A escola que vai abrir em Londres no próximo ano revelou que vai dispensar a utilização de livros, que serão substituídos por documentos digitais que poderão ser acedidos através de um portátil ou telemóvel. A abertura da Hackney City Academy está marcada para Setembro de 2009 e promete revolucionar os métodos de ensino no Reino Unido.
Para evitar a utilização de livros, o estabelecimento pretende disponibilizar na sua intranet cópias de todos os textos obrigatórios em formato PDF, de modo a que estes possam ser acedidos via dispositivos móveis.
«Será tão simples como descarregar um toque para um cartão de telemóvel, algo que praticamente todos os adolescentes sabem fazer», defendeu o director da futura escola à imprensa britânica.
O responsável referiu contudo que os livros tradicionais vão estar acessíveis para os alunos que não tenham acesso a um dispositivo móvel.
Fonte: Sol
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Escola britânica troca livros por documentos electrónicos
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quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Subsídios de creche e de educação pré-escolar vão variar entre 15,36 e 76,81 euros
Os funcionários do Estado com rendimentos per capita até 124,7 euros vão receber uma comparticipação de 76,81 euros em 2009, em subsídio de frequência de creche ou educação pré-escolar, até ao limite de um terço da mensalidade.
O projecto de portaria enviada hoje aos sindicatos da Administração Pública indica ainda que as famílias do segundo escalão, com rendimentos per capita entre 124,71 e 168,34 euros, vão ser apoiadas pelos Serviços Sociais da Administração Pública (SSAP) em 80 por cento, o que corresponde a 61,45 euros.
Já as que auferem entre 168,35 e 215,68 euros serão apoiadas pelos SSAP com um valor igual a 46,09 euros, ou seja, 60 por cento em valor de comparticipação atribuído pelo Estado.
O quarto escalão para atribuição de comparticipação pelos Serviços Sociais da Administração Pública (SSAP) para frequência de creche ou de educação pré-escolar situa-se entre 215,69 e 275,69 euros, podendo as famílias receber uma comparticipação de 30,72 euros.
O último e quinto escalão engloba rendimentos de 275,70 euros a 346,16 euros, que podem beneficiar de uma comparticipação de 15,36 euros.
As crianças que podem beneficiar destes subsídios têm entre três meses e três anos de idade, frequentando creches, ou entre três anos e a idade de ingressarem no ensino básico, que frequentam o ensino pré-escolar.
A portaria, que será discutida com os sindicatos da Função Pública no dia 23, terá efeitos retroactivos a 1 de Setembro de 2008.
Fonte: Lusa
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Governo anuncia criação de 400 creches nas áreas metropolitanas do Porto e Lisboa
Vão ser construídas 400 novas creches com 18 mil vagas nas áreas metropolitanas do Porto e Lisboa. O anúncio foi feito hoje por José Sócrates no âmbito da cerimónia de inauguração da creche e jardim-de-infância da Misericórdia da Trofa, em S. Romão do Coroando.Segundo o líder do PS, as áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa são as zonas “que mais necessitam” destas creches. "É aqui que temos maior necessidade, é aqui que temos listas de espera, é aqui que as famílias mais necessitam de ajuda", frisou Sócrates.O empreendimento deverá estar concluído na pior das hipóteses em 2010. A construção das creches faz parte da terceira fase do programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES). Com esta aposta, o Estado pretende apoiar as famílias mais jovens, proporcionando condições para terem filhos. Para Sócrates um dos problemas mais importantes para as famílias jovens “é a conciliação entre a vida profissional e a vida familiar”. Para Sócrates as creches são essenciais, porque são sítios onde os pais podem deixar os filhos e "é por isso desempenham um papel tão importante no país", diz.O primeiro-ministro salientou que este investimento em novas infra-estruturas de carácter social acontece depois de o governo ter conseguido equilibrar as contas públicas. "No momento em que pusemos em ordem as contas públicas, em que reduzimos o défice, em que reduzimos a dívida e a despesa, encontramos os recursos financeiros indispensáveis para fazer um investimento que é necessário fazer para ajudar as famílias", disse Sócrates.
Fonte: Público
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terça-feira, 19 de agosto de 2008
Fundação Belmiro de Azevedo abre colégio em Setembro
O Colégio Efanor, um estabelecimento de ensino privado em Matosinhos, promovido pela Fundação Belmiro de Azevedo, vai iniciar a sua actividade em Setembro com 180 alunos distribuídos pelo pré-escolar e 1/o ciclo do Ensino Básico.
A directora do colégio, Cristina Carneiro, em declarações à Lusa, explicou que a instituição tem capacidade para acolher um total de 280 alunos distribuídos pelos sete anos de escolaridade (pré e 1/o ciclo).O colégio, cujo valor do investimento ronda os três milhões de euros, ocupa as antigas instalações do edifício social da fábrica Efanor, na freguesia da Senhora da Hora, em Matosinhos.Criada em 1905, a Efanor, empresa de fiação, foi uma das pioneiras no processo de desenvolvimento industrial português. Nos seus tempos áureos teve ao seu serviço mais de três mil funcionários, entre os quais Belmiro de Azevedo, que acabou por a adquirir.O colégio que arranca as suas actividades a 3 de Setembro, terá para já nove turmas, de 20 alunos cada.Ao nível do pré-escolar, o colégio inicia a sua actividade com lotação total, ou seja, com duas turmas por cada ano, enquanto no 1/o ciclo foram criadas duas turmas para o primeiro ano e uma turma para o segundo ano.Contudo, segundo Cristina Carneiro, num prazo de dois anos ficará garantida a sequencialidade destes níveis de ensino, até ao 12/o ano de escolaridade, num edifício a construir de raiz.O valor da mensalidade, que varia entre os 360 euros para o pré-escolar e os 410 euros para o 1/o ciclo, inclui actividades curriculares da componente nacional e actividades curriculares de oferta local.Além da formação nacional obrigatória, serão leccionadas disciplinas como inglês e o castelhano e será desenvolvido um projecto integrado de expressões (plástica, musical e dramática).O xadrez, a natação e o transporte para visitas de estudo e actividades realizadas no exterior estão também incluídos no valor da propina mensal.De acordo com a responsável, o Projecto Educativo do Colégio Efanor valoriza de igual modo as aprendizagens académicas e as aprendizagens relativas ao desenvolvimento pessoal e social dos seus alunos.A promoção de um forte sentido de responsabilização individual e de grupo, através da aprendizagem da auto-regulação, auto-reflexão e auto-organização e o desenvolvimento da capacidade de liderança, de tomada de decisão, de construção de confiança, de comunicação e da gestão de conflitos, são alguns dos objectivos propostos.O colégio está dotado de múltiplos espaços para utilização pedagógica diversificada, tais como biblioteca, mediateca, ludoteca e sala de repouso e prolongamento.Nos períodos de interrupção lectiva e nas férias do mês de Julho, a escola assegurará a prestação de um serviço educativo e de guarda das crianças, cujo programa poderá integrar actividades desportivas, passeios, campo e praia, ateliers diversos, possibilidade de intercâmbio com crianças de outras escolas e realidades culturais (Escola de Verão).Além do colégio, estão também a ser construídos naquele local, o complexo residencial Efanor (promovido por uma empresa do universo da Sonae) e uma extensão do Museu de Serralves, numa área cedida à autarquia, que incluirá um local destinado à preservação da memória da Efanor. A Fundação Belmiro de Azevedo é uma instituição sem fins lucrativos, vocacionada para a promoção da Educação, da Cultura e do Desporto e para o apoio a iniciativas de responsabilidade social.
Fonte: Sol
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segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Milhares de crianças ainda não têm vaga no pré-escolar
Adelaide, de quatro anos, estava inscrita no jardim-de-infância da Escola da Quinta da Condessa, na Pontinha. Mas há dias ficou a saber que não haverá lugar para ela. "Vai ter que ficar com a avó", conforma-se Horácio Santos, 54 anos, que assim terá que continuar a fazer vários quilómetros por dia para deixar a menina na casa da sogra. Não tem meios para pagar um jardim-de-infância privado. Francisco, também com quatro anos, inscreveu-se na Escola Básica Vasco da Gama, em Lisboa. Ficou em lista de espera. À sua frente estão cem meninos que também não conseguiram vaga, conta o pai, Paulo Leiria, 39 anos, que já inscreveu o filho num colégio.No ano passado mais de uma em cada dez crianças inscritas (11,8 por cento) num jardim-de-infância público não conseguiu lugar, segundo a Inspecção-Geral de Educação, que analisou uma amostra representativa de escolas. E quase metade (47,6 por cento) das 263.887 que em 2006/07 frequentavam o pré-escolar estavam na rede privada (lucrativa ou de instituições de solidariedade social). O Ministério da Educação não disponibilizou dados mais actualizados.Tendo em conta as estimativas da população residente em Portugal com idades entre os 3 e os 5 anos (cerca de 336 mil), haveria, em 2006, 72 mil crianças que não estavam em lado nenhum - nem numa escola pública, nem numa particular. A meta do Governo é criar condições para que todos os meninos frequentem um jardim-de-infância.70 mil fora do sistemaÉ certo que muitos pais podem preferir que os filhos fiquem com alguém da família, ou com uma ama. Mas António Castela, presidente da Federação Regional das Associações de Pais de Lisboa, acredita que os 70 mil que estão fora do sistema se concentrarão mais nas zonas do país onde não há oferta. "A maioria das famílias já sabe que pôr os filhos no pré-escolar é importante do ponto de vista das aprendizagens e do sucesso que vão ter quando entrarem no 1.º ciclo." Contudo, à falta de estabelecimentos públicos, muitas haverá, acredita Castela, que não conseguem suportar uma mensalidade no sector privado, mesmo comparticipada pelo Estado. "O custo de vida aumentou, qualquer despesa a mais é um peso."O último relatório da IGE recomendava que houvesse um reforço da oferta pública, sobretudo na área metropolitana de Lisboa, Porto e no Algarve. É que aos três anos de idade, por exemplo, uma em cada quatro crianças (22,4 por cento) inscritas num infantário público não teve vaga (à falta de lugar para todos, manda a lei que as crianças de cinco anos tenham prioridade sobre as de quatro e estas sobre as de três)."Metidas em apartamentos"Muitos pais estão por estes dias a constatar que será isso que se passará com os seus filhos no próximo ano lectivo. Em Lisboa, por exemplo, "o aumento será ainda extremamente reduzido", diz Rosália Vargas, a vereadora de Educação. No ano passado, havia 3121 crianças a frequentar jardins-de-infância públicos na cidade; mais de mil ficaram à porta. "A oferta do público tem que ser muito maior, os pais devem ter liberdade de escolha. Tanto mais que há muito privado sem condições. Basta andar pela cidade para ver que muitos jardins funcionam em prédios, as crianças estão metidas em apartamentos..."A câmara tem em curso o programa Escola Nova no âmbito do qual haverá obras em 80 escolas, do pré-escolar e 1.º ciclo, e serão construídas sete novas, todas com jardim-de-infância - o investimento será de 43 milhões de euros até 2011. A primeira escola nova, no entanto, só estará pronta em Junho de 2009; nascerá em Chelas, com 150 novas vagas de pré-escolar.Em Loulé, no Algarve, outra região considerada problemática, os investimentos em curso vão ter efeito já no próximo ano, com sete novas salas de pré-escolar. "A nossa meta é ter vagas para todas as crianças em 2011", diz o vereador Possolo Viegas. Em Vila Franca de Xira a rede pública, que no ano passado foi frequentada por 996 alunos, também tem lista de espera: 332 meninos. Mas no próximo ano lectivo abrirão sete novas salas, para 175 crianças. O investimento foi de três milhões de euros e é para continuar.Há, no entanto, outros problemas por resolver - os horários, por exemplo. José Silva vive em Vila Franca e tem uma filha de cinco anos num jardim-de-infância público. "Fecha às 15h30 e tanto eu como a minha mulher estamos a trabalhar a essa hora. Conto com a avó para a ir buscar. Preferia que não fosse assim, por muito boa vontade que tenha, a minha sogra tem esta tarefa diária..." A alternativa seria colocar a criança num privado. "Aí há outro horário. Mas mesmo com a comparticipação do Estado ia pagar 100 e tal euros..." Para José Silva é de mais. A IGE diz que 16 por cento dos jardins-de-infância públicos ainda não garantem um horário até às 17h30. Em 2005/06, 45 por cento estavam na mesma situação.
Fonte: Público
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terça-feira, 24 de junho de 2008
Especialistas discutem desafios do ensino da Língua do pré-escolar ao básico
Cerca de 150 docentes e investigadores discutem na próxima semana em Coimbra os desafios que se colocam ao ensino da língua portuguesa desde o pré-escolar ao básico, nomeadamente com a introdução do Acordo Ortográfico.
O encontro visa reflectir as práticas de ensino e de leitura, e em particular o modo como a escola ensina a ler, a escrever e a contactar com o texto literário.O 1º Encontro Internacional do Ensino da Língua Portuguesa decorre nos dias 30 de Junho e 1 de Julho e reúne professores do ensino básico e superior, entre os quais dois docentes da Universidade.«Estamos a viver um momento de refrescamento em todo o ensino da língua materna, em que há uma atenção particularizada à aprendizagem precoce», disse Pedro Balaus Custódio, da comissão científica do encontro, cujo programa foi hoje divulgado.Na opinião daquele docente da Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC), a remodelação, em curso, dos programas curriculares do ensino básico irá trazer uma «abordagem nova do ensino da língua portuguesa, que passa a ser contínuo».De que forma o Acordo Ortográfico irá mudar as práticas lectivas e os hábitos de leitura é uma das questões em discussão no encontro, organizado pelo ESEC.Entre os oradores estão Carlos Reis, da Universidade de Coimbra e Universidade Aberta, defensor do novo Acordo Ortográfico.«Como somos minoritários em termos de falantes, se não mudarmos ficaremos reduzidos a uma variante do português, o europeu», considerou Pedro Balaus Custódio.Para o também coordenador do Programa Nacional do Ensino do Português para o distrito de Coimbra, o Acordo Ortográfico «é uma questão política da língua» que «estará a ser empolada, até porque as alterações previstas são pontuais».Durante o encontro, serão discutidos temas em torno do ensino do português enquanto língua materna e segunda língua, a promoção da leitura e da escrita, o ensino precoce da literatura, a oralidade em contexto lectivo e o ensino da gramática.«Ler para crescer, crescer para ler», «A avaliação do impacto do Plano Nacional de Leitura e da rede de bibliotecas escolares», «O ensino da compreensão para a eficácia da leitura», «A inclusão e o sucesso educativo nas ‘mãos’ dos professores da língua materna» e «A língua em evolução, os acordos ortográficos» são algumas das intervenções previstas.No primeiro dia do encontro, será apresentado um estudo sobre «Português Língua Não Materna», realizado com crianças da Europa de Leste.
Fonte: Sol
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quarta-feira, 18 de junho de 2008
Ensino Pré-Escolar: actualização de conhecimentos
A tutela publicou materiais para as áreas de Matemática e de Linguagem Oral e Abordagem à Escrita que visam a concretização das orientações curriculares, bem como a actualização dos conhecimentos dos educadores.Apresentadas como recursos para a acção do educador de infância com o objectivo de proporcionar uma melhor compreensão e operacionalização das Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, foram apresentadas pela tutela quatro brochuras nos domínios da Matemática e da Linguagem Oral e da Abordagem à Escrita.
Com a publicação há quase uma década das orientações acima referidas, a Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular do Ministério da Educação considera agora ser oportuna a elaboração de documentos que explicitem e orientem a sua concretização, proporcionando uma melhor compreensão das suas concepções, de forma a torná-las mais operacionais, perspectivando uma maior articulação com o 1.º Ciclo do Ensino Básico.
Visando a actualização dos conhecimentos científicos e didácticos dos educadores nos domínios do desenvolvimento da linguagem oral e escrita das crianças em idade pré-escolar são publicadas as brochuras “Linguagem e Comunicação no Jardim de Infância” e “A Descoberta da Escrita”.
Especificamente, estas brochuras “procuram enquadrar e promover práticas intencionais e sistemáticas de estimulação do desenvolvimento da linguagem e enfatizar a necessidade da continuidade de aprendizagens no domínio da língua entre a educação de infância e a sala de aula no 1.º Ciclo da Educação Básica.”
No preâmbulo destas publicações, Inês Sim-Sim salienta: “sem actualização de conhecimentos, a profissão docente corre o risco de práticas rotineiras, ineficazes e desinteressantes, quer para as crianças, quer para os profissionais de educação.”
"A Descoberta da Escrita" pretende “facilitar a compreensão do desenvolvimento das concepções das crianças e o papel do jardim-de-infância no apoio às crianças e às famílias, para que todas tenham as oportunidades que necessitam.” Salienta-se nesta brochura a importância de as crianças que explicitarem um “projecto pessoal de leitor, (PPL), atribuindo diferentes razões funcionais a saber ler,” uma vez que “poderão ter facilitado o processo de aprendizagem, pois na sua grande maioria não apresentam problemas no processo de aprendizagem.”
“Linguagem e Comunicação no Jardim de Infância” apresenta exemplos de tarefas, com ênfase na estimulação da linguagem oral, que poderão lançar pontes para outras áreas, nomeadamente, o raciocínio matemático, o conhecimento do meio (físico e social) e as expressões artísticas.
As outras duas brochuras na área da Matemática foram elaboradas tendo subjacente “a ideia que o desenvolvimento matemático nos primeiros anos é fundamental, dependendo o sucesso das aprendizagens futuras da qualidade das experiências proporcionadas às crianças.” Lurdes Serrazina sublinha “que o papel dos adultos e, em particular, do educador de infância, é crucial no modo como as crianças vão construindo a sua relação com a Matemática”, em várias situações, “quando prestam atenção à matemática presente nas brincadeiras das crianças e as questionam”, “lhes proporcionam acesso a livros e histórias com números e padrões”, ou, entre outros exemplos, “lhes propõem tarefas de natureza investigativa” e “organizam jogos com regras”.
“Adivinha em quem estou a pensar!”, “Brincar com o Noddy”, “Desenhar vistas”, “Construção de alimentos a partir de uma ementa”, “Construir um porta CD” e “Um aquário para o Nemo” são algumas das muitas actividades propostas na brochura “Geometria”, um material que articula teoria e prática.
“Sentido de número e organização de dados” é o título que dá o mote para outra brochura. Nesta publicação explica-se que o sentido de número é “mais abrangente que o conhecimento do número apresentado nas Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar", uma vez que "vai além das actividades aí subentendidas e implica uma outra abordagem que pressupõe a construção de relações entre números.”
Esta brochura apresenta também várias tarefas, que poderão servir de exemplo para o trabalho a realizar com as crianças e de graus de complexidade bastante distintos.
Fonte: Texto Editores
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quarta-feira, 21 de maio de 2008
Falta de apoio até aos 3 anos e pobreza são principais obstáculos no ensino infantil
Insuficiente apoio às famílias na educação das crianças até aos três anos e desigualdades sociais, que geram uma taxa de pobreza infantil de 23%, são os principais obstáculos na educação infantil em Portugal, diz um estudo.
"As famílias mais pobres e portanto as crianças mais pobres não têm a riqueza dos contextos que lhes permitem o desenvolvimento", explicou Isabel Alarcão, coordenadora do estudo "A educação das crianças dos 0 aos 12 anos", realizado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).
Sendo a pobreza apontada como o principal inimigo da educação, Isabel Alarcão defendeu, na apresentação do estudo, que é fundamental "organizar contextos que ajudem as famílias e as crianças a ter ocasião para o seu desenvolvimento e há que conjugar políticas assistenciais à família com politicas educativas".
Isabel Alarcão deu o exemplo das creches e do ensino pré-primário para defender que "para além de uma intenção assistencial", passe a existir "uma intenção educativa" e que se criem "condições para as crianças realizarem, actividades que sejam actividades que as desenvolvam".
O estudo revela também que são as crianças com menos idade que sofrem de maior falta de apoio no ensino.
"Nas escolas nota-se alguma falta desse apoio, até porque as necessidades também são muito grandes, mas vai havendo algum apoio. Mas onde se nota mais falta é sobretudo entre os 0 e os 3 anos que é um período crítico do desenvolvimento da criança e portanto as crianças não podem ser abandonadas ou pouco cuidadas porque é um período vital", lembrou a coordenadora do estudo.
O presidente do Conselho nacional da Educação, Júlio Pedrosa, afirmou por seu turno que o apoio que existe para crianças dos 0 aos 3 anos é sobretudo na esfera da Segurança Social, "enquanto e as condições para o desenvolvimento das crianças em ligação com a sua educação não fazem parte do nosso modelo".
"Há uma recomendação do estudo no sentido de essas duas dimensões sociais, de saúde e de desenvolvimento educativo, passarem a ser consideradas", disse Júlio Pedrosa, ressalvando, no entanto, que "não é apenas nas mãos do Governo que deve ficar o reforço dos apoios a essas crianças".
"O facto de o estudo nos dizer que esta é uma idade crítica do desenvolvimento das crianças, que o modelo que escolhemos não é o modelo mais adequado e que faz sentido repensá-lo, e que também não é apenas da esfera da responsabilidade do Governo, que é das famílias, que é da sociedade em geral, creio que são também contributos a ponderar", sublinhou.
Fonte: Rtp.pt
Etiquetas: Pré-escolar
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Identificar problemas de linguagem
Um método de avaliação da linguagem permite despistar problemas precocemente em crianças entre os 2 e os 6 anos. O teste foi criado por duas terapeutas portuguesas.
Com a designação de Teste de Avaliação de Linguagem na Criança (TALC), este método de identificação de problemas de linguagem em crianças dos dois aos seis anos nasceu da necessidade de ter um instrumento de avaliação português para as crianças de tenra idade. Como explicam as autoras, Maria Dulce Tavares, terapeuta da fala, e Eileen Sua-Kay, professora da Escola Superior de Saúde de Setúbal e do Alcoitão, há uma escassez de testes em Portugal para avaliar crianças destas idades, sendo normalmente usadas traduções de outros testes em língua inglesa.
Com este novo instrumento, a avaliação pode ser feita totalmente em português através de um manual de examinador, um livro de imagens e um conjunto de objectos em miniatura, como uma colher, uma cama, uma estrela, ou uma árvore. Associados a uma grelha de questões estandardizadas, permitem avaliar a compreensão e expressão da linguagem.
Pensado para que possa ser utilizado por terapeutas da fala e profissionais que trabalham com crianças, o teste permite a construção de um plano de intervenção e funciona como um complemento para a identificação de dificuldades de linguagem, permitindo que os problemas sejam despistados precocemente. O diagnóstico precoce é aliás fundamental, já que facilita o encaminhamento para os profissionais que poderão dar apoio e fazer uma intervenção facilitadora do desenvolvimento da criança.
Segundo Maria Dulce Tavares, não são conhecidos dados relativos ao números de crianças portuguesas com alterações nas capacidades linguísticas mas noutros países "cerca de 7,5% das crianças nos jardins-de-infância encontram-se nesta situação". Uma "percentagem significativa" já que, como sublinha Eileen Sua-Kay, muitas das crianças com problemas de linguagem que não são ultrapassados antes da entrada na escola revelam posteriormente problemas de aprendizagem.
Talvez por isso, o TALC tem sido muito bem recebido. Começaram por lançar uma edição de 50 exemplares mas em três reedições esse número quadruplicou. Com um tempo de aplicação de 45 minutos, o teste permite a avaliação das componentes de compreensão e expressão da linguagem na área semântica (vocabulário, relações semânticas e frases absurdas), morfossintaxe (frases complexas e constituintes morfossintácticos) e pragmática (funções comunicativas).
Fonte: educare.pt
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Ensino particular quer parcerias com o Estado no pré-escolar
O presidente da associação que representa o sector do ensino privado em Portugal, João Alvarenga, manifestou-se hoje disponível para parcerias com o Estado na construção de equipamentos para o ensino pré-escolar gratuito.No final de uma audiência com o presidente do PSD, Luís Filipe Menezes, a quem expôs hoje a proposta da associação, João Alvarenga defendeu a "liberdade de opção educativa" e manifestou disponibilidade "para colaborar com o Estado" nos projecto para aumentar a oferta gratuita de creches e pré-escolar.
Os associados da Associação dos Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP), disse, estão disponíveis para colaborar com o Estado no projecto anunciado recentemente pelo primeiro-ministro de construir mais 75 creches e mais 760 salas para o pré-escolar em Lisboa e Porto, num investimento de 100 milhões de euros.
"Isso não significa necessariamente que seja o Estado a construir todas as escolas. Há que criar espaços de educação educativa diferentes e permitir que os pais possam escolher a escola que desejam", defendeu Fernando Alvarenga.
"Estamos disponíveis para colaborar e fazer parcerias na questão dos equipamentos", afirmou, sustentando que ainda que seja o Estado a pagar a frequência de mais alunos no privado e cooperativo, haveria ainda uma "enorme poupança".
"Significaria uma poupança enorme por parte do Estado. O custo por aluno fica mais barato no ensino particular cooperativo do que na escola do Estado segundo dados que já foram publicados na comunicação social", disse.
O dirigente da AEPP destacou que em Portugal, no básico e no secundário, "já 50 por cento dos alunos que frequentam o ensino particular já o frequentam de forma gratuita", recusando que o ensino particular seja sinónimo de "elitismo".
Fonte: Rtp.pt
Etiquetas: Pré-escolar
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Empresas ajudam trabalhadores a pagar creches dos filhos
100 entidades já aderiram, 600 estabelecimentos aceitam
As empresas em Portugal têm a possibilidade de ajudar os seus funcionários a pagar as creches dos filhos. O Cheque Creche, criado pela Accor Services, é reconhecido pela Direcção-Geral da Acção Social como um vale social, mediante o qual as empresas podem comparticipar nas despesas de educação dos filhos dos seus colaboradores entre os 0 e os 7 anos de idade.
Em Portugal são mais de cem o número empresas que já aderiram ao Cheque Creche e o número de estabelecimentos aceitantes eleva-se a mais de 600, números esses que, segundo a Accor Services, estão «em contínuo crescimento».
Entre as instituições estão creches, jardins-de-infância, formação & ensino, União de Misericórdias e todas as IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social em Portugal) a nível nacional, além de colégios.
Para uma empresa se tornar aderente não existem valores mínimos, nem máximos, de comparticipação, já que a decisão depende da política social de cada uma. A nível de quadros médios das empresas, segundo o director-geral da Accor Services, Stéphane Eard, «os valores médios de comparticipação mensais variam entre os 100 e os 200 euros. Nos quadros superiores este valor pode variar entre os 400 e o valor total do custo mensal do colégio, a creche ou o jardim-de-infância», afirma.
Com o Cheque Creche as empresas comparticipam os custos de educação e usufruem de vantagens de âmbito social e fiscal, pois os vales são isentos de taxa social única (23,75%) e reforço de cerca de 40%, além dos 100% do valor de custo, no que diz respeito às entidades empregadoras e isenção de IRS e segurança social para os colaboradores.
À semelhança dos Cheque Creche, os Cheque Estudante são uma forma de comparticipação na educação dos filhos dos colaboradores, e um investimento na valorização contínua dos seus recursos humanos. Uma das principais vantagens para a entidade empregadora é a isenção de taxa social única (23,75%), e no caso dos colaboradores, um dos maiores benefícios é a isenção de segurança social (11%).
Fonte: Agencia Financeira
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
CDS-PP pede lista das creches construídas e por concluir
O CDS-PP quer saber onde se situam as creches a construir em 2008 e as que foram lançadas em 2007. A pergunta surge um dia depois do Governo garantir que o número de creches anunciado por José Sócrates faz parte de um programa novo para aumentar a oferta destes equipamentos nos centros urbanos de Lisboa e Porto.
Ontem, durante o debate quinzenal no Parlamento, o primeiro-ministro anunciou uma nova fase do programa Pares, traduzindo-se em mais 75 creches, com uma capacidade para 3850 lugares para crianças até aos três anos.
Logo após o debate, o deputado Pedro Mota Soares questionou o Governo sobre se o número anunciado correspondia a um novo pacote ou já fazia parte de outros apresentados noutras ocasiões por José Sócrates. À pergunta por escrito, o secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques respondeu que “o programa é novo” e que “haverá novas candidaturas e novos projectos para aumentar a cobertura de creches e do pré-escolar nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto”.
Fonte: Pùblico
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Loulé apoia educação pré-escolar itinerante
O município de Loulé vai atribuir, ainda este ano, um subsídio de cerca de 10 mil euros ao Agrupamento Vertical de Escolas de Salir, com o objectivo de implementar e desenvolver, ainda este ano, modalidades alternativas de educação pré-escolar. Segundo avança a autarquia no portal oficial, esta verba vai apoiar o funcionamento do «Projecto de Educação Pré-escolar Itinerante» desenvolvido pela Direcção Regional de Educação, «nomeadamente em termos de encargos com o pessoal docente, deslocações e material escolar». O objectivo desta iniciativa é apoiar crianças entre os três e cinco anos «que residem muito distantes das localidades onde funcionam estabelecimentos de educação pré-escolar», contribuindo «para combater as diferenças entre o litoral e o interior e a sua desertificação que se tem verificado ao longo das últimas décadas». Ao todo, 18 crianças são ajudadas, sendo quatro crianças provenientes de Cortelha, cinco do Ameixial, três de Querença e seis de Salir.
Fonte: I-Gov
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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
«Tudo a Ler» leva 10.500 livros a bibliotecas escolares
A segunda edição da iniciativa «Tudo a Ler», no âmbito do Plano Nacional de Leitura, distribui a partir desta semana mais de 10.500 livros que vão preencher as prateleiras de 63 novas bibliotecas escolares.
A iniciativa, uma acção de responsabilidade social do Continente na área da Educação, pretende distinguir três escolas na área de influência de cada um dos seus hipermercados, premiando um jardim de infância com 100 livros e duas escolas do 1º e 2º ciclos, com 200 livros cada.
O apuramento dos 63 estabelecimentos de ensino foi feito através de uma votação dos habitantes de cada cidade, que escolheram a escola que consideraram merecedora de uma biblioteca.
No total foram registados mais de 500 mil cupões, o que representa um aumento de 48 por cento da adesão relativamente ao ano anterior, quando foram distribuídos cerca de 9.500 livros.
Fonte: Diário Digital
Etiquetas: Educação básica, Língua Portuguesa, Pré-escolar
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Mais crianças transportadas em cadeirinhas
Estudo nacional revela erros graves e muito graves em 64,4% dos casos em que é utilizada a cadeira com cintos internos.
Os dados foram hoje divulgados. Em cerca de 5300 crianças observadas em ambiente urbano, 87,7% eram transportadas em cadeirinhas e em cerca de 65% dos casos a protecção era a adequada. Porto, Coimbra, Faro, Beja e Setúbal são os distritos que registam uma maior percentagem de utilização de cadeirinhas. Na qualidade da protecção, Guarda, Leiria, Lisboa e Santarém são os distritos com mais crianças correctamente transportadas, entre as que usam o sistema de retenção. Há uma conclusão que salta à vista: os distritos que mais usam cadeirinhas não são necessariamente os que transportam melhor as crianças. Certo é que em ambiente de auto-estrada, a intenção de uso de cadeirinhas aumentou de 76% em 2006 para 83% em 2007. A taxa de protecção correcta aumentou ligeiramente, ou seja, de 48% em 2006 para 55% em 2007. Estes são os principais resultados do projecto "Centro de Informação Itinerante: Segurança da Criança no Automóvel - Intervenção Local 2007", promovido pela Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI). Um projecto que mereceu o primeiro lugar no concurso "Prevenção e Segurança Rodoviária", promovido pelo Ministério da Administração Interna, que teve como tema para 2007 "Crianças e Jovens - Novos Comportamentos nas Estradas". As conclusões foram hoje apresentadas na Fundação Portuguesa das Comunicações, em Lisboa.
Fonte: educare.pt
Etiquetas: Pais, Pré-escolar
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Fenprof defende obrigatoriedade de frequência do ensino pré-escolar para crianças de cinco anos
A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) defendeu hoje que o Governo deve tornar obrigatória a frequência do ensino pré-escolar por parte todas as crianças com cinco anos, tal como recomendou o Conselho Nacional de Educação em 2004.O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou terça-feira que o Governo vai fazer parcerias estratégicas com as autarquias para largar a rede do ensino pré-escolar e atingir em 2009 os 100 por cento de cobertura para as crianças de cinco anos. Em comunicado divulgado hoje, a estrutura sindical considera que a concretização desse objectivo será "positiva", mas, por outro lado, "insuficiente", sendo por isso necessário garantir a "obrigatoriedade de frequência" do pré-escolar das crianças de cinco anos. "A Fenprof considera que este alargamento deverá ser assegurado, essencialmente, através de estabelecimentos públicos integrados na rede do Ministério da Educação, pois só dessa forma se garantirá que todas as crianças, independentemente do seu extracto social, terão acesso a um jardim-de-infância público, gratuito e de qualidade", acrescenta.
Fonte: Público
Etiquetas: Pais, Pré-escolar
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Pré-escolar: Governo quer chegar aos 100 por cento de cobertura em 2009
O primeiro-ministro afirmou que o Governo vai fazer parcerias estratégicas com as autarquias para alargar a rede do ensino pré-escolar e atingir em 2009 os 100 por cento de cobertura para as crianças com cinco anos."Faremos parcerias estratégicas com as autarquias para conseguir que a nossa rede de pré-escolar atinja os 100 por cento em 2009 para as crianças com cinco anos", disse José Sócrates, no final de uma reunião em Lisboa de mais de duas horas com 25 autarcas das regiões metropolitanas de Lisboa e Porto. Sócrates afirmou que "o país fez um grande progresso na área do ensino pré-escolar", mas reconheceu que ainda restam concelhos, "em particular nas áreas metropolitanas", com percentagens abaixo da média nacional de cobertura. "Nalguns casos ficam-se apenas pelos 50 por cento", afirmou o primeiro-ministro, que considerou o ensino pré-escolar "decisivo" para o sucesso escolar nos anos posteriores.
Fonte: Público
Etiquetas: Pré-escolar
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Ensino de Francês em jardins-de-infância
Um programa de ensino precoce da língua vai ser implementado na Guarda, fomentando o ensino de Francês em vários jardins-de-infância e escolas. Fruto de um protocolo assinado entre a Embaixada de França, a Escola Superior de Educação da Guarda (ESEG) e a Câmara Municipal da Guarda, o ensino do Francês irá integrar, no próximo ano, as actividades de enriquecimento curricular em escolas e jardins-de-infância deste município. Cento e cinquenta crianças dos jardins-de-infância da Sé e Alfarazes e da escola do Ensino Básico do Bonfim, através do projecto “1,2,3 ... Français”, estão já a aprender a língua desde Setembro. O acordo ontem assinado irá permitir desenvolver o programa de forma "mais alargada e sistematizada", referiu Joaquim Brigas, director da ESEG, lembrando ainda que a escola "por sua iniciativa" tem implementado este programa de ensino precoce da língua em vários estabelecimentos do Ensino Básico da cidade.
Fonte: Texto editores
Etiquetas: Pré-escolar
domingo, 25 de novembro de 2007
Norte recebe 60% dos 400 M€ para requalificação escolar
A região Norte vai receber 60 por cento dos 400 milhões de euros destinados ao Programa Nacional de Requalificação da Rede Escolar do 1/o Ciclo do Ensino Básico e Pré-Escolar. Numa sessão de apresentação deste programa aos autarcas da região Norte, no Porto, a ministra da Educação explicou que o objectivo é criar condições financeiras para que os municípios avancem com a resolução dos problemas ao nível da rede escolar, quer através da construção de centros quer através da requalificação dos edifícios.
Segundo Maria de Lurdes Rodrigues, 70 por cento do investimento é comparticipado por fundos comunitários, no âmbito do Programa Operacional Regional, e o restante pelos municípios.
«Estudos recentemente realizados apontam como um obstáculo ao desenvolvimento de uma educação de qualidade a falta de condições do parque escolar», disse a ministra, considerando que muitos autarcas já têm essa percepção. «A prova é que muitos não esperaram por estes apoios para avançar com a necessária requalificação», sublinhou. O programa tem como objectivos reordenar a rede escolar, avançar com escolas com mais de um nível de ensino, numa lógica de partilha dos recursos pedagógicos (bibliotecas, refeitório, tecnologia, entre outros), aumentar o número de alunos por escola e simplificar e desburocratizar os processos.
Fonte: Diário Digital
Etiquetas: Educação básica, Escolas, Pré-escolar
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Brinquedos perigosos à venda: Crianças em risco
Peças pequenas que se soltam e brinquedos que se partem com facilidade originando pontas aguçadas ou bordos cortantes foram as falhas mais comuns nos 18 produtos chumbados pela DECO PROTESTE. Esta organização já alertou a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), para retirar das lojas os brinquedos que violam a lei.
Ao nível da rotulagem, muitos brinquedos não indicavam a idade mínima recomendada nem continham avisos com os perigos inerentes. Aquela organização também encontrou brinquedos sem rotulagem em português nem a identificação do fabricante ou importador.
Fonte: Deco Proteste
Etiquetas: Pais, Pré-escolar, Professores
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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