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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Brasil: Professor faz sucesso ao ensinar matemática na rua

O professor Márcio Antônio Barboza, 49 anos, é a nova sensação das calçadas cariocas. Com um microfone, uma caixa de som alimentada por uma bateria de moto, um retroprojetor e um quadro branco, ele ensina matemática ao ar livre. Seu sustento vem da comercialização das aulas em vídeo. Cada DVD custa R$ 30, e o investimento tem retorno certo. Quem garante é o próprio Márcio: "Se assistir e não entender, é só trazer que eu compro de volta". (Assista aqui a um trecho da aula)
Sua metodologia particular de ensino, aliada ao carisma de um bom vendedor, atrai centenas de "alunos", que param embaixo de sol escaldante e aprendem equações em poucos minutos. Muitas das fórmulas e regras complicadas são traduzidas em dicas rápidas, seguindo o que ele batizou de Método Mab.
- Cada um tem o seu jeitinho de dar aula. O meu tem como meta contagiar as pessoas. Ensinando passos básicos, a auto-estima do aluno cresce e a mente dele se abre ao que é mais complicado - diz o professor. 'Sala' é uma esquina
A sala de aula foge do padrão das escolas brasileiras. Sai o cômodo com quatro paredes e mesas, entra a esquina das ruas Uruguaiana e Sete de Setembro, no Centro. A temperatura não é tão agradável, mas o salário é compensador. Trabalhando das 10h às 17h, Márcio vende cerca de 350 DVDs por semana. Mesmo oferecendo descontos para quem leva mais de um disco, ele diz faturar cerca de R$ 8 mil por mês, valor próximo à remuneração de um professor com doutorado que dá aulas em uma universidade federal.
- Os métodos práticos que ele usa chamaram mais a minha atenção do que a maneira tradicional das escolas. É um ritmo dinâmico, sem muita complicação - afirma José Matias, de 18 anos, disposto a prestar concurso público nos próximos meses.
Ao mesmo tempo que ensina, o professor garante ser um "eterno aprendiz das ruas". Segundo ele, as perguntas feitas pelos alunos contribuem para o desenvolvimento de seu método.
- Nas abordagens, surgem questionamentos que eu jamais imaginava. Cresço muito com essa convivência. As pessoas colocam desafios no quadro para eu resolver e isso me força a melhorar sempre - afirma Márcio.
Para a servidora pública Shirley Machado, a eficiência dessa didática pode ser comprovada pela grande procura do público. Ela comprou dois DVDs para dar ao filho, que vai prestar em breve um concurso para o Ministério do Trabalho.
Fonte: Globo.com

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Escola britânica troca livros por documentos electrónicos

A escola que vai abrir em Londres no próximo ano revelou que vai dispensar a utilização de livros, que serão substituídos por documentos digitais que poderão ser acedidos através de um portátil ou telemóvel. A abertura da Hackney City Academy está marcada para Setembro de 2009 e promete revolucionar os métodos de ensino no Reino Unido.
Para evitar a utilização de livros, o estabelecimento pretende disponibilizar na sua intranet cópias de todos os textos obrigatórios em formato PDF, de modo a que estes possam ser acedidos via dispositivos móveis.
«Será tão simples como descarregar um toque para um cartão de telemóvel, algo que praticamente todos os adolescentes sabem fazer», defendeu o director da futura escola à imprensa britânica.
O responsável referiu contudo que os livros tradicionais vão estar acessíveis para os alunos que não tenham acesso a um dispositivo móvel.
Fonte: Sol

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

72% dos jovens brasileiros não têm nível de educação para a conquista de emprego

De acordo com resultado de levantamento divulgado em outubro pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), no Brasil, o percentual de jovens entre 15 e 19 anos que não têm nível de educação adequado para conquistar um emprego é de quase 72%, ocupando o segundo lugar no ranking liderado por Peru, com 85%. Em terceiro lugar aparece o México com 65%, seguido do Uruguai (59%), Chile e Argentina, ambos com 53%. A pesquisa também indica que, apesar desse quadro, os níveis de satisfação dos jovens da América Latina com a educação pública são altos, comparados ao de nações desenvolvidas. E é justamente para reverter esse cenário que o Projeto Uirapuru foi implantado há quase dois anos, pela Fundação Heydenreich (www.fbh.org.br), para atender jovens de baixa renda da região de Taboão da Serra, São Paulo. O programa é gratuito e visa preparar os alunos para o primeiro emprego, com aulas que vão de português, matemática, inglês, informática, técnicas administrativas e gestão a temas como: postura profissional – como o aluno deve se comportar durante a entrevista e após a admissão, o que se deve ou não fazer nessas ocasiões etc; atualidades – problemas relacionados à comunidade, região e ao mundo; vivência – visitas técnicas em locais turísticos e históricos da cidade de São Paulo; entre outros.
Fonte: administradores.com

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Brasil: Gasto com ensino superior é 6,7 vezes maior do que com educação básica

Dados do Ministério da Educação (MEC) mostram que o país investe 6,7 vezes mais nos universitários do que nos estudantes da educação básica. De acordo com as informações de 2006, que são as mais atuais, o custo de um aluno do ensino superior chega a R$ 11.820 por ano. Já para os estudantes da educação básica, o investimento médio é de R$ 1.773. Veja aqui o percentual de investimentos por nível de ensino Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, a diferença entre os investimentos na educação superior e na educação básica vem caindo. Em 2000, os gastos com o ensino superior eram 11,1 vezes maiores do que o investimento no ensino infantil, fundamental e médio. “Esse era um dos indicadores que mais preocupavam os especialistas em educação. Todos se perguntavam: como um país podia investir tão mais em um aluno da educação superior do que em um da básica?”, afirmou Haddad. Pela expectativa do ministro, o número deve melhorar nos próximos anos, já que o Fundo da Educação Básica (Fundeb) e o Programa de Apoio a Planos de Expansão e Reestruturação das Universidades Federais (Reuni) ainda não estavam em vigor em 2006. O Reuni amplia o orçamento das universidades, em troca de um crescimento mais do que proporcional da matrícula, o que diminui o custo por aluno. Já o Fundeb, que substitui o antigo fundo do ensino fundamental, o Fundef, também contempla o ensino médio. Dentro da educação básica, o equilíbrio também está maior, com o aumento do custo por aluno no ensino médio: R$ 1.417 em 2006, em relação aos R$ 1.036 em 2005. O investimento por aluno nessa etapa chegou a menos de R$ 1 mil em 2002 e 2003. Em 2006 foi para R$ 1.417. Nas primeiras séries do ensino fundamental o valor, no mesmo ano, era de R$ 1.825 e nas últimas séries, R$ 2.004. “Com menos de R$ 1 mil por aluno não se consegue educar com qualidade. O ensino médio ganhou um fôlego significativo; estamos falando de mais de 30% de incremento de um ano para outro, já que em 2005 o custo-aluno era de R$ 1.036”, disse Haddad.
14 anos de ensino obrigatório
O ministro encaminhou ao Palácio do Planalto nesta terça-feira (28) uma proposta de mudança no tempo mínimo de ensino obrigatório, dos atuais nove anos para 14 anos. De acordo com a proposta, enviada por meio de uma nota técnica, as crianças teriam de ser matriculadas na escola aos quatro anos de idade e permanecer até os 17, pelo menos. Esse período abrange a pré-escola (quatro e cinco anos), ensino fundamental (seis a 14) e ensino médio (15 a 17). Hoje, a obrigatoriedade é apenas para o ensino fundamental. “Estamos discutindo as regras de transição com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), para que isso se efetive em torno de cinco ou seis anos”, afirmou Haddad. A mudança deve ser feita por proposta de emenda à Constituição.
Fonte: Globo.com

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Brasil: Portal do Professor oferece modelos de aulas e ferramentas multimédia

Os professores do Ensino Fundamental e Médio podem diversificar as aulas, torná-las mais atrativas e conhecer o trabalho de outros colegas espalhados pelo País ao acessar o Portal do Professor. Gratuito, o portal oferece modelos de aulas de acordo com cada etapa do ensino e disciplina, recursos multimídia, cursos de formação de professores, um jornal voltado para o dia-a-dia da sala de aula, links diversos, fóruns, blogs e várias outras opções. Entre as ferramentas, há fotos, mapas, vídeos e animações."São 1.664 recursos multimídia", informa a coordenadora do portal, Carmem Prata. Entre as aulas disponíveis, há 42 relacionadas aos anos iniciais do Ensino Fundamental e 93 voltadas para os anos finais. Outras 178 podem auxiliar o professor do Ensino Médio. De acordo com Carmem, a intenção é dar prioridade ao desenvolvimento de metodologias de ensino com o apoio de recursos multimídia."Procuramos descobrir como um vídeo, uma pesquisa, uma animação podem ser inseridos na aula de maneira que ela fique mais interessante e influencie no aprendizado", afirma Carmem. Os simuladores são um exemplo de como a ferramenta virtual pode ajudar no processo de ensino e aprendizado. Carmem explica que eles são como laboratórios virtuais. Assim, o professor ou o aluno pode fazer experimentos de física, por exemplo, apenas com o uso do computador. "A pessoa pode simular uma pedrinha sendo jogada para descobrir a velocidade dela", exemplifica. Além de assistir às videoaulas, os professores podem comentá-las e até aperfeiçoá-las. Ao final de cada uma, há um espaço para comentários que incentiva o debate metodológico.
No Portal do Professor (http://portaldoprofessor.mec.gov.br/main.action) também são oferecidos vídeos da TV Escola, textos e apostilas para orientar o professor, todo o conteúdo dos cursos que o Ministério da Educação oferece, como o Pró-Letramento e o Proinfantil, links para as rádios e tevês universitárias, comunidades virtuais, blogs, chats e fóruns. O professor tem acesso grátis e sem necessidade de senha a todo o conteúdo do portal, exceto o espaço de criação de aulas, para o qual é preciso fazer o registro.
Fonte: Jornal Agora

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Professor cavalga 2 horas para dar aulas

Há 15 anos lecionando no Pantanal de Mato Grosso, o professor Pedro da Penha enfrenta duas horas de cavalgada para chegar à escola. “Dou aula numa vila, vou para lá a cavalo, enfrentando sol, poeira e chuva”, conta. Segundo o professor, o esforço para chegar à instituição de ensino não é só dele. “Na comunidade temos alunos dedicados, que suam a camisa. Eles também moram longe, e vêm a cavalo ou a pé”. O mestre se orgulha do sucesso com os alunos. “Tem vários estudantes que já saíram de faculdades. Hoje aluno formado que está ajudando também a levar o conhecimento”. Para Pedro a missão de educador é nobre: “Acho que a educação deve levar o ser humano para alcançar uma vida digna e de qualidade”, afirma.
Fonte: G1

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Gastar bem é melhor do que receber mais

Um novo estudo internacional - dessa vez da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) - traz números preocupantes, e por que não dizer vergonhosos, em relação à educação brasileira. Segundo o levantamento realizado em 33 países, o Brasil ocupa o último lugar em uma tabela sobre investimento por alunos. Com pouco mais de mil euros (R$ 2.439) anuais por aluno, o País posiciona-se atrás de nações como Chile, México, Estônia e Rússia, que investem anualmente entre 1.400 (R$ 3.415) e 2.700 euros (R$ 6.586).
A realidade brasileira fica ainda mais distante na comparação com os países mais ricos do mundo. De acordo com a pesquisa, com base em dados de 2005, os Estados Unidos estão na ponta do ranking, com cerca de 9 mil euros anuais (R$ 21.956) por aluno, seguidos da Suíça, Noruega, Áustria, Dinamarca e Suécia. Os investimentos norte-americanos mostram que o país definiu há muito tempo a educação como uma de suas principais prioridades: 99% dos norte-americanos são alfabetizados e 85% possuem diploma da high school, equivalente ao ensino médio.
O abismo entre o cenário do topo da lista e a realidade nacional tem como principal causa a forma de encarar a educação desde a pré-escola. Apesar de alguns avanços, estamos a anos-luz de eleger efetivamente a educação como a prioridade das prioridades. Nas high schools de Connecticut e Massachusetts, por exemplo, são oferecidas aulas em tempo integral, com 12 alunos por sala, em ambiente de disciplina permanente e dotados de bibliotecas e laboratórios primorosos. No Brasil, um país continente, mal dá para contar nos dedos as instituições de ensino que chegam perto desse padrão, e nem sequer podemos prever se um dia chegaremos a esse ponto, mesmo levando em conta as críticas e os resultados nem sempre animadores da qualidade do ensino nos Estados Unidos.
Prioridade sempre incluída em qualquer programa de governo, na prática a educação é relegada, pela esmagadora maioria das administrações públicas, a segundo plano. Mais grave ainda é constatar que os investimentos na rede pública de ensino público, muitas vezes, são mal geridos. Uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), abrangendo todas as regiões do Estado de São Paulo, mostra que há grande desperdício de verbas públicas em boa parte delas. A pesquisa apontou a Baixada Santista como a área menos eficiente, entre as 15 regiões do Estado, pois desperdiça 32,6% das verbas que recebe pra investimento em educação. A região de Franca foi identificada como a segunda menos eficiente, pois desperdiça 29,2% das verbas educacionais que recebe e fica em 12º lugar no desempenho dos alunos, segundo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). A Região Metropolitana de São Paulo também tem uma taxa grande de desperdício: 26,5% (é a quarta em investimento no Estado e a 11ª no desempenho de alunos).
Para montar o ranking, a pesquisa cruzou as notas dos estudantes em provas oficiais com o valor dos recursos investidos na região. Foram considerados os municípios mais eficientes aqueles que atingiram os melhores resultados com menos dinheiro. Esse foi o caso da região de Barretos, com uma taxa de desperdício de recursos de 18,2%. A lição dada por Barretos é que, apesar de recursos nem sempre suficientes, é possível alcançar resultados satisfatórios com criatividade, planejamento e vontade política. Não basta cruzar os braços e esperar que os bons resultados caiam do céu. É importante que se tenham recursos para a educação, mas é fundamental que os gestores da rede ensino apliquem as verbas que recebem com transparência, eficiência e ética.
Fonte: Página 20 online

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Brasil: Pesquisa diz que 70% das crianças brasileiras sofrem violência na escola

Diariamente, cerca de um milhão de crianças é vítima de algum tipo de violência em todo o mundo. E o que é mais chocante: as agressões acontecem dentro da escola. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (07) e integram a campanha Aprender Sem Medo, que visa promover um esforço global para combater essa prática.
A pesquisa acaba de ser disponibilizada, na íntegra e em língua inglesa, no site www.plan.org.br. As informações foram colhidas pela Plan, uma organização internacional de desenvolvimento que recebe a colaboração de parceiros nacionais e internacionais comprometidos com os direitos da criança.

DADOSPor meio das estatísticas, o relatório confirma uma dura realidade; a de que nenhum país está imune à violência praticada contra pequenos cidadãos. Entre as principais modalidades de prejuízo bruto à infância, estão o castigo corporal, a violência sexual e o bullying, que consiste na adoção de métodos opressivos de comportamento em ambiente de convivência escolar.
De acordo com os números divulgados, a violência não afeta apenas a personalidade das vítimas, mas a saúde física e mental, como também o futuro potencial da criança, da família e da sociedade. Os dados apontam que as meninas sofrem mais com a violência sexual que os meninos. Estes, por sua vez, são mais atingidos pelo castigo corporal.
Ainda segundo a pesquisa, vítimas de violência na escola desenvolvem maior tendência a cometer suicídio. As meninas que sofrem com a pressão do bullying, por exemplo, têm oito vezes mais chances de tornarem-se suicidas.

BRASILNo Brasil, 12 mil estudantes foram consultados em seis estados. 80% dos alunos avaliaram as escolas nas quais estudam como violentas e 70% afirmaram já terem sido vítimas da violência escolar. Um terço dos estudantes admitiu estar envolvido em bullying, seja como agressor ou vítima. Crianças brasileiras entre 7 e 9 anos disseram que a dor nem sempre é apenas física, mas “no coração”, como alguns definiram.
Os próximos passos da campanha consistem em persuadir os governos a tornarem ilegais todas as formas de violência contra as crianças ocorridas dentro da escola. A instituição se propõe ainda a trabalhar com os dirigentes escolares e professores para criar ambientes livres de tais práticas.
Em pelo menos 60 países, aproximadamente 1,5 milhão de crianças e adolescentes participam dos programas da Plan. A instituição existe há 71 anos e funciona desde 1997 no Brasil, onde desenvolve atualmente cerca de 50 projetos relacionados a educação, saúde, promoção de direitos, participação comunitária, segurança alimentar e nutricional.
Fonte: Noticias 360

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Lixo tóxico usado para construir escolas em Itália

Edifícios têm elevada presença de arsénico, zinco, chumbo e mercúrioOs italianos pensavam que a Mafia já tinha ultrapassado todos os limites no que respeita ao negócio do lixo. Até o impensável ter acontecido: 350 mil toneladas de resíduos tóxicos foram transformadas em material de construção e usadas para erguer escolas e habitações sociais. A descoberta foi feita na sequência de uma investigação iniciada há nove anos, com o nome de código "Black Mountains" (montanhas negras).Este negócio perverso ocorreu na região da Campânia, no Sul, zona de influência da 'Ndrangheta, uma das mafias mais perigosas. Os dados da referida investigação, citada pelos media italianos e espanhóis, indicaram que nos municípios de Crotone, Isola di Capo Rizzuto e Cutro existem pelo menos 18 edifícios que foram construídos com um material que tem elevadas doses de arsénico, zinco, chumbo e mercúrio, elementos perigosos e cancerígenos.Os resíduos tóxicos em causa provinham da siderúrgica Ilva e da metalúrgica Pertusola Sud e eram transformados numa massa que, depois de misturada com terra e pedra, servia de material de construção. Essa argamassa perigosa foi usada para construir salas de aula nas escola primárias de San Francesco (Crotone) e de Pozzoseccagno (Cutro). Mas também para fazer o troço de uma auto-estrada, erguer casas, cimentar uma praça e um instituto. Os 18 edifícios que apresentaram elevada contaminação estão fechados há uma semana, por ordem do procurador Pier Paolo Bruni. Até agora não houve detidos, embora estejam a ser investigadas sete pessoas, entre as quais empresários, construtores e alguns funcionários dos serviços sanitários locais, indicou a correspondente do El Mundo.
Fonte: DN

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Ioga ajuda crianças na escola

Escolas brasileiras têm recorrido, não de forma sistemática, a aulas de ioga para conter o excesso de energia de seus alunos. A atividade integra o currículo do ensino fundamental de pelo menos um colégio particular de São Paulo, o Hugo Sarmento, como mostra uma reportagem da presente edição de VEJA. Ali, uma vez por semana, os alunos se contorcem nas posições requeridas pela ginástica milenar criada na Índia – a de lótus, a da vela, a do cachorro, a do peixe, a do corvo, a da aranha –, bem mais fáceis para as crianças do que para os adultos.
"A ioga trabalha a coordenação, a força e o equilíbrio, inclusive o mental", diz a professora Maria Ester Azevedo Massola. "Trata-se de uma forma de enfrentar um contexto extremamente competitivo e cheio de estímulos, em que prevalecem as agendas atribuladas", explica Maria Ester, que acaba de lançar o livro Vamos Praticar Yoga? – Yoga para Crianças, Pais e Professores.
Nos Estados Unidos, aulas de ioga estão no programa obrigatório de uma centena de estabelecimentos infantis. Aqui como lá, academias também oferecem classes exclusivas para crianças, chamadas de Yoga Kids. Um dos principais benefícios da prática é ajudá-las a se concentrar nas tarefas. "Agora fico mais calma na hora das provas", diz Giovanna Missani, de 10 anos, que faz ioga desde os 3 e usa as técnicas de respiração e relaxamento antes de se submeter aos testes.
Os exercícios ainda promovem ganho de força e flexibilidade. Essa última é especialmente importante porque o grau de elasticidade de uma pessoa é definido até a pré-adolescência. Quanto mais ela for treinada e estimulada na infância, tanto melhor será a sua capacidade de alongar músculos e articulações na vida adulta.
Nos últimos anos, foram realizados estudos que mostram os benefícios psicológicos da ioga para crianças hiperativas e aquelas com transtorno do déficit de atenção, distúrbio que pode comprometer terrivelmente o rendimento escolar.
Fonte: Vejaonline

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Brasil: Decreto prevê nova política para educação de pessoas com deficiência

O ministro da Educação, Fernando Haddad, apresenta nesta quinta-feira um decreto que irá regulamentar o ensino para pessoas com deficiência, a chamada educação especial.
Em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o ministro explicou que o objetivo é disciplinar o atendimento adequado à criança com deficiência, especialmente aquelas que estão em idade escolar.
"Nós sempre comemoramos o fato de que 97% das crianças de 7 a 14 anos estão na escola, mas muito pouca gente se pergunta sobre os outros 3%. Se você olhar caso a caso, a maior parte desses 3% é criança com alguma necessidade especial."
Segundo o ministro, com o decreto, cada município terá que instalar salas multifuncionais que dêem condições de aprendizado à criança com deficiência. "Isso significa universalizar o livro didático em braile, equipar esse locais com o sistema operacional Dosvox [que transforma a leitura do texto em sinal sonoro para que a pessoa com deficiência visual ouça o livro que ela precisa conhecer]", exemplificou.
As condições adequadas ao atendimento da educação especial também incluem a formação de professores, especialmente em Língua Brasileira de Sinais (Libras), para que eles possam dar aulas bilíngues (português e Libras). Segundo Haddad, o decreto prevê ainda a definição dos recursos necessários para ampliação da política de educação especial.
"O financiamento da educação especial está sendo dobrado. A matrícula do aluno vai contar duas vezes para efeito da repartição dos recursos. A criança vai poder ficar em tempo integral na escola, seja na escola de educação especializada ou na pública", disse.
O repasse dessas verbas pela União aos estados e municípios será feito por meio do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica).
Educação Especial

Fonte: Folhaonline

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Finlândia: Tiroteio em liceu faz pelo menos nove mortos

Pelo menos nove pessoas terão morrido no tiroteio desta manhã num liceu finlandês da localidade de Kauhajoki, de acordo com os media locais, que citam fontes policiais. O ataque foi levado a cabo por um estudante de 22 anos, que terá falhado uma tentativa de suicídio, tendo sido capturado com vida e transportado para o hospital.Algumas testemunhas indicaram que o assaltante entrou no edifício com a cara coberta por uma máscara de esqui e com um saco grande e que, pouco depois, começaram a ouvir-se os primeiros disparos.O atacante era um dos alunos do liceu, orientado para a via profissionalizante e que acolhe cerca de 200 alunos com idades superiores a 16 anos.A 7 de Novembro do ano passado, o estudante Pekka-Eric Auvinen matou oito pessoas no liceu finlandês de Tuusula, em Jokela (norte de Helsínquia), antes de se suicidar.A percentagem de pessoas com licença de uso de arma de fogo na Finlândia é uma das mais elevadas em todo o mundo.Perfil retirado do YoutubeUm jornalista local, Timo Huovinen, indicou aos meios de comunicação ter localizado o perfil do atacante no Youtube. Nesse perfil, que esteve disponível mas que foi retirado há poucos momentos da Internet, o alegado atacante dava-se a conhecer como Mr. Saari (embora utilizasse o username Wumpscut86) e teria estado a actualizar o seu perfil pela última vez poucas horas antes do início do massacre. Na sua página o alegado agressor tinha disponíveis quatro vídeos, nos quais disparava a sua Walther P22, uma arma semi-automática. A polícia está a investigar os vídeos.Ainda no seu perfil, Mr. Saari afirmava ter 22 anos, ser de Kauhajoki e ter como interesses os computadores, armas, sexo e cerveja.Nos seus filmes favoritos incluem-se a saga “Saw” e “The Shining” e a sua música de eleição, de acordo com o mesmo perfil que se julga ser do atacante, passa por Eisbrecher, Scar Symmetry, Soilwork, Wumpscut, Gloria Morti, In Flames, Rammstein, Metallica, Kiuas e Turmion Kätilö. Era, aliás, da banda Wumpscut que Mr. Saari tinha em destaque a letra da música "War". (And suddenly there was war we didn't remember it/A long time forgotten there suddenly was war/And suddenly there was war our children are dead/Burnt in the ruins that were left by war/War/And suddenly there was war and the mothers they screamed/For revenge and reprisals for another war/And suddenly and suddenly/And suddenly there was war with spoiling and death/And you fight alone if there's another war/Whole life is war and whole life is pain/And you will fight alone in your personal war/War/This is war!)
Fonte: Público

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Brasil: MEC quer educação obrigatória de 14 anos - Exigência atual é de 9 anos; custeio seria feito com verba do petróleo

Após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciar que pretende investir em educação parte do dinheiro a ser arrecadado com a futura exploração dos campos de petróleo na camada pré-sal, o ministério está preparando um estudo com cinco eixos que definem as áreas beneficiadas na partilha.Uma das propostas é tornar obrigatória a educação de crianças de 4 até 17 anos, incluindo toda a educação básica.Atualmente, apenas o ensino fundamental é obrigatório. Com a proposta, seriam obrigatórios também a educação infantil (para crianças com 4 e 5 anos) e o médio. Para universalizar o atendimento, pelo menos mais 3,87 milhões de crianças e jovens terão de entrar na escola nos próximos anos. Ampliar a obrigatoriedade dos anos de estudo é uma das tarefas que o País vem adiando. Enquanto boa parte do mundo - incluindo os vizinhos Argentina e Chile - já tem 12 anos obrigatórios, o Brasil apenas recentemente incluiu o 9º ano no ensino fundamental. Se a medida for adotada, o País passará a ter 14 anos de ensino obrigatório: 2 de pré-escola, 9 no ensino fundamental e mais 3 no médio. Para isso, terá de ser feita uma emenda à Constituição, que hoje trata apenas do fundamental. Um dos motivos para o adiamento da medida até hoje é o custo para Estados e municípios. No ano passado, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) apresentada nesta semana, chegou-se a 70% de crianças atendidas na pré-escola. Isso ainda não atende 1,87 milhão de crianças. Já o número de adolescentes de 15 a 17 anos matriculados está estacionado em pouco mais de 80% desde 2000.Hoje, o valor mínimo aplicado por estudante do ensino médio urbano pelo Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) é R$ 1.364,76. Para um aluno da pré-escola em turno parcial, R$ 1.023,57. Para incluir apenas as crianças dessas faixas etárias que estão fora da escola, Estados, municípios e governo federal teriam de aplicar, pelo menos, mais R$ 4,6 bilhões - valor que a União investe em todos os níveis do Fundeb.Parte da ampliação desse atendimento deverá ser financiada pelo próprio governo federal por meio da ampliação do ensino técnico de nível médio. Das vagas totais do ensino médio, 10% seriam oferecidas pelas escolas técnicas federais, algo próximo a 900 mil alunos. O último Censo Escolar já finalizado, referente a 2006, mostra que os alunos do ensino profissionalizante na rede federal eram apenas cerca de 80 mil, menos de 1% dos alunos de ensino médio. No total, considerando-se também as escolas estaduais e o Sistema S, eram 245 mil estudantes de escolas técnicas. Desde então, o governo federal construiu 45 novas escolas e tem 19 em obras. A meta é chegar a 2010 com 354 escolas técnicas novas e ter 500 mil vagas abertas. "Sou pessoalmente favorável a que a União tenha como meta atingir alguma coisa entre 5% e 10% da matrícula de ensino médio", disse o ministro da Educação, Fernando Haddad, ao Estado. "Vai depender da dimensão do programa e do volume de recursos que os royalties irão representar."
Fonte: Estadão.com

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Mais de 70% dos brasileiros estão satisfeitos com educação, diz Ibope

Mais de 70% dos brasileiros estão satisfeitos com a qualidade da educação no país. É o que revela a pesquisa “Educar para Crescer” divulgada nesta segunda-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope). De acordo com os dados, apenas 13% dos entrevistados consideram a qualidade do ensino péssima. Outros 13% a classificam como ruim. No mais, 47% classificam a educação como regular; 22% como boa; 3% como ótima e 2% em outras categorias. Os brasileiros também estão satisfeitos com a escola dos seus filhos, e dão, em média, nota 7 para os estabelecimentos de ensino, sejam públicos ou particulares. Dos entrevistados, 9% deram nota inferior a 5. Quase 90% da população brasileira coloca a educação em 5º lugar na lista dos principais problemas do país, atrás de segurança (com 30% das menções), atuação dos governantes (17%), trabalho (13%) e saúde (11%). A pesquisa perguntou também o que as pessoas consideram fundamental para conseguir educação básica de qualidade. As alternativas mais apontadas foram: ensinar adequadamente as matérias (31%), nenhum (28%), oferecer perspectiva de realização profissional (24%), assegurar igualdade de oportunidade (19%) e formar cidadãos críticos e conscientes (18%). Entre as medidas que o governo deveria tomar para melhorar a educação pública, duas tiveram grande adesão dos respondentes: melhorar o salário dos professores (46%) e a sua formação (37%).
Fonte: Globo.com

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Saiba quando a criança já está preparada para ir à escola sozinha

Toda família passa por isso: chega uma certa idade e os filhos querem independência. Por exemplo: ir sozinhos para a escola. E aí surge uma dúvida: será que já está na hora? Será que eles já sabem se comportar direitinho no trânsito?

As crianças das grandes cidades estão com medo de andar nas ruas. Os números do Ministério da Saúde mostram o perigo: sete crianças com menos de 15 anos morrem, por dia, em acidentes de trânsito. A maioria, pedestre.

Idade
“O que a gente sabe é que até os dez, 12 anos, a criança ainda não desenvolveu todo o processo psicomotor para entender a dinâmica do trânsito. Ela não tem a noção como a nossa de distância, velocidade. Ao longo do tempo a criança vai amadurecer e terá um comportamento que passa a ser seguro”, diz Thaís Gava, psicóloga que trabalha na ONG Criança Segura, especializada em ações de prevenção de acidentes infantis.
“Mas tudo isso é aliado à educação. Não dá para achar que depois dos dez ou 12 anos ela vai saber isso normalmente. Isso é ensinado como a gente ensina a escovar dentes, como a gente ensina a tomar banho. Ou seja, você ensina uma criança a se proteger”, diz a especialista.
O desafio de Thaís é convencer Sheila, mãe de Taianá, nove anos, e Ohanna, 13 anos, a deixar as meninas andarem sozinhas pela primeira vez. “Eu tenho medo de atropelamento, tenho medo de assalto. Eu sou uma cidadã carioca e tenho medo de tudo isso”, justifica.
Encontramos a mãe e as meninas em frente à escola da mais velha. A reportagem percorre com elas o caminho que Ohanna faria para ir e voltar do colégio a pé.

Dicas
No mapa parece simples, mas, na prática, o que não falta é situação de risco. Thaís ensina as meninas a evitar o perigo.
- “De preferência, sempre atravessar quando tiver faixa de pedestre”. “Andar perto das paredes. Quando for andar na calçada buscar andar sempre próximo à parede. Porque é o lugar mais seguro”, diz.

- "Quanto menor a criança, a coisa mais importante é você ter cuidado de segurar no pulso dela para atravessar a rua”.
- "É importante, desde pequeno, ensinar as crianças o que significa o farol, quais são as cores, os sinais de trânsito".
- “Muitos acidentes acontecem com carro dando ré, saindo das garagens porque o motorista não consegue ver a criança. Ou seja, a criança passa e pode ser atingida. Então, é preciso prestar atenção”.
- “Para ter visão do cruzamento, atravesse no meio da quadra. É importante olhar o lugar que seja afastado das duas extremidades. Ou seja, a gente deve atravessar no meio da rua. Por quê? Porque isso garante tempo de olhar pros dois lados e atravessar em segurança”.

Destino final: a casa da família
E agora? Será que elas aprenderam a se prevenir e podem andar sozinhas? Vamos ao teste: primeiro ponto para a dupla, já que a mais velha leva a mais nova pela mão. As duas tomaram cuidado ao passar pela garagem e, na hora de atravessar, fizeram tudo certinho. Parabéns meninas!
“Eu posso ir sozinha, mas prefiro ir de condução porque tem ar condicionado e tal. Eu prefiro”, diz Ohanna.
E a mãe, será que mudou de idéia? “Fica oneroso no orçamento você pagar uma condução. Mas acho que você tem uma tranqüilidade de saber que está chegando em casa, de que está indo, que está indo bem e oferecer uma coisa que você acha que é melhor”, diz.
Damião pensava assim até o dia em que nem ele e nem a mulher podiam acompanhar as filhas de nove e 11 anos ao ensaio de ballet mais importante do ano.
“Elas foram, fizeram o ensaio e chegaram bem em casa, graça a Deus”, diz a mãe Sandra Alvarenga.
Meses antes deste dia, elas já estavam treinando com o pai.
“Eu entrava no ônibus junto com elas, como se não tivesse o conhecimento. Sentava distante delas e passava a viagem observando. E nisso fui pegando a confiança delas”.
Hoje, as duas andam à pé, pegam dois ônibus, vão e voltam sozinhas, tranqüilamente e cheias de orgulho de si mesmas. E mantêm os pais informados sobre o trajeto. “Alô, pai? Já chegamos, tá?”.
Fonte: Globo.com

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Brasil: Uma em cada 4 crianças da pré-escola está acima do peso

Não é mais a criança raquítica a principal preocupação das autoridades de saúde pública no Brasil, pois pesquisa feita em escolas de nove grandes cidades do país aponta que uma em cada quatro crianças brasileiras em idade pré-escolar está acima do peso. E uma em cada 10 está obesa. A má alimentação, segundo o estudo, é a vilã desses índices e atinge principalmente os alunos da rede particular de ensino.
Para chegar ao diagnóstico, o índice de massa corporal (IMC) é calculado ao se dividir o peso pelo quadrado da altura. IMC entre 25 e 29,9 significa excesso de peso; entre 30 e 39,9 trinta, obesidade; e a partir de 40, obesidade mórbida. O estudo feito pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) mostra que mais de um quarto das crianças brasileiras, entre 2 e 6 anos, tem excesso de peso, e uma em cada 10 é obesa. Dessas, 4,3% apresentam obesidade mórbida.
Uma menina de 10 anos, por exemplo, começou a ganhar peso e foi levada ao médico pela mãe. São quatro anos de dieta. Quando o tratamento iniciou, a rotina da família também mudou. A geladeira, antes lotada com guloseimas, agora tem sucos e frutas. “A gente está controlando o problema dela, e o restante da família também já está perdendo peso. Eu já perdi 10 kg. O pai dela já perdeu vinte e tantos quilos. Devagar nós estamos entrando nos eixos”, diz a mãe da menina, Valéria Peçanha Assenço. Para a nutricionista Paula Cristina de Mello, o segredo não é proibir, mas educar para comer bem. “Como existe hora pra estudar, existe hora para brincar, para comer balas, frutas, legumes, saladas”, diz.
Estudo inédito mapeou a qualidade nutricional da alimentação de mais de 3 mil crianças em idade pré-escolar em nove cidades do país. Os dados, apresentados no XII Congresso Brasileiro de Nutrologia, fazem parte do estudo Nutribrasil e envolveu 12 instituições de ensino.
O trabalho da Unifesp mostrou que grande parte das crianças em idade pré-escolar tem algum tipo de inadequação nutricional na alimentação, seja de nutrientes em excesso ou em falta. A ingestão de fibras, por exemplo, é deficiente em 95% das crianças de 4 a 6 anos. Essa mesma faixa apresenta, por outro lado, uma ingestão de sal (sódio) seis vezes maior do que a quantidade recomendada pelos médicos e pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
O estudo também aponta que a tendência de estar acima do peso é maior em alunos de escolas particulares. Mas os de escolas públicas não ficam tão atrás. A nutricionista Paula Cristina de Mello lembra que a educação alimentar não se restringe à dieta e pressupõe mudança de comportamento. “Não é só a criança que tem que se modificar. A família tem que modificar junto. É um hábito que tem que ser modificado por todos”, afirma a nutricionista. De acordo com o estudo, escolas particulares apresentam taxas maiores de crianças com excesso de peso e obesidade do que escolas da rede pública de ensino. Nas particulares, a média é de 33% de crianças acima do peso ideal, incidência maior que os 27% nas escolas públicas.
Fonte: Globo.com

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

As eleições nos EUA e a educação

Bonificação por desempenho e demissão de professores são temas discutidos por presidenciáveis.
A guerra no Iraque não é o único tema polêmico na corrida presidencial norte-americana. Tanto o senador democrata Barack Obama como seu colega republicano John McCain levantaram temas polêmicos no que diz respeito à educação nos EUA. Obama, por exemplo, já até se indispôs com a Associação Nacional de Educação (a sigla em inglês é NEA), entidade que representa 3,2 milhões de pessoas envolvidas na área, ao defender a bonificação por desempenho como saída para a melhoria da qualidade da educação. Ele propõe que os salários dos professores do país inteiro sejam aumentados de acordo com suas performances. O que a NEA defendia - hoje a instituição já endossa a proposta de Obama - é que a bonificação por desempenho potencializa abusos de favoritismo e avaliações subjetivas. Essa é uma questão controversa entre as entidades representativas do país. Na contramão da NEA, a Federação Americana de Professores decidiu se aliar à senadora Hillary Clinton, que considera a política "desencorajadora e degradante".
Já John McCain foi enfático em seu discurso na Convenção Republicana no dia 4 de setembro quando disse que pretende formar professores melhores - e que aconselhará aqueles que não forem bons a procurar outra carreira. Tal conduta se alinha com as práticas educacionais de cidades como Nova York e Atlanta, que optam pela demissão de docentes e diretores que não conseguem melhorar o desempenho de seus alunos. No site de sua campanha, McCain também diz que as escolas devem ser mais inovadoras, flexíveis e centradas nos estudantes. A questão da bonificação por desempenho, entretanto, fica no ar: sua proposta de governo aponta que os professores devem ser "recompensados", mas não há explicações sobre o tipo de recompensa.
Fonte: Revista Educação

Brasil: Lula diz que programa Saúde na Escola vai atender 26 milhões de alunos

Ao lançar nesta quinta-feira o programa Saúde na Escola, em Recife (PE), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a meta é atender 26 milhões de crianças das escolas públicas até o final de seu mandato. Os alunos terão acompanhamento médico e dentário durante o ano.
Na primeira fase, o Saúde na Escola será levado para quase 700 municípios. - As crianças desse país terão o respeito do governo - disse Lula.
De acordo com a Presidência da República, serão investidos R$ 844 milhões para implantar o programa. No ano passado, quando os parlamentares rejeitaram a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o governo afirmou que o programa não teria condição de sair do papel.
Fonte: JB Online

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Magalhães será o computador escolar na Venezuela

Tal como já se esperava, o computador de baixo custo produzido em Portugal, o Magalhães, vai começar a ser exportado. O país de destino é a Venezuela. Hugo Chavéz já havia demonstrado interesse em transpor para o seu país algumas medidas do Plano Tecnológico, entre as quais o acesso facilitado a computadores e ligações à Internet facilitados pelo e-escolas. O desejo do líder venezuelano surgiu no âmbito de uma visita do ministro das Obras Públicas, Mário Lino, à Venezuela. Na deslocação, ambos os países acertaram algumas medidas de colaboração que haviam de se tornar efectivas dias depois, quando Hugo Chavéz visitou Lisboa. Agora, e de acordo com a imprensa local, a Venezuela quer comprar milhares de computadores, numa operação financiada pelo governo daquele país mas cujos valores não são revelados. Aos olhos da imprensa local, o negócio não é bem visto. Em causa está o facto de Hugo Chavéz estar a dar o benefício à indústria estrangeira ao invés de apoiar a venezuelana que, segundo as notícias, foi esquecida. Segundo a TSF, o negócio com a Venezuela estará concluído dentro de pouco tempo, já que esta semana deslocam-se à Venezuela membros do governo português para firmar o acordo.
Fonte: Tek.sapo

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Falhas na educação assombram economia brasileira

O boom das commodities e a expansão da classe média estão ajudando o Brasil a se equiparar a potências econômicas, mas o sistema educacional fraco mina sua capacidade de competir no longo prazo.
A grande descoberta de petróleo no pré-sal e a obtenção do grau de investimento neste ano fomentaram expectativas de que a prosperidade dos 185 milhões de brasileiros era apenas questão de tempo. Mas o histórico de negligência educacional é um dos maiores obstáculos do país para se juntar ao grupo das economias desenvolvidas.
A escassez de mão-de-obra qualificada já é sentida. Especialistas afirmam que o Brasil continuará a ter problemas até que o sistema educacional melhore e mais trabalhadores sejam educados apropriadamente.
"Se eu resolver crescer mas ser primário exportador --exportar pau e pedra--, aí educação é relativo. Agora, se eu resolver fazer uma inserção internacional qualificada, o que significa exportar pau e pedra mas também tecnologia e conhecimento, daí a educação é fundamental," afirmou Jorge Abrahão, diretor de Estudos Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Dentre os países que formam o bloco Bric, a taxa de alfabetização do Brasil, de 89 por cento da população adulta, fica atrás dos 99 por cento da Rússia e 91 por cento da China. Somente a Índia fica em situação pior, com 61 por cento dos cidadãos capazes de ler e escrever, segundo relatório do Banco Mundial.
Na América do Sul, somente Peru e Bolívia possuem taxas de alfabetização inferiores à do Brasil.
Forte crescimento econômico, renda em ascensão e programas de bem-estar social tiraram milhões de brasileiros da pobreza nos últimos anos, mas muitos outros estão presos na extrema miséria.
"Atrasou demais. Porque, se eu tivesse tido chance na vida, tivesse tido educação como eu vejo outros que tiveram por aí, eu jamais estava nessa vida em que estou," disse Ana Maria Soares, que aos 60 anos é analfabeta e trabalha como doméstica por cerca de 350 dólares por mês.
"Eu lamento muito pelo que eu não tive. A minha educação foi só trabalhar."
O sistema educacional brasileiro possui uma extensa lista de problemas, incluindo professores mal pagos e mal preparados e muitos estudantes vivendo em condições sociais e econômicas paupérrimas.
Uma pesquisa do governo em 2005 apontou que a expectativa era de que apenas 54 por cento das crianças que iniciariam o ensino fundamental naquele ano iriam completá-lo. Desde então, a ajuda do governo para famílias com crianças na escola melhorou a frequência escolar, mas muitas ainda trabalham para ajudar no sustento da família ou são arrastadas para o mundo das drogas e do crime.
"É muito difícil ter apoio da família em geral. Na verdade, a família aqui se constitui, às vezes, de avó, de tia, de irmão mas velho. A grande maioria não tem pai," afirmou Ilária Soares Arruda, diretora da escola com a pior classificação do Distrito Federal em avaliação feita pelo governo federal.
PADRÕES BAIXOS
Mesmo aqueles que frequentam a escola aprendem menos que seus pares em outros países. A última pesquisa educacional publicada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) coloca o estudante brasileiro do ensino médio em 53o e 51o num total de 57 países nas avaliações de matemática e capacidade de leitura, respectivamente.
A Coréia do Sul ficou com a primeira posição nos dois quesitos.
O Brasil possui boas escolas. mas elas freqüentemente são localizadas em áreas mais privilegiadas. Na escola que recebeu a melhor classificação do Distrito Federal, em um bairro de classe média alta em Brasília, as crianças sentam no pátio, uma vez por semana para ler livros ao som de música clássica. O objetivo é despertar nos alunos o prazer da leitura.
O Brasil negligenciou a educação por séculos e inaugurou sua primeira universidade somente em 1934, quase três séculos depois que outros países do hemisfério. E o Estado investiu quase sempre nas elites e não nos pobres, para manter uma bom número de mão-de-obra barata.
"Para o Brasil, o grande desafio em matéria de competição é a dispersão que existe. De certo modo, as diversidades do mundo existem dentro do Brasil," apontou Suhas Parandekar, especialista sênior em educação no Banco Mundial.
Na última década, os governos no Brasil investiram pesadamente no aumento da frequência escolar, mas pouco na melhora da qualidade de ensino.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não concluiu o ensino médio, tem canalizado investimentos em escolas de baixa renda, construção de campus universitários e treinamento de professores.
Atualmente, o Brasil gasta 4 por cento do PIB com educação, mais que os 3,2 por cento da Índia e os 3,8 por cento da Rússia, segundo última pesquisa feita pelo Banco Mundial. Os números relativos à China não estão disponíveis.
Mas os críticos afirmam que a educação ainda não se tornou prioridade nacional e, mesmo com políticas de primeiro nível, as melhorias não serão visíveis por pelo menos mais uma geração.
"Temo que continuaremos muito atrasados daqui a dez anos. Porque a correção desse processo é lenta e eu ainda não estou vendo --tanto no setor público quanto na própria sociedade-- uma prioridade, uma ênfase na educação como grande desafio da sociedade brasileira," lamentou Eduardo Giannetti, professor de economia no Ibmec, em São Paulo.
Fonte: Portal Exame

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Artigo de opinião


O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicas

Hoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.

in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)