Temas como as drogas, estilos de vida e até finanças, serão incluídos.“A vida actual é muito complexa e temos a obrigação de fornecer os nossos jovens com o conhecimento necessário para lidar com isso. É importante que a informação não venha dos rumores de recreio de escola ou de mensagens erradas transmitidas pelos media”, disse o ministro para a Educação Jim Knight.Para Jim Knight o ensino da sexualidade deve ser dado “na escola, de forma estruturada, com uma preocupação pela compreensão do bem e do mal e da importância da família”. Os programas, segundo o ministro, terão em conta as características próprias de cada escola, as necessidades dos alunos e os valores dos pais.De acordo com dois estudos feito pelo próprio Governo britânico entre os jovens, e apresentado no parlamento, a maioria reconheceu não ter os conhecimentos necessários para tomar decisões responsáveis sobre as relações e a saúde sexual.Apesar de ter decrescido 13 por cento nos últimos 20 anos, a gravidez adolescente no reino Unido é a mais alta da Europa ocidental. O Governo decidiu diminuir para metade até 2010 essa taxa que era em 2006 de 46 por cada mil raparigas menores de 18 anos.
Fonte: Público
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quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Filtros para proteger crianças de conteúdos violentos e pornográficos são inúteis - OETI
O presidente do Observatório Europeu de Televisão Infantil (OETI), Valenti Gómez i Oliver, afirmou terça-feira que os filtros da Internet para protecção de menores da pornografia e violência são inúteis e sublinhou a importância da educação.
"Os filtros contra os conteúdos pornográficos e violentos na Internet são inúteis porque se ultrapassam", explicou Valenti Oliver em Lisboa, durante uma conferência.
O presidente do OETI afirmou ser essencial promover a educação como uma ferramenta de prevenção da violência na juventude, pois através dela as crianças aprendem a distinguir "os bons dos maus".
"Apenas os países nórdicos incluem nos seus programas de ensino a alfabetização digital. Nós [Portugal e Espanha] deveríamos fazer o mesmo", disse.
Fonte: Lusa
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sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Estudo revela que mais de metade dos jovens do secundário não iniciou vida sexual
A educação sexual não antecipa o início da vida sexual activa. Em alguns casos, adia esse momento, mesmo que a idade mais frequente para a primeira vez seja aos 14 anos, entre eles, e aos 15, entre elas. Esta é uma das conclusões de um estudo realizado com jovens do ensino secundário, em que foram inquiridos mais de 2600, dos quais, 42 por cento disseram ser sexualmente activos. Maior parte (74%) usa preservativo e está informado sobre a sida, mas os conhecimentos sobre outras doenças sexualmente transmissíveis (DST) são poucos.
Os resultados do estudo «A Educação sexual dos Jovens Portugueses: Conhecimentos e Fontes» foram apresentados esta quinta-feira no Instituto de Ciências Sociais (ICS) de Lisboa, responsável pela sua realização em parceria com a Associação Para o Planeamento Familiar (APF). «O grande objectivo do estudo é avaliar como está a educação sexual nas escolas pelo lado dos destinatários», explicou Duarte Vilar, da APF, ao lado de Pedro Moura Ferreira, do ICS.
«Conseguimos aplicar o questionário em 63 escolas em todos os pontos do país», disseram os investigadores, revelando que foram consultados 2621 jovens de turmas dos 10º e 12º anos, 41% eram rapazes e 59% raparigas. Sobre o facto de não terem sido inquiridos alunos do 11º ano disseram: «Queríamos entrevistar jovens que tinham acabado de passar do 3º ciclo para o secundário, que nos podiam dar uma visão sobre o que tinha sido o seu terceiro ciclo, e, por outro lado, queríamos entrevistar jovens que já estavam no final do secundário, que nos podiam dar uma visão sobre o que tinha sido uma educação sexual no secundário».
O que sabem e não sabem
No cômputo geral, os resultados foram considerados satisfatórios. «A maioria dos jovens acertou na maioria das questões», disse Pedro Moura Ferreira. «Isto pode autorizar-nos a dizer que maior dos jovens terão níveis satisfatórias de educação sexual», vincou Duarte Vilar.
Mas se a maioria dos jovens sabe a função do preservativo (93%), o que é a menstruação (87%) ou as probabilidades de contagio de sida (83%). Há temas em que os conhecimentos revelam níveis «insuficientes»: período fértil e gravidez (49%), onde podem ser adquiridos contraceptivos (48%), a toma da pílula (27%) ou doenças sexualmente transmissíveis como gonorreia (27%) e sífilis (21%).
Vamos falar sobre sexo, mãe?
Segundo o estudo, os jovens colocaram os amigos no topo das pessoas com quem falam sobre sexo (entre 50% e 70% diz recorrer a eles de acordo com os diversos temas). As mães surgem a seguir (40%), antes dos namorados/as (entre 20% e 30 %) e dos professores, que também surgem como fonte de informação para 30%, mas apenas em temas como sida, infecções sexualmente transmissíveis, contracepção e violência. Mais residual é o papel do pai com quem 30% diz falar (mas apenas sobre DST, contracepção e violência) e os profissionais de saúde, a que disseram recorrer entre 15 e 18%.
Na escola, durante o 3º ciclo, a educação sexual é mais abordada na disciplina de Ciências Naturais (60%). Depois surge a Formação Cívica (28%), os colóquios e outras actividades extra-curriculares (12%) e ainda a educação religiosa (5,5%). Já no ensino secundário, a informação parece ser mais escassa. Apenas 40% dos jovens diz que estes temas são tratados em Biologia, 16% em actividades extra-curriculares e 8% em Filosofia.
Fim de um «mito»
Mas o destaque dos especialistas incide sobre o «quebrar do mito» de que mais educação sexual se traduziria em experiências mais precoces, de forma especial entre os rapazes. Apesar de tudo, «em ambos os sexos, níveis elevados de educação sexual estão associados a um envolvimento mais tardio em relações sexuais», lê-se no estudo. A perda da virgindade acontece em idades próximas entre rapazes e raparigas. Dos 40% dos inquiridos que disseram ter tido relações, a idade mais frequente para a primeira experiência aconteceu aos 14 anos, entre os eles, e aos 15, entre elas.
Fonte: Portugal Diário
Etiquetas: Alunos, Pais, Saúde na escola
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
OE: Inglês obrigatório no primeiro e segundo anos
Mais alunos no sistema de ensino, mais salas, mais ofertas e mais computadores. São estas as principais linhas de orientação do Ministério da Educação para 2009, cujo orçamento disponível cresce 7,2 por cento. Como grande novidade, Maria de Lurdes Rodrigues apresenta a obrigatoriedade do inglês para todos os alunos do primeiro e segundo anos de escolaridade, com uma oferta de 90 minutos por semana. Mas há ainda outro factor a reter: «a generalização do ensino secundário enquanto referencial mínimo de qualificação de jovens e adultos».
Começando por este objectivo, e ainda que não exista qualquer referência a uma alteração da Lei de Bases do Sistema Educativo, a ministra da Educação pretende avançar na concretização do aumento da escolaridade mínima obrigatória para o 12ºano, sem, no entanto, a tornar, para já, obrigatória. Isso é visível nas metas inscritas no Orçamento de Estado para 2009, nomeadamente na expansão da oferta de cursos profissionalizantes com o objectivo de, em 2010, abranger 127.500 jovens no ensino básico, 760 mil no secundário e mais de 650 mil no 12º ano; e também no programa «Novas Oportunidades» que se prevê que abranja 350 mil adultos em 2009.
Em relação ao 1º ciclo, para além do inglês obrigatório nos dois primeiros anos, o Ministério da Educação pretende generalizar o acesso a actividades de enriquecimento curricular. A nível do pré-escolar, está prevista a consolidação da rede, com a criação de novas salas nas áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa.
Para 2009, o ME aposta ainda no alargamento da acção social escolar (que quase triplica), por forma a atingir mais de 700 mil alunos, na implantação do programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP) noutras escolas do país localizadas em meios sociais difíceis; na descida para dois do número de alunos por computador com ligação à internet e na subida para 90 por cento da percentagem de docentes com certificação em TIC.
Quanto ao Plano de Modernização das Escolas Secundárias, está previsto concluiur quatro obras já iniciadas, recuperar 26 escolas e lançar intervenções em mais 130 estabelecimentos de ensino.
Os números do Orçamento
O orçamento do Ministério da Educação para 2009 cresce 7,2 por cento, quase três vezes acima da inflação prevista, valor sobretudo impulsionado pelos investimentos no sector, que aumentam 118 por cento.
De acordo com a proposta de Orçamento do Estado divulgada esta quarta-feira, a despesa consolidada da Educação é de 6.666,7 milhões de euros, mais 448,7 milhões do que a estimativa do corrente ano.
A verba do ministério tutelado por Maria de Lurdes Rodrigues para 2009 corresponde a 3,8 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), mais 0,3 do que o previsto para 2008, e a 8,3 por cento das despesas da Administração Central.
Fenprof critica verbas para a Educação
Fonte: Portugal Diário
Etiquetas: Educação básica, Escola e sociedade, Pais
Subsídios de creche e de educação pré-escolar vão variar entre 15,36 e 76,81 euros
Os funcionários do Estado com rendimentos per capita até 124,7 euros vão receber uma comparticipação de 76,81 euros em 2009, em subsídio de frequência de creche ou educação pré-escolar, até ao limite de um terço da mensalidade.
O projecto de portaria enviada hoje aos sindicatos da Administração Pública indica ainda que as famílias do segundo escalão, com rendimentos per capita entre 124,71 e 168,34 euros, vão ser apoiadas pelos Serviços Sociais da Administração Pública (SSAP) em 80 por cento, o que corresponde a 61,45 euros.
Já as que auferem entre 168,35 e 215,68 euros serão apoiadas pelos SSAP com um valor igual a 46,09 euros, ou seja, 60 por cento em valor de comparticipação atribuído pelo Estado.
O quarto escalão para atribuição de comparticipação pelos Serviços Sociais da Administração Pública (SSAP) para frequência de creche ou de educação pré-escolar situa-se entre 215,69 e 275,69 euros, podendo as famílias receber uma comparticipação de 30,72 euros.
O último e quinto escalão engloba rendimentos de 275,70 euros a 346,16 euros, que podem beneficiar de uma comparticipação de 15,36 euros.
As crianças que podem beneficiar destes subsídios têm entre três meses e três anos de idade, frequentando creches, ou entre três anos e a idade de ingressarem no ensino básico, que frequentam o ensino pré-escolar.
A portaria, que será discutida com os sindicatos da Função Pública no dia 23, terá efeitos retroactivos a 1 de Setembro de 2008.
Fonte: Lusa
Etiquetas: Pais, Pré-escolar, Professores
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
PSD propõe "reintrodução gradual" de exames - Paulo Rangel
O PSD propôs hoje, no Parlamento, a "reintrodução gradual" de exames nos anos em que os alunos concluam cada ciclo do ensino básico, incluindo as provas globais.
A proposta foi avançada pelo líder parlamentar do PSD, Paulo Rangel, no encerramento de um debate, a seu pedido na Assembleia da República, sobre a exigência e a qualidade no ensino.
Paulo Rangel definiu esta proposta como uma "medida-alavanca" para o "reforço da exigência, qualidade e rigor no ensino".
O deputado social-democrata admitiu que é uma "medida difícil e dura" que pode "desencadear efeitos de alguma austeridade e severidade".
"Mas propiciará uma elevação dos padrões de exigência e de rigor, dará indicadores de avaliação externa de professores e escolas", disse.
Para o presidente do grupo parlamentar do PSD, numa referência ao Governo, "há quem prefira soluções fáceis e vendáveis" que causam "ilusões estatísticas" de sucesso.
"Nós não temos medo das medidas difíceis", afirmou.
Concretamente, a bancada do PSD propõe que nos anos em que há provas de "mera aferição" se passe a "um sistema de provas globais que, ao fim de três anos e após avaliação, se convertam em autênticos exames".
No caso dos anos e disciplinas "em que haja provas globais", Paulo Rangel sugere que "passem a ser exames verdadeiros e próprios" e cujo resultado seja "ponderado com a avaliação contínua".
O líder parlamentar social-democrata acusou o Governo socialista de "facilitismo" na sua política de educação.
"O laxismo e o facilitismo não são apenas factores de atraso no desenvolvimento do país, são responsáveis directos pela marginalização definitiva dos alunos mais desfavorecidos", afirmou.
Fonte: Lusa
Etiquetas: Alunos, Pais, Professores
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Código Trabalho vai garantir 4 horas por mês para pais acompanharem vida escolar dos filhos - Confap
A revisão do Código do Trabalho deverá garantir aos pais um crédito de quatro horas por filho e por mês para acompanharem melhor a vida escolar dos seus filhos, anunciou hoje a Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap).
A Confap entregou este ano na Assembleia da República uma petição na qual solicitava ao Governo que legislasse no sentido de atribuir aos pais direitos laborais que assegurem a sua participação na educação dos filhos.
De acordo com o presidente da Confap, Albino Almeida, a proposta foi acolhida pela Comissão de Trabalho, Segurança Social e Administração Pública, no âmbito da revisão do Código do Trabalho.
Assim, a confederação desloca-se quarta-feira ao Parlamento para juntamente com aquela comissão "concretizar em malha mais fina possível aquele princípio".
"O princípio que está na petição mereceu a concordância de todos os intervenientes na revisão do Código do Trabalho, portanto dos partidos com assento parlamentar", garantiu Albino Almeida, em declarações aos jornalistas à margem da apresentação de uma campanha de apelo aos pais para participarem mais activamente na vida das escolas.
"Agora é necessário definir as condições do seu exercício", acrescentou.
Actualmente, o Código do Trabalho estipula como faltas justificadas "as ausências não superiores a quatro horas e só pelo tempo estritamente necessário, justificadas pelo responsável pela educação do menor, uma vez por trimestre, para deslocação à escola tendo em vista inteirar-se sobre a situação educativa do filho".
Por outro lado, o responsável sublinhou que no caso de um encarregado de educação com três filhos, por exemplo, isso não significa que possa deslocar-se ao estabelecimento de ensino 12 horas por mês.
"Em qualquer caso, estas idas à escola terão de ser sempre justificadas, quer a iniciativa seja da escola, quer seja do encarregado de educação. Poderá depois ser articulado nas empresas com os trabalhadores", explicou.
O Ministério da Educação considerou "adequada" a proposta da Confap, enquanto o Ministério do Trabalho admitiu anteriormente ser do "maior interesse" para os trabalhos em curso de revisão do código aquela petição.
Fonte: JN
Etiquetas: Pais
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Governo anuncia criação de 400 creches nas áreas metropolitanas do Porto e Lisboa
Vão ser construídas 400 novas creches com 18 mil vagas nas áreas metropolitanas do Porto e Lisboa. O anúncio foi feito hoje por José Sócrates no âmbito da cerimónia de inauguração da creche e jardim-de-infância da Misericórdia da Trofa, em S. Romão do Coroando.Segundo o líder do PS, as áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa são as zonas “que mais necessitam” destas creches. "É aqui que temos maior necessidade, é aqui que temos listas de espera, é aqui que as famílias mais necessitam de ajuda", frisou Sócrates.O empreendimento deverá estar concluído na pior das hipóteses em 2010. A construção das creches faz parte da terceira fase do programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES). Com esta aposta, o Estado pretende apoiar as famílias mais jovens, proporcionando condições para terem filhos. Para Sócrates um dos problemas mais importantes para as famílias jovens “é a conciliação entre a vida profissional e a vida familiar”. Para Sócrates as creches são essenciais, porque são sítios onde os pais podem deixar os filhos e "é por isso desempenham um papel tão importante no país", diz.O primeiro-ministro salientou que este investimento em novas infra-estruturas de carácter social acontece depois de o governo ter conseguido equilibrar as contas públicas. "No momento em que pusemos em ordem as contas públicas, em que reduzimos o défice, em que reduzimos a dívida e a despesa, encontramos os recursos financeiros indispensáveis para fazer um investimento que é necessário fazer para ajudar as famílias", disse Sócrates.
Fonte: Público
Etiquetas: Pais, Pré-escolar
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Sondagem: O funcionamento de há 20 anos e o de agora - Evolução do ensino divide portugueses
Os portugueses estão divididos quanto à evolução do ensino, de acordo com uma sondagem CM/Aximage. Mais de 40 por cento da população considera que a Educação está hoje pior do que há 15/20 anos, enquanto que 43 por cento defendeu que está melhor.
Na sondagem foi pedido aos inquiridos para compararem o modo como as escolas funcionavam há 15/20 anos e como funcionam na actualidade. Os resultados indicam que há muita gentedescontente, com 31,2 por cento a responder que o ensino funciona hoje "pior" e 10,4 por cento a dizer mesmo que está "muito pior". Somando os dois valores conclui-se que um total de 41,6% de portugueses avalia de forma negativa a evolução do estado do ensino.
Já aqueles que, pelo contrário, defendem que a evolução foi positiva, correspondem a 43 por cento da população portuguesa, com 35,2% a considerar que a Educação está "melhor" e 7,8 % a sublinhar que está "muito melhor". Restam ainda os 10,5 por cento de portugueses que consideram que as escolas funcionam hoje de modo "igual" e os 4,9% sem opinião formada.
Se na avaliação dos últimos vinte anos os portugueses se dividem quanto à evolução registada na qualidade do ensino, já nas comparações com o passado recente as opiniões são mais positivas. A maioria da população (53,2%) considera que o actual ano lectivo vai ser "melhor" do que o transacto, contra apenas 12 por cento, que acha que será "pior", enquanto 13,3% diz que será "igual" e 12% não tem opinião. Também a grande maioria (63,2%) considera que este ano escolar começou bem e só 13% entende que correu mal.
‘MAGALHÃES’ CONHECIDOS
A sondagem incide também sobre medidas adoptadas pelo Governo e tenta perceber se os portugueses estão informados sobre as mesmas. Concluiu-se, por exemplo, que os computadores ‘Magalhães’ são já muito conhecidos da população portuguesa. Assim, 74,5 por cento confessa que "já sabia" da existência do programa e.escolinha, que prevê a entrega de portáteis aos alunos do 1º Ciclo a preços controlados, enquanto apenas 25,5% diz desconhecê-los. Outra medida sobre a qual as pessoas estão bem informadas (68,9 % dos inquiridos) é a atribuição de apoio para a compra de manuais escolares às famílias mais necessitadas.
SONDAGEM: AVALIAÇÃO DO ACTUAL FUNCIONAMENTO DAS ESCOLAS
Muito melhor: 7,8%
Melhor: 35,2%
Igual: 10,5%
Pior: 31,2%
Muito pior: 10,4%
Sem opinião: 4,9%
ÍNDICE: 11,1%
APONTAMENTOS
OPÇÕES PARTIDÁRIAS
Os resultados da sondagem revelam que a opção partidária dos inquiridos tem peso nas respostas: os que votam no partido do Governo (PS) fazem uma avaliação muito positiva do arranque do ano escolar.
FILHOS EM CASA
A sondagem indica que quem não tem filhos em casa tem uma ideia mais negativa da escola: apenas 39,8% acha que este ano vai correr melhor do que o anterior. Entre os que têm filhos em casa o número sobe para 58,1%.
INTERIOR OPTIMISTA
O Interior do País é a região onde os inquiridos consideram que o ano lectivo arrancou melhor – 75,9%, contra 54,4% no Litoral Centro e Sul e 61,7% no Litoral Norte.
FICHA TÉCNICA DA SONDAGEM
UNIVERSO: Indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidores de telemóvel.
AMOSTRA: Aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo), representativa do universo e foi extraída de um subuniverso obtido de forma idêntica. A amostra teve 500 entrevistas efectivas, das quais 276 a mulheres. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.
TÉCNICA: Entrevista telefónica por CATI (Computer Assisted Telephonic Interview).
TRABALHO DE CAMPO: Decorreu entre os dias 18 e 19 e 22 de Setembro de 2008.
ERRO PROBABILÍSTICO: Para o total de uma amostra aleatória simples com 500 entrevistas, o desvio-padrão máximo de uma proporção é 0,022 (ou seja, uma ‘margem de erro’ – a 95% - de 4,38%).
TAXA DE RESPOSTA: 76,8%
RESPONSABILIDADE DO ESTUDO: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e João Queiroz
PAIS FALAM EM "EVOLUÇÃO INSUFICIENTE"
Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), está do lado dos que defendem que houve uma evolução grande, mas, ainda assim, tal não o deixa totalmente satisfeito. "O movimento associativo dos pais concorda com os 43 por cento que acha que a Educação melhorou, mas continuamos a considerar que a evolução verificada é insuficiente comparando com o que todos desejaríamos", disse, chamando a atenção para alguns problemas verificados no arranque do ano lectivo: "O começo das aulas foi organizado de forma melhor do que os anteriores. Os professores foram colocados a tempo e horas, mas houve alguma trapalhada com a falta de auxiliares de acção educativa. Nas escolas em que isso se passou para a esfera das câmaras, as coisas correram melhor."
"SALDO MUITO POSITIVO" (Marçal Grilo, Ex-ministro da Educação)
Correio da Manhã – Como comenta o facto de os portugueses estarem divididos quanto à evolução da Educação?
Marçal Grilo – É perfeitamente natural que haja opiniões favoráveis e desfavoráveis em relação à evolução da Educação nos últimos vinte anos. Mas na minha opinião, quando se faz a comparação entre o que eram as escolas há vinte anos e o que são hoje, o saldo é larguissimamente positivo. No entanto, há seguramente alguns aspectos e áreas em que importa fazer um esforço para melhorar.
– Como explica, então, que a percepção das pessoas seja diferente da sua?
– Há aspectos que as pessoas conhecem mal, ou só conhecem através do filtro que é o sistema informativo, que só nos dá notícias sobre as más notícias. Há alguns anos foi feita uma sondagem sobre a segurança nas escolas e verificou-se que quem não tinha filhos considerava a escola insegura e quem tinha filhos achava que era segura. Ou seja, quem tem contacto com a escola tem imagem mais positiva.
– Na sua opinião, o que é que acha que ainda pode ser melhorado na escola?
– É preciso aumentar o rigor e a exigência e ter capacidade para avaliar e, sobretudo, estimular os nossos jovens e as nossas crianças. O mais importante é que as famílias portuguesas percebam a importância que tem educar os filhos. Não é só conseguir os diplomas, mas também fazer com que sejam competentes, tenham atitude positiva, capacidade de ser autónomos e de poder ser úteis à sociedade.
"A PROPAGANDA DO GOVERNO FOI EFICAZ"
O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, considera que os resultados da sondagem são reveladores da incompetência dos governos dos últimos vinte anos. "Seria natural que em vinte anos houvesse uma grande evolução, mas este empate técnico mostra que os governos que têm estado à frente do País conseguiram o mais difícil. A Educação, na prática, estagnou", disse, acrescentando: "Se formos olhar parcialmente, há coisas que estão melhores, como seja as escolas estarem mais bem equipadas, o que é natural. Mas hoje sai-se da escola e sente-se as mesmas dificuldades de há vinte anos para encontrar emprego", disse ao CM.
O dirigente sindical critica o facto de não se ter investido mais na Educação. "As nossas taxas de insucesso, de abandono, de iliteracia ou de analfabetismo continuam elevadíssimas. Vinte anos era tempo suficiente para erradicar alguns destes problemas, basta olhar para países que estavam como nós há vinte anos, como a Irlanda, e ver como estão agora. Houve um desinvestimento. Em 1988, as verbas para a Educação tinham mais peso no PIB do que hoje", disse, sublinhando: "Nestes vinte anos não houve um aumento das qualificações gerais dos portugueses, e isso tem consequências no plano económico e social. A grande aposta tinha de ser na Educação e não foi feita."
Quanto ao facto de as medidas mais recentes serem bem conhecidas dos portugueses, Mário Nogueira atribui o resultado à propaganda do Governo. "A propaganda que o Governo fez no início do ano nas televisões e nos jornais foi eficaz. Havia uma semana para as escolas abrirem e como abriram as pessoas acham que correu bem. Mas muitas abriram com más condições, e isso, muitas vezes, não é visível."
NOTAS
DESCONTO: PASSE ESCOLAR
O passe escolar, que garante descontos de 50 por cento para os estudantes com idades compreendidas entre os 4 e os 18 anos, é já conhecido de 58 por cento dos inquiridos.
PS: ELEITORES MAIS OPTIMISTAS
Os inquiridos que fazem as avaliações mais positivas, na sondagem CM/Aximage, admitem ter votado PS, no primeiro-ministro José Sócrates, nas últimas eleições legislativas, em 2005.
PAIS: NOVAS TECNOLOGIAS
Albino Almeida, da Confap, tem expectativas positivas para o ano lectivo 2008/2009, tendo em conta os novos meios tecnológicos: "Haverá um salto na ‘info-inclusão’.
Fonte: CM
Etiquetas: Pais, Professores
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
O que comer na escola?
Quando lhes dá dinheiro para comerem na escola, muitas vezes trocam o almoço por qualquer alimento ou bebida mais ao seu gosto, que lhes oferece este ou outro brinde ou que a publicidade tão bem lhes sabe impingir.
Agora que se iniciou mais um ano lectivo e que cada vez mais a obesidade infantil é falada nos meios de informação, muitos pais se questionarão quanto àquilo que os seus filhos deverão ou poderão comer nas horas em que estão fora de casa. Em muitos casos, são mesmo muitas horas e podem abranger três refeições. Por isso deve haver um especial cuidado na escolha dos alimentos sob pena de as crianças não ingerirem os nutrientes necessários ao seu óptimo crescimento e desenvolvimento, ao mesmo tempo que, em muitos casos, engordam assustadoramente.O Ministério da Educação impôs já, ou melhor, sugeriu, a abolição ou limitação de alguns géneros alimentícios com pouco interesse nutricional e cheios de açúcar ou gordura. É claro que junto das escolas há, muitas vezes, cafés ou outros estabelecimentos aptos a vender aquilo que se "proíbe" nas escolas. Mas aqui o papel dos pais é fundamental. Quando lhes dá dinheiro para comerem na escola, muitas vezes trocam o almoço por qualquer alimento ou bebida mais ao seu gosto, que lhes oferece este ou outro brinde ou que a publicidade tão bem lhes sabe impingir. Dar-lhes dinheiro torna-as também mais vulneráveis a assaltos e cobiça entre colegas. Por isso, muitas escolas funcionam já com senhas pré-compradas. Se na escola do seu filho isso ainda não acontece, sugira-o. Mais, as senhas deverão ser específicas para cada produto: senha para iogurte, para leite, para fruta, para sandes, etc., pois só assim é possível ter a certeza do que ele vai comer. Peça na escola uma tabela com os alimentos disponíveis e combine com o seu filho a ementa da semana, relativa aos almoços e snacks. O almoçoA sopa deverá poder ser consumida mesmo que o prato do dia não o seja, podendo ser complementada com uma sandes tipo americana(*) fornecida pela escola ou levada de casa. Esta pode ser uma forma de obviar o prato do dia, que nem sempre é confeccionado a preceito e gosto das crianças enquanto a sandes, quando bem confeccionada, é nutricionalmente mais rica do que o dito prato. Deve existir fruta, salada de frutas sem açúcar ou sumo natural, tanto na cantina como no bufete. E nada de sobremesas doces, que podem ficar para o fim-de-semana...Os snacks, ou pequenas refeições intercalaresApesar de pequenas, as refeições intercalares são extraordinariamente importantes para garantir o consumo das doses diárias recomendadas (DDR) dos vários nutrientes. Não é preciso comer muito, mas bem! Os snacks mais calóricos são geralmente também os menos ricos nutricionalmente, o que significa que engordam e prejudicam a saúde e o crescimento.Iogurtes variados, leite ou queijinhos magros, pão com queijo magro, fiambre de peru ou frango ou compota, bolachas Maria, torrada ou integral, cereais com fibras e pouco açúcar, amendoins, nozes ou outros frutos secos, ameixas, uvas passas ou outros frutos desidratados, fruta fresca ou sumos de fruta naturais - são imensas as opções e combinações que poderá fazer! O que escolher com e para o seu filho poderá ser para si, numa dose maior, também uma boa opção para levar para o trabalho. Leve as crianças desde cedo para a cozinha e solicite-lhes ajuda adequada à sua idade na preparação de alimentos e da mesa. E tente fazer com elas, ou com que elas o façam, uma hora de actividade física por dia.(*) recheada com a dose, para a idade, de um fornecedor proteico (pescado, carne magra, ovos ou queijo magro) e completada com alface, tomate, cenoura, pimento ou qualquer outro alimento do grupo dos vegetais.
Fonte: educare.pt
Etiquetas: Pais, Professores, Saúde na escola
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
Site em destaque - e-escolinha
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