O Governo vai investir nos próximos anos cerca de 400 milhões de euros na modernização tecnológica das escolas, que prevê a instalação de Internet e de quadros interactivos em todas as salas de aula, o aumento da velocidade em banda larga e o projecto Magalhães, para a distribuição de computadores a crianças do ensino básico.
O anúncio foi feito esta tarde durante o debate quinzenal na Assembleia da República pelo primeiro-ministro, que respondia a questões formuladas pelo líder parlamentar do PS, Alberto Martins, e pela deputada socialista Manuela de Melo.
"Queremos que as escolas fiquem na linha da frente das mudanças tecnológicas. Por isso, este Governo tem apostado no plano tecnológico da educação", afirmou José Sócrates.
O primeiro-ministro pretende que os alunos "que entrem daqui a 15 anos no mercado de trabalho já não tenham dificuldades por desconhecerem inglês ou por não estarem impreparados para usar novas tecnologias".
Na sequência das questões dos socialistas Alberto Martins e Manuela de Melo, que defenderam a centralidade das políticas da educação, José Sócrates aproveitou para atacar a oposição. "Nem sequer elogiam que a acção social escolar tenha aumentado de 250 mil alunos para uma cobertura de 700 mil. Como podem dizer que isso é propaganda? Isso é ridículo", considerou.
Neste contexto, o primeiro-ministro retomou uma linha de argumentação contra a oposição presente nas suas últimas intervenções públicas. "A oposição critica tudo e tem uma atitude negativista", considerou, antes de defender que o ano escolar "começou a tempo e horas, com mais alunos e com melhores resultados".
Fonte: Diário Digital
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Governo investirá 400 M€ na modernização tecnológica escolas
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terça-feira, 23 de setembro de 2008
Primeiros computadores Magalhães entregues nas escolas
Em dezasseis escolas do país serão hoje entregues os primeiros computadores Magalhães, numa acção que contará com as presenças do primeiro-ministro, José Sócrates, da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e outros governantes e dirigentes governamentais.
Até ao final do ano, no âmbito do programa E-escolinha, quinhentas mil crianças do 1.º Ciclo do Ensino Básico deverão aceder aos computadores portáteis Magalhães.
Todos os professores do 1.º Ciclo deverão receber formação para utilização do Magalhães em sala de aula. Numa primeira fase esta formação será ministrada pelos Coordenadores TIC dos respectivos agrupamentos de escolas, e numa segunda fase será enquadrada pelo sistema de formação contínua de professores.
O custo do novo computador depende das condições económicas das famílias, reflectindo-se nos escalões da acção social escolar dos alunos. Será gratuito para os alunos do escalão A da Acção Social Escolar, tendo um custo de 20 euros para os alunos do escalão B e aumentando para o valor máximo de 50 euros para os alunos não abrangidos pela acção social escolar.
A inscrição para a aquisição do novo portátil ficará disponível muito em breve, segundo a tutela. As escolas serão informadas pelo Ministério da Educação dos procedimentos a adoptar para aceder aos códigos, cuja emissão será efectuada em duas fases, sendo a primeira dirigida ao ensino público e a segunda ao ensino privado.
O computador portátil Magalhães, especialmente concebido a pensar nas crianças, apresenta-se como o primeiro computador com acesso à Internet montado em Portugal. É mais resistente ao choque e a líquidos e poderá ser usado por toda a família.
Refira-se ainda que cuidados a ter com o novo equipamento são alguns dos aspectos abordados no guia “À descoberta com o Magalhães" disponibilizando-se ainda um guia para pais e educadores.
Também os alunos do 5.º e 6.º ano poderão agora adquirir um computador ao abrigo do programa e.escola, segundo anunciou hoje à tarde José Sócrates na sua deslocação ao Centro Escolar S. Mamede de Infesta. Com esta integração todos os alunos, do 1.º ao 12.º ano de escolaridade, passam a ter acesso a um computador. ~
Fonte: Texto Editores
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Programa de acesso a computadores e Internet alargado aos 5º e 6º anos
O primeiro-ministro anunciou hoje, em Matosinhos, o alargamento do programa governamental de acesso a computadores e Internet aos alunos do 5º e 6º anos de escolaridade.Segundo José Sócrates, os alunos podem optar pelo "Magalhães", disponível desde hoje para os alunos do 1º ao 4º ano de escolaridade, ou pelo programa e-escolas destinado aos alunos do 7º ao 12º anos de escolaridade. "Podem optar pelo programa que mais lhes convêm nas mesmas circunstância que os restantes alunos", sublinhou José Sócrates, que falava na escola EB1 Padre Manuel de Castro, em S. Mamede Infesta, Matosinhos. Nesta escola, o primeiro-ministro assinalou o início da distribuição dos cerca de três mil computadores portáteis "Magalhães" aos alunos do primeiro ciclo. "O dever de um Governo, hoje, já não é apenas proporcionar formalmente o direito à educação. O dever de um Governo é proporcionar uma boa educação. Foi por isso que avançámos com este projecto", disse José Sócrates. O primeiro-ministro lembrou que "está provado que o uso de ferramentas informáticas proporciona melhores índices de aprendizagem e melhora os resultados". "Estamos hoje a formar uma nova geração de portugueses que domina o inglês e as tecnologias de informação e comunicação. Será uma geração mais bem preparada e em melhores condições para servir o objectivo do desenvolvimento do nosso país", frisou. O primeiro-ministro realçou que este programa e-escolinha, "além de melhorar a educação, vai fazer chegar um computador a muitas casas onde isso ainda não tinha sido possível, funcionando assim, também, como uma oportunidade de infoinclusão". "O Estado esteve na origem e liderou o projecto, mas este não é um programa do Governo, é sim o resultado de uma parceria entre o Estado, a escola, os operadores e as autarquias", vincou. O primeiro-ministro criticou quem se empenha em desvalorizar o "Magalhães", considerando que essa é "uma atitude de quem não precisa, porque quem precisa da ajuda do Estado fica satisfeito por finalmente dispor de um programa capaz de responder a dois desafios: melhorar a educação e melhorar os índices de utilização de computadores". José Sócrates congratulou-se com o facto de, em Portugal, todos os alunos do 1º ao 12º anos de escolaridade terem a partir de hoje acesso a um computador em condições "muito vantajosas", referindo, em relação à Internet, que todas as escolas do país terão "uma velocidade de banda larga superior à que existia". Metade dos alunos com computador em 2010O coordenador do Plano Tecnológico afirmou hoje que, em 2010, haverá um computador por cada dois alunos, o que tornará Portugal num dos países mais bem equipados a nível mundial. O rácio actual é 11,3 alunos por cada computador, no final do ano será de cinco alunos por PC e, em 2010, será de dois alunos por aperelho, revelou o coordenador do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho. "Isto significa que em termos de quadros interactivos (nas salas de aula), banda larga e computadores, as escolas portuguesas ficarão equipadas ao melhor nível em termos mundiais", disse à Lusa Carlos Zorrinho. O coordenador do Plano Tecnológico deslocou-se à Escola Básica Hélia Correia, de Mafra, para uma entrega de computadores "Magalhães" aos alunos do primeiro ciclo. Computador "democratiza" o ensinoA ministra da Educação considerou que a distribuição de computadores com ligação à Internet a alunos constitui "o instrumento principal da democratização do ensino", permitindo "igualdade de oportunidades" no acesso à informação e ao conhecimento. "O computador com ligação à Internet permite o acesso à grande biblioteca global, onde reside o essencial do conhecimento e da informação", explicou Maria de Lurdes Rodrigues, após inaugurar o novo centro escolar da vila alentejana de Portel (Évora), um dos primeiros do país onde 300 alunos do primeiro ciclo receberam hoje "encantados" exemplares de computadores portáteis "Magalhães".
Fonte: Público
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quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Regresso às aulas com falta de manuais
As aulas já começaram, mas ainda há milhares de livros, encomendados há muito tempo, por entregar. A espera está a deixar os pais preocupados e as editoras do grupo Leya são os maiores alvos das críticas.
"Temos recebido muitas reclamações por causa dos atrasos na entrega dos manuais escolares, principalmente os editados pela Texto Editora", relatou ao JN o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP), Albino Almeida. Para o dirigente, esta é uma situação "muito grave e complicada" que "está a causar problemas a alunos, professores e pais e que se está agrava à medida que o tempo passa". Por isso, está ver "a situação com muita apreensão e verá com uma extrema preocupação se os manuais não chegarem até à próxima semana".
Em muitas livrarias os pais desesperam nas filas a ver se as encomendas já chegaram (ver reportagem na página ao lado). Também quem optou por comprar os livros através da Internet espera. O site Webboom, que teve mais de 25 mil encomendas, está a enviar um e-mail aos clientes a reconhecer que "continuam a verificar-se problemas no abastecimento do mercado de alguns manuais escolares, nomeadamente das editoras ASA e Texto Editores".
A mensagem refere, ainda, que "a Webboom tem conhecimento que esta situação tem origem em falhas ao nível da produção gráfica, causando atrasos substanciais na impressão e disponibilização dos manuais para o mercado".
O responsável pela comunicação do Grupo Leya - que controla a Texto Editora e a ASA -, José Menezes, nega problemas com a produção e afirma que os atrasos "são normais neste período do ano e que se devem maioritariamente a questões ligadas à distribuição".
Segundo o porta-voz, a distribuição via os dois Auto-serviços que o Grupo possui tem funcionado "sem problemas" mas que a distribuição via CTT obedece a alguns critérios na forma e ordem de expedição que podem originar alguma demora na entrega, mas salienta que não tem conhecimento de esperas fora do normal.
Todavia, no site da Leya recomenda-se aos clientes que "se desloquem aos Auto-Serviços", que viram o seu horário de funcionamento alargado, para uma maior brevidade na entrega, por causa de um "aumento muito significativo do número de encomendas efectuadas no canal on-line".
O porta-voz da Comissão do Livro Escolar da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), Paulo Gonçalves, revela que tem conhecimento de que "algumas editoras - que não da APEL - estão com alguns problemas" mas acredita que "esses problemas estão a ser resolvidos". E esclarece que "no final de Agosto, 95% dos manuais da APEL já tinham sido entregues e poucos dias depois chegou-se aos 100%, estando o mercado totalmente abastecido".
Fonte: JN
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terça-feira, 16 de setembro de 2008
Novidades Microsoft no regresso às aulas
Embora seja considerada a referência em termos de sistemas operativos, já que continua a deter a maior quota de presença nos segmentos doméstico e empresarial, a Microsoft não é, de todo, particularmente relevante no mercado de periféricos para PC. Tal não se deve à ausência de qualidade dos seus produtos, mas antes à implantação anterior de outras marcas mais reconhecíveis, bem como à vasta oferta disponível neste segmento. Às condicionantes acima descritas, poder-se-ia acrescentar uma certa uniformidade e discrição dos periféricos da Microsoft. Não são, de facto, os ratos ou teclados com mais luzinhas. São, porém, produtos bem elaborados, quer ergonomicamente, quer em termos de longevidade e robustez. As boas notícias é que a Microsoft está apostada em mudar a sua imagem, começando por uma forte aposta na renovação do design dos seus produtos. O regresso às aulas, uma das mais importantes épocas em termos do mercado de PCs e acessórios, trouxe consigo algumas novidades Microsoft. Aqui ficam algumas. Ratos BlueTrack: Explorer e Explorer Mini Quem é que se lembra dos ratos de bola? Provavelmente, o mesmo número de pessoas que dentro de um ano se vai lembrar dos ratos com laser vermelho. Isto porque a Microsoft desenvolveu um novo tipo de tecnologia óptica, baseada num elemento óptico azul (daí o nome), que combina o melhor dos ratos a laser e analógicos e permite a utilização em quase todo o tipo de superfícies, incluindo vidro, mármore e carpete. Para além de incluírem a tecnologia BlueTrack, os ratos Explorer e Explorer Mini, apresentam uma autonomia impressionante, até 3 semanas sem recargas, para o Explorer e mais de 6 meses para o Explorer Mini, apenas com uma pilha alcalina do tipo AA. Como os nomes indicam, o Explorer está mais direccionado para a utilização na secretária, sendo fornecido com uma base de secretária/recarregador, enquanto o Explorer Mini, mais pequeno, é ideal para portáteis. Ambos utilizam tecnologia sem fios, nos 2.4GHz, com receptores USB integrados no chassis, para máxima portabilidade. Disponíveis a partir de Outubro, com preços ainda por definir. Rato ArcO novo rato Arc, apesar de não integrar tecnologia BlueTrack, merece uma menção especial, quanto muito não seja pelo seu design incomum e ergonomicamente cuidado. Para além do seu design em arco, que permite elevar a mão, o Arc é ainda dobrável ao meio, o que facilita o seu transporte e permite aos utilizadores de portáteis usufruírem de um rato de tamanho integral sem perderem muito espaço na mala. Tal como os modelos Explorer, o Arc possui uma ligação sem fios ao computador, com o receptor USB acoplável ao chassis e uma autonomia de mais de 6 meses com duas pilhas alcalinas AAA. Dada a ênfase no design, o rato Arc estará disponível em duas cores da moda, preto e vermelho Bordeaux, já a partir de Outubro, por cerca de 60 euros. Teclado Wireless Laser Desktop 6000 O Microsoft Wireless Laser Desktop 6000 é o Rolls-Royce dos teclados. Teclas de baixo perfil e silenciosas, curva ergonómica, apoio para o pulso, etc., tudo a pensar no conforto e numa utilização descontraída, acumulando, igualmente, algumas funções de produtividade, incluindo cinco botões programáveis no rato incluído com o pacote de vendas, tecla dedicada para Flip 3D no Windows Vista, cinco teclas programáveis "Meus Favoritos" e finalmente, teclas multimédia dedicadas, permitindo acesso instantâneo a música, filmes e imagens. O combo teclado e rato Wireless Laser Desktop 6000 funciona sem fios, a partir de um único receptor USB, em distâncias até 10 metros do receptor. Disponível a partir de Outubro, por cerca de 85 euros. Câmara LifeCam ShowA nova webcam Microsoft LifeCam Show apresenta um design ultra-fino e pode ser utilizada em portáteis ou computadores de secretária, graças às diferentes bases incluídas no pacote de vendas. Posto isto, não há muito mais por onde mexer, já que a LifeCam Show possui focagem e controlos de imagem automáticos, microfone integrado e um sensor de 2 Megapixéis, servido por uma lente grande angular de 71 graus. Embora seja compatível com o Skype e outros clientes de telefonia e conversação via internet, a LifeCam Show foi especialmente concebida para utilização com o Microsoft Live Messenger, dispondo de um botão frontal de início rápido de videochamada e diversas funções associadas a outros serviços Microsoft, incluindo funções de carregamento instantâneo de fotografias para um blog Live Spaces e partilha de fotos no Messenger. Disponível a partir de Outubro, com preço por definir.
Fonte: Tek.sapo
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quinta-feira, 11 de setembro de 2008
20 medidas de política educativa para o ano lectivo de 2008/2009
As medidas de política educativa, para este ano lectivo, visam alargar os apoios para as famílias e para os alunos, proceder à modernização das escolas, concretizar o Plano Tecnológico da Educação, generalizar novas regras para a gestão escolar e implantar a reforma do ensino artístico especializado.
Reforço das medidas de apoio social às famílias
O reforço das medidas de apoio social para as famílias e para os alunos é uma prioridade do Ministério da Educação (ME) para este ano lectivo, de modo a prevenir o abandono escolar, dando resposta às dificuldades económicas das famílias e incentivando a melhoria dos resultados escolares dos estudantes.
Para apoiar as famílias e os alunos, o ME procede à alteração das condições de apoio da Acção Social Escolar (ASE), aumentando a transparência e simplificando o procedimento através da utilização dos escalões do abono de família
As mudanças na ASE traduzem-se no crescimento do número de beneficiários, que quase triplica para mais de 700 mil, ao mesmo tempo que se eleva o montante das comparticipações acima da inflação, passando a abranger os alunos do ensino secundário, em condições idênticas às dos que frequentam a escolaridade obrigatória.
A criação do passe escolar 4_18@escola.tp, destinado aos estudantes dos 4 aos 18 anos, permite um desconto de 50 por cento na aquisição do cartão e da mensalidade do passe. Abrangendo um universo potencial de 1,6 milhões de estudantes, esta medida visa o apoio social às famílias nas deslocações dos seus filhos para a escola, incentivando, desde a infância, a utilização regular dos transportes colectivos.
A oferta de um livro a todos os 115 mil alunos do 1.º ano de escolaridade, no início do ano lectivo, pretende assinalar o início da vida escolar dos alunos, motivando para a leitura em família.
Para prestar um apoio mais adequado aos alunos com necessidades educativas especiais de carácter permanente, vai entrar em funcionamento a rede de escolas de referência destinadas aos alunos cegos e aos surdos, bem como unidades especializadas em perturbações do espectro do autismo e em multideficiência.
A discriminação positiva para escolas situadas em meios difíceis, realizada através da assinatura de contratos-programa para o desenvolvimento de projectos educativos, vai abranger mais 100 agrupamentos.
Com o objectivo de reconhecer e de valorizar o mérito, a dedicação e o esforço no trabalho e no desempenho escolares, o ME atribui um Prémio de Mérito aos melhores alunos de cada escola que tenham concluído o ensino secundário no ano lectivo de 2007/2008.
Modernização das escolas
Outra das grandes apostas do ME para este ano lectivo é a modernização das escolas, nomeadamente do parque da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário. Interromper o ciclo de degradação de muitos estabelecimentos de ensino e reduzir as assimetrias inscritas na rede constituem objectivos prioritários, a par da oferta de espaços qualificados, com a melhoria das instalações escolares, equipando-as com laboratórios, oficinas e bibliotecas, de modo a dar resposta aos desafios que se colocam às escolas do futuro.
Para o efeito, merecem especial destaque a continuidade do Programa de Modernização das Escolas Secundárias, com início das obras em 26 estabelecimentos de ensino; o prosseguimento da ordenação da rede escolar do 1.º ciclo, com a entrada em funcionamento de 50 centros escolares; e o lançamento de um concurso para o alargamento da rede do pré-escolar, com especial incidência nas áreas metropolitanas onde as taxas de cobertura são mais baixas.
Generalização de novas regras para a gestão escolar
A generalização de novas regras para a gestão escolar, que tem como finalidade tornar as escolas espaços educativos mais eficientes, pressupõe a aplicação do novo regime de gestão e autonomia das escolas, com o intuito de reforçar as lideranças, de abrir a escola ao exterior e de aprofundar as suas competências.
A transferência de competências para os municípios é outra das medidas a aplicar neste âmbito, de forma a possibilitar uma gestão mais próxima e mais eficaz, com uma maior partilha de responsabilidades e uma mais empenhada participação da comunidade.
A implantação do novo regime de avaliação de desempenho dos professores, ao mesmo tempo que promove o aperfeiçoamento das práticas de ensino e de aprendizagem, garante a diferenciação dos docentes pelo mérito e permite uma regulação mais rigorosa da progressão na carreira.
Concretização do Plano Tecnológico da Educação
A concretização do Plano Tecnológico da Educação constitui-se como um meio para a melhoria do desempenho escolar dos alunos, garantindo a igualdade de oportunidades, e para a modernização dos estabelecimentos de ensino, apetrechando-os com os equipamentos tecnológicos mais modernos.
A ligação da Internet em banda larga em todas as salas de aula, o aumento da velocidade de ligação à Internet para mais de 48 Mbps e, ainda, a aquisição de 310 mil computadores, de 9000 quadros interactivos e de 25 mil videoprojectoressão importantes metas a atingir.
O objectivo é melhorar o rácio de alunos por computador com ligação à Internet de banda larga, garantir um videoprojector por sala de aula e assegurar um quadro interactivo para cada três salas.
A utilização do cartão do aluno, a par da instalação de sistemas de videovigilância e de alarme electrónico, permitirá maior segurança nos estabelecimentos de ensino.
O lançamento do programa e.escolinha para acesso ao computador Magalhães, destinado aos alunos do 1.º ciclo, e o alargamento do programa e.escola aos alunos do 3.º ciclo, para aquisição de computadores portáteis com acesso à Internet em banda larga em condições muito vantajosas, são medidas fundamentais para generalizar, desde cedo, o acesso aos computadores e à Internet.
Reforma do ensino artístico especializado
A reforma do ensino artístico especializado é outra das prioridades definidas, de modo a permitir que, já neste ano lectivo, mais de 25 mil alunos tenham acesso a ensino artístico especializado.
Além do aumento do orçamento disponível para o ensino artístico especializado, o ME procede à reorganização do modelo de funcionamento das escolas, bem como à definição de novas regras de financiamento do ensino particular e cooperativo e de novas condições de matrícula.
A integração nos quadros de docentes do ensino artístico especializado que estavam contratados há mais de 10 anos, a criação de quadros de escolas e o regime extraordinário para acesso à profissionalização em serviço são outras das medidas tomadas neste âmbito.
Para mais informações, consultar:
20 medidas de política educativa para o ano lectivo de 2008/2009 [powerpoint]
Fonte: Portal da Educação
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Novo ano lectivo - novidades da acção social escolar
APOIO SOCIAL PARA 700 MIL
Refeições gratuitas, desconto de 50 por cento nos passes sociais, apoio financeiro na compra de manuais e material escolar, computadores de graça ou com grandes descontos: no ano lectivo que hoje arranca o Governo promete um reforço significativo nas ajudas às famílias mais carenciadas, passando a apoiar 700 mil alunos, cerca de meio milhão a mais em relação ao último ano.
"Não há memória de um alargamento tão grande na Acção Social Escolar", sublinha a ministra Maria de Lurdes Rodrigues, que afectou cerca de 73 milhões de euros do orçamento do Ministério da Educação (ME) para concretizar estas medidas. Com as alterações introduzidas, para além dos alunos do Ensino Básico também os do Secundário (10º, 11º e 12º anos) passam a ser abrangidos pelas ajudas.
"As pessoas que precisam, que sofrem mais, nunca tiveram tanta protecção como agora", reforça Rui Nunes, assessor do ME, frisando que o facto de ser o abono de família a determinar o escalão do aluno garante que "as ajudas vão mesmo para quem precisa".
Os alunos oriundos de famílias mais carenciadas, que irão integrar o escalão A, serão cerca de 400 mil, de acordo com as previsões do Governo. Terão direito a refeições grátis e a apoios que vão dos 95 aos 140 euros na compra de manuais e entre 11 e 12,50 euros para material escolar. Já quem integra o escalão B tem direito a metade do valor destas ajudas.
Para João Dias da Silva, secretário-geral da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE), as medidas são positivas embora "insuficientes para a situação difícil das famílias". O orçamento terá de continuar a esticar.
Albino Almeida, que preside à Confederação Nacional das Associações de Pais, também destaca o facto de "500 mil alunos que não eram apoiados passarem a ter ajudas". Mas lembra que a classe média fica sem apoios, contrariando a Constituição, que fala em ensino universal e gratuito. "Há famílias que, pelos seus rendimentos, não podem ser consideradas abastadas e que ficam de fora. É por isso que defendemos que deve ser permitida a dedução no IRS pelo menos do valor mais alto concedido pela Acção Social Escolar".
DESCONTO DE 50% NO PASSE
Os estudantes que tenham entre quatro e 18 anos passam a ter 50 por cento de desconto na compra do passe social para os transportes colectivos. Esta medida, denominada passe escolar 4_18@escola.tp, visa apoiar as famílias e incentivar a utilização regular dos transportes colectivos.
O cartão do passe 4_18@escola.tp é requerido nos operadores de transportes, mediante a apresentação de uma declaração da escola frequentada pelo aluno, comprovando que este não é beneficiário de transporte escolar.
DISCURSO DIRECTO
"ESTÍMULO PARA OS PAIS E ALUNOS", Susana Amador - Presidente da Câmara de Odivelas
Correio da Manhã – A Câmara de Odivelas é uma das várias autarquias do País que ofereceram manuais escolares aos alunos do 1.º Ciclo. Porquê?
Susana Amador – Os números do absentismo no 1º Ciclo são alarmantes e Odivelas é um município que tem muitas famílias com problemas socioeconómicos. Este apoio é um estímulo para os alunos e para os pais e é uma medida que visa ajudar as famílias no regresso pós-férias.
– Quantos livros foram oferecidos?
– São 15 778 manuais para as 5258 crianças do 1º Ciclo no concelho. Oferecemos a todos, sem discriminação, porque o início do ano lectivo é pesado para as carteiras de todas as famílias.
– Qual o investimento do município no apoio escolar?
– Para os manuais são 150 mil euros, num total de 200 mil euros em ajudas escolares. Este ano também tivemos parcerias, que permitiram oferecer as mochilas aos alunos. E foram criados dois gabinetes de apoio psicológico em escolas do 1º Ciclo na Pontinha e na Arroja. n
DICAS
DECLARAÇÃO
A Segurança Social emitirá uma declaração da qual consta o escalão de rendimentos do abono de família, que será enviada aos destinatários para ser apresentada na escola.
PASSE PARA TODOS
O novo passe para alunos dos quatro aos 18 anos poderá ser utilizado nos transportes públicos colectivos de passageiros, rodoviários e fluviais, a nível nacional, bem como nos ferroviários urbanos e regionais.
PORTÁTEIS GRATUITOS
Os alunos cujos agregados familiares tenham rendimentos mais baixos poderão ter acesso a computadores portáteis grátis com acesso à internet.
E-ESCOLINHA
As crianças do 1.º Ciclo vão poder ter computador portátil com acesso à internet em banda larga, gratuitamente ou a preços muito reduzidos, ao abrigo do programa e-escolinha. O projecto deverá abranger meio milhão de alunos do 1.º Ciclo.
NÚMEROS DAS AJUDAS
700 MIL
Alunos dos 2.º e 3.º ciclos e Secundário que vão ter apoio da Acção Social Escolar.
400MIL
Alunos passam a integrar o Escalão A, com direito à totalidade dos apoios, incluindo nas refeições.
300 MIL
Alunos vão integrar o Escalão B, com direito a metade dos apoios.
140
Euros é o valor máximo concedido para compra de manuais escolares no Básico, destinado aos alunos do 7.º ano.
203,70
Euros é o rendimento máximo per capita mensal de um agregado familiar que integra o escalão 1 do abono de família.
407,21
Euros é o rendimento máximo per capita de um agregado do escalão 2 do abono de família
FAMÍLIA ALMEIDA: PAI VAI TRABALHAR PARA FRANÇA
É A VINDIMA QUE PAGA A DESPESA DA ESCOLA
A vida da família de José da Silva Almeida, de 49 anos, nunca foi fácil, mas as dificuldades acentuam-se bruscamente a cada mês de Setembro, no início do ano lectivo. Porque "ter quatro filhos a estudar não é para toda a gente", ainda para mais quando os rendimentos da família são quase sempre incertos.
A residir numa modesta casa do bairro da Formiga, em Moimenta da Beira, José Almeida queixa-se da incerteza de ter de viver dos biscates que lhe vão aparecendo, sabendo que todos os meses tem de levar dinheiro para casa para sustentar a mulher e os seis filhos, todos menores. Quatro – Ana (14 anos), Catarina (13), André (10) e João (6) – frequentam a escola e este mês vão precisar de mil euros para gastar em livros, mochilas, outro material escolar e transportes. "É sempre uma dor de cabeça nesta altura, mas vou conseguir dar-lhes o mínimo que eles precisam", garante José de Almeida, que para não pedir dinheiro emprestado vai partir para as vindimas em França. "Grande parte do dinheiro que lá vou ganhar é para lhes pagar as despesas da escola. Mas merece a pena, prefiro vê-los na escola do que para aí ao Deus-dará", acrescenta o único sustento da família – a esposa "está muito doente e também precisa de cuidados". A mulher recebe um subsídio social de 305 euros que "mal chega para pagar as despesas com os medicamentos". Os filhos entendem que os pais não têm possibilidades de lhes poder dar tudo aquilo que mais anseiam, mas revelam que nunca faltou dinheiro para comer na escola e para os livros. "Nunca nos faltou nada, temos o mínimo que é necessário para frequentar a escola", refere Catarina Almeida, lamentando que agora os livros "não passem dos irmãos mais velhos para os mais novos". n
NOTAS
LEITE E REFEIÇÕES NAS ESCOLAS
Entre os apoios concedidos pelo Estado está também o programa do leite escolar, que garante um pacote de leite diário e abrange todos os alunos do 1º Ciclo e da educação pré--escolar. A generalização das refeições nas escolas é outra das componentes da Acção Social Escolar. As refeições são gratuitas para os alunos mais carenciados e comparticipadas para os restantes. n
VISITAS DE ESTUDO GRÁTIS
Para além dos auxílios económicos aos alunos com baixos rendimentos para aquisição de manuais e material escolar, a Acção Social Escolar garante também que este estudantes possam participar em actividades complementares, como visitas de estudo, sem terem de pagar. O Estado também comparticipa as despesas de alojamento em residências escolares.
INSUCESSO: NÃO É MELHORIA
Paulo Feytor Pinto, presidente da Associação de Professores de Português, considera que a quebra nos chumbos "não significa uma melhoria real das aprendizagens".
SEGURANÇA: CUIDADOS A TER
A Fenei/Sindep alertou para que, face às situações de insegurança, os pais devem incentivar os filhos a não levar roupas de marca e telemóveis para a escola
MINISTRA: ESCOLAS DO PORTO
A ministra da Educação visita hoje a EB 23 de Miragaia às 11h00 e a EB23 Dr. Leonardo Coimbra (Filho), ambas na cidade do Porto, para assinalar o primeiro dia de aulas
MANUAIS: MAIS QUEIXAS
Vários livreiros queixaram-se do atraso na entregue de manuais escolares encomendados ao grupo Leya, tal como o CM noticiou na edição de ontem.
INVESTIMENTO: 73 MILHÕES
O impacto financeiro do alargamento dos apoios é de 30 milhões de euros nos manuaise material escolar e 43 milhões para as refeições escolares
1.º CICLO: MANUAIS DE INGLÊS
O Governo Regional dos Açores distribuiu este ano pelas escolas do arquipélago todos os manuais de língua Inglesa para o 1.º Ciclo para minimizar as despesas das famílias com os filhos
PAIS: APELO À PARTICIPAÇÃO
A Confap vai desencadear uma "grande campanha de sensibilização" para estimular a participação dos pais e encarregados de educação na educação dos filhos e educandosE
ESCOLAS: DIRECTORES
O ano que agora começa marca a introdução da figura do director de escola, que substitui o conselho executivo. Haverá também mudanças na gestão escolar, com mais poder das autarquias
HOJE: 'SER BOM ALUNO, BORA LÁ?'
É hoje lançado o livro ‘Ser Bom Aluno Bora Lá?’, de Jorge Rio Cardoso, que pretende ensinar os alunos a organizar o estudo, comportar-se na escola, evitar os erros e preparar as avaliações.
Fonte: CM
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Primeiro dia sem alunos
Plenamente convencida" de que todas as escolas estarão operacionais segunda--feira, a ministra da Educação visitou ontem, no primeiro dia oficial do ano lectivo, uma escola que apenas recebe alunos... na segunda-feira.
Falhada a visita à EB23 de Miragaia, no Porto (o nevoeiro atrasou a chegada do voo oriundo de Lisboa), Maria de Lurdes Rodrigues não falhou a visita à EB23 Leonardo Coimbra (Filho), também no Porto. À chegada, a governante tinha à sua espera representantes do Sindicato dos Professores do Norte.
No final da visita, recebeu dos sindicalistas uma "posição", em que o sindicato refere que "a resposta aos graves problemas com que o sistema educativo se confronta obriga a um investimento persistente na Educação".
A governante lamentou que o SPN tenha escolhido um "momento de Comunicação Social" para apresentar o protesto. "Era mais fácil conversar tranquilamente", afirmou.
Durante a visita à EB23 Leonardo Coimbra, Maria de Lurdes Rodrigues pôde observar os melhoramentos de que a escola foi alvo, nomeadamente pintura exterior e arranjos nos espaços verdes.
Quanto ao facto de as escolas estarem vazias no primeiro dia de aulas, a ministra sublinhou que o mais importante é que o País "tem melhores resultados escolares, em todas as escolas, em todos os ciclos e anos de escolaridade", reportando--se aos resultados do insucesso e abandono escolares tornados públicos esta semana.
Para hoje, está prevista a presença da ministra na inauguração da EB1/JI da Ericeira (Mafra), talvez com crianças. OCM solicitou ao Ministério da Educação o número de escolas que receberam alunos no dia de ontem, em cada Direcção-Regional de Educação, mas não recebeu resposta até ao fecho da edição. Em 2007, foram pouco mais de 15 por cento do total.
4_18@ESCOLA.TP LEVANTA DÚVIDAS
O passe 4_18@escola.tp, que tem sido anunciado como custando 50% do valor, deixa os pais confusos.As transportadoras já praticavam descontos para crianças e jovens na ordem dos 25 por cento. Por exemplo, um passe combinado Carris/Metro para uma criança entre os 4 e os 12 anos custava cerca de 20 euros e agora custa 14 euros, 50 por cento do valor--base. "Esta medida é uma imposição tarifária e todos os operadores são obrigados a praticar um desconto de 50 por cento sobre o valor-base", disse fonte do gabinete do ministro dos Transportes, Mário Lino.
CRIANÇA DEFICIENTE SEM APOIO
Daniel tem Trissomia 21 e vai frequentar uma escola regular onde há falta de professores de Ensino Especial e auxiliares. A mãe está desempregada e não consegue pagar 600 euros mensais por uma escola de Ensino Especial, uma vez que o Ministério de Educação recusou apoiar esta criança. A ministra da Educação garantiu, porém, que os alunos com necessidades especiais estão sinalizados e que rondam 1,8 por cento dos estudantes.
FAMÍLIA GOMES: BRAGA
MAIS DE 500 EUROS PARA EQUIPAR OS FILHOS
Nuno Gomes gastou mais de 500 euros em livros e em material escolar. "Fomos ao mais barato e apenas comprámos o estritamentenecessário, como cadernos, mochilas, lápis e canetas, para além dos livros escolares, que custaram 250 euros", disse ao CM o chefe de família, residente em Real, Braga. Este ano, o filho mais novo, Gonçalo, entra no Primeiro Ciclo. Já Beatriz, de 9 anos, vai para o 4º ano, enquanto Francisca, de 11 anos, vai para o 6º. Juntamente com a mulher, tem um rendimento de cerca de mil euros. Mesmo assim, as despesas com material escolar são "um rombo pesadíssimo", porque "a vida está difícil e há muitas outras despesas para pagar". Além disso, é preciso reforçar o vestuário, no que se incluem fatos de treino. "Se para nós isto é complicado, é fácil perceber que há situações de famílias com rendimentos mais baixos onde esta época se torna um pesadelo", reconhece.
FAMÍLIA SANTOS: PORTIMÃO
APOIO ESCOLAR É POUCO
Cátia Neves, de 11 anos, vai frequentar o 7º ano de escolaridade e a irmã Ana, de 10, repetirá o 5º ano, depois de ter chumbado no período lectivo passado. Ambas frequentam a Escola D. Martinho de Castelo Branco, em Portimão.
A mãe, Susana Santos, funcionária no refeitório do Hospital do Barlavento Algarvio, já encomendou os livros e começou a comprar o material escolar. "Está tudo mais caro", lamenta. Este ano a despesa vai ser maior, pois "o subsídio de Apoio Escolar é manifestamente insuficiente. Só em livros irei gastar mais 200 euros do que em 2007", afirma.
ESMERALDA CONHECEU NOVA ESCOLA
A pequena Esmeralda foi conhecer ontem a nova escola que vai frequentar, o Colégio Andrade Corvo, em Torres Novas, saindo do estabelecimento com grande vontade de começar as aulas e aprender novas matérias.
"Ela já criou uma boa química com a professora, que a vai acompanhar até ao quarto ano, e está muito empolgada com o reinício das aulas", disse o sargento-ajudante Luís Gomes ao CM.
O militar e a mulher, Adelina Lagarto, saíram de casa com a menina pelas 08h15 e dirigiram-se à escola, onde se reuniram com o pessoal docente para ficar a conhecer a forma de funcionamento do colégio.
Deixaram o estabelecimento perto da hora do almoço, com Esmeralda pela mão. Porque se tratou apenas da apresentação e recepção aos alunos, levaram-na a almoçar a casa. Mas no futuro irá tomar as refeições na escola.
Segundo Luís Gomes, os livros já estão comprados e grande parte do material também. Os artigos de última hora aconselhados pela professora seriam comprados ontem à tarde.
Cient e de que Esmeralda irá dar um passo importante no processo educativo, ao entrar parao Ensino Básico, o sargento Gomes espera que o futuro da menina "seja de tranquilidade".
DICAS
ACOMPANHE A CRIANÇA
Se o seu filho vai para o 1.º ano, acompanhe-o no primeiro dia e fique um pouco na escola, até ele se ambientar à sala, aos colegas e ao professor.
TRAJECTO SEGURO
Explique ao seu filho quais os trajectos mais seguros no caminho casa-escola-casa caso não o possa levar ou ir buscar. Deve-se evitar zonas mal iluminadas, becos e lugares com pouca gente.
EMERGÊNCIAS
Entregue aos professores os contactos que possam ser úteis em caso de emergência.
OBJECTOS DE VALOR
Os estudantes devem evitar levar para a escola relógios, jogos e muito dinheiro.
ESTATÍSTICAS
1,5
milhões de alunos, aproximadamente, devem regressar às escolas até segunda-feira.
8,3
por cento foi a taxa de retenção no Ensino Básico no último ano lectivo.
10
milhões de manuais escolares comprados pelas famílias no início do mês de Setembro.
40 000
professores não conseguiram contratação no concurso deste ano.
19
alunos por turma, em média, no Ensino Básico em Portugal, em 2006, de acordo com os dados da OCDE.
4341
euros é o investimento médio de Portugal em cada estudante, de acordo com a OCDE.
8
alunos por professor, em média.
NOTAS
ARRAIOLOS: ÚLTIMOS ALUNOS
Com apenas oito alunos, a EB1 de Santana do Campo, em Arraiolos, mantém-se aberta este ano, mas os habitantes receiam que a escola seja encerrada no futuro
ACÇÃO SOCIAL: QUEM PAGA?
As autarquias estão preocupadas com o alargamento da acção social escolar, que triplica o número de beneficiários, porque ainda desconhecem com que verba será suportado este apoio.
SINTRA: NOVA ESCOLA BÁSICA
É inaugurada hoje a nova Escola Básica e Jardim-de-Infância de Sabugo e Vale de Lobos, na freguesia de Almargem do Bispo, em em Sintra. Terá biblioteca, salão polivalente e balneários.
Fonte: CM
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quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Ano lectivo começa com algumas alterações
1,5 milhões de alunos e 125 mil professores começam hoje a regressar às aulas.Avaliação de professoresDepois de toda a polémica do novo sistema de avaliação, este ano as novas regras são para aplicar por inteiro aos mais de 120 mil docentes. Cumprimento de objectivos de resultados escolares, preparação e realização das aulas, assiduidade, formação e participação na vida escolar são alguns dos parâmetros que vão ser tidos em conta na avaliação de desempenho e que se realiza de dois em dois anos. A progressão na carreira depende da nota recebida.Eleição dos directoresOs actuais conselhos executivos, órgãos colegiais de gestão das escolas, vão ser progressivamente substituídos pela figura do director. O director, que deixa de ser eleito e passa a ser escolhido por concurso mediante o seu currículo, projecto e entrevista individual, será responsável pela gestão administrativa, financeira e pedagógica das escolas. Tem ainda competência para designar todos os responsáveis pelas estruturas de coordenação e supervisão pedagógica e assumirá um papel fundamental na avaliação dos professores. Serão ainda criados os conselhos gerais, constituídos por pessoal não-docente, pais, representantes das autarquias e instituições locais e professores e em que nenhum destes corpos estará em maioria. É ao conselho geral que compete a escolha do director e, eventualmente, a sua destituição. Para já, as escolas terão de eleger os conselhos gerais transitóriosTransportes com descontoTodas as crianças e jovens dos quatro aos 18 anos que não beneficiem de transporte escolar organizado pelas respectivas câmaras municipais vão poder ter um desconto de 50 por cento no passe. Mais manuais gratuitos Com o alargamento dos apoios atribuídos às famílias mais pobres, o número de alunos a beneficiar de refeições e manuais gratuitos vai passar de 185 mil para 400 mil (todos os do escalão 1 do abono de família). A estes juntam-se 311 mil (do escalão 2 do abono de família) que beneficiarão de metade das ajudas atribuídas aos mais carenciados. Um estudante do 5.º ano, por exemplo, receberá um apoio de 100 ou 50 euros para a compra de livros, conforme se encontre no 1.º ou no 2.º escalãoPrémios para os melhoresSerá já na próxima sexta-feira que serão conhecidos os vencedores dos prémios para os melhores alunos do secundário. A distinção foi criada este ano para valorizar “a dedicação e o esforço no trabalho e desempenho escolares”. Em cada escola, o estudante dos cursos científico-humanísticos e profissionais ou tecnológicos que tenha concluído o secundário com melhor nota receberá um prémio de 500 euros e um diploma. Inglês a partir do 1.º anoA partir deste ano, todas as escolas do 1.º ciclo têm de oferecer aulas de Inglês aos alunos do 1.º e 2.º anos, tal como já acontecia com os do 3.º e 4.º. A oferta é obrigatória, mas a frequência dos 90 minutos previstos para o ensino desta língua estrangeira é facultativa.
Fonte: Público
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terça-feira, 9 de setembro de 2008
Educação - pressão financeira sobre as famílias aumenta
Setembro é um mês difícil para as famílias portuguesas com filhos na escola. Os gastos com os manuais escolares vêm complicar orçamentos muitas vezes já limitados. Só em livros obrigatórios, os portugueses vão gastar "80 milhões de euros", estima Paulo Gonçalves, assessor da Comissão do Livro Escolar da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL). E depois ainda há que contar com cadernos de apoio e conteúdos em formato digital.
Este ano as coisas são ainda mais complicadas porque o preço dos manuais subiu seis por cento, quase o dobro da inflação (3,1% em Julho), apesar de estarem sujeitos a uma convenção assinada entre governo e editores. "Há um aumento acima da inflação, com maior incidência no 1º Ciclo, onde são mais baratos. Mas os preços dos manuais escolares estiveram congelados nos últimos quatro anos e já não era comportável", diz Paulo Gonçalves.
Rui Nunes, assessor do Ministério da Educação, sublinha o reforço que este ano se verifica ao nível da acção social escolar. "É uma autêntica revolução. Cerca de 400 mil alunos terão manuais de borla e 300 mil desconto de 50 por cento. Grosso modo, metade da população escolar será apoiada", afirma.
Os gastos em livros escolares são sempre a subir à medida que se vai passando de ano. Se no 1º Ciclo os livros custam menos de 40 euros, já a partir do 5º ano sobem para mais de 100 € e no 3º Ciclo e no Secundário ultrapassam os 200 €.
Para regular o sector, o Governo introduziu a certificação prévia dos manuais. A medida continua a gerar polémica. "Não há nenhum país democrático, com liberdade de expressão, que tenha um processo de certificação prévio e centralizado", advoga Paulo Gonçalves, frisando que os editores criaram "um sistema de auto-regulação através de protocolos com entidades científicas". E lembra que na Finlândia, muitas vezes apontada como modelo, a escolha do livro é feita "directamente pelo professor".
UM LIVRO GRÁTIS POR CADA ALUNO
No âmbito do Plano Nacional de Leitura, o Ministério da Educação vai oferecer um livro a cada uma das 115 mil crianças que entram para o 1º ano de escolaridade. Os livros serão distribuídos pelas cerca de 6500 escolas de 1º Ciclo da rede pública, bem como pelas cerca de 600 da rede privada.
ALBINO ALMEIDA, PRESIDENTE CONFEDERAÇÃO NACIONAL DE ASSOCIAÇÕES DE PAIS: "APOIO DO ESTADO NÃO É SUFICIENTE"
Correio da Manhã – As famílias estão em condições de suportar o aumento do preço dos manuais escolares?
Albino Almeida – É um aumento que tem impacto e que é parcialmente atenuado pelo reforço da acção social escolar. Há 500 mil alunos que não tinham qualquer apoio na compra dos manuais e passaram a ter. Mesmo assim não é suficiente.
– Que outras medidas defende?
– A nossa Constituição prevê que o ensino seja universal e gratuito. Por isso, o Estado devia, pelo menos, permitir a dedução em IRS do que os pais pagam, sem impor qualquer limite. A educação é um investimento não uma despesa.
– Concorda com certificação prévia dos livros introduzida pelo Governo?
– Não somos entusiastas das comissões científicas que ficaram na lei. É um caminho sem paralelo na Europa, vamos ver como funciona. Do que a Confap não abdica é da necessidade das escolas fazerem no final do ano uma avaliação dos manuais adoptados.
EXEMPLOS
1.º ano
Escola Eb 1 Alexandre Herculano (Lisboa)
-Estudo do Meio Clube dos Cinco - 7.09€
-Língua Portuguesa Clube dos Cinco (manual+ cad. fichas) - 13.69€
-Matemática Clube dos Cinco (manual+cad. fichas) - 13.68€
Total: 34.46€
5.º ano
Escola EB 2/3 Santo António (Faro)
-História e Geografia de Portugal Bloco de História e Geografia de Portugal (manual+caderno actividades) - 23.03€
-Matemática Bloco Onda Matemática (manual+cad. actividades) - 23.30€
-Ciências da Natureza Bloco Magia da Terra (manual+cad. actividades) - 24.20€
-Língua PortuguesaNa Ponta da Língua - 15.65€
-Educação MusicalBloco Oficina da Música (manual+cad. actividades) - 21.38€
-InglêsMagic! (manual+Workbook) - 24.13€
Total: 131.69€
7.º ano
Escola EB 2/3 Inês de Castro (Coimbra)
-GeografiaFaces da Terra - 15.97€
-Ciências NaturaisUm Ponto no Universo (Manual +cad.actividades+CDRom) - 32.74€
-Ciências Físico-QuímicasFQ7 (manual+cad. activid.+CDRom) - 29.94€
-Língua PortuguesaOficina da Língua (manual+cad.activ.+CDRom) - 32.19€
-MatemáticaBloco Matemática em Acção (manual+cad.activ.) - 26€
-FrancêsMots Croisés - 17.90€
-HistóriaBloco Viver a História (manual+cad.activid.) - 25.48€
- InglêsBloco In English (manual+cad.activid.) - 24.66€
Total: 204.88€
10.º ano
Escola ES/3 Filipa de Vilhena Curso Científico-humanístico de Ciências e Tecnologias (Porto)
-Biologia e GeologiaBloco Biologia e Geologia 10/11 (manual+cad.activid.) - 32.80€
-Matemática A: Mais Infinito - 24.90€
-Filosofia A Arte de Pensar - 21.53€
-InglêsGlobal (manual+CD) - 30.50€
-PortuguêsDas Palavras aos Actos (manual+cad.activ.+CD) - 38€
-Física ABloco Ontem e Hoje (manual+cad.activ.) - 29.65€
Química A
Química A 10/11 - 23.75€
Total: 200.53€
FAMÍLIA TAVARES - RODRIGO VAI PARA O 4º ANO: 38 EUROS SÓ PARA OS LIVROS OBRIGATÓRIOS
No grau mais baixo do ensino obrigatório a factura a pagar pelos pais é também menor em relação aos outros anos até ao Secundário, mas nas contas de Tânia Caetano, de 26 anos, e Ricardo Tavares, de 30 anos, proprietários de uma padaria, as despesas devem chegar aos 300 euros.
O casal das Caldas da Rainha tem o filho Rodrigo, de nove anos, que vai frequentar o último ano do primeiro ciclo. "Os livros básicos, sem as fichas técnicas, vão custar 38 euros", indica a mãe, que se apressa a acrescentar: "Os professores no início do ano lectivo dão uma lista daquilo que é preciso e a escola pede sempre um fundo de maneio para outros gastos".
"Pensamos gastar perto de 300 euros, com mala, estojos, cadernos, marcadores, lápis e tudo o resto", assegura. "Hoje é uma caneta, no outro dia é mais um lápis, uma borracha, um caderno e material para fazer trabalhos na escola, as despesas não param", reclama Ricardo, para quem "não há ensino gratuito nas escolas públicas". "E agora é só um filho. Quando forem dois [o outro filho do casal tem dez meses] vai ser pior ainda", antecipa Tânia Caetano.
O casal confessa que os gastos com o ensino leva-os a "fazer bem as contas para não faltar nos outros lados". "Somos sócios-gerentes da empresa mas não ganhamos o que queremos. Temos um ordenado mensal cada um de 850 euros, o que já é acima da média, mas depois de pagarmos a casa, o carro, a escola e as despesas com os empregados, chegamos ao final do mês mesmo à justa. Às vezes nem conseguimos o ordenado todo, por termos de pagar em primeiro lugar aos funcionários e à Segurança Social", descreve Ricardo Tavares.
DICAS
Mais barato via net
Para poupar alguns euros, compre os manuais escolares em sites como o Webboom ou o Mediabooks, que oferecem descontos de entre dez e vinte por cento.
De geração em geração
Se tem filhos com idades próximas, aconselhe os mais velhos a não estragar os livros porque podem servir depois para os mais novos.
Pacotes saem caro
Muitas vezes os editores vendem blocos que incluem os manuais, os cadernos de actividades e ainda um CD-Rom. Porém, pode sempre comprar em separado e prescindir dos elementos de apoio.
Fonte: CM
Etiquetas: Manuais escolares, Novidades ano lectivo 2008/2009, Pais
Preço de manuais escolares sobe entre 3,7 e 5,4 por cento
A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) anunciou hoje o aumento dos preços dos manuais escolares entre os 3,7 e os 5,4 pontos percentuais, sublinhando que a alteração não reflecte o aumento dos custos de produção.
Em comunicado, a APEL afirma que esta actualização surge após quatro anos consecutivos em que os preços dos manuais escolares «estiveram congelados» e não reflecte o aumento dos custos de produção, nomeadamente a «enorme subida verificada nos combustíveis».Segundo a associação, apesar do aumento, os manuais continuam a «ser mais baratos que na esmagadora maioria dos países europeus» e são «considerados internacionalmente como dos melhores ao nível científico-pedagógico».A actualização de preços dos manuais situa-se entre os 5,4 por cento no 1º ano de escolaridade e os 3,7 por cento no 9º ano de escolaridade.
Fonte: Sol
Etiquetas: Manuais escolares, Novidades ano lectivo 2008/2009
Revolução tecnológica chega às escolas
O novo ano lectivo marca o arranque de uma autêntica revolução nas escolas portuguesas. No âmbito do Plano Tecnológico da Educação, o Governo vai investir um total de 400 milhões de euros com o objectivo de colocar Portugal entre oscinco países europeus mais avançados em matéria de modernização tecnológica. Até 2010 as escolas do 2º e 3º ciclos do Ensino Básico e as do Ensino Secundário terão ligação à internet em banda larga e estarão apetrechadas com 310 mil computadores, nove mil quadros interactivos e 25 mil videoprojectores.
“É a maior mudança de sempre na formade ensinar”, diz Albino Almeida, presidenteda Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), sublinhando que “o computador ensina mas não educa”, pelo que o papel do professor “é ainda mais valioso”.
Actualmente há em Portugal um computador para cada 13 alunos, contra um para seis de média europeia. O objectivoa atingir em 2010 é de um computador para dois alunos, mas no final deste ano lectivo haverá já um para cada cinco. João Grancho, da Associação Nacional de Professores, considerao plano “umamedida positiva, que ajuda à infoinclusão, à inovação e ao desenvolvimento científico”.
Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), defende que o papel dos professores tem vindo a ser desvalorizado: “O discurso do Governo tem apostado no desenvolvimento tecnológico, mas esquece-se do factor humano e os computadores sozinhos não funcionam. Com novas tecnologias e quadros interactivos mas com profissionais insatisfeitos e com carreiras desfeitas uma escola não pode funcionar ”.
Refira-se ainda que o PTE tem uma vertente virada para a segurança que prevê a instalação de câmaras de vigilâncias nas escolas. O cartão electrónico do aluno também evitará que estes levem dinheiro para a escola, contribuindo assim para que haja menos assaltos.
NOVO CARTÃO PARA 800 MIL
O Governo pretende que o cartão electrónico do aluno chegue já este ano lectivo a 800 mil estudantes. O novo cartão permite controlar entradas e saídas na escola, bem como consultar o processo administrativo do aluno e o seu percurso académico. Outras das vantagem do cartão é que permite fazer pagamentos na escola, pelo que os alunos deixam de precisar de levar dinheiro – um aspecto relevante em termos de segurança.
GÉMEOS NA ESCOLA SÃO DESPESA A DOBRAR
Se o início das aulas é um problema de matemática para muitas famílias, para quem tem gémeos a factura é sempre a duplicar. Livros, material e actividades extracurriculares que não são oferecidas pela escola representam o dobro das despesas.
É o que acontece em casa de Gabriela Lusio: os gémeos André e Gonçalo, de nove anos, vão ingressar no 4º ano na Escola Básica da Glória, em Aveiro. Os dois irmãos já têm as mochilas prontas, com todos os livros escolares e material necessário para o regresso à escola.
De acordo com a mãe, que é professora de Educação Visual, “só se gasta dinheiro nestaaltura com os livros e cadernos, porque de resto eles continuam a usar a mesma mochila do 1º ano, uma vez que está em muito bom estado”. O mesmo não acontece com outros materiais. “Os lápis de cor desaparecem rapidamente e têm de ser repostos várias vezes ao longo do ano”, explica Gabriela Lusio.
Quando vai às compras, por exemplo para comprar vestuário, Gabriela já vê as etiquetas dos preços a dobrar e sabe que deve optar apenas pelo essencial, porque qualquer extravagância “tem de ser igual para os dois”. O mesmo acaba por acontecer quando chega a época de regressar à escola.
O agregado só não faz poupanças no que diz respeito às actividades extracurriculares dos gémeos: “Têm os dois aulas de guitarra, fazem natação e vão este ano para um instituto aperfeiçoar o Inglês. Tudo isto representa cerca de 280 euros mensais, mas entendemos que são áreas em que vale a pena o sacrifício”, refere Gabriela.
METAS
310 mil computadores com ligação à internet, o que dá dois computadores por aluno (2.º e 3.º ciclos e Secundário).9 mil quadros interactivos (um por cada três salas de aula).25 mil videoprojectores.800 mil cartões electrónicos do aluno.500 mil computadores portáteis Magalhães (1.º Ciclo).400 milhões de euros de investimento total.
VIDEOVIGILÂNCIA E ALARMES
Com o investimento em novas tecnologias as escolas passam a ser lugares apetecíveis para os assaltantes, pelo que o Governo vai investir em alarmes electrónicos e sistemas de videovigilância, com dez câmaras por cada escola, de modo a garantir a segurança das instalações.
QUADROS INTERACTIVOS SUBSTITUEM VELHINHOS QUADROS DE ARDÓSIA
Os velhos quadros de ardósia onde se escreve com giz vão gradualmente ser substituídos pelos modernos quadros interactivos.
Inicialmente estava previsto que só em 2010 os nove mil quadros interactivos estivessem disponíveis nas escolas.
Contudo, o Governo terá conseguido antecipar alguns dos objectivos traçados e no final deste ano lectivo estarão já instalados nas salas de aula dos 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico e nas do Secundário nove mil quadros interactivos e 25 mil videoprojectores, numa relação de um quadro por cada três salas.
“VENHA A FORMAÇÃO DE PROFESSORES”: João Grancho Presidente Assoc. Nacional Professores
Correio da Manhã – Como avalia o Plano Tecnológico da Educação?
João Grancho – Parece bem concebido mas é preciso não esquecer a componente humana. Será feito por pessoas e essas pessoas devem ter estabilidade emocional, a sua missão deve ser reconhecida.
– Os professores estão preparados?
– Nem todos. Que venha a formação para se poder explorar todas as potencialidades.
– Qual o principal benefício do Plano Tecnológico?
– Vai no sentido da infoinclusão. Mas é preciso referir que isso tem de caminhar a par da melhoria das condições materiais das escolas, o que até tem vindo a ser feito. Não faz sentido investir em novas tecnologias em escolas degradadas.
DICAS
CONSUMO MODERADO
Os computadores e a internet ajudam ao estudo, mas o seu consumo deve ser moderado e controlado, nomeadamente no acesso a certos sites.
CARREGAR OS CARTÕES
Com a generalização dos cartões electrónicos, o dinheiro vivo deixa de circular na escola. No entanto, carregue o cartão do seu filho com baixos valores de cada vez, para que ele aprenda a gerir o orçamento.
NOTAS
TELEMÓVEIS - PIONEIROS
Foi através dos telemóveis que as novas tecnologias de informação e comunicação primeiro chegaram às escolas, mas cada vez os equipamentos são mais sofisticados
1º CICLO - 500 MIL MAGALHÃES
Os alunos do 1.º Ciclo terão ao dispor 500 mil computadores Magalhães, um portátil feito para crianças que custa 50 euros mas será gratuito para o 1.º escalão da acção social escolar
30 MILHÕES - CENTRO DE APOIO
Para ajudar as escolas a gerir os novos equipamentos informáticos, o Ministério da Educação vai investir 30 milhões de euros em quatro anos para criar o Centro de Apoio Tecnológico.
Fonte: CM
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segunda-feira, 8 de setembro de 2008
ENCHER O CABAZ ESCOLAR COM 25 EUROS
Antecipando o início do ano lectivo, o DN fez a lista do material escolar e foi às compras em três hipermercados de Lisboa para ver onde fica mais em conta fazer as compras para o próximo ano escolarContinente revela-se o hiper mais baratoCom o início do ano lectivo marcado para quarta-feira, à já conhecida lista dos livros junta-se a de material escolar. Antecipando a chegada a casa da lista que até ao final da semana deverá ser enviada pelos professores dos mais de 1,4 milhões de alunos que se preparam para o primeiro dia de aulas, o DN foi encher o cabaz de compras em três hipermercados lisboetas para comparar preços. No total dos 21 artigos comprados, a conclusão é de que o Continente apresenta o cabaz mais em conta: 24,74 euros. Segue-se o Jumbo (28,69 euros) e o Feira Nova (36,55 euros). Destaque-se que para este resultado muito contribuíram as marcas brancas dos dois primeiros hipers e que o Feira Nova sai claramente a perder por não ter estes produtos. E, apesar da ressaca das férias, em que o orçamento familiar é esticado ao máximo, e do aumento do custo de vida, os pais não conseguem resistir ao entusiasmo dos miúdos. Quem os vê, nos corredores dos hipermercados, percebe a dificuldade dos pais em refrear tanta excitação. Tudo em nome do sucesso escolar. "Uma aposta no futuro", não hesitam em dizer. E há quem não hesite em recorrer a créditos bancários nesta altura ou em pedir a antecipação do subsídio de Natal. Não admira por isso que o regresso às aulas seja já a segunda época do ano mais importante para as empresas da grande distribuição, depois da época natalícia. Quem o diz é a APED (associação do sector), que estima em 160 milhões de euros o volume de vendas nesta época do ano.
Fonte: DN
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Dúvidas no regresso às aulas - DIGITAL É OU NÃO MELHOR QUE MANUAIS DE PAPEL
A Câmara Municipal da Maia está a incentivar o uso de cadernos digitais, pretendendo que os alunos da localidade passem a usar pen drives em vez das mochilas tradicionais com o inegável peso de livros, cadernos e outros bens escolares.As pen drives são pequenos dispositivos electrónicos, com capacidade para armazenamento de vários gigabytes, que se ligam aos computadores através das ligações USB. A iniciativa camarária visa os alunos do primeiro ciclo e adopta tecnologia desenvolvida pela empresa local Lusoinfo. O objectivo é a distribuição das pens a alunos e docentes para disciplinas como Estudo do Meio, Inglês, Matemática, Português ou Tecnologias de Informação e Comunicação. É "o primeiro material pedagógico, em formato digital, para apoio ao 1º ciclo", assegura a empresa.O objectivo é interessante para as famílias portuguesas quando se sabe que devem gastar este ano 80 milhões de euros em manuais definidos como "obrigatórios" pelas escolas, como revelou a agência Lusa na sexta-feira. São 10 milhões de livros para 1,4 milhões de alunos quando, "segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), os portugueses gastam mais em educação que a média europeia".Uma pen assegura a totalidade dos conteúdos educativos necessários no estabelecimento escolar e evita o peso da mochila. Mas é necessária a existência de computadores tanto na escola como em casa do aluno. Esta disponibilidade assegura normalmente o acesso à Internet e isso provoca alguns problemas para os trabalhos escolares.O interesse pela educação pode revelar-se no número de acessos a este tipo de sites em Portugal. Segundo a Marktest, estes sites tiveram 1,84 milhões de visitas em ambiente doméstico no primeiro semestre do ano. O prof2000.pt lidera em número de utilizadores, o sigarra.up.pt em número de páginas visitadas e o escolavirtual.pt no tempo de acesso.Mas a eficácia educativa do acesso à Web pelos alunos começa a ser questionada. Num estudo recente, salienta-se que as novas gerações sabem procurar informação na Web mas faltam-lhes competências para a validar. A "geração Google" é constituída por jovens nascidos após 1993 (apesar do motor de busca só ter surgido anos depois) e é assim catalogada num trabalho do Joint Information Systems Committee, British Library e realizado pelo University College de Londres.Apesar da familiaridade com as novas tecnologias, esta geração fia-se "nas ferramentas de pesquisa mais básicas e não possui capacidades críticas e analíticas para avaliar a informação que encontra na Web". A afirmação é igualmente válida para professores mas um último recado vai para os governos, salientando-se que faltam programas sustentados de literacia para a informação quando o objectivo é a economia do conhecimento.
Fonte: DN
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Escola de São João da Madeira inicia aulas abraçada às novas tecnologias
A Escola Secundária Serafim Leite, em São João da Madeira, inicia quinta-feira o novo ano lectivo de braço dado com as novas tecnologias.
A escola assinala o princípio do fim dos cadernos escolares e dos quadros tradicionais rabiscados a giz.
"Todas as plataformas tecnológicas instaladas até final de Maio começam a ser usadas em pleno neste início de ano lectivo, a partir do dia 11", garantiu à agência Lusa o presidente do Conselho Executivo da escola, Pedro Gual.
A par da Escola Secundária André de Gouveia, em Évora, a "Serafim Leite" foi pioneira a completar o primeiro eixo do Plano Tecnológico da Educação (PTE), recebendo um investimento de meio milhão de euros.
Em 20 das 44 salas de aula há agora quadros interactivos, onde já não se escreve com giz mas com caneta electrónica e onde professor até pode fazer anotações sobre imagens ou textos.
Nas restantes 24 salas os quadros tradicionais coexistem com modernos videoprojectores.
Os computadores com acesso à Internet estão em todas as salas, mas o acesso à rede é possível em todo o perímetro escolar, graças a uma rede sem fios (wireless).
A escola tem também um sistema de comunicações de voz preparado para funcionar sobre protocolo de Internet (VoIP).
Para o presidente do Conselho Executivo, a "revolução" tecnológica traz uma multiplicidade de vantagens, incluindo o aperfeiçoamento do sistema de e-learning (ensino à distância) já existente na escola há três anos.
Neste domínio, "passa a ser tudo mais fácil", observou Pedro Gual.
"Um professor com quadro interactivo pode gravar tudo o que ali escreveu e enviar para a plataforma. Isso permite que os alunos revejam a matéria dada quando quiserem", explica.
A apresentação de sumários electrónicos das aulas é outra possibilidade que se cria e, segundo Pedro Gual, pequenos módulos de formação para ajudar os professores nesta matéria vão iniciar-se na próxima semana.
Numa modernização tecnológica que vai além das salas de aula, a segurança também foi contemplada, já que em todo o perímetro escolar está instalado um sistema de vídeovigilância, com 16 câmaras.
O sistema contempla ainda um cartão electrónico do aluno, que regista entradas e saídas da escola e funciona como uma espécie de cartão Multibanco interno na secretaria, bar e cantina.
É um cartão que traz "maior segurança à comunidade escolar", possibilitando um conjunto de informações que até aqui não era possível, observou Catarina Silva, 16 anos, aluna no 11º ano.
Sobre o recurso dos professores nas aulas a mapas digitais, computadores, videoprojectores e quadros interactivos, a jovem disse não ter dúvidas que "o ensino vai melhorar".
"Vamos aos poucos deixando de andar com os cadernos atrás, substituindo-os por portáteis, o que é bem melhor", sublinhou.
Também Bruno Miguel, 17 anos, se mostrou "surpreendido" com a modernização tecnológica registada nos últimos tempos na escola.
"Acho que estamos no bom caminho. E se o Portugal quer evoluir tem de ser desta forma", referiu este aluno do 12º ano.
Crisália Azevedo, 15 anos, matriculou-se agora na "Serafim Leite", mas já tem "grandes expectativas" quanto ao que a espera.
"Já ouvi falar que aqui apostam muito na inovação e nas novas tecnologias. Eu, que ando sempre a navegar na Internet, fico satisfeita", declarou.
A Escola Secundária Serafim Leite é a mais antiga da cidade e conta actualmente com cerca de 870 alunos matriculados no ensino diurno e 500 a frequentarem as aulas nocturnas.
A aposta do PTE nesta escola foi da responsabilidade da tutela, mas Pedro Gual disse acreditar que a opção teve em conta a apetência da "Serafim Leite" para a formação na área informática.
Antes do lançamento do PTE, alunos daquela escola chegaram a desenvolver uma aplicação informática para planear a rede de oferta educativa e sinalizar casos de abandono escolar, posta ao serviço da Coordenação da Área Educativa de Entre Douro e Vouga.
Fonte: Visão
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160 milhões na compra de material escolar
Um negócio de lápis, cadernos e companhia, que todos os anos movimenta mais de 160 milhões de euros: uma mochila já razoavelmente composta não fica por menos de cem euros por aluno. Se para os pais é uma dor de cabeça, para as grandes superfícies é já a segunda época do ano que mais rende – só no Natal é que há mais facturação.
O empenho pela compra das ferramentas que permitem saber mais tem para Ana Nunes uma explicação simples: 'A escolha das coisas ao nosso gosto faz-nos sentir melhor, e isso leva a obter melhores resultados'. É o sucesso escolar que está em jogo para esta aluna de 14 anos, que estuda no 10º ano e cuja modéstia a leva a dizer que as notas são razoáveis, quando interrogada se é boa aluna. O empenho da filha pelos estudos é confirmado pela mãe, que ao seu lado abana a cabeça em sinal afirmativo, acrescentando que 'as notas da filha enchem de orgulho a família'.
'Comprar o material para a escola é um sacrifício que fazemos, mas sabemos que a estamos a ajudar a construir o seu futuro', explica a mãe, também chamada Ana, empregada de limpeza. O pai, Manuel, desempregado, reconhece que a filha 'não é muito exigente e compreende que também não pode pedir muito'. No total, esta família espera gastar cerca de 100 euros.
Com metade da idade da Ana, a Patrícia Monteiro escolhe com a mãe e a madrinha a mochila que vai levar para o 3º ano. 'Quero aquela', avança, quando pela frente lhe surge um corredor cheio de malas e sacos. Entre elas, há uma cor-de-rosa com um coelho estampado que lhe conquista a vista. A mãe, Sílvia Santos, expressa a mesma opinião do que Ana Nunes: 'A compra de material escolar desperta nas crianças o sentido para estudar.'
'Com apenas 7 anos, a minha filha anda a falar desde Julho que quer voltar para a escola e que quer determinados lápis e cadernos', explica Sílvia Santos. 'A professora todos os anos manda trabalhos para fazerem nas férias. E é nesta altura, em que se começa a falar da escola, que ela tem mais vontade para estudar', acrescenta, referindo que 'a professora fornece uma lista com todo o material a comprar, o que torna tudo mais simples'.
A juntar aos 70 euros que conta gastar com Patrícia, Sílvia acrescenta 150 euros para ‘equipar’ o filho mais velho, de 13 anos. 'É com parte do subsídio de férias que consigo pagar os livros, cadernos e canetas', resume, contando ainda com a ajuda dos padrinhos dos filhos.
De ano para ano, o negócio do regresso às aulas faz animar o comércio. Depois da venda do material para as férias na praia, a aposta forte antes do Natal é com as crianças e jovens. É um mundo que representa milhões. Só no material escolar serão mais de 160 milhões de euros. E isto sem contar com os manuais escolares, que valem uns 80 milhões de euros.
O regresso às aulas envolve ainda gastos em outras áreas fora da papelaria, como o vestuário, a informática. O director-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), José António Rousseau, refere que 'esta é a segunda campanha mais importante do ano, logo a seguir ao Natal'. Para o responsável da APED, justifica-se o investimento nas acções publicitárias, cada vez maior, pois 'as compras de regresso às aulas são induzidas pelas crianças, que dizem aos pais o que querem utilizar'.
Mesmo comprando o 'mínimo dos mínimos', o regresso às aulas representa 500 euros a menos na conta para a família Santos, de Vila Nova de Poiares. 'É um gasto maluco, sobretudo nos manuais e em material escolar, que normalmente não dá de um ano para o outro', explica Cristina Santos, com dois filhos a estudar.
O que vale é que o Diogo, que vai repetir o 9º ano, já vai juntando 'um dinheirito' para os gastos. Para minimizar a factura, a família tem pequenos truques: 'Sempre comprei os livros de um em Agosto e do outro em Setembro.'
Exactamente cem euros foi quanto Cristina Santos gastou para encher a mochila da filha, Ana Isabel, que passou para o 7º ano. Mas apenas para o material, pois gastou 'pelo menos mais cem euros para o fato de treino e sapatilhas' para as aulas de Educação Física. Felizmente, Ana Isabel não tem de utilizar transportes públicos. O que se poupa no passe gasta-se em explicações: 75 euros.
Se para a maioria das crianças a chegada do início das aulas é uma época de euforia, para a mãe de Lara e Gabriel é uma altura do ano bem complicada. Sara Nascimento vive na Guarda, é divorciada e desempregada há mais de três anos. Com dois filhos, Lara, de 6 anos, e Gabriel, de três, não é fácil para esta mãe gerir um orçamento familiar que não ultrapassa os 300 euros que recebe do Rendimento Social de Inserção. Os últimos anos desta família não têm sido os melhores. 'Ou é porque tenho dois filhos ou porque sou muito velha', desabafa Sara Nascimento, ao comentar as recusas de emprego que já recebeu, tanto num lar, como num hipermercado.
Sara diz ser 'muito complicado' e que é com 'muito esforço' que vai fazer face às despesas da filha. 'Na creche já me disseram que vão aumentar a mensalidade porque a Lara saiu, e ainda vou ter as despesas dela na escola', explica. Para Sara, os 34 euros dos livros são uma dificuldade, a que se juntam a mochila, cadernos e roupa, já procurando esquecer a recente despesa dos óculos da filha.
'PAIS ENSINAM FILHOS A POUPAR'
'As compras de material escolar são um hábito de família, pelo que os pais ensinam os filhos a comprar', disse ao CM o director da loja Continente do Centro Comercial Vasco da Gama (Lisboa), Rui Gonçalves. Sem revelar números, o responsável acrescentou que, de ano para ano, as vendas têm crescido. A pensar nesse mercado em crescimento, os bancos criaram ofertas para atrair as famílias com estudantes. A Caixa Geral de Depósitos garante descontos até 20% em livros escolares e a oferta de acesso a uma disciplina à escolha na Escola Virtual. O Millennium BCP oferece condições especiais para aquisição de portáteis, que permitem 'poupar 250 euros em impostos', segundo a instituição bancária. Também há crédito para os livros, com taxa fixa. n
'TÊM VONTADE DE ESTREAR COISAS' (Nelson Lima, Neuropsicólogo, Presidente do Instituto da Inteligência)
Correio da Manhã – O uso de material escolar novo serve de estímulo para aprender?
Nelson Lima – Pode funcionar. O início do ano escolar é acolhido com entusiasmo pelos alunos. Isto porque o espírito consumista também existe nas crianças e manifesta-se na vontade de estrear coisas, como por exemplo os cadernos.
– O entusiasmo é maior em determinada idade?
– Sim, entre os mais pequenos. Quanto mais novo é o aluno maior é o efeito de euforia. Nos adolescentes, o efeito do novo material escolar sobre a vontade de aprender é muito menor.
– Este estímulo acaba, contudo, por morrer?
– Com o tempo, o efeito de novidade termina. Com a rotina do dia-a-dia, a novidade dos cadernos e dos lápis novos deixa de funcionar como estímulo para a criança estudar. O efeito acaba por ser efémero.
FAMÍLIA NUMEROSA COM TRUQUES PARA POUPAR
Margarida Araújo, mãe de seis crianças com idades compreendidas entre um ano e dez anos, sabe que no regresso às aulas há que fazer contas para as compras de material escolar não desequilibrarem o orçamento. 'Habitualmente, eu e o meu marido vamos sem os filhos às compras e optamos por adquirir produtos de marcas brancas. Em regra são produtos de boa qualidade, embora no ano passado um compasso se tenha estragado com facilidade', disse. 'Ainda que sejam crianças, tentamos fazê-los compreender que é importante não estragar nem perder o material escolar', acrescentou. Professora de Química (o marido é professor de Matemática), Margarida Araújo, de 38 anos, tem os quatro filhos mais velhos a estudar. O custo dos livros ronda os 400 euros e no material escolar serão gastos cerca de 150 euros.
CUSTO DO SABER
571 EUROS POR ANO
Um estudo do Instituto Nacional de Estatística (INE) revela que as famílias portuguesas com filhos despendem em média 571 euros (1,7 %) do orçamento anual para a Educação.
EUROPA GASTA MENOS
Os portugueses gastam mais na Educação do que a média obtida entre os 27 países da União Europeia, que atinge os 1,2%.
GRANDE LISBOA NO TOPO
A Grande Lisboa lidera nos gastos com 2,3% (604 euros), seguida da Região Norte (1,8% – 472 euros) e Centro (1,1% – 289 euros).
ALGARVE E AÇORES
Algarve e Açores são as regiões que gastam menos: 0,8 % (210 euros). Alentejo e Madeira gastam 0,9% (236 euros).
NOTAS
MODA: CRISTIANO RONALDO
Cristiano Ronaldo é um filão comercial. A imagem do futebolista em estojos e mochilas faz disparar a procura destes objectos pelos mais pequenos. A mochila custa 16,99 euros.
MOCHILAS: PAIS FICAM INDECISOS
Mochila ou trolley são os artigos que, segundo os lojistas, maiores dúvidas causam aos pais na hora de comprar. Isto porque a mochila pode prejudicar a coluna e o trolley é difícil de usar.
QUEBRA-CABEÇAS: ROLO DE CREPE
A lista de compras de material escolar de Patrícia Monteiro integrava um rolo de crepe colorido, cuja descoberta para a mãe se transformou num verdadeiro quebra-cabeças.
ERRO: CEDER ÀS CRIANÇAS
Ceder ao desejo das crianças sem olhar a custos é um erro a evitar, sublinha o psicólogo Daniel Sampaio, lembrando que 'o excesso de gratificação não é benéfico'.
DECO: BENEFÍCIOS FISCAIS
A associação de defesa do consumidor DECO sublinha a possibilidade de dedução fiscal dos custos resultantes dos estudos que as famílias têm de suportar.
MARCAS: EVITAR TENTAÇÃO
O presidente da Confederação das Associações de Pais, Albino Almeida, alerta para a tentação das 'marcas' e dá o exemplo do preço de cadernos de 'bonequinhos'.
5.º ANO: MUDANÇA CRÍTICA
A coordenadora da consulta de adolescentes do Hospital Santa Maria, Helena Fonseca, defende que a passagem do quarto para o quinto ano está assinalada como uma fase crítica.
AULAS: COMEÇAM QUARTA-FEIRA
O calendário escolar estipula que as aulas no Ensino Pré-escolar, Básico e Secundário se iniciem entre 10 e 15 de Setembro. Todos os anos a abertura é dividida por vários dias.
HIPERS AGARRAM ESCOLA
Cresce o número de corredores concedido pelos hipermercados ao material escolar entre meados de Agosto e Setembro.
CABAZES DA ESCOLA
Lista de 25 artigos apresenta preços acessíveis a todas as bolsas. Em regra, artigos mais baratos integram as chamadas marcas brancas, que por menor riqueza de cores e modelos menos arrojados vencem no melhor preço.
Artigo
Mais barato
Mais caro
Compasso
1,99
7,49
Carderno de linhas A4
0,43
4,99
Canetas de feltro (12)
0,99
3,39
Borracha
0,39
1,49
Tesoura
0,59
4,99
Lápis de cor (12)
0,69
13,99
Máquina de calcular
4,50
159
Cola
0,86
2,89
Agrafador
1,39
4,89
Caderno desenho A3
1,89
6,99
Caderno Quadr. A4
0,43
4,99
Dicionário Bilingue
7,59
21,99
Dicionário Português
4,39
34,65
Estojo
1,29
14,99
Furador
1,49
5,89
Lápis
0,39
3,39
Marcadores (6)
0,99
3,79
Mochila
4,99
29,99
Régua 40cm
0,91
1,99
Trolley
11,99
39,99
Dossiê
0,99
3,59
Recargas A4
0,99
1,49
Separadores A4
0,84
1,99
Papel forrar manuais
0,99
3,89
Total
52,58 euros
385,02 euros
Fonte: CM
Etiquetas: Novidades ano lectivo 2008/2009
Regresso às aulas: especialistas desaconselham recurso ao crédito
O regresso às aulas está à porta. O momento é de dor de cabeça para muitos pais, que não sabem como suportar as despesas extra que, muitas vezes, equivalem a um salário. E em último caso, o recurso ao crédito acaba por ser a solução.
As contas da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros dizem que as famílias portuguesas gastam por ano 80 milhões de euros em manuais «obrigatórios», além de material e livros de apoio. E este ano os manuais escolares estão 6% mais caros.
No 1º ciclo, o preço de cada livro ronda os 7 a 9 euros, e os livros são poucos, mas à medida que os miúdos vão ficando mais velhos, as despesas também crescem. No 2º ciclo os livros já custam em média 15 euros e as disciplinas são muitas mais, pelo que as despesas aqui já rondam os 100 euros.
Um salário em livros
E quanto mais para a frente, pior. É no 3º ciclo que os preços disparam a valer. Há manuais obrigatórios a custarem mais de 30 e 40 euros e, no total, as despesas com os livros de um filho podem ultrapassar os 400 euros. O mesmo que um salário mínimo nacional (SMN). O cenário piora quando um casal tem mais do que um filho em idade escolar.
Se por um lado há quem possa contar com a ajuda de familiares, como os avós e os padrinhos dos miúdos, por outro lado, há quem se veja sozinho nesta hora mais difícil. E por vezes o recurso a um empréstimo acaba por ser a única solução.
Crédito caro?
Nos últimos anos os bancos têm criado linhas de crédito específicas para tudo e mais alguma coisa e o material escolar não é excepção. O BPI, por exemplo, empresta até 30 mil euros (que podem servir para comprar computadores ou pagar propinas, por exemplo) que podem ser pagos até oito anos. O Santander Totta também empresta montantes entre 500 e 2.500 euros, a pagar em 10 meses e com uma taxa de juro de 4%. O BCP, por seu lado, que também aderiu à moda, empresta 1.500 a 3.500 euros, por 12 meses e com taxas de juro entre os 8,5 e os 12,5%.
Razões que levam os especialistas a desaconselharem os pais a recorrerem a este tipo de crédito. Por exemplo, a Confederação Nacional das Associações de Pais diz que é preferível as famílias optarem pelas facilidades de pagamento que as grandes superfícies comerciais e algumas editoras disponibilizam. E lembram os pais que podem sempre poupar algum dinheiro se recorrerem às livrarias virtuais, que apresentam bons descontos, que vão além dos 10%.
Também a Defesa do Consumidor (Deco) alerta para as desvantagens de recorrer a este crédito, já que, por vezes, acaba por ser menos dispendioso, em termos de juros e encargos, recorrer a um crédito ao consumo em vez destes créditos específicos.
Livros reciclados
Para as famílias que queiram poupar algum dinheiro e não se importem de reutilizar livros, pode estar encontrada a solução.
Uma campanha nacional do Clube dos Livros e da Entrajuda está a recolher livros escolares usados que se destinam a serem reutilizados. As entidades espalharam centenas de «Livrões» pelo País, nas agências da Caixa Geral de Depósitos, nas lojas do Pingo Doce e do Feira Nova, e reuniram mais de 100 mil exemplares.
Os livros que estiverem em bom estado e ainda em vigor são vendidos a metade do seu preço no site www.clubedoslivros.com ou através da Linha de Apoio 214691892. Uma parte destes livros será ainda entregue de forma gratuita a alunos mais carenciados, apoiados por instituições de solidariedade social.
Fonte: Agencia Financeira
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quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Novas regras da Acção Social Escolar são hoje aprovadas
As novas regras da Acção Social Escolar, que permitem triplicar o número de alunos carenciados do ensino básico e secundário com direito a refeições e manuais escolares gratuitos, vão ser hoje aprovadas em Conselho de Ministros.
Segundo o decreto-lei, a atribuição dos apoios vai assentar em novos critérios, passando o rendimento das famílias a ser determinado em função do escalão em que se encontram para efeitos de abono de família.
Com a alteração, passam de 185 mil para mais de 399 mil os alunos que vão beneficiar do apoio máximo da Acção Social Escolar (ASE), que prevê refeições gratuitas e o pagamento integral, por parte do Estado, dos manuais escolares obrigatórios.
Da mesma forma, o número de alunos com direito ao escalão B da ASE, cujos apoios equivalem a metade dos atribuídos no escalão A, cresce de 44.468 para cerca de 311.500. No total, vão usufruir de apoio mais de 711 mil estudantes do ensino básico e secundário, quase três vezes mais do que os que beneficiavam até agora.
O alargamento da ASE, determinado em Julho num despacho do Ministério da Educação e cujo decreto-lei será hoje aprovado, tinha sido já anunciado pelo primeiro-ministro, José Sócrates, no debate do estado da Nação, realizado no Parlamento no início do mês.
Em Julho, o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, disse à agência Lusa que se trata do «do maior alargamento da Acção Social Escolar desde que existe ASE no país».
De acordo com o responsável, a medida representa um investimento de 73 milhões de euros, dos quais 30 milhões destinados ao pagamento dos livros escolares e 43 milhões no caso das refeições.
Fonte: Sol
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Manuais e refeições gratuitas e passe para combater abandono e insucesso escolar
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Acção social escolar ajuda quem vive habituado a apertar o cinto
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segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Cristiano Ronaldo regressa às aulas
Este ano, o internacional português volta a ser o rosto da campanha de regresso às aulas dos hipermercados Modelo, um investimento de 1 milhão de euros. A imagem de Cristiano Ronaldo (eleito melhor jogador da Liga dos Campeões da última época) estará estampada em cadernos, mochilas, estojos e outros materiais escolares. “Sei que sou um exemplo para as crianças e quero deixar a minha marca dentro e fora de campo”, afirmou o jogador do Manchester United.
Fonte: Record
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sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Banca dá crédito para o regresso às aulas
Com o regresso às aulas, a banca relança a sua oferta destinada ao segmento mais jovem de mercado, disponibilizando vários serviços. Para a compra de livros e material escolar é possível obter um crédito pessoal que, como todos os empréstimos deste tipo, apresenta juros relativamente elevados. Os valores das taxas a pagar oscilam entre os 7,8% e os 10,5% (taxa anual efectiva global, TAEG) e os montantes a disponibilizar vão até aos 30 mil euros.Associados a este crédito para livros, os bancos oferecem ainda empréstimos destinados à compra de computadores, oferecendo verdadeiras lojas online de material informático.A compra de livros escolares é igualmente possível de efectuar através de sites bancários, com descontos e outras ofertas associadas. Como é evidente, cada banco privilegia os seus clientes neste shopping virtual.A Caixa Geral de Depósitos (CGD), por exemplo, oferece, entre outras coisas, um desconto até 20% em livros escolares adquiridos através da Webbom.pt. Quanto à forma de pagamento, o banco possibilita a utilização da linha de crédito suplementar do cartão do cliente, através de pagamentos fraccionados.O Millennium bcp tem um crédito online, aprovado em 24 horas, para clientes do seu internet banking, para financiar a compra de material escolar e informático.O Banco Espírito Santo (BES) não tem nenhuma oferta especial para o regresso às aulas, mas disponibiliza vários tipos de créditos individuais possíveis para esta finalidade. O Banco BPI promove igualmente o seu crédito pessoal para a compra de material escolar, bem como para a compra de computadores.
Fonte: DN
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
Site em destaque - e-escolinha
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