TEK.SAPO Novos portáteis no programa e-escolas PÚBLICO CD-Roms para ajudar estudantes a lidar com o stress LUSA Alunos de secundária de Gaia acusam GNR de ameaças e agressão, o que corporação desmente RTP Professora intimidada por aluno em escola secundária da Maia CORREIO DA MANHÃ Aluna constituída arguida aos 9 anos
Mostrar mensagens com a etiqueta Exames nacionais secundário 2008. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Exames nacionais secundário 2008. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Alunos de Alcabideche queixam-se a Provedor por folhas desadequadas na prova de Desenho

Dezoito alunos de Alcabideche queixaram-se ao Provedor de Justiça após o Júri Nacional de Exames ter recusado a repetição do exame de Desenho por a escola ter distribuído papel desadequado à realização da prova.Segundo pais destes alunos da Escola Secundária Ibn Mucana, de Alcabideche, no dia do exame de Desenho A, do 12.º ano, a 18 de Junho, os alunos receberam folhas de papel de 120 gramas destinadas à prova de geometria descritiva e não o papel de 200 gramas que tinha sido definido oficialmente para os quatro desenhos da prova, que seriam realizados a lápis, a pastel, tinta-da-china e aguarela.O conselho executivo da escola, alunos e encarregados de educação pediram no dia 20 ao Júri Nacional de Exames (JNE) a anulação da prova e a sua repetição. Em resposta, a presidente do JNE, Elvira Florindo, afirmou que a exposição foi remetida ao Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE), mas que esta entidade do Ministério da Educação admitiu apenas que a classificação das provas "sofra uma ponderação na aplicação dos critérios de correcção", validando as provas.Os pais voltaram a considerar esta situação "inaceitável" em várias respostas enviadas ao JNE, nas quais insistem na alteração desta decisão e destacam a importância desta nota para o acesso ao Ensino Superior. "O comunicado não apresenta qualquer explicação ou justificação para a decisão tomada pelo GAVE e, no entanto, os alunos precisam de saber com que critérios as suas provas vão ser avaliadas", consideram os pais de uma aluna, defendendo que a situação "é claramente equiparável a um erro grave no enunciado de um exame de Português ou de Matemática". "Diríamos até que é mais grave, pois impede que os alunos demonstrem as suas capacidades naquilo para que estão a ser avaliados", salientam.Ponderação"Os alunos precisam de saber como é que as suas provas vão sofrer uma ponderação na aplicação dos critérios da classificação, como isso será feito, quem vai fazer isso e com base em que critérios", escreveu Branislav Mihajlovic, pai de um aluno e ele próprio artista plástico. "Em artes plásticas existem várias técnicas e vários materiais. Por isso a aguarela faz-se em papel de aguarela, e o pastel em papel para pastel. Diferem em estrutura e em qualidade", explicou Mihajlovic, destacando não conseguir entender "como é que os avaliadores vão avaliar as provas quando se encontrarem perante papéis deformados com água, ou rasgados, quando vêem desenhos em pastel, onde o pastel simplesmente não ficou".O Júri insistiu, em resposta, que o erro foi da escola - "que dispôs de tempo suficiente para acautelar a distribuição adequada do papel aos examinandos no dia da realização da prova" - e reiterou que às provas prestadas em papel diferente do modelo oficial "devia ser aplicado uma ponderação na classificação das mesmas, a fim de não prejudicar os alunos", o que já teria sido transmitido aos professores classificadores. "O cabeçalho do papel identificava a prova como sendo de Geometria Descritiva, facto que não foi detectado por nenhum dos examinandos", é ainda salientado na resposta assinada pela presidente do JNE.As notas foram afixadas a 07 de Julho "com resultados arrasadores" para estes alunos "havendo vários alunos com médias de 14 e 15 na disciplina que tiveram notas de exame entre 8 e 11 valores", salienta um pai. Os encarregados de educação enviaram a exposição desta situação e a correspondência entretanto trocada com o JNE ao Provedor de Justiça e à Ministra da Educação.
Fonte: Público

terça-feira, 8 de julho de 2008

“Dei orientação para os exames não terem rasteira”

Carlos Pinto Ferreira, director do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE), responsável pela elaboração dos exames, assumiu ontem que mandou fazer provas sem ‘rasteiras’.
"Dei orientação para os exames não terem rasteiras. Acho que não deve haver ‘perguntas diabólicas’, é aleatório e não mede competências. Um aluno pode estar num dia mau", disse, negando ter recebido indicações do Governo: "Nunca um ministro ousou dar orientações para um exame ser mais fácil. Sinto-me ofendido com insinuações que põem em causa a minha seriedade."
Pinto Ferreira explicou todo o processo de elaboração dos exames, admitiu que "há sempre variação" no grau de dificuldade. E criticou a Sociedade Portuguesa de Matemática: "Têm uma visão da matemática que tem 50 anos."
Fonte: CM

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Exames da 1.ª fase revelam melhoria global no Ensino Secundário

Resultados da 1.ª fase (Ensino Secundário) revelam melhoria global
Os resultados da 1.ª fase dos exames do Ensino Secundário revelam uma melhoria global, verificando-se o aumento do número de disciplinas com média positiva, a subida das médias e a diminuição das reprovações.
O número de exames com médias de resultado abaixo dos 10 valores continua a baixar, sendo agora de seis, o que compara com sete no ano anterior e 13 em 2006.
Considerando apenas disciplinas homólogas, este ano a média mais baixa foi de 9,2 valores em História B, quando em 2007 fora de 7,1 em Física e Química
Registam-se oito disciplinas com reprovações acima dos 10%, sendo a maior taxa de 22% em Física e Química, o que compara com 12 disciplinas em 2007, quando a maior taxa registada de reprovações fora de 31%, também nesta mesma disciplina.
Matemática
Apesar do decréscimo na média da Matemática Aplicada às Ciências Sociais (passa de 11,3 para 9,6) regista-se uma melhoria global de resultados, em particular na Matemática A (cuja média passa de 9,4 para 12,5) e na Matemática B (cuja média passa de 7,5 para 11,4), tendo diminuído a percentagem de reprovações.
Esta melhoria, que se verifica, pelo terceiro ano consecutivo, é seguramente o efeito combinado de três factores:
. mais tempo de trabalho e estudo por parte dos alunos acompanhado pelos professores, no quadro das actividades das escolas no âmbito do Plano de Acção para a Matemática;
. provas de exame correctamente elaboradas, sem erros e com mais tempo para a sua realização; e
. maior alinhamento entre o exame, o programa e o trabalho desenvolvido pelos professores, designadamente através dos vários testes intermédios realizados nas escolas e da utilização do banco de itens disponibilizado pelo Gabinete de Avaliação Educacional por alunos e professores.
De salientar a elevada correlação (0,71) entre as classificações internas e as do exame nacional.
Português
Regista-se um decréscimo nos resultados do exame de Português (cuja média passa de 10,8 para 9,7), crescendo ligeiramente o número de reprovações na disciplina que passa de 5% para 8%, não obstante o acréscimo de tempo para a realização da prova.
Este é o exame que abrange o maior número de alunos, sendo realizado pela quase totalidade dos que terminam o ensino secundário em cursos científico-humanísticos.
Importa pois equacionar medidas de reforço do trabalho dos alunos nesta disciplina, designadamente estendendo ao Ensino Secundário as dinâmicas do PNL
Disciplinas de Ciências
Verificou-se uma melhoria nas disciplinas de Biologia e Geologia (cuja média passa de 9,1 para 10,5) e de Física e Química (cuja média passa de 7,2 para 9,3).
De notar que em Biologia e Geologia a média atingiu valores positivos, enquanto na Física e Química, apesar da melhoria registada, ainda apresenta um valor ligeiramente negativo.
Estas duas disciplinas são as que apresentam as mais elevadas correlações entre as classificações internas e externas (respectivamente 0,75 e 0,76).
Também nestas disciplinas se concretizou um esforço de alinhamento do exame com o programa e o trabalho dos professores, através dos testes intermédios, bem como um aumento do tempo para a realização da prova.
Registou-se ainda, durante o ano lectivo que agora termina, um reforço dos tempos de leccionação e das condições para o trabalho experimental.
Os resultados indicam a necessidade de continuar o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelos professores e pelas escolas com vista a consolidar esta tendência de melhoria.
Fonte: Portal do Governo

Exames Nacionais: Taxa de chumbos a Matemática A cai para 7%

A taxa de reprovação no exame de Matemática A do 12º deste ano baixou para 7 por cento, contra os 18 por cento do ano passado, numa prova em que a média de notas foi de 12,5 valores.
A taxa de reprovação de 7 por cento dos 36.674 alunos que fizeram este ano a prova de Matemática A é menos de metade da verificada no ano passado (18 por cento) e cerca de um quarto da de 2006 (29 por cento), indicam os dados oficiais distribuidos hoje à tarde pelo Ministério da Educação (ME).
Em relação aos alunos internos (ou seja, os que frequentaram a disciplina durante todo o ano), a média obtida foi de 14 valores, 3,4 valores acima do que se verificou em 2007, ano em que pela primeira vez a média obtida por estes alunos foi superior a 10 valores.
No total dos alunos, ou seja incluindo os alunos que alunos que já estavam chumbados e se auto-propuseram a exame, a média é de 12,5 valores (mais 2,1 valores do que os 9,4 de 2007).
Na Matemática B (prova realizada por 6.731 alunos), a média de resultados foi de 11,4, uma subida em relação aos 7,5 valores verificada em 2007.
A taxa de "chumbos" neste exame foi igualmente de 7 por cento contra os 24 por cento de 2007 e os 30 por cento em 2006.
Na Matemática Aplicada às Ciências Sociais o cenário é inverso: a média de 9,6 valores obtida este ano pelos 8.533 alunos é inferior aos 11,5 valores do ano passado. Também a taxa de reprovações aumentou de 7 por cento em 2007 para 13 por cento este ano.
Após a realização das provas, em finais de Junho, a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) considerou que o exame nacional de 12º ano de Matemática A foi "mais fácil" que o de 2007, alegando que a prova continha "um grande número" de questões de resposta "imediata e elementar".
"A prova comporta um grande número de questões de resposta imediata e elementar, não aferindo conhecimentos matemáticos importantes, o que perfaz um total de cinco valores. Confirma-se a tendência já patente no exame nacional do 9º ano [...]", afirmava a SPM, num parecer sobre a prova.
Quanto à prova de Matemática B, a SPM considerou-a "excessivamente fácil", omitindo por completo conteúdos programáticos importantes, como estatística, geometria analítica ou programação linear.
"Nos anos anteriores, os exames de Matemática B tinham um grau de dificuldade relativamente elevado, talvez até mesmo excessivo se atendermos às características dos alunos que frequentam a disciplina. Este ano, passou-se para o extremo oposto, fazendo-se uma prova demasiado fácil, que não premeia o esforço desenvolvido ao longo do ano por professores e alunos", lê-se no parecer.
Num comunicado divugado hoje, o Ministério da Educação enaltece a "melhoria" nos resultados da Matemática, "que se verifica pelo terceiro ano consecutivo".
Por outro lado, o ME diz que os resultados deste ano resultam do "efeito combinado de três factores": "mais tempo de trabalho e estudo por parte dos alunos acompanhado pelos professores [...] no âmbito do Plano de Acção para a Matemática", "provas de exame correctamente elaboradas, sem erros e com mais tempo de realização" e um "maior alinhamento entre o exame, o programa e o trabalho desenvolvido pelos professores".
A tutela salientou ainda a "elevada correlação (0,71) entre as classificações internas e as do exame nacional".
Fonte: Diário Digital

terça-feira, 1 de julho de 2008

Exames nacionais - Gabiente de Avaliação Educacional refuta acusações de facilitismo

O presidente do gabiente que elabora os exames nacionais recusa as acusações de falta de independência e de facilitismo feitas ontem, por Paulo Portas. Carlos Pinto Ferreira assegura ainda que o que a directora da direcção regional de educação do norte pediu foi rigor na correcção dos exames.
As críticas aos exames nacionais e às provas de aferição deste ano lectivo multiplicam-se. Pais, alunos, partidos políticos e até a Sociedade Portuguesa de Matemática e a associação de professores da mesma disciplina consideram que os exames foram demasiado fáceis. Num debate sobre o facilitismo das provas, Paulo Portas citou palavras da directora regional de educação do norte numa reunião com os conselhos executivos das escolas em Janeiro. As palavras ficaram registadas em acta. Margarida Moreira pedia cuidado na escolha dos docentes correctores. O presidente do gabinete que elabora os exames nacionais diz que as palavras de Margarida Moreira foram retiradas do contexto. Carlos Pinto Ferreira adianta ainda que o gabinete de avaliação educaional é independente. Assegura que não recebeu orientações para facilitar as provas deste ano. Também a Fenprof já se juntou às críticas aos exames nacionais. Promete um livro negro das políticas educativas do Governo.
Fonte: SIC

segunda-feira, 30 de junho de 2008

DREN não quer professores que dão notas "distantes da média" a classificar exames

De acordo com um relato de um professor escrito em acta, a directora regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, pediu aos conselhos executivos das escolas para terem atenção na escolha dos docentes que vão corrigir os exames, e disse que “talvez fosse útil excluir de correctores aqueles professores que têm repetidamente classificações muito distantes da média.” Os “alunos têm direito a ter sucesso” e o que “honra o trabalho do professor é o sucesso dos alunos” terá dito imediatamente antes e depois.Esta acta foi citada hoje no Parlamento pelo deputado e líder do CDS-PP, Paulo Portas, durante um debate sobre o "facilitismo" das provas (de aferição e exames) deste ano, pedido pelos centristas. E reporta-se a uma reunião tida entre responsáveis pelo Gabinete de Avaliação Educacional (Gave, responsável pela elaboração das provas), presidentes dos conselhos executivos do Norte e Margarida Moreira, para a preparação dos testes deste ano.O PÚBLICO contactou o gabinete de imprensa do Ministério da Educação para obter um esclarecimento sobre os motivos desta orientação e a resposta foi dada pelo director do Gave. Carlos Pinto Ferreira, que participou na referida reunião, esclareceu que a mensagem que se pretende passar é que os professores designados para verem os exames devem cumprir rigorosamente os critérios de classificação emanados pelo Gave. “E não apliquem nem mais nem menos. Tem de se assegurar que os classificadores seguem aquelas normas. A uniformidade na aplicação dos critérios é a única coisa que garante a equidade entre os alunos”, reforçou o director do Gave."Estatísticas felizes"Este foi um dos exemplos dados pelo líder do CDS para provar que o objectivo do Ministério da Educação [ME] é “produzir estatísticas felizes”: “O nível de exigência [das provas nacionais] foi reduzido ao mínimo. Não pode ser um acaso que sociedades científicas, professores, alunos e famílias digam que são fáceis e facílimos.”Portas passou a enumerar outros exemplos que, na sua opinião, demonstram o “triunfo da facilidade sobre a exigência e a vitória da mediocridade sobre a excelência”: “Usou-se e abusou-se de matérias dos anos anteriores e até de ciclos de escolaridade anteriores. Incluíram-se questões nos testes dos alunos de 15 anos resolúveis por alunos de dez. E [fez-se] perguntas aos de dez resolúveis pelos de oito.”O líder do CDS afirmou ainda que alguns exercícios apenas aferiam se um estudante “sabia utilizar a calculadora ou se teria lido meras fichas de leitura sobre clássicos.”Os resultados das provas de aferição de Matemática de 2008, já divulgados pelo ME, revelaram que as notas negativas caíram para metade face a 2007, tanto no 4.º como no 6.º ano.A argumentação não convenceu a bancada do PS. A deputada socialista Paula Barros questionou, por exemplo, “qual o rigoroso instrumento de medida utilizado [pelo CDS-PP] para avaliar os exames nacionais.” E acusou ainda Portas de fazer “tábua rasa” do trabalho de milhares de professores e das escolas.O ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, garantiu que a “independência técnica [do Gave] face ao poder político está garantida.” “É impressionante a atitude do CDS-PP que, sistematicamente, põe em causa as instituições técnicas do Estado. Foi assim com o Fisco, com a ASAE e agora com o Gave, que não devia ser alvo político do CDS”, lamentou Santos Silva. “Quem faz as provas é o Gave, logo é bom. Essa não é uma argumentação”, ripostou Paulo Portas.Também o PSD alinhou ao lado dos populares nas críticas aos exames e a outras decisões políticas na área da Educação (como o fim das provas globais ou do chumbo automático por faltas injustificadas). O deputado social-democrata Pedro Duarte disse mesmo que o Governo quer “obsessivamente a todo o custo apresentar resultados escolares mas está a fazer batota.”PCP e Os Verdes aproveitaram o debate para se pronunciarem contra a existência de exames nacionais, enquanto instrumento “elitista” e “selectivo.”
Fonte: Público

quarta-feira, 25 de junho de 2008

25% faltam a exames nacionais

Cerca de 25 por cento dos exames nacionais do ensino secundário, que terminaram esta segunda-feira, não chegaram a realizar-se devido às ausências dos alunos inscritos.
De acordo com dados do Ministério da Educação (ME), no total de 31 provas realizadas na primeira fase, registaram-se 244.074 presenças, o que corresponde a menos 77.467 (24 por cento) do que as previstas.
As provas onde a ausência dos alunos inscritos foi mais notória foram nos exames de Física e Química A, a recordista de ausências, Biologia e Sociologia.
Comparativamente a 2007, nenhum exame foi realizado com o total de presenças, tal como foi verificado no ano passado a Francês.
Estavam inscritos para os exames do secundário 157.718 alunos (menos 11.849 do que em 2007), dos quais 96.953 são candidatos ao Ensino Superior.
Para a realização dos exames nacionais este ano houve uma única chamada em duas fases, sendo que a primeira decorreu de 17 a 23 de Junho, enquanto que a segunda está prevista entre 14 e 18 de Julho. As classificações serão anunciadas a 07 e a 30 de Julho.
Fonte: CM

terça-feira, 24 de junho de 2008

Exames nacionais: APM considera provas de matemática abrangentes e justas

A Associação Portuguesa de Matemática (APM) considerou as provas de matemática do 12º ano realizadas hoje, (matemática A, B e aplicada às ciências sociais) abrangentes em relação aos programas da disciplina.Contrariando a opinião já veiculada por alunos e pela Sociedade Portuguesa de Matemática, que consideraram as provas demasiado fáceis e pouco justas para os alunos que se esforçaram mais, a APM considera os exames “suficientemente abrangentes em relação aos temas dos respectivos programas”, disse em comunicado.Sobre o tempo para a realização da prova, de três horas, considerado excessivo pela SPM, a APM discorda mais uma vez: “O tempo disponível para a resolução das provas foi adequado, permitindo aos alunos uma leitura atenta e, se fosse caso disso, permitindo ainda uma reformulação de estratégia ou de alteração de resolução de alguma questão.”Para a APM as provas eram facilmente realizáveis sem serem facilitistas: “É nossa convicção que qualquer uma das provas poderá ser resolvida pela generalidade dos alunos”. E volta a discordar das críticas da SPM sobre o facto de não favorecerem a excelência: “Em condições normais, os alunos com desempenhos médios terão resultados consentâneos com esses desempenhos, o que é desejável no contexto de uma avaliação sumativa externa. Os alunos que tenham realizado um bom trabalho ao longo do ciclo de aprendizagem das disciplinas, não terão dificuldades em obter um bom resultado na respectiva prova".
Fonte: Público

Exames nacionais - CDS-PP acusa ministra da Educação de só estar preocupada com estatísticas

O líder do CDS-PP acusou hoje a ministra da Educação de estar mais preocupada com as estatísticas do que com o conhecimento dos alunos, criticando o "facilitismo" que diz estar patente nos exames nacionais."Quando nas provas de aferição há respostas erradas que são classificadas como certas e se diminui ao mínimo o nível de exigência nos exames nacionais, o Ministério da Educação está à procura de criar estatísticas felizes, que nada têm a ver com a preparação dos jovens. O facilitismo não é o caminho da cultura e do conhecimento", acusou Paulo Portas. Em conferência de imprensa, o presidente do partido considerou que a política do Governo relativamente a estas provas "não prepara para a vida, nomeadamente para um mercado de trabalho difícil e exigente", além de não incentivar o estudo por parte dos alunos, nem recompensar o esforço dos professores. "Apelamos à sociedade portuguesa para que reflicta sobre as consequências desta política que promove um ensino sem exigência", afirmou. O líder do CDS-PP, o único partido que advoga a existência de exames nacionais nos 4º, 6º e 9º anos, voltou hoje a defender a elaboração das provas por parte de uma "entidade independente" e a criação de um "banco com milhares de perguntas validadas por sociedades científicas", o que diz ser a única forma de evitar as polémicas que surgem anualmente em torno dos exames. Os exames nacionais realizados este ano foram considerados excessivamente fáceis por parte da Sociedade Portuguesa de Matemática e da Sociedade Portuguesa de Química.
Fonte: Público

SPM - Exame de matemática A mais fácil do que o do ano passado

Para a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM), o Exame Nacional de matemática A, aquele a que mais alunos concorrem, foi mais fácil do que o do ano passado, mas elogia o esforço feito para contemplar na prova os conteúdos programáticos essenciais.“É de salientar o esforço desenvolvido pelo G.A.V.E. em contemplar neste exame, num maior número de questões, temas importantes do programa do décimo segundo ano, tais como a continuidade, o cálculo diferencial e o estudo de limites. São tópicos em que professores e alunos investem bastante ao longo do ano lectivo e que não têm sido suficientemente avaliados, facto para o qual já tínhamos chamado a atenção”, refere a SPM.Os especialistas frisam ainda o esforço feito no sentido de melhorar a clareza de linguagem nas questões colocadas em relação a anos anteriores: “A linguagem é adequada e clara, o que denota um progresso relativamente às questões demasiado palavrosas e de interpretação dúbia, habituais em anos transactos”, frisam. Mas criticam a “excessiva” duração da prova, de três horas.No entanto a maior crítica da SPM vai para a falta de ambição do GAVE, o Gabinete de Avaliação Educacional do Ministério da Educação, de onde saem os enunciados das provas, que, segundo a sociedade, não desenvolve a excelência entre os alunos: “O padrão utilizado pelo G.A.V.E. para avaliar o desempenho dos alunos não permite distinguir aqueles que efectivamente trabalham dos que pouco trabalham, e não ajuda os professores a incentivarem os alunos a aprofundar os seus conhecimentos.”
Fonte: Público

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Sociedade de Química critica "questões extremamente elementares" na prova de sexta-feira

A Sociedade Portuguesa de Química (SPQ) criticou hoje a existência de "questões extremamente elementares" no exame nacional de Física e Química A, realizado sexta-feira, considerando que algumas perguntas "exigem apenas que o aluno saiba ler".Realizada por cerca de 54 mil estudantes do ensino secundário, a prova desta disciplina, nuclear para quem quer seguir Medicina, é uma das que conta com mais alunos inscritos. Num breve parecer disponibilizado na Internet, exclusivamente sobre a parte de Química, a Sociedade salienta que "todas as perguntas [do exame] se ficam por questões extremamente elementares", criticando ainda a persistência na prova "de algumas questões já 'batidas' em anos anteriores". Ressalvando não ter conhecimento dos critérios de correcção estipulados pelo Ministério da Educação, a SPQ lamenta igualmente a existência de "questões que pouco ou nada exigem de conhecimentos prévios em Química". "Exigem apenas que o aluno saiba ler um texto ou os eixos de um gráfico", não precisando "sequer de ter grandes competências a nível da interpretação", critica a Sociedade, apontando como exemplo duas das perguntas da prova. No ano passado, o exame de Física e Química A do 11º ano figurava entre as três provas com a média mais baixa, com 7,2 valores. Na altura, o Ministério da Educação decidiu anular uma questão daquele exame, alegando que a incorrecção na formulação de uma pergunta "inviabilizava a concretização de uma resposta correcta". Para não prejudicar os alunos na classificação final da prova, a tutela decidiu que a nota de cada um dos estudantes que realizou o exame seria multiplicada por 1,0417, o que levantou polémica.
Fonte: Público

Exames nacionais: Estudantes do Valsassina consideram prova de Matemática demasiado fácil

“Demasiado fácil”, “não é compensador do esforço”, “não havia nenhuma questão que permitisse distinguir um aluno de 18 de um de 11”, estes foram alguns dos comentários recolhidos pelo PÚBLICO entre os 45 estudantes do 12º ano do colégio Valsassina, em Lisboa, que hoje fizeram o exame nacional de Matemática A.Para além desta prova, para os cursos de ciências e tecnologias e ciência socioeconómicas, em que estavam inscritos a nível nacional quase 50 mil estudantes, realizaram-se outras duas avaliações de Matemática destinadas aos alunos de Artes Visuais e de Ciências Sociais e Humanas (cerca de 20 mil inscritos).No Valsassina, há dois anos em primeiro lugar no ranking em Matemática, respira-se confiança. Pelas primeiras correcções, feitas com o auxílio dos professores da disciplina, que se juntaram aos estudantes mal estes abandonaram as salas de exame, a tradição do colégio está para durar: são vários os que apontam para um 19 ou mesmo 20 e quase todos dão como certo que a prova se saldará numa subida da sua média. É invulgar tamanha descontracção quando é a Matemática o prato forte. Para os professores não constitui surpresa. A sua confiança nos alunos é praticamente total. O inverso também parece ser verdadeiro. É uma coisa que se sente no local e que também marca a diferença.Satisfeito, o coordenador do grupo de Matemática frisa que serão poucas as escolas que oferecerão as condições do Valsassina. A Matemática é uma linguagem universal, mas os juízos sobre os exames podem por isso não ter aplicação global. Por uma questão justiça para com outros, José Larião não dirá assim, como os seus alunos, que o tempo (três horas) foi excessivo para aquela prova ou que esta se revelou demasiado fácil.
Fonte: Público

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Alunos sofrem com exames

Os estudantes portugueses são dos que mais sofrem de stress, em todo o Mundo. É a conclusão de um estudo sobre «Desigualdades na saúde dos jovens», realizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 41 países.
Os adolescentes portugueses sofrem com os exames, com as aulas e até com os trabalhos de casa. A investigação revela que mais de 70% das raparigas e mais de 60% dos rapazes sentem pressões relacionadas com a escola.
Os resultados obtidos colocam Portugal no topo da tabela, seguido de perto pela Escócia e pela Inglaterra. O lugar dos menos stressados é ocupado pela Áustria.
Fonte: TVI

Exames Nacionais: CDS-PP quer acabar com "erros nas provas" e propõe estrutura independente para conceber exames

O líder parlamentar do CDS-PP, Diogo Feio, propôs hoje ao Governo a criação de uma estrutura autónoma e independente responsável pela concepção dos exames nacionais, para evitar "erros nas provas" e nas "directrizes do ministério da Educação".
Em conferência de imprensa, o deputado Diogo Feio considerou "inaceitável que todos os anos" se repitam críticas aos exames nacionais do ensino básico e secundário, nomeadamente por parte das sociedades científicas.
Diogo Feio defendeu que os responsáveis políticos devem "aceitar e ouvir" aquelas críticas e adiantou que irá questionar a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, sobre o assunto, na próxima ida da governante à comissão parlamentar de Educação, prevista para terça-feira.
No projecto de resolução hoje apresentado, o CDS-PP sustenta que "têm surgido repetidamente problemas na área relativa a exames, destacando-se erros nas provas e nas directrizes do ministério da Educação".
Diogo Feio propôs ao Governo que crie, através de concurso nacional ao qual podem concorrer universidades portuguesas, uma "estrutura autónoma e independente responsável pela concepção de exames nacionais para todos os ciclos".
O Governo seria a entidade fiscalizadora "relativamente a toda a estratégia de avaliação independente", de acordo com o diploma.
Diogo Feio propôs ainda a criação de um "banco de perguntas", no seguimento do que se faz nos EUA, "com milhares de questões previamente testadas" a incluir nos exames nacionais.
O diploma salienta que, no modelo norte-americano, um grupo de especialistas avalia as questões propostas, que terão que ser em dobro das necessárias, e fazem testes piloto a pequenos grupos de alunos.
Depois de aprovadas pela comissão de especialistas, são colocadas na base de dados e são avaliadas na sua eficácia através dos exames.
A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, considerou quarta-feira "um erro" as críticas da Associação de Professores de Português (APP) ao exame nacional da disciplina do 12º ano, realizado segunda-feira por 60 mil alunos.
Segundo a APP, o primeiro grupo da prova suscitou "algumas dúvidas", já que foi usada a terminologia linguística em revisão, e o texto final poderá ter levado os estudantes a falar de Padre António Vieira no tema de desenvolvimento, quando o autor não integra o programa do 12º ano.
Fonte: visaonline

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Exames Nacionais: resultados para ingresso no Superior

Os estudantes que realizem um exame na 1.ª fase de exames e o repitam na 2.ª fase, não poderão utilizar o resultado obtido nesta fase para concorrer na 1.ª fase do concurso nacional de acesso. Esta semana têm início os Exames Nacionais do Ensino Básico e também do Ensino Secundário, servindo os segundos como provas de ingresso para as candidaturas ao Ensino Superior. Os estudantes que realizem um exame na 1.ª fase de exames e o repitam na 2.ª fase, não poderão utilizar o resultado obtido nesta fase na 1.ª fase do concurso nacional de acesso, segundo uma deliberação da Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior.
Os exames realizados na 2.ª fase de exames apenas poderão ser utilizados na 1.ª fase do concurso nacional, quando o estudante, podendo realizá-los na 1.ª fase tenha optado por os fazer na 2.ª fase. A 1.ª fase da candidatura ao concurso nacional de acesso ao Ensino Superior de 2008 decorrerá de 10 de Julho a 8 de Agosto e a segunda de 15 a 19 de Setembro. Até ao dia 9 de Julho decorre o prazo para o registo dos utilizadores para a candidatura on-line.
Fonte: Texto editores

Exame nacional de Português suscita dúvidas a professores da disciplina

Algumas perguntas do exame nacional de Português do 12.º ano, realizado ontem por mais de 60 mil alunos, suscitaram dúvidas a docentes da disciplina. “Não houve acordo entre os professores que estavam a olhar para a prova em relação a algumas questões de escolha múltipla”, disse ao PÚBLICO Edviges Ferreira, vice-presidente da Associação de Professores de Português (APP), relatando a situação vivida quer na escola onde dá aulas, quer dentro da APP.O problema é que as dúvidas que tinham nem sequer puderam ser esclarecidas ao longo do dia. Ao contrário do que aconteceu em todos os anos anteriores, o Ministério da Educação (ME) demorou mais de dez horas após a conclusão do teste para divulgar os critérios de correcção. Sendo certo que esta informação, fundamental para ajudar os professores classificadores a corrigir os testes e uma preciosa ajuda para os alunos anteciparem o resultado final, costuma ser enviada à APP durante a prova ou logo após o teste. “Desde as 11h30 que pedimos ao ME os critérios e eles ainda não foram enviados. Às 16h30 mandaram-nos o enunciado, como se não tivéssemos conhecimento da prova”, lamentava ao final do dia Edviges Ferreira. “Tememos que a nossa proposta de correcção fosse contra o entendimento do ME. Por mais que concordemos ou não, os critérios do ME é que têm de ser seguidos por todos”, explicou a vice-presidente da APP, justificando assim o facto de, pela primeira vez nos últimos anos e ao contrário do que tinha ficado combinado, a associação não ter feito uma proposta de correcção e os jornais não a tenham publicado hoje.Outro dos problemas assinalados pela APP prende-se com as referências a conceitos da nova Terminologia Linguística do Ensino Básico e Secundário. “O compromisso de que não sairiam referências da TLBES não foi cumprido”, diz Edviges Ferreira. “O termo 'verbo auxiliar modal’ apareceu na prova”, exemplifica.O PÚBLICO questionou o ME sobre o facto de o exame conter termos da nova TLEBS e se haveria alguma explicação para a demora na divulgação dos critérios de correcção, mas só obteve uma resposta: “Não há horários determinados para a divulgação dos critérios. Mas vão ser em breve”, esclareceu o assessor de imprensa, Rui Nunes, já depois das 21h00.Essa informação, que agora se publica, acabou por ser divulgada às 22h00. A prioridade de divulgação do ME acabou por ser dada as provas de português língua não materna e português para alunos com deficiências auditivas de grau severo, realizadas por algumas centenas de alunos.
Fonte: Público

terça-feira, 17 de junho de 2008

Prova de português do 12º ano foi fácil, dizem alunos

A generalidade dos alunos do 12º ano ouvidos esta segunda-feira pela Lusa achou o exame nacional de Português do 12º "fácil" e dizem que o completaram sem problemas. À saída das provas, um misto de apreensão e esperança dominava os sentimentos dos estudantes.
"Não tive tantas dificuldades quanto esperava. Pensei que ia ser mais difícil, mas conseguia responder a tudo e até acho que acertei na maioria das perguntas", disse uma aluna do 12º ano da escola secundária José Gomes Ferreira, em Lisboa. "Achei que para o programa que é dado o exame foi razoável. Não foi complicado de todo", explicou.
Na escola Jerónimo Emiliano de Andrade, em Angra do Heroísmo, Açores, à saída da prova os alunos dividiam-se entre as suas preferências pela "Ilha dos Amores" de Luís de Camões e uma análise ao "Memorial do Convento" de José Saramago.
Para Miguel Medeiros, 18 anos, candidato a uma entrada na universidade em Educação Física e Desporto, a prova "correu bem, mas a nota pode ser má", enquanto Carolina Toste não compreendia porque tinha estudado tanto, uma vez que "o teste foi fácil".
Para Duarte Leonardo, 17 anos, que pretende frequentar a Escola Naval, "a prova correu mais para o menos", sublinhando que "as escolhas múltiplas foram mais fáceis que o tema de desenvolvimento", que abordava, genericamente, a questão dos Direitos Humanos.
André Parreira, 19 anos e aspirante a um curso de Enfermagem, afirmou convicto que já fez "coisas mais difíceis", no que é corroborado por Carla Santos, 17 anos, que quer tirar Gestão de Empresas, e Joana Silva, 17 anos, e candidata a um curso de Direito, que confessou "não gostar dos Lusíadas".
A época de exames nacionais obrigatórios para a conclusão do ensino básico e secundário arrancou hoje com a prova de português do 12º ano, na qual estavam inscritos mais de 70 mil alunos.
Além deste exame, realizaram-se também hoje as provas de Língua Portuguesa Não Materna dos 12º e 9º anos. No total, 71.135 alunos estão inscritos para fazer exames esta terça-feira.
Fonte: JN

Época de exames nacionais arranca hoje com prova de português do 12º ano

A época de exames nacionais obrigatórios para a conclusão do ensino básico e secundário arranca hoje com a prova de português do 12º ano, na qual estão inscritos mais de 70 mil alunos.Além deste exame, realizam-se também hoje as provas de Língua Portuguesa Não Materna dos 12º e 9º anos. No total, 71.135 alunos estão inscritos para fazer exames esta terça-feira. Segundo dados oficiais do Ministério da Educação, entre os 326.245 exames nacionais a realizar até 18 de Julho, os que registam mais inscrições são os de Português, na terça-feira (71.135), Biologia e Geologia na quarta-feira (58.040), Física e Química na sexta-feira (54.910) e Matemática a 23 de Junho (48.427). No básico haverá duas chamadas para os 99.930 alunos inscritos (menos 7201 do que no ano passado) mostrarem o que sabem de Língua Portuguesa e Matemática ao nível do 9º ano, a primeira na quarta e na sexta-feira, e a segunda na próxima semana, a 26 e 27 de Junho. Os alunos disporão de 90 minutos para porem à prova os seus conhecimentos, sendo as pautas das classificações em ambas as chamadas afixadas a 11 de Julho. Quanto ao secundário, estão inscritos para exame 157.718 alunos (menos 11.849 do que em 2007), dos quais 96.953 são candidatos ao Ensino Superior. Para estes exames haverá uma única chamada em duas fases, a primeira já a partir de terça-feira e até 23 de Junho e a segunda entre 14 e 18 de Julho, sendo as classificações anunciadas a 7 e a 30 de Julho, respectivamente. De acordo com o Ministério da Educação, será realizado um total de 340.273 exames, numa média de 2,16 por aluno. As primeiras provas, tanto do básico como do secundário, têm início às 09h00 (hora de Portugal Continental), hora que serve de referência para que decorram em simultâneo os exames nos Açores e em todos os países onde os exames se realizam. Em comparação com os exames nacionais do básico e secundário de 2007, inscreveram-se este anos menos 19.050 alunos.
Fonte: Público

Época de exames vai ser «tranquila»

A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, manifestou-se esta quinta-feira, convicta de que a época de exames nacionais do ensino básico e secundário, que arranca terça-feira, vai ser «tranquila», garantindo que «está tudo preparado, como sempre».
«Espero que corra tudo bem e, sobretudo, que os alunos tenham bons resultados, que se sintam confortáveis a fazer os exames e que possam, com a nota de exame, prosseguir os seus estudos ou entrar no mercado de trabalho», disse.
Maria de Lurdes Rodrigues falava aos jornalistas em Évora, depois de uma sessão demonstrativa dos projectos do Plano Tecnológico da Educação (PTE) na Escola Secundária André de Gouveia, um dos estabelecimentos de ensino nacionais pioneiro.
A cerimónia foi presidida pelo primeiro-ministro, José Sócrates, tendo também estado presente o ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, Francisco Nunes Correia.
«Há sempre angústias e preocupações dos alunos e das famílias, mas, em regra, os exames correm bem, têm corrido bem e eu espero que esta época seja também tranquila», disse.
Maria de Lurdes Rodrigues lembrou que foi o actual Governo que colocou os professores nas escolas por três anos, pelo que hoje os estabelecimentos de ensino «têm condições de trabalho e de estabilidade do corpo docente» como «nunca tiveram».
Muitos testes e exercícios prepararam alunos
Segundo a governante, para esta época de exames, o Ministério da Educação introduziu muitas inovações, nomeadamente por ter disponibilizado muitos testes e exercícios para que as escolas preparassem os seus alunos.
Confrontada acerca de críticas de que cada vez os exames estão mais fáceis, a ministra aconselhou «prudência», sublinhando que os exames são feitos por peritos e requerem uma «competência técnica particular».
Fonte: iol.pt

domingo, 16 de março de 2008

Exames Nacionais de Português Língua Não Materna (PLNM) - 9.º ano e 12.º ano

De acordo com Despacho de Sua Excelência o Secretário de Estado da Educação, datado de 08/03/2008, informa-se o seguinte:


Haverá duas provas de exame de Português língua não materna (PLNM): uma de nível de iniciação (A2) e outra de nível intermédio (B1);

As provas serão realizadas no mesmo dia pelos alunos do 9.º e do 12.º ano;
Os alunos do 9.º ano realizarão a prova consoante o nível de proficiência linguística em que se encontram inseridos, A2 ou B1.

Os alunos do 12.º ano devem realizar a prova de nível intermédio (B1), podendo, em casos excepcionais, realizar a prova de iniciação.

Os alunos que se encontram inseridos no nível avançado devem realizar o exame nacional de Língua Portuguesa/Português e não o exame nacional de PLNM.
Fonte: DGIDC

Para subscrever o Noticiasdescola

Pesquisa personalizada

Artigo de opinião


O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicas

Hoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.

in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)