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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Estudo traça perfil dos alunos à entrada do ensino secundário

O estudo "Estudantes à entrada do ensino secundário" permite verificar que dois terços dos alunos à entrada deste nível de ensino alcançaram ou estão prestes a alcançar um patamar de qualificação mais elevado do que o dos seus pais, o que corresponde a um processo intergeracional de aumento de qualificações.
Realizado pelo Observatório de Trajectos dos Estudantes do Ensino Secundário (OTES) do Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação (GEPE), este estudo tem como objectivo produzir e analisar informação relevante para os processos de tomada de decisão, a nível local e central, relativamente a este nível de ensino.

Abrangendo 588 escolas públicas e privadas das diferentes regiões do país, o estudo baseia-se em inquéritos a 46 175 alunos do 10.º ano ou equivalente (correspondente a 44 por cento do universo de alunos a inquirir), a frequentar as diferentes modalidades do nível secundário de educação, no terceiro trimestre de 2007/2008.

Ao longo do estudo, são abordadas temáticas como o desempenho, as escolhas e os projectos escolares, as expectativas profissionais e os processos de mobilidade entre escolas e entre cursos.

De acordo com os resultados do inquérito, é possível constatar que, à entrada do ensino secundário, se verifica um peso expressivo de alunos oriundos de famílias com recursos escolares e profissões com estatuto socioeconómico elevado.

Outro dos indicadores considerados relevantes nas dinâmicas de selecção é o perfil de desempenho escolar da generalidade dos alunos que chegam a este nível de ensino.

Assim, quando se procede à comparação do trajecto escolar dos alunos que entraram no mesmo ano para o 1.º ciclo, verifica-se que os estudantes a frequentar o 10.º ano revelam percursos escolares mais lineares do que os restantes. É de salientar que mais de metade dos alunos inquiridos nunca reprovou ao longo do seu trajecto escolar, sendo quase inexistentes as situações de interrupção dos estudos.

A análise dos resultados permite, deste modo, constatar que as diferenças de desempenho escolar identificadas surgem associadas às qualificações escolares e às profissões exercidas pelos pais, sendo pouco relevantes factores como a origem étnico-nacional, as línguas faladas e a participação dos progenitores na vida escolar dos alunos.

Também de acordo com os dados recolhidos, a procura das diversas vias no ensino secundário divide-se essencialmente em duas modalidades de ensino e formação: os cursos científico-humanísticos, com pouco mais de metade dos estudantes, e os cursos profissionais, procurados por cerca de um terço dos inquiridos.

Associada à procura/oferta de cada uma das modalidades de ensino e formação, encontram-se diferentes perfis dos alunos. Em termos globais, constata-se que à entrada do secundário existem mais raparigas do que rapazes, o que está associado a perfis de desempenho escolar mais elevados por parte das alunas.

Nos cursos científico-humanísticos e no ensino artístico especializado - artes visuais e audiovisuais - encontra-se uma maior proporção de raparigas, de estudantes com trajectos de elevado desempenho escolar, provindos de famílias alta e mediamente escolarizadas e com estatutos socioprofissionais mais favorecidos.

No que respeita às razões da frequência do ensino secundário, os motivos ligados ao prosseguimento de estudos são mais frequentes nos estudantes dos cursos científico-humanísticos e do ensino artístico especializado, enquanto as razões relacionadas com a inserção no mercado de trabalho são preponderantes nos alunos dos cursos tecnológicos, dos cursos profissionais e dos cursos de educação e formação.

No que se refere à escolha da escola, os estudantes seleccionam-na principalmente em função da proximidade da residência e da oferta escolar, embora o factor amigos e o facto de os próprios alunos já terem estado nesse estabelecimento também tenham alguma relevância.

Quanto à questão da mudança de cursos, é de notar que, na maioria das situações, são os alunos dos cursos científico-humanísticos que, proporcionalmente, mais referem pretender mudar para um curso profissionalmente qualificante.

Para mais informações, consultar o estudo "Estudantes à entrada do ensino secundário".

Fonte: Portal da Educação

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

SIC desafia escolas a produzir reportagens

“Portugal visto por nós” é o novo projecto educativo da SIC dirigido aos alunos do 3.º ciclo e do secundário, desafiando-os a produzir, num minuto e meio, histórias sobre a sua terra, família, escola ou país, em formato vídeo.
Os critérios de selecção dos trabalhos passam pela “criatividade” e “reflexão que possam provocar” sendo os melhores premiados com a transmissão numa das plataformas da SIC e equipamentos de vídeo. Os grupos devem ser compostos por três a seis elementos e fazer-se acompanhar por um professor.
Através do seu site, a estação de Carnaxide esclarece dúvidas do ponto de vista técnico, relacionadas com a construção jornalística das imagens e fornece toda a informação para os alunos se candidatarem.
As inscrições estão abertas até ao dia nove de Janeiro e a entrega dos trabalhos deverá ser feita até 15 de Abril.
Fonte: JN

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Secundário: Estudantes manifestam-se em Lisboa a 5 de Novembro

A plataforma Directores Não tomou em mãos a responsabilidade de dar organização aos protestos que têm acontecido em várias escolas do País contra o novo modelo de gestão escolar e o estatuto do aluno. A 5 de Novembro, dias antes das acções dos professores, culminam os protestos
Os estudantes do ensino básico e secundário vão promover um dia nacional de luta a 5 de Novembro contra o novo modelo de gestão das escolas e contra o estatuto do aluno. A plataforma estudantil Directores Não decidiu ontem realizar uma manifestação em Lisboa na mesma data, poucos dias antes das acções marcadas pelos sindicatos e movimentos de professores, agendadas para 8 e 15 do mesmo mês. Mas, apesar da coincidência no calendário dos protestos, os dirigentes estudantis optam por isolar os objectivos da sua luta da que está a ser travada pelos professores. "Sobre o modelo de avaliação de desempenho não nos pronunciamos, mas é claro que nos preocupamos quando vemos que os professores chegam às aulas preocupados, quando desabafam sobre os problemas da avaliação. Mas mesmo reconhecendo a legitimidade dos sindicatos, a nossa luta é outra", adianta Luís Baptista, aluno na Secundária Camilo Castelo Branco, em Carnaxide, e porta-voz da Plataforma Estudantil.Os protestos dos estudantes centram-se fundamentalmente na crítica a duas reformas educativas: o novo modelo de gestão escolar e o estatuto do aluno. Para a plataforma Directores Não, as duas medidas associadas representam "a maior ofen- siva governamental contra a escola" e os estudantes. "O estatuto do aluno por tornar os estudantes autênticos criminosos e por reforçar os poderes do senhor presidente do Conselho Executivo, e o novo modelo de gestão das escolas que pretende transportar a nossa escola e a nossa educação para um modelo de democracia interna que nos faz mais lembrar as escolas do outro tempo."Com a marcação do dia nacional de luta e da manifestação de 5 de Novembro, a plataforma tenta dar alguma organização às acções que têm acontecido desde o princípio do ano lectivo em escolas de Lisboa, Setúbal e Coimbra. Ainda na última semana, alunos da Secundária Luísa de Gusmão e da Secundária de Sobral de Monte Agraço fecharam as escolas a cadeado em protesto contra a falta de professores e o novo regime de faltas. Motivo que também motivou a greve dos estudantes da Escola Secundária de Odivelas. "Mas a nossa luta não é só contra o regime de faltas, mas sim contra todo o estatuto do aluno", realça Luís Baptista, que define o próximo dia 5 como o "culminar destas lutas realizadas sem grande organização". Para tal, o porta-voz da plataforma espera uma adesão significativa, bem superior às poucas dezenas de estudantes que se manifestaram nas últimas acções do género.Entretanto, mesmo com estes apelos à unidade, vozes dentro do movimento estudantil já criticam a "centralização ideológica da plataforma", conotando-a com orientações comunistas. Acusações refutadas por Luís Baptista, que garante a sua pluralidade.
Fonte: DN

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Dentro de oito anos todas as Escolas Secundárias terão cursos profissionais

A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues disse, em Famalicão que, dentro de oito anos, todas as escolas secundárias portuguesas estarão preparadas para ministrar cursos profissionais aos alunos e para o programa de adultos «Novas Oportunidades».
“Em simultâneo com esta modernização e preparação das escolas queremos que todos os alunos que concluem o nono ano, prossigam no secundário e o terminem, quer pela via dos cursos profissionais quer indo para o ensino superior”, afirmou Maria de Lurdes Rodrigues.
A governante falava durante a sessão solene de inauguração das obras de adaptação de um pavilhão na Escola Benjamin Salgado de Joane, Famalicão, ao programa «Novas Oportunidades» e aos cursos profissionais.
No acto participaram, o ministro da Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, o secretário de Estado da mesma pasta, Fernando Medina, o Governador Civil de Braga, Fernando Moniz e o director da escola, Alfredo Mendes.
Maria de Lurdes Rodrigues enalteceu a capacidade demonstrada pelas escolas secundárias na introdução das duas medidas, os cursos e o programa, afirmando que, logo no segundo ano da sua implementação,“não houve nenhuma escola secundária que não tivesse aderido”.
Sublinhou que o sistema de cursos profissionais e escolarização de adultos “está, agora, numa fase de consolidação”, para que cresça e se torne uma realidade na sociedade portuguesa. Vincou que o desafio lançado às escolas nestas duas áreas “contraria a sua tradição de funcionamento”, já que exige capacidade de liderança, abertura externa ao meio social e empresarial e qualidade da aprendizagem.
Referiu que a aposta nesta vertente do ensino vai, também, pedir que haja “variedade nas ofertas de formação”, numa óptica de “escola de serviço público dirigida à população”.
Lembrou as recentes medidas governamentais de alargamento dos apoios sociais na escola, ao ensino secundário, acentuando que, deste modo, “ninguém tem pretexto para abandonar a escola”, como ainda acontecia há quatro anos atrás, quando a taxa de abandono ou insucesso era de 50 por cento dos alunos.
Fonte: Sol

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Mais de 270 alunos do secundário vão participar em projectos reais de investigação científica

A partir de segunda-feira, 275 alunos do secundário vão trabalhar, durante uma semana, em projectos reais de investigação científica nas áreas da Saúde, Física e Matemática, nos centros de investigação da Universidade do Porto (UP).O objectivo da Universidade do Porto é sensibilizar jovens pré-universitários para as áreas ali leccionadas. Segundo Filomena Mesquita, responsável pela organização da iniciativa, os jovens participantes foram seleccionados após uma "avaliação rigorosa" do currículo académico. "De modo a potenciar esta primeira aventura no mundo da investigação, todos terão a oportunidade de apresentar as suas descobertas perante uma Comissão Científica, composta por investigadores doutorados da Universidade do Porto", salientou. Em Julho, a Universidade do Porto já tinha aberto as portas a mais de 5000 alunos do 5º ao 11º anos.
Fonte: Público

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Prémio de Mérito Ministério da Educação distingue melhores alunos do ensino secundário

O Prémio de Mérito Ministério da Educação é instituído com o objectivo de distinguir, em cada escola, o melhor aluno do ensino secundário dos cursos científico-humanísticos e dos cursos profissionais ou tecnológicos.
Com o objectivo de reconhecer e de valorizar o mérito, a dedicação e o esforço no trabalho e desempenho escolares, o Ministério da Educação atribui um prémio de mérito aos melhores alunos de cada escola que tenham concluído o ensino secundário no ano lectivo de 2007/2008 ou o venham a concluir nos anos lectivos seguintes.

Este prémio, com o valor pecuniário de 500 euros, é atribuído, em cada escola do ensino público ou privado, bem como em escolas profissionais, ao melhor aluno dos cursos científico-humanísticos e ao melhor aluno dos cursos profissionais ou tecnológicos.

Nos cursos científico-humanísticos, o prémio de mérito é atribuído ao aluno que tenha obtido, relativamente a cada um dos cursos, a melhor classificação, arredondada até às décimas. Em caso de empate, é distinguido o aluno que tenha obtido melhor classificação na disciplina trienal da formação específica, funcionando como segundo critério de desempate a classificação na disciplina de Português.

Nos cursos profissionais e tecnológicos, o prémio de mérito é atribuído ao aluno que tenha obtido a melhor classificação final. Para estes alunos, o primeiro critério de desempate é a classificação obtida na prova de aptidão profissional ou tecnológica, funcionando como segundo critério de desempate a classificação na disciplina de Português.

Conjuntamente com a atribuição do prémio pecuniário, será igualmente entregue aos alunos premiados um diploma alusivo à distinção concedida, assinado pelo respectivo presidente do conselho executivo/director ou, tratando-se de estabelecimentos do ensino particular e cooperativo, pelo director pedagógico.

A data de atribuição do prémio de mérito deve coincidir com a do Dia do Diploma, que será assinalado, pela primeira vez, no dia 12 de Setembro de 2008.

Neste dia, as escolas e os agrupamentos que leccionem o ensino secundário deverão promover, envolvendo a respectiva comunidade educativa, uma acção formal de entrega de certificados e de diplomas aos alunos que tenham terminado o ensino secundário no ano lectivo de 2007/2008.

A atribuição dos prémios de mérito é divulgada nas escolas, na página electrónica da direcção regional de educação respectiva e no Portal da Educação.

O apoio financeiro para a atribuição dos prémios e para a organização da cerimónia pública de entrega dos diplomas deve ser proporcionado às escolas pelas direcções regionais de educação e pelo Gabinete de Gestão Financeira.
Fonte: Portal da Educação

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Alunos preocupados com falta de acessibilidade nos serviços de acesso ao ensino superior

O Núcleo de Alunos de Engenharia de Reabilitação e Acessibilidade Humanas (NAERA) da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) está preocupado com a falta de acessibilidades nos Serviços de Acesso ao Ensino Superior.“Tal como tem acontecido em anos transactos continua a constatar-se que alguns dos locais onde os finalistas de 12º ano se irão candidatar ao ensino superior não possuem acessibilidades para estudantes com deficiência”, refere o comunicado deste núcleo de alunos, acrescentando que este “é o caso de Vila Real, cujo Serviço de Acesso ao Ensino Superior este ano está localizado na Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco”. Segundo o NAERA, “tanto o acesso à entrada da escola como o acesso à sala prevista para as candidaturas está condicionado por lances com muitas escadas”.
O NAERA recomenda aos candidatos com deficiência ao ensino superior “que procurem averiguar de imediato as condições de acessibilidade do serviço de acesso ao ensino superior em que pretendem realizar a candidatura e que ponderem optar pela candidatura via Internet em caso de se adivinharem dificuldades”.
O NAERA apela ainda aos serviços de acesso ao ensino superior com problemas de acessibilidade que os tentem minimizar o mais rapidamente possível, “escolhendo as salas mais acessíveis, mobiliário adequado (nomeadamente mesas) e que recorram ao empréstimo de tecnologias de acessibilidade como trepadores de escadas e rampas amovíveis”.
Por último, “o NAERA solicita ao Ministério da Educação que a questão da acessibilidade seja considerada como um requisito que todos os Serviço de Acesso ao Ensino Superior devem cumprir a partir do próximo ano”.
Fonte: Cienciapt

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Cursos profissionais com mais 18 mil vagas no 10º ano em 2008/09

O Governo espera ter no próximo ano lectivo 80 mil estudantes a frequentar os cursos profissionais no ensino secundário, aumentando em 18 mil o número de vagas no 10º ano, o que significa um crescimento de quase 60 por cento.
Num encontro com jornalistas, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, revelou hoje que as escolas profissionais, públicas e particulares com contrato de associação vão abrir em 2008/09 48.672 vagas no 10º ano para estes cursos, mais 18.036 do que no presente ano, o que representa uma taxa de crecimento na ordem dos 58,9 por cento.
"Serão mais de 48 mil alunos a entrar no 10º ano para os cursos profissionais, portanto mais 18 mil lugares do que este ano. Cumpre-se assim a meta de que metade dos alunos à entrada do secundário optam pelos cursos profissionais ou vocacionais", congratulou-se a ministra.
Entre 1997/98 e 2003/04 o número de alunos em cursos profissionais rondou sempre os 30 mil, sendo que estas vias eram oferecidas pelas escolas profissionais.
A partir de 2004/05, as escolas secundárias passaram a oferecer esta opção a 3.393 estudantes, enquanto as profissionais ainda absorviam a grande fatia de alunos, 30.227. Em 2006/07 eram já quase 45 mil (13 mil nas secundárias) o número de alunos a frequentar os cursos profissionais, valor que subiu para 62.996 no actual nao lectivo.
Em 2007/08, as escolas secundárias ofereceram 31.409 lugares, enquanto as profissionais 31.587.
De acordo com os dados revelados hoje por Maria de Lurdes Rodrigues, as escolas profissionais vão abrir no próximo ano lectivo mais 3.636 vagas, um aumento de 34 por cento, as escolas públicas mais 12.708 lugares (mais 66,2 por cento) e outras entidades 1.692 (mais 167,9 por cento), num total de 18 mil vagas a mais do que este ano.
"É necessário criar nos jovens a ideia de que há oportunidades de formação muito além do prosseguimento de estudos que os qualificam para o mercado de trabalho. São escolhas de futuro cada vez mais valorizadas no mercado", afirmou Maria de Lurdes Rodrigues.
A titular da pasta da Educação acrescentou que o crescimento dos cursos profissionais tem vindo a ser consolidado com um conjunto de medidas, como o programa de bolsas, de estágios e a criação de uma plataforma que permite aproximar as escolas e as empresas, por exemplo.
Por outro lado, será aberto em Setembro um concurso que vai permitir aos estabelecimentos de ensino apetrecharem-se com os meios técnicos e profissionais necessários para concretizarem o aumento das ofertas.
Na próxima semana, entre quarta e sexta-feira, vai decorrer no Centro de Congressos de Lisboa o "Fórum Qualificação 2008: Escolhas com Futuro", organizado no âmbito do Programa Novas Oportunidades pela Agência Nacional para a Qualificação, em articulação com as direcções regionais de Educação e o Instituto de Emprego e Formação Profissional.
O evento consiste numa mostra de cursos de dupla certificação (escolar e profissional) e destina-se preferencialmente aos jovens que estão a concluir o 9º ano de escolaridade e a todos os que "pretendem redireccionar o seu percurso escolar".
O Fórum é constituido por um total de 10 "praças", cada uma relativa a diferentes áreas dos cursos profissionais: Eletricidade e Electrónica, Hotelaria e Turismo, Mecânica, Cuidados Pessoais e Apoio Social, Construção Civil e Urbanismo, Informática, Serviços, Audiovisuais e Outras Profissões.
Em paralelo, decorrerá na quarta-feira o seminário Qualificação de Jovens - Políticas, Esperiências e Testemunhos.
Fonte: Lusa

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Divulgado o relatório "Estudantes à Entrada do Nível Secundário de Ensino"


O Observatório de Trajectos dos Estudantes do Ensino Secundário (OTES) elaborou o relatório "Estudantes à Entrada do Nível Secundário de Ensino", que pretende traçar o perfil dos alunos que frequentam o ensino secundário.
Este estudo contou com a colaboração de 11 estabelecimentos de ensino e a participação de 1806 alunos do 10.º ano ou equivalente, através de um questionário on-line.

As vertentes de análise dos dados recolhidos incidem sobre questões como os perfis sociais dos públicos do ensino secundário, os seus trajectos e as expectativas escolares.

O relatório apresenta um conjunto de resultados que, embora não sejam representativos da realidade do ensino secundário em Portugal, interessa revelar.

Assim, o estudo revela que uma grande parte dos alunos que chegam ao secundário advém de estratos socioeconómicos onde as habilitações escolares são iguais ou superiores ao ensino secundário, nomeadamente, os estudantes que seguem cursos científico-humanísticos ou de ensino artístico especializado (Artes Visuais e Audiovisuais).

As disciplinas com maior dificuldade de aprendizagem são a Matemática e a língua estrangeira, sendo que o sexo feminino tem um desempenho escolar ligeiramente superior ao sexo masculino.

A escolha da escola tende estar associada à escolha do curso, ao prestígio da escola e à proximidade de casa.

A razão mais apontada para a mudança de escola é a inexistência do curso pretendido no estabelecimento de ensino inicial, enquanto o motivo apresentado para a mudança de curso se prende com as dificuldades sentidas durante a leccionação do curso ou a
inadequabilidade do mesmo à profissão pretendida.

Uma percentagem bastante significativa dos estudantes planeia prosseguir os estudos depois do ensino secundário, independentemente do tipo de certificação do curso que frequentam, sendo que estas expectativas são mais frequentes entre os alunos dos cursos científico-humanísticos do que entre os alunos dos cursos profissionalmente qualificantes que tendem a atribuir maior valor à qualidade da inserção no mercado de trabalho proporcionada pela obtenção deste grau de ensino.

Após o período experimental, entrou em curso o processo de generalização a todos os estabelecimentos com ensino secundário do questionário "Estudantes à Entrada do Nível Secundário de Ensino", encontrando-se actualmente na recta final um processo de inquirição que envolve milhares de alunos, centenas de escolas e de professores que aceitaram participar nesta iniciativa.

O OTES é um dispositivo de recolha e análise de informação sobre os trajectos dos estudantes do ensino secundário, constituído em 2006 no Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação (GEPE), que tem por objectivo produzir informação de apoio à tomada de decisão de diferentes agentes educativos (Ministério da Educação, escolas, direcções regionais de educação, autarquias, associações de pais e outros organismos), contribuindo para um maior enriquecimento das práticas de monitorização e avaliação deste subsistema de ensino.
Fonte: Portal da Educação

sexta-feira, 16 de maio de 2008

50% dos alunos do Secundário frequentarão cursos profissionais em 2009

O secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, reafirmou hoje, em Penafiel, que no próximo ano lectivo cerca de 50 por cento dos alunos do ensino secundário em Portugal frequentarão cursos profissionais.
«Estamos a trabalhar para que os alunos possam sair das escolas para o mundo do trabalho levando consigo uma qualificação» , salientou.

Valter Lemos falava na sessão de abertura do Salão das Profissões, Formação e Emprego do Vale do Sousa, que decorre no Pavilhão de Exposições de Penafiel até ao dia 18.

No certame estão representadas as principais escolas da região, além de centros de formação, universidades, estruturas militares e outros organismos ligados à educação e formação profissional.

O secretário de Estado lembrou que Portugal, segundo a ONU, é o 26.º país mais desenvolvido do mundo e só não está melhor posicionado porque apresenta um défice considerável na qualificação da sua mão-de-obra.

«Apenas um terço da nossa população tem o ensino secundário» , anotou.

Valter Lemos, que falava perante uma assistência constituída sobretudo por professores, reafirmou que «a educação é a primeira prioridade do país».

Falou da atenção redobrada da tutela na dinamização dos cursos profissionais nas escolas secundárias e dos cursos de educação/formação que têm contribuído para que, pela primeira vez em 15 anos, se tenha verificado este ano um aumento do número de alunos nas escolas portuguesas.

Falou também dos fundos do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) afectos à qualificação, no âmbito do Programa Operacional de Potencial Humano, que tiveram um reforço de 27 para 36 por cento face ao III Quadro Comunitário de Apoio (QCA).

Valter Lemos diz que o país já tem cerca de 400 centros de novas oportunidades, mas garantiu que esse número terá de ser aumentado, também através do apoio dos fundos da União Europeia, para fazer face às exigências de uma mão-de-obra pouco qualificada.

«Temos de ser capazes de fazer muito e bem» , vincou, apelando ao empenho de todos, em especial dos formadores e das entidades envolvidas dos sectores público e privado.

O governante afirmou, também, que o Ministério da Educação mantém-se empenhado no desenvolvimento do Programa Novas Oportunidades, no qual foi possível, em dois anos, melhorar as qualificações de cerca de 100 mil adultos em todo o país.

«O nosso desafio tem sido cumprido com eficácia e de uma forma que o país se pode orgulhar» , afirmou, adiantando que neste momento estão inscritos nesses programas mais de 350 mil pessoas.

O secretário de Estado disse não compreender as críticas de alguns sectores face à formação ministrada no Programa Novas Oportunidades, anunciando que foi pedido à Universidade Católica que faça a avaliação do trabalho que está a ser desenvolvido neste domínio.

O presidente da Câmara de Penafiel, Alberto Santos (PSD), relembrou que o Vale do Sousa é uma das regiões do país que apresenta indicadores mais baixos ao nível da qualificação da população, associados a um poder de compra que é apenas 60 por cento da média nacional.

O autarca falou do esforço de todos os municípios da região para inverter este indicador, dando como exemplo os investimentos em curso na requalificação do parque escolar.

Também sublinhou o sucesso que o programa Nova Oportunidades está a registar em Penafiel, graças ao trabalho da empresa municipal Penafiel Activa.

Alberto Santos frisou que o Salão das Profissões, Formação e Emprego é um sinal do esforço da região.

«Este é também um ponto para os agentes do sector reflectirem sobre a escola, a formação e os caminhos para a empregabilidade» , concluiu.
Fonte: Sol

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Materiais didácticos sobre Internet para educadores e professores

No âmbito da utilização esclarecida, crítica e segura da Internet, a SeguraNet disponibiliza, na sua página, alguns materiais de apoio dirigidos a educadores e a professores.

O Manual de Literacia Digital para Educadores, desenvolvido em colaboração com uma equipa de especialistas das áreas dos media e da educação e com o apoio da Comissão Europeia, pretende ser um guia de apoio na utilização da poderosa rede de canais de informação e comunicação global que é a Internet.



Para além deste, está também disponível o Guia para Professores, que pretende auxiliar os professores a abordar, de forma mais prática, algumas das ferramentas mais utilizadas pelos jovens quando navegam na Internet, dando-lhes algumas informações teóricas e sugestões de trabalho para desenvolver em espaço de sala de aula.

Já o Manual para Professores, traduzido do projecto europeu SAFT (http://www.saftonline.org/ ), contém vários recursos interactivos e planos de aulas concebidos para ajudar os professores a sensibilizar os seus alunos para as questões relacionadas com a segurança online.
Fonte: Portal da Educação

Investigação: Avaliação de satisfação com a profissão em professores do ensino secundário

Os professores não estão satisfeitos com a profissão. A máxima, de tão batida, parece chavão retirado do senso comum. Mas foi medida, tratada e validada por Maria de Fátima Figueiredo na investigação "Avaliação de satisfação com a profissão em professores do ensino secundário".

Os professores de línguas mostram graus de satisfação menores do que os de expressões e os homens têm graus de satisfação superiores às mulheres. Os dados foram recolhidos por Maria de Fátima Figueiredo, no âmbito da Tese de Mestrado em Didáctica e Organização das Instituições Educativas da Universidade de Sevilha, entre finais de 2006 e o ano de 2007. A investigação baseou-se numa amostra de 210 professores do Ensino Secundário, em sete locais diferentes de Portugal, sendo que 39% dos inquiridos estavam a leccionar no concelho de Almada. Setenta e três por cento dos inquiridos são do sexo feminino, a média das idades é de 40 anos, tratando-se de professores, em média, com 17 anos de serviço.

EDUCARE.PT: No estudo que realizou conclui-se que o nível de satisfação geral dos professores relativamente à profissão é baixo. Que factores podem contribuir para esse grau de insatisfação?
Maria de Fátima Figueiredo: São factores de ordem psicológica e psico-relacional: os professores não se sentem gratificados pelos intervenientes na sua profissão (políticos, pais, alunos). Em consequência, fazem juízos negativos, ou seja, não se sentem envolvidos emocionalmente com a profissão e com a instituição-escola. Ora, sendo a escola uma organização de trabalho também específica e especial, porque cresce e desenvolve-se, esta profissão deve ser desempenhada com elevado empenhamento e com reforçado e contínuo desenvolvimento pessoal, para aprender e para ensinar novos saberes.

E: A investigação avaliou, por um lado, o bem-estar subjectivo (a vida da pessoa, o facto de os professores estarem, muitas vezes, deslocados da família) e, por outro, a satisfação profissional. Há alguma relação directa entre estas duas dimensões?
MFF: Há. O bem-estar subjectivo com a vida é um constructo psicorrelacional, isto é, de dimensões inter-relacionadas, que são tanto psicológicas como relacionais. Este constructo foi definido como agrupando em si as dimensões de satisfação com a vida e de emoções positivas. Mas também entram aqui emoções negativas, pois as alegrias e as boas sensações contam, ora com tristezas passadas, ora com a certeza da sua existência transversalmente à vida.

E: Na sua opinião, como é que se explica que os professores com menos anos de carreira sejam os mais satisfeitos?
MFF: Com menos anos de carreira há menos tempo para fazer juízos negativos sobre a carreira; o envolvimento emocional com a carreira prende-se com desejos e ambições ainda não concretizados completamente na prática, portanto ainda não recheados de desilusões presentes e efectivas. Os jovens professores mantêm a essência do substrato relacional da sua profissão em destaque em relação inversa com o passar do tempo de desempenho profissional.

E: Os professores parecem, de uma forma geral, desiludidos com o baixo reconhecimento a que a profissão está dotada. Este aspecto está directamente relacionado com a motivação?
MFF: O reconhecimento dos outros, sejam eles pares profissionais ou outros, é uma necessidade básica humana que engloba sentimentos de empatia e valorização por aqueles que avaliam, compreendem e necessitam do nosso desempenho. Os sentimentos envolvidos no processo de reconhecimento são necessários ao desenvolvimento harmonioso de cada indivíduo e à sua boa integração social, por isso é que dizemos que esta é uma dimensão de influência relacional mas também psicológica.

E: Além disso, os professores inquiridos valorizam a escola enquanto instituição. Significa isto que a profissão docente é percepcionada como um factor de valorização social?
MFF: A instituição escola é uma instituição de trabalho especial pois cresce com os seus clientes, os alunos, modifica-se com eles pois representa o saber e as mudanças que o conhecimento implica. Logo, os seus profissionais, os professores, envolvidos neste tecido socioprofissional específico sentem-se valorizados pela importância vital e inquestionável que a escola tem no crescimento das sociedades. Actualmente, e perante níveis de bem-estar e de satisfação profissional tão negativos, reconhece-se dificuldade em manter essa valorização social.

E: A desmotivação e falta de interesse na implicação dos professores com a sua profissão é referenciada inúmeras vezes no estudo. Quais são os principais factores responsáveis por esta atitude?
MFF: A desmotivação e a falta de interesse dos professores apresenta-se-nos nos resultados do estudo porque os professores revelam emoções negativas e a quase inexistência de situações de gratificação ou envolvimento total com a prática docente. Assim, sentir bem-estar é ter satisfações emocionais, de prazer e de sentimentos de gratificação e envolvimento total com a profissão e não é o que os professores sentem.
Fonte: educare.pt

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Associações de estudantes do Básico e Secundário promovem Semana pela Democracia

A Delegação Nacional das Associações de Estudantes do Ensino Básico e Secundário anunciou hoje a realização, entre os dias 21 e 24, da "Semana pela Democracia", para exigir uma maior participação dos estudantes na vida da escola. "Aproveitando-se de casos de violência que tomaram proporções mediáticas, o Governo quer fazer crer que nas escolas se vive um 'clima de guerra' que todos os estudantes são criminosos em potência, para assim justificar a aplicação de medidas como o Estatuto do Aluno ou o Diploma de Autonomia e Gestão das Escolas", refere aquela entidade em comunicado.

As associações de estudantes consideram que "estes diplomas não são mais do que uma tentativa de acabar com o que resta da Democracia nas escolas, no que se refere a uma gestão participada, também pelos alunos". "Com a entrada em vigor destas duas leis, fica mais fácil excluir estudantes do sistema de ensino. O poder disciplinar, assim como o logístico e o financeiro ficam a cargo de uma só pessoa que deixa de ser eleita. Aos estudantes cabe apenas o papel de estar na escola", acrescenta.

Defendem que "os alunos têm de participar em todos os aspectos da vida escolar, nomeadamente serem ouvidos em matéria de política educativa" e denunciam que "são cada vez mais os casos de associações de estudantes a quem não é permitida a realização de reuniões gerais de alunos".

Na "Semana pela Democracia nas Escolas", que decorre em todo o país, os estudantes vão exigir "uma maior participação na vida escolar, o fim dos atropelos aos direitos das associações de estudantes e o fim do Estatuto do Aluno e do Diploma de Autonomia das Escolas".
Fonte: Público

terça-feira, 18 de março de 2008

Aplicação de questionário para conhecer a realidade dos alunos que frequentam o ensino secundário

O Observatório de Trajectos dos Estudantes do Ensino Secundário (OTES) encontra-se a preparar a fase de generalização da aplicação do Questionário à Entrada do Nível Secundário de Ensino aos alunos do 10.º ano ou equivalente.
Neste momento, está em curso o processo de generalização da aplicação de um questionário, a todos os estabelecimentos com ensino secundário com as seguintes ofertas de ensino e formação: Cursos Artísticos Especializados, Cursos Científico-Humanísticos, Cursos de Educação e Formação Tipo 4 e Formação Complementar, Cursos Profissionais e Cursos Tecnológicos.

As vertentes de análise passarão por questões como os perfis sociais dos públicos do ensino secundário; os trajectos escolares dentro deste nível de ensino, nomeadamente quanto aos resultados escolares e à flexibilidade da reorientação dos percursos formativos; ou as expectativas e o grau de satisfação dos alunos; e, ainda, a especificidade das inserções escolares e/ou profissionais no pós-secundário.

O principal objectivo do OTES consiste em produzir informação (não compilada administrativamente) de apoio à tomada de decisão de diferentes agentes educativos (Ministério da Educação, escolas, direcções regionais de educação, autarquias, associações de pais e outros organismos), contribuindo, também, para um maior enriquecimento das práticas de monitorização e de avaliação do ensino secundário.

O modelo de recolha, tratamento e devolução de dados foi concebido tendo como princípio fundamental a não sobrecarga das escolas com este processo. Assim, os questionários serão aplicados on-line e os dados daí recolhidos serão devolvidos às escolas, por via electrónica, já tratados.

Durante um ano, houve um período experimental, em que foram envolvidas 11 escolas-piloto e outros agentes educativos, com o objectivo de testar a aplicação on-line do questionário aos alunos do 10.º ano ou equivalente.

Após este período experimental, foram estabelecidos os primeiros contactos com as escolas, realizados a partir das respectivas direcções regionais e da estrutura OTES, tendo em vista a aplicação do referido questionário, prevista para o período entre Abril e Junho.

Fonte: Portal da Educação

Católica abre portas a três mil alunos do ensino secundário

A Escola Superior de Biotecnologia e o Instituto de Ciências da Saúde – Porto, da Universidade Católica, desafiam os alunos do Secundário interessados em descobrir a Biotecnologia e a Saúde, no âmbito da acção: “Saúde… Biotecnologia… na Católica! Vem descobri-las!”. A iniciativa está agendada para os próximos dias 2, 3 e 4 de Abril, das 10h00 às 17h00, nas instalações do Campus da Asprela.

Durante três dias será possível visitar as instalações do Campus, onde os visitantes poderão tomar contacto com a realidade do estudo e investigação em Saúde e Biotecnologia. Estarão montadas variadas experiências e diversas actividades que serão explicadas pelos investigadores e professores da ESB e ICS. Trata-se de uma forma interessante de complementar a teoria que aprendem no programa curricular do secundário.

No pavilhão tecnológico, uma verdadeira fábrica à escala piloto, os jovens investigadores vão descobrir alguns dos segredos do processamento e embalagem dos alimentos. No campo da análise sensorial vão descobrir os aromas e a sua origem. Os primeiros socorros e a descoberta do ADN ou a caça aos micróbios são outras das acções previstas. Para cada actividade estão previstos 30 minutos.
Fonte: ciencia.pt

quinta-feira, 13 de março de 2008

Portal na Internet cativa alunos para a engenharia química

Cativar os alunos do ensino secundário para as aplicações práticas da física e da química, através de conteúdos específicos e simulação em computador, é um dos objectivos do portal Internet LabVirtual, disse hoje a autora do projecto.
portal, intitulado «Laboratórios Virtuais de Processos Químicos» e promovido por uma equipa de investigadores das universidades de Coimbra e do Porto, está disponível na rede desde Outubro do ano passado, mas apresenta sexta-feira uma secção específica destinada a alunos e professores do ensino secundário.

«Baseia-se nos programas de Física e Química do ensino secundário, para mostrar aplicações práticas daquelas disciplinas no dia-a-dia», disse à agência Lusa Graça Rasteiro, do Departamento de Engenharia Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

Vão estar disponíveis animações, vídeos de experiências e simuladores, entre outros, permitindo a estudantes e docentes interagir com matérias e conteúdos específicos da química e física.
Fonte: Diário Digital

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Parque Escolar ‘publica’ na OCDE

Revista PEB Exchange da OCDE inclui artigo de Teresa Heitor sobre o programa de modernização das escolas secundárias em Portugal.
A administradora da Parque Escolar, Entidade Pública Empresarial, Teresa Heitor, publicou um artigo sobre o Programa de Modernização dos Estabelecimentos de Ensino Secundário, em curso em Portugal, na revista PEB Exchange, da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE).

Ao longo de seis páginas, apresenta o programa de modernização de 330 escolas secundárias até 2015, orçado em 940 milhões de euros, e pormenoriza os quatro projectos-piloto com que arrancou, a saber, escolas Rodrigues de Freitas e Soares dos Reis, no Porto, e escola D. Dinis e Pólo de Educação e Formação D. João de Castro, em Lisboa.

Teresa Heitor explica que o programa envolve a alteração das instalações, através

da reorganização da disposição espacial;

da recuperação e restauração de espaços;

da melhoria da habitabilidade, segurança e acessibilidade;

da eliminação de espaços com pouca qualidade;

e da substituição de componentes e sistemas, como serviços sanitários, mecânicos e eléctricos.

Acrescenta que os estabelecimentos serão dotados de novos espaços com recursos de aprendizagem, formal e não formal, bem como novas áreas de trabalho para o corpo docente.

Um esforço especial, acentua, será feito para melhorar as áreas das bibliotecas e dos recursos em tecnologias de informação e comunicação (TIC), os laboratórios, os espaços da formação profissional e as instalações desportivas.

A administradora da Parque Escolar acrescenta que os edifícios deverão ser capazes de oferecer

espaços atractivos – que promovam o bem-estar, permitam boas práticas de ensino, forneçam acesso a informação e apoiem os professores no seu trabalho fora da sala de aula;

espaços flexíveis – que possam ser adaptados rapidamente e com custos mínimos a mudanças curriculares, à evolução da teoria e prática pedagógica, à procura da comunidade escolar e aos rápidos desenvolvimentos nas TIC;

espaços multifuncionais – para um uso diversificado e generalizado pela comunidade escolar;

espaços seguros, acessíveis e inclusivos – que forneçam aos seus utilizadores um ambiente saudável e apoiem as pessoas com mobilidade restrita e necessidades educativas especiais;

e soluções duráveis e ambientalmente eficientes – que reduzam tanto o consumo de energia como os custos de gestão e manutenção.
Fonte: Portal da Educação

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Exames do Secundário só com matéria de um ano

O quarto relatório do Gabinete de Avaliação e Acompanhamento da Implementação da Reforma do Ensino Secundário (GAAIRES) é claro: falta articulação entre os ministérios da Educação e do Ensino Superior, no que respeita aos exames do Secundário.De acordo com o relatório do GAAIRES, o papel da Direcção-Geral do Ensino Superior “é marginal” em todo o processo de exames nacionais, “limitando-se à selecção dos exames que constituem provas de ingresso”. O gabinete recomenda “maior articulação” entre os serviços e os ministérios da Educação e Ensino Superior, o que “traria óbvias vantagens” ao processo de exames nacionais.

Segundo o grupo de trabalho, a colaboração entre as duas tutelas daria “maior credibilização” ao processo de exames e poderia “potenciar melhor adequação entre as competências dos alunos à saída do Secundário e competências esperadas pelas instituições” do Ensino Superior.

Entre as recomendações elaboradas lê-se que as provas de exame nacional do Secundário, “embora convocando as aprendizagens estruturantes e fundamentais” das disciplinas, desenvolvidas ao longo de todo o ciclo, “devem incidir sobre os conteúdos e temáticas previstos para o ano terminal nos respectivos programas”. Ou seja, os exames às disciplinas bienais devem incidir sobre a matéria do 11.º ano, enquanto nas disciplinas trienais o exame nacional deve ter por base o 12.º ano.

A equipa do GAAIRES recomenda ainda a revisão da limitação das provas de ingresso à primeira fase do concurso de acesso ao Ensino Superior. Os alunos só se podem candidatar à primeira fase do concurso de acesso com as notas do exame realizado na 1.ª fase: quem realizar prova na 2.ª fase fica prejudicado no concurso. O gabinete sugere, por isso, a revisão desta limitação, o que “possibilitaria aos alunos mais oportunidades para obter a classificação desejada nos exames, sem serem prejudicados nas prioridades de acesso às faculdades pretendidas”. O grupo de trabalho defende que os estudantes possam repetir exames na 2.ª fase, para melhorarem a nota de acesso ao Superior.

Fonte: Correio da Manhã

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Regulamentação dos exames para conclusão de planos extintos do secundário

As condições relativas à realização de exames a nível de escola, destinados aos adultos com percursos formativos incompletos, de nível secundário, desenvolvidos ao a brigo de planos de estudos extintos ou em processo de extinção, foram regulamentadas através de um despacho que aguarda publicação no Diário da República.

Os procedimentos e as condições de acesso à conclusão do ensino secundário e respectiva certificação por parte de adultos com percursos formativos incompletos, neste nível de ensino, desenvolvidos ao a brigo de planos de estudos extintos ou em processo de extinção, foram definidos pelo Decreto-Lei n.º 357/2007.

De acordo com este diploma, uma das modalidades de conclusão e de certificação do secundário concretiza-se através da realização de exames a nível de escola ou, por opção dos candidatos, de exames nacionais, nos casos em que haja oferta dos mesmos.

Com o objectivo de regulamentar os termos e as condições relativos ao processo de realização dos exames a nível de escola, foi elaborado um despacho que aguarda publicação no Diário da República.
O referido despacho aprova o regulamento de exames a nível de escola.
Para mais informações, consultar o despacho que aguarda publicação no Diário da República.
Fonte: Portal da Educação

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Estudo de Avaliação e Acompanhamento da Implementação da Reforma do Ensino Secundário

O Grupo de Avaliação e Acompanhamento da Implementação da Reforma do Ensino Secundário (GAAIRES) publica na sua página o Quarto Relatório sobre o Estudo de Avaliação e Acompanhamento da Implementação da Reforma do Ensino Secundário.
Fonte: DGIDC

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Artigo de opinião


O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicas

Hoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.

in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)