A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, afirmou hoje, em Lousada, que um dos objectivos da sua equipa é alcançar nos próximos anos 100 por cento de aprovações no final do nono ano de escolaridade.
«Não é uma utopia. Se outros países da Europa com os quais nos comparamos o fazem, Portugal também o pode fazer», disse a ministra.Maria de Lurdes Rodrigues, que falava aos jornalistas à margem da cerimónia de inauguração do novo centro escolar de Nevogilde, Lousada, distrito do Porto, explicou que Portugal começa a reunir todas as condições para alcançar a meta dos 100 por cento de aprovações no final do ensino básico.«Os nossos alunos não são menos inteligentes, os nossos professores não são menos preparados, as nossas escolas eram piores, mas estão a ficar melhores. Portanto, com todas as condições, não é uma utopia, é mesmo uma meta para cumprir», explicou.Respondendo a uma questão sobre a possibilidade de o 12º ano passar a ser o nível de escolaridade obrigatório em Portugal, a ministra lembrou que essa medida consta do Programa do Governo e reafirmou que é propósito do Executivo continuar a trabalhar no sentido de aumentar a escolaridade dos nossos alunos.«O problema é o que se faz para concretizar o que se define em lei. O que estamos a concretizar é dar às crianças o melhor que o país tem em competência pedagógica e em tecnologia. Ao ritmo a que estamos a reduzir o abandono e o insucesso escolar, dá ao país uma expectativa de concretização do projecto na área da Educação muito mais rapidamente», sublinhou. Maria de Lurdes Rodrigues afirmou, por outro lado, que durante este ano lectivo todas as salas de aulas em Portugal vão ser apetrechadas com quadros interactivos.Segundo a ministra, um concurso internacional já foi lançado e em breve o Governo estará em condições de proceder à adjudicação.
Fonte: Sol
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Passar todos os alunos do nono ano é objectivo do Governo
Etiquetas: Insucesso escolar
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Portugal entre os piores no abandono escolar
Portugal é dos países europeus com piores resultados em abandono escolar e onde menos alunos completam o secundário, revela um relatório da União Europeia sobre os objectivos para a Educação até 2010, definidos na Estratégia de Lisboa, noticia a Lusa.
De acordo com o documento divulgado esta quinta-feira, Portugal e Malta são os piores no que refere ao abandono escolar, com taxas de 36,3 por cento e 37,6 por cento, respectivamente, em 2007. Neste campo, os melhores resultados foram obtidos pela República Checa, Polónia e Eslováquia, todos com taxas abaixo dos 10 por cento.
Também na conclusão do ensino secundário Portugal e Malta são os países com menos resultados, numa lista em que os melhores são, de novo, República Checa, Polónia, Eslováquia e Eslovénia. Segundo o relatório, só 53,4 por cento da população portuguesa entre os 20 e os 24 anos completou o secundário.
A Estratégia de Lisboa pretende que até 2010 não mais do que 10 por cento de alunos abandonem a escola e que pelo menos 85 por cento dos maiores de 22 anos tenham o ensino secundário completo. O relatório destaca também os baixos resultados obtidos nos marcadores relacionados com as competências de leitura no conjunto da UE.
Maus resultados na aprendizagem contínua
O documento da UE sobre os objectivos da Educação até 2010, definidos na Estratégia de Lisboa, refere que Portugal é um dos piores países da União em termos de aprendizagem ao longo da vida entre a população dos 25 aos 64 anos.
Segundo o relatório, Portugal apenas evoluiu um ponto percentual entre 2000 e 2007 no número de adultos a participarem em programas de aprendizagem, passando de 3,4 para 4,4 por cento.
A meta traçada pela UE até 2010 é que cada estado-membro atinja os 12,5 por cento de população activa entre os 25 e os 64 anos a participar em programas de formação e aprendizagem.
Nota positiva
O relatório da União Europeia sobre os objectivos para a Educação até 2010, definidos na Estratégia de Lisboa, destaca pela positiva, no caso português, o aumento de licenciaturas em matemática, ciências e tecnologia.
De acordo com o documento, Portugal alcançou entre 2000 e 2005 os melhores resultados na UE, tendo as licenciaturas naquelas áreas aumentada 13,1 por cento em cinco anos.
O relatório de 2008 sobre os sistemas de educação da União Europeia é baseado num conjunto de dezasseis indicadores e cinco valores de referência e «confirma passos lentos mas consistentes» no conjunto da UE através da comparação de 18 países em áreas consideradas chave, como a conclusão do ensino secundário, o abandono escolar, a falta de competências de literacia, formação em matemática, ciências e tecnologias e participação de adultos em programas de aprendizagem ao longo da vida.
Fonte: Portugal Diário
Etiquetas: Insucesso escolar
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Comissão Europeia lança livro verde e consulta pública sobre integração de crianças migrantes nas escolas
A Comissão Europeia lançou um livro verde sobre a integração de crianças migrantes nas escolas da União Europeia (UE), lançando às partes interessadas uma consulta pública que se estende até 31 de Dezembro.
Pela sua parte, Bruxelas apresenta a educação pré-escolar, a aprendizagem de línguas, o apoio educativo suplementar, a educação intercultural e o estabelecimento de parcerias com famílias e comunidades como medidas que "poderão incentivar o sucesso educativo dos alunos migrantes".
Outro caminho apontado pela Comissão Europeia para combater desvantagens educativas de crianças migrantes é evitar a segregação e as escolas-gueto.
Segundo Bruxelas, o abandono escolar precoce é mais frequente entre alunos migrantes e a sua taxa de inscrição no ensino superior é mais baixa.
Por outro lado, em determinados países, que a Comissão não identifica, o insucesso escolar agrava-se "da primeira para a segunda geração de alunos migrantes, o que leva a crer que o fosso social se pode tornar maior com o tempo".
O executivo europeu sublinha ainda, no entanto, que alguns dados mostram também que os sistemas educativos são importantes, havendo países mais bem sucedidos do que outros na redução das diferenças entre os alunos migrantes e dos restantes alunos, o que prova que as políticas podem influir positivamente no desempenho escolar.
O livro verde hoje adoptado tem por objectivo fomentar a troca de opiniões sobre a questão e Bruxelas poderá apoiar os Estados Membros na elaboração das suas políticas de educação neste domínio.
A Comissão Europeia analisará os resultados desta consulta e publicará as suas conclusões no início de 2009.
Fonte: Visaonline
Etiquetas: Alunos, Insucesso escolar, Pais, Professores
terça-feira, 3 de junho de 2008
I Fórum Estudante em Braga
Os alunos do 3.º ciclo e do secundário são chamados a pronunciar-se sobre o actual estado do sistema educativo.
A cidade de Braga acolhe na próxima quarta-feira o I Fórum Estudante. Organizado pelo investigador José Precioso, do Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho, o encontro pretende "dar voz aos alunos e auscultar as suas sugestões".Baseando-se nas estatísticas sobre o insucesso escolar no 3.º ciclo e secundário, José Precioso defende que "grande parte da responsabilidade por este estado de coisas é do Ministério da Educação". No passado ano lectivo, a percentagem de reprovações no 3.º ciclo foi de 21%. O investigador acredita que este "é um fenómeno em expansão".Pôr os alunos a dar a opinião sobre o actual estado do ensino, propondo soluções concretas para o melhorar, é o objectivo do I Fórum Estudante, que se realizará no Instituto Português da Juventude, em Braga. No encontro, serão apresentados alguns dados sobre as questões relacionadas com o insucesso escolar, que servirão de ponto de partida para a discussão entre os alunos.Baseando-se na experiência colhida junto de associações de professores e investigadores na área, José Precioso faz o diagnóstico e avança com uma série de propostas para baixar a taxa de insucesso. São vários os factores que o investigador aponta como causas para o insucesso: elevada quantidade de disciplinas, excesso da carga horária, peso de conteúdos relacionados com a memorização, falta de relação entre os conteúdos e a vida, provas de avaliação mal elaboradas. Por isso, José Precisoso sugere, entre outras medidas, o fim dos exames do 9.º ano, uma aposta nos trabalhos práticos e a redução do número de disciplinas.Os alunos são chamados a pronunciar-se sobre esta abordagem, numa reunião cujas conclusões serão endereçadas ao Ministério da Educação.
Fonte: educare.pt
Etiquetas: Alunos, Educação básica, Insucesso escolar
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Chumbos no básico e secundário custam mais de 600 milhões de euros por ano
Sem apresentar estimativas globais para o impacto económico que o insucesso escolar tem, o exemplo foi dado pela ministra da Educação: "Se o Estado gasta por ano três mil euros com um aluno, quando ele repete vai custar seis mil no ano seguinte". Ou seja, contabilizando os cerca de 170 mil que chumbaram em 2006/2007 (100 mil no básico e 70 mil no secundário) e multiplicando pelo custo por aluno, chega-se a um valor superior a 600 milhões de euros.
Estas contas são feitas pelo PÚBLICO a partir do valor de 3700 euros que, em 2004/2005, o Estado pagou para financiar integralmente a frequência de cada aluno em escolas privadas localizadas em sítios onde não há oferta pública (através dos contratos de associação).
"Se, ao fim de três anos, o aluno ainda abandona a escola, então o país acaba por ter no final um gasto que não serviu", sublinhou ontem a ministra Maria de Lurdes Rodrigues, em declarações aos jornalistas, a propósito do ensino da Matemática e da conferência internacional sobre o ensino da disciplina, que decorrerá em Lisboa, na próxima semana.
O exemplo finlandês
Para a ministra, a solução passa pela "identificação precoce das dificuldades" e pela diversificação de estratégias de recuperação, num trabalho que tem de ser feito por toda a escola. Maria de Lurdes Rodrigues rejeita ainda a ideia de que este princípio corresponda a qualquer tipo de "facilitismo": "Facilitismo é chumbar. Rigor e exigência é fazer com que todos aprendam".
Num relatório recente da OCDE, intitulado No More Failures: Ten Steps in Education e ontem distribuído na conferência de imprensa, apoiam-se os argumentos da ministra. "Apesar de a repetência ser frequentemente utilizada pelos professores, faltam provas de que as crianças ganhem com isso. A retenção é cara - o custo económico global vai até aos 20 mil dólares [13 mil euros] por cada aluno que chumba um ano -, mas as escolas são pouco incentivadas a ter em conta os custos envolvidos", lê-se no documento.
Os peritos da OCDE referem o Luxemburgo como um dos países que estão a tomar medidas para reduzir as taxas de insucesso e apontam o caso finlandês, onde os chumbos são absolutamente residuais, como exemplo a seguir. "A Finlândia recorre a um conjunto de intervenções formais e informais para ajudar quem está a ficar para trás na escola. Esta abordagem parece ser bem sucedida." A OCDE diz mesmo que "muitos países podiam seguir" esta estratégia de "sucesso", recomendando ainda o apoio aos professores no desenvolvimento de técnicas de recuperação dos alunos.
Fonte: Público
Relatório OCDE "Panorama da Educação 2007" - cada aluno português custa 5.000 euros/ano
Etiquetas: Insucesso escolar
terça-feira, 29 de abril de 2008
Falta de quadros virtuais põe alunos a andar para trás
Pedro, 9 anos, não tem preferência, mas lá confessa consegue aprender mais com o quadro interactivo do que com o tradicional, sejam os riscos feitos com giz ou com o mais moderno marcador. Até está mais atento, concede o "reguila da turma", conforme anota a professora Maria Helena. Nos quadros antigos faltam a imagem, o som, a possibilidade de ir ver lições antigas, a hipótese de trabalhar, em casa, no computador. Falta, enfim, tudo o que torna atraente os quadro interactivo.
Na prática, são como gigantescos monitores de computador, onde os alunos escrevem directamente e podem ter acesso a conteúdos curriculares especialmente preparados para o efeito, com matriz audiovisual. Cada aluno tem um código, para aceder aos conteúdos em casa.
"Vou todos dias ao computador em casa", assegura António, também com 9 anos. Beatriz, 10 anos, explica a preferência " Dá para ouvir e visualizar o que se está a aprender". Desejo comum dos três alunos de uma das turmas do quarto ano da escola primária das Devesas, em Vila Nova de Gaia: continuar a estudar com quadros interactivos quando passarem do quarto para o quinto ano.
"Vão perder muito"
"Se não continuarem com os quadros virtuais vão perder muito. Estão muito habituados ao audiovisual. Perdem o gosto ", analisou Maria Helena. Em causa estão milhares de crianças, que frequentam as escolas do 1º ciclo do Ensino Básico de Gaia.
"Até ao final de 2008, teremos quadros virtuais em todas as salas de todas as escolas primárias [responsabilidade da Autarquia]. No entanto, nas 15 escolas EB 2,3 do concelho [responsabilidade do Governo], que representam, 460 salas, só há 33 quadros interactivos instalados", lamentou Firmino Pereira, vereador da Educação da Câmara de Gaia. Também o autarca da Educação teme que, ao passarem do quarto para o quinto ano, as crianças possam deparar-se com o paradoxo de darem um passo atrás. Pelo menos, no que diz respeito aos instrumentos lectivos e às próprias instalações, uma vez que a maioria das EB 2,3 do concelho estão sobrelotadas. "10 das 13 EB 2,3 têm uma taxa de ocupação superior a 100%", referiu o autarca.
Firmino Pereira contabiliza a "escola virtual" 215 salas (36 escolas) já têm quadros interactivos e o projecto alarga-se, até Junho, a mais 82 salas. Ficarão apenas a faltar quadros interactivos em 76 salas, que receberão os equipamentos até ao final deste ano.
"Estamos a concretizar um verdadeiro plano tecnológico de Gaia. O mesmo não podemos dizer do plano tecnológico do Estado. Esperemos que o Governo possa avançar com esta medida, para que os alunos não saiam prejudicados no nível de aprendizagem", sustentou o autarca.
Sucesso escolar
Filinto Lima, presidente do agrupamento de escolas dr. Costa Matos, que integra a EB1 das Devesas, não tem dúvidas do êxito do novo método de ensino, que aposta na informática. Exemplifica, até, com o aumento no número de matrículas na escola das Devesas, que também deverá ter melhores níveis de sucesso escolar, por comparação com estabelecimentos sem quadros interactivos.
Fonte: JN
O que são quadros interactivos para sala de aula?
Etiquetas: e-educação, Insucesso escolar
sábado, 19 de abril de 2008
Fundação Ciência e Tecnologia abre concurso para financiar investigação sobre sucesso escolar
A Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) abriu um concurso público para o financiamento de projectos de investigação, num total de um milhão de euros, sobre factores e condições que contribuam para promover o sucesso escolar e combater o abandono.
Segundo o edital do concurso, divulgado hoje, as candidaturas devem ter em conta "as abordagens que a nível internacional são adoptadas no tratamento das condições organizacionais e contextos institucionais que estimulam o sucesso escolar".
O processo de ensino e aprendizagem, as estratégias pedagógicas e de avaliação, os contextos organizacionais e de sala de aula, a avaliação do impacto das políticas educativas ou as estratégias dos alunos do Ensino Secundário no cumprimento dos requisitos de conclusão deste nível de ensino são algumas das temáticas sobre as quais as candidaturas podem debruçar-se.
Podem candidatar-se equipas e consórcios de investigação, de instituições públicas ou privadas. Os projectos a financiar terão a duração máxima de 12 meses, podendo ser prolongados por mais um ano.
O programa é co-financiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e pelo Ministério da Educação (ME). O limite máximo de financiamento é de 100 mil euros por projecto, prevendo-se que venham a ser financiados no máximo dez.
As candidaturas podem ser entregues entre 05 de Maio e 30 de Junho. A selecção dos projectos será efectuada por um painel de avaliadores designado pela FCT, ouvido o ME.
Etiquetas: Insucesso escolar
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Projecto inovador quer criar escolas-piloto de excelência no combate ao insucesso escolar
Um projecto inovador, tutelado pela Universidade Nova de Lisboa e em parceria com autarquias e estabelecimentos de ensino, foi hoje apresentado na Batalha, visando criar escolas-piloto no combate ao insucesso escolar.
"O centro de estudos da Universidade Nova contactou-nos para fazer a reunião de hoje e juntar esforços na elaboração de um projecto conjunto para atingir a escola de excelência", afirmou António Lucas, presidente da Câmara da Batalha, no início do encontro de apresentação do projecto, que contou com a presença da ministra da Educação.
O projecto junta escolas dos concelhos da Batalha, Oeiras, Castelo Branco, Constância e Loulé e prevê a aplicação de novas estratégias de ensino, adaptadas à realidade local, e em parceria com as autarquias e com as comunidades.
Trata-se de "uma primeira reunião no sentido de começar a definir as linhas estratégicas deste modelo que tem de ter o envolvimento directo do Ministério da Educação", explicou António Lucas.
Por seu turno, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, recordou que a iniciativa, denominada "Projecto RSCXEL - Rede de Escolas de Excelência", constitui uma oportunidade para criar as comunidade educativas, ao promover este tipo de parcerias alargadas, visando sempre a melhoria da oferta educativa.
É um "projecto importante porque se trata da reunião e envolvimento de várias instituições", desde "centros de investigação, universidades, autarquias e escolas na procura de soluções para melhorar as condições de ensino e aprendizagem".
Por outro lado, o projecto procura responder aos "desafios da abertura ao exterior" de estabelecimentos, promovendo a "criação de espaços para uma participação qualificada de pais, autarquias e de instituições da sociedade civil na vida da escola", acrescentou Maria de Lurdes Rodrigues.
Estas parcerias irão ajudar ao "funcionamento interno das próprias escolas" que podem assim "ganhar competência no planeamento e organizações dos recursos", apostando também na "diversificação das estratégias pedagógicas" para "melhorar a qualidade do ensino e conseguir melhores resultados no que respeita aos indicadores de sucesso", concluiu a ministra.
Fonte: Rtp.pt
Etiquetas: Escolas, Insucesso escolar
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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