Procurador afirma ao JN que aguarda pela investigação da escola e só actua se comunicarem a existência de ilícitos criminais. Advogados ouvidos pelo JN defendem que o vídeo levanta dúvidas para abrir um inquérito
O Procurador-Geral da República (PGR) aguarda pela conclusão da investigação em curso na Escola Secundária do Cerco para decidir se o Ministério Público (MP) abre um inquérito às ameaças dirigidas pelos alunos a uma professora. Incluindo apontarem uma arma alegadamente de plástico e fazerem gestos simulando golpes de boxe também dirigidos à docente dentro da sala de aulas.
Em declarações ao Jornal de Notícias, Pinto Monteiro explica que "só se chegarem até ao Ministério Público (MP) indícios bastantes de que poderá ter ocorrido um ilícito criminal" é que haverá lugar a uma investigação. "Se for apenas um ilícito disciplinar, o MP não actuará", adverte.
Pinto Monteiro acrescenta que "os órgãos competentes da Escola apurarão os factos. Concluindo-se pela existência de mero ilícito disciplinar aplicarão a sanção que julgarem adequada". Caso contrário, ou seja, se existir ilícito criminal, então "o mesmo deverá ser participado ao MP. De acordo com a idade dos alunos a questão será então analisado pelo Tribunal de Menores ou mediante inquérito criminal".
O Procurador acrescenta ainda ao JN que a sua posição nesta matéria é conhecida: "Se existe ilícito, deverá ser punido".
O Procurador tem insistido repetidas vezes para a concentração de esforços nos casos de violência nas escolas. "É necessário que o povo perceba que se um aluno agredir um professor é uma violência, que não pode ser escondida e que deve ser denunciada e punida".
Pinto Monteiro também já advertiu que esta violência "não pode ser confundida com indisciplina" que deve ser tratado somente no interior das escolas e chegou mesmo a afirmar que "um aluno que se habitua a ser um chefe de um pequeno grupo, quando acaba o tempo escolar pode passar a ser líder de um gang". Mas, neste caso, o MP irá esperar pela decisão da escola apesar de existirem imagens que levantam algumas dúvidas.
Os acontecimentos foram registados por um telemóvel e o respectivo vídeo difundido em primeira mão pelo JN - só depois apareceu no You Tube. As imagens mostram uma situação que poderá constituir uma crime de ameaça inidónea, ou seja, um aluno empunha uma alegada arma de plástico, mas cuja utilização não produz os efeitos inerentes à ameaça. A pistola é apontada à docente e é exigido que atribua notas positivas.
Nestas circunstâncias, o inquérito do MP só poderia desencadear-se mediante uma queixa da professora, no entanto, segundo alguns advogados ouvidos pelo JN, a notícia do crime tornou-se pública e os acontecimentos necessitam de ser clarificados. Isto é: o vídeo só por si não mostra qual o tipo de arma que está em causa. Poder-ser-ia justificar o inquérito e proceder a essas investigações para apurar o tipo de arma e questionar a professora se sabia que tipo de arma estava a ser usada.
Fonte: JN
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Procurador vai esperar pelo inquérito feito pela escola
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Alunos apontam pistola de plástico a professora
Um grupo de alunos da Escola do Cerco, Porto, ameaçou com uma pistola de plástico uma professora de Psicologia, para que esta desse boas notas. O caso ocorreu na última semana de aulas, mas só agora foi tornado público, após a divulgação de um vídeo na Internet.
Nas imagens, vê-se os alunos a ameaçar a docente, que no entanto reage calmamente a toda a situação. A directora-regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, já reagiu, afirmando que esta foi uma 'brincadeira de muito mau gosto e que excedeu os limites do bom senso'.
A responsável da DREN ordenou ao Gabinete de Segurança da DREN que acompanhe o decorrer do inquérito a este caso, entretanto levantado pela direcção da escola. Já Mário Nogueira, porta-voz da Plataforma Sindical de Professores, lamenta o acontecimento e considera que é mais um exemplo de 'indisciplina, totalmente inaceitável e inadmissível', defendendo uma punição disciplinar dos alunos envolvidos.
A escola do Cerco, um dos bairros problemáticos da cidade do Porto, já convocou os alunos do 11º ano envolvidos para comparecerem amanhã no estabelecimento, para apurar os factos.
Fonte: CM
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Violência - 31 processos disciplinares numa semana na 2/3 de Jovim
A agressão a soco e pontapé de um aluno de 16 anos à professora de 50 anos, na escola 2/3 de Jovim, em Gondomar, foi, no entender da vítima, o "culminar" de um clima de grande tensão que se vive naquela estabelecimento de ensino. A docente alerta para o facto de, numa só semana, terem sido registados 31 processos disciplinares, dos quais oito culminaram em repreensões e os restantes em suspensão dos estudantes.
"Actualmente, não se pode dizer nada aos alunos que eles não acatam qualquer observação. Principalmente os dos Cursos de Educação e Formação que se sentem impunes. São formandos e têm um contrato com a escola. O seu regime especial, em que não têm faltas nem reprovam, gera um sentimento de impunidade", salientou a professora Artemisa Coimbra, agredida anteontem à porta do Conselho Executivo.
Nem todos os processos disciplinares são, no entanto, com alunos dos Cursos de Educação e Formação. A professora afirmou que, ainda assim, a desresponsabilização se alastra à restante comunidade escolar.
A cena de violência de que a professora foi alvo é, aliás, exemplificativa do ambiente de crispação. À saída de uma aula às 13h20, encontrou um aluno de 16 anos a soltar palavrões alto e bom som.
"Quando me deparo com as situações não faço ouvidos de mercador. Por isso, ordenei que me acompanhasse ao Conselho Executivo (CE). Primeiro disse que não ia, mas depois lá acedeu", relembrou a docente. O pior estava para vir: depois da repreensão no CE, o aluno avistou Artemisa num corredor e começou a correr na sua direcção.
"Ia com o computador numa mão e um saco noutra. Agrediu-me com socos e pontapés. Foi tudo muito rápido e não deu para ninguém me socorrer", salientou.
Fonte: CM
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segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Imagens mostram violência na escola de Alfragide
Dois vídeos tirados por telemóveis à porta da Escola Secundária C+S de Alfragide confirmam a existência de incidentes desta manhã, envolvendo alunos e agentes da autoridade.
Nas imagens, que têm pouco definição, há registo de desacatos, empurrões, insultos e gritos. Mais de cem alunos empurram quatro a cinco agentes da PSP da Escola Segura, não se percebendo, no entanto, quem bate em quem.
Um dos alunos alegadamente agredidos, Carlos Sousa, de 17 anos, conta que houve violência da parte da Polícia e também dos alunos. "A Polícia bateu-nos e nós reagimos. Mas a acção deles foi excessiva", relata o estudante do 8.º ano que pretende ainda apresentar queixa entre hoje e amanhã na esquadra de Alfragide.
Outra das agredidas, Bruna Cruz, garante que a Polícia carregou sobre os jovens, tendo um deles ido apresentar queixa na esquadra policial, o que lhe terá sido recusado. O Expresso apurou que pelo menos quatro estudantes ficaram feridos devido à alegada carga policial.
A PSP tem uma versão diferente dos acontecimentos. O Comando Metropolitano nega que a Polícia tenha agredido estudantes que barricavam a entrada da Escola Secundária C+S de Alfragide, afirmando que os agentes apenas "afastaram" dos portões alguns alunos "mais exaltados".
Em comunicado, a PSP afirma que por parte dos "cerca de 200 alunos" que barravam hoje de manhã o acesso aos portões da escola houve "algumas agressões, quer verbais, quer físicas aos agentes", mas que os polícias "não responderam às mesmas, afastando apenas os alunos".
Ainda segundo a PSP, "depois de abertos os portões a situação voltou a acalmar. Mais tarde, compareceram na Esquadra de Alfragide alguns pais de alunos que pretendiam saber apenas o que se tinha passado, não desejando apresentar qualquer denúncia."
Fonte: Expresso
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quarta-feira, 15 de outubro de 2008
O ´bullying´ não existe em Portugal
A forma mais pacífica de resolver um problema é assumir que não é. Ou, melhor, omitir a sua existência. Não há alarmismo. O povo é sereno. E bem-aventurados os seus legítimos representantes no Parlamento. Não têm de se preocupar com ficções. Nem com fricções.
Ninguém melhor do que a Assembleia da República para decretar a inexistência de uma realidade. A Comissão Parlamentar de Educação e Ciência assim o faz. Ou não o faz. Dá no mesmo. Com subida ciência e tranquila educação, no seu relatório sobre violência e segurança escolar, sonega qualquer referência ao ´bullying´ nas escolas.
O termo ´bullying´ vem do inglês ´bully´ (valentão, mandão, fanfarrão). Consiste na intimidação constante, na violência física ou psicológica praticada por um ou mais indivíduos sobre outro, ou outros, incapazes de se defender. As escolas portuguesas, sobretudo as de 2º e 3º ciclo nos últimos anos, têm vindo a ser palco constante de episódios de ´bullying´, praticados quase sempre pelos mesmos "estudantes" sobre alunos e alunas indefesas.
Como a escola gosta de premiar o mérito, com uma ou outra rara punição pelo meio, os valentões vão transitando de ano e espalhando graça e terror pelos colegas. Perturbam aulas, transformam recreios em campos de sevícias, flagelam a paciência a professores e funcionários cada vez mais impotentes e descrentes.
Estima-se acima de vinte por cento o número de alunos do ensino Básico, entre os dez e os doze anos, vítimas desta prática, coisa que o relatório ignora. E o mesmo o faz das recomendações feitas, na Assembleia, pelo Procurador-geral da República para haver responsabilização dos jovens delinquentes ou pré-delinquentes.
Ora sabemos que a coisa tem um princípio. A escola que ocupa os alunos em aulas obrigatórias de "Formação Cívica", de duvidosa utilidade, é a mesma que não tem funcionários nos recreios para pôr termo a desavenças, algazarras e rixas. A escola que muitas vezes ignora os bons alunos, é a mesma que premeia, com o sucesso da transição de ano, os alunos que perturbam sistematicamente as aulas, impedindo a imensa maioria de as frequentar normalmente, em silêncio e paz. A escola por onde transitaram portugueses que prestigiam o país além-fronteiras é a mesma por onde passaram a correr estes antigos alunos, agora muito despachados nas emocionantes corridas de "carjacking", nas sorrateiras investidas a bancos, nas sub-reptícias visitas domiciliárias, apropriando-se do alheio e espalhando terror casual e insegurança constantes.
Compreende-se que a casa da Democracia, e sede do poder legislativo, não se preocupe com bagatelas. Deve ser mais empolgante legislar sobre a grande criminalidade do que sobre a pequena. Ambas prosperam. Mas a pequena cresce a olhos vistos. E nem sempre na direcção da grande. Mas seguramente na direcção da pior. As prisões estão cheias de antigos valentões que a família e a sociedade não quiseram educar.
Fonte: Expresso
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quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Relatório ignora 'bullying' nas escolas
A Comissão parlamentar de Educação e Ciência apresentou ontem um documento sobre segurança escolar, onde, entre o conjunto de medidas apresentadas, não se faz referência a um fenómeno que afecta parte significativa dos alunos portugueses
O relatório sobre violência e segurança escolar, apresentado ontem na Comissão parlamentar de Educação e Ciência, deixou de fora o fenómeno do bullying - a intimidação constante de alunos por parte de colegas, que, segundo estudos, atinge um em cada cinco crianças das escolas básicas portuguesas. O documento redigido pela deputada socialista Fernanda Asseiceira também não contempla algumas recomendações deixadas na Assembleia da República pelo procurador-geral da República para responsabilizar os jovens. Os dados apontados no relatório referem que dos 3533 actos de violência denunciados nas escolas portugueses no ano lectivo 2006/2007, a maioria diz respeito a acções contra pessoas e bens. Ainda segundo o estudo, um quinto das situações registadas diz respeito a furtos, mas mais de 90 por cento das escolas nacionais não registou qualquer ocorrência. Ou seja, para estes números de violência escolar não contribuem situações como insultos ou exclusões de jogos. Violência psicológica que um estudo do ano passado das universidades do Minho, Porto e Técnica de Lisboa demonstra afectar um em cada cinco alunos entre os 10 e os 12 anos. Face a esta ausência, o Partido Social Democrata considera que o documento A Segurança nas Escolas desvaloriza os dados do bullying para dar "um tom mais azul" ao relatório. "Esta é uma questão que tem merecido amplo debate e que preocupa especialista internacionais, mas que não é abordada nas conclusões ou sequer no relatório", critica o deputado social democrata Fernando Antunes. O presidente da Associação Nacional de Professores, que lançou uma linha de emergência para denunciar casos de bullying, admite ao DN que seria importante o fenómeno vir identificado no relatório. "Isto porque está comprovado que este tipo de violência interfere na segurança no espaço escolar", defende João Grancho, que recorda que o "próprio Observatório da Segurança Escolar não se debruça muito sobre este fenómeno". O DN tentou contactar o presidente deste órgão, João Sebastião, o que se revelou impossível até ao fecho da edição. Mas esta não é a única falha apontada ao estudo compilado por Fernanda Asseiceira. João Paulo Carvalho do CDS-PP lembra que o relatório "não faz referência ao combate à sensação de impunidade dos alunos referida pelo PGR na comissão de Educação", mesmo que as conclusões contemplem a ideia de tolerância zero em relação à violência, defendida por Pinto Monteiro. Quanto aos pontos positivos do relatório, João Grancho elogia a criação de uma "Linha SOS Segurança nas Escolas", para apoio pedagógico, psicológico ou jurídico a alunos, professores, auxiliares, pais e outros responsáveis educativos. "Estas linhas são importantes para desvendar situações de violência, embora falte perceber se ela vai ser nacional, da responsabilidade do Ministério da Educação, ou apenas escola-a-escola." Entre as principias medidas que o documento defende para combater a violência escolar, destacam-se ainda a implementação de sistemas de videovigilância, do cartão electrónico, que evita a circulação de dinheiro nas escolas, o reforço do programa Escola Segura, projectos desportivos e de lazer ou o trabalho junto das autarquias. A redactora do relatório garante que a estas conclusões se podem juntar outras que resultem das propostas dos outros grupos parlamentares, a apresentar nos próximos 15 dias. A votação do documento decorrerá no final do mês, embora a sua aprovação esteja praticamente assegurada, com o votos do PS, PSD e CDS-PP. Depois disso, será enviado ao Presidente da República, ministérios e entidades envolvidas na matéria da violência escolar.
Fonte: DN
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terça-feira, 7 de outubro de 2008
Violência diminuiu 54 por cento nas escolas mas aumentou 8,4 por cento nas imediações
Os casos de violência escolar diminuíram 54 por cento nos estabelecimentos de ensino, no último ano lectivo, porém, aumentaram 8,4 por cento fora dos portões dos estabelecimentos de ensino.A conclusão está contida no relatório “A Segurança nas Escolas” que é discutido amanhã na Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da República. Segundo o documento, os funcionários foram as principais vítimas da violência nas escolas. No ano lectivo 2006/2007, 147 funcionários, de um universo de 51.352, foram vítimas de agressão ou tentativa de agressão. Dá 2,68 agressões por cada mil. Os professores surgem logo a seguir, com 1,27 agressões por cada mil. Já os alunos assumem-se como autores da violência mais do que como vítimas: houve, no último ano lectivo, 0,65 agressões por cada mil alunos. O furto foi o crime que registou mais ocorrências, somando 25,8 por cento dos casos, logo seguido das ofensas à integridade física: 24,2 por cento. Mas, no que respeita às ocorrências contra bens pessoais, são as acções que envolvem o uso do telemóvel que mais se destacam. Num total de 918 casos, 367, tiveram que ver com o telemóvel. A este propósito, o relatório lembra que o uso do telemóvel foi proibido no novo Estatuto do Aluno. Assim, “aguarda-se o impacto da proibição”, lê-se no documento.
Fonte: Público
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Relatório do Parlamento sugere criação de Linha SOS Segurança nas Escolas
Um relatório da Assembleia da República sugere a criação de uma "Linha SOS Segurança nas Escolas", para apoio pedagógico, psicológico ou jurídico a alunos, professores, auxiliares, pais e outros responsáveis educativos.
Segundo o documento "A Segurança nas Escolas", que é hoje apresentado na Comissão de Educação, aquela hipótese deve ser equacionada tendo em conta "a diversidade de contextos escolares e a existência de alguns casos que nem sempre são detectados e que há agressões em que as vítimas podem esconder as situações, por vergonha ou por medo".
Considerando "positiva" a criação de um "responsável de segurança" nas escolas sede de agrupamento, tal como tinha sido sugerido pela comissão no ano passado, num relatório sobre Violência nas Escolas, é agora recomendada a existência de uma "rede de colaboradores", tendo em conta "a dimensão, características geográficas e sociais" dos agrupamentos, que reportaria àquele responsável.
Por outro lado, o relatório sugere ainda que a implementação do módulo curricular não disciplinar "Cidadania e Segurança" com carácter obrigatório no 5º ano "pode servir" de referência para o seu alargamento ao 1º e 3º ciclos do básico e ao ensino secundário, com as necessárias adaptações curriculares.
Segundo o documento, redigido pela deputada do PS Fernanda Asseiceira, a formação de professores inicial e contínua precisa de integrar planos de formação que preparem para a gestão e mediação de conflitos, para a diversidade e multiculturalidade.
"As competências pedagógicas dos professores ultrapassam, cada vez mais, apenas a dimensão dos conteúdos", lê-se.
Por outro lado, o relatório alerta para o facto de os recursos não serem iguais em todas as escolas, "o que reforça a orientação de responder a diferentes contextos, apresentados por cada escola, no âmbito da sua autonomia através da correspondente contratualização".
Em relação à actual Rede Nacional de Centros Educativos, gerida pela Direcção Geral de Reinserção Social (Ministério da Justiça) e responsável pela concretização das medidas de internamento e detenção previstas na Lei Tutelar Educativa, o relatório sugere "uma maior articulação" com o Ministério da Educação.
Na sequência deste relatório, a Comissão de Educação vai "diligenciar" o agendamento da apreciação em plenário de um projecto de resolução que "recomenda ao Governo a adopção de medidas, que visem contribuir para melhorar a resposta das escolas e da sociedade na prevenção de comportamentos de risco, proporcionando ambientes mais seguros e promovendo o sucesso escolar para todos os alunos".
Por outro lado, a Comissão vai promover a organização de uma sessão pública na Assembleia da República para apresentação de exemplos de boas práticas pelas escolas.
Será ainda promovido um fórum on-line na Internet, através da página da Assembleia da República, relativa a esta temática.
O relatório será remetido ao presidente da Assembleia da República, à ministra da Educação, ao ministro dos Assuntos Parlamentares, ao ministro da Administração Interna, ao ministro da Justiça e ao procurador-geral da República, entre outros.
Fonte: Visaonline
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quinta-feira, 11 de setembro de 2008
190 docentes vítimas de alunos e pais
Pelo menos 190 professores foram vítimas de alunos e encarregados de educação no último ano lectivo. Segundo João Grancho, presidente da Associação Nacional de Professores e responsável da Linha SOS Professor, os docentes que contactaram a linha são alvo de agressões, ameaças, indisciplina e comportamentos delinquentes. Para as vítimas, que têm entre 20 e 69 anos, o dia de hoje, em que recomeçam as aulas em algumas escolas, é também de regresso ao local do crime.
Os números agora revelados são idênticos aos que o Observatório para a Segurança Escolar registou no ano lectivo anterior (2006/07), período em que se verificaram 185 agressões a professores. João Grancho destacou, em declarações ao CM, o facto de as queixas por agressão terem diminuído, uma vez que os docentes "agora já se queixam mais vezes directamente nas escolas ou junto das autoridades". Estes dados parecem indicar que as palavras do procurador-geral da República, Pinto Monteiro, surtiram efeito, quando aconselhou os docentes a fazerem queixa às autoridades sempre que fossem alvo de agressão.
Segundo a psicóloga Joana do Carmo, não existe um perfil do docente vítima de agressão. A idade, os anos de ensino ou o grau em que se lecciona contam pouco. As mulheres são mais vezes alvo de agressões, que deixam marcas profundas. A vítima vive "constantemente angustiada" com a ideia de poder encontrar o agressor. Muitas vezes o professor agredido sente "tremores e sensações de desmaio quando se aproxima do recinto da escola, não conseguindo ir sozinho ao local".
Foram também ontem revelados números da PSP que apontam para um aumento de 40 por cento nos crimes de ofensa à integridade física no exterior das escolas no último ano lectivo. No total, foram registados três mil crimes, 40 por cento dos quais na Grande Lisboa e 24 por cento no Grande Porto. A PSP revelou ainda que "os roubos no perímetro exterior das escolas diminuíram 17 por cento e os furtos estabilizaram". Refira-se que o programa Escola Segura envolve 328 agentes da PSP.
Fonte: CM
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PSP nega aumento de 40% de agressões fora das escolas
A Direcção Nacional da PSP refutou esta quarta-feira que os crimes de ofensas à integridade física no exterior das escolas tenham aumentado 40 por cento no passado ano lectivo, noticia a Lusa.
Baseada numa entrevista realizada ao subintendente da PSP Luís Elias, a Lusa divulgou na terça-feira que aquela polícia, no âmbito do Programa Escola Segura, tinha registado no passado ano lectivo um aumento de 40 por cento dos crimes de ofensa à integridade física.
No entanto, em comunicado enviado esta quarta-feira à agência Lusa, a Direcção Nacional da PSP nega o aumento, dizendo que «tal não corresponde à realidade».
«Como referido pelo Oficial da PSP responsável pela coordenação do Programa, as ocorrências registadas pela PSP nos anos lectivos 2006/2007 e 2007/2008 no exterior das escolas não aumentaram, registando-se elevados níveis de segurança no meio escolar», lê-se ainda no comunicado do Gabinete de Imprensa e Relações Públicas da PSP.
Fonte: Portugal Diário
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quinta-feira, 26 de junho de 2008
Bullying: Comportamentos indirectos como a maldade ou a exclusão mais frequentes entre raparigas - especialista
Os comportamentos indirectos de "bullying", como a maldade ou a exclusão, são mais praticados pelas raparigas, contrariando o estereótipo de que o fenómeno está mais associado ao sexo masculino, defendeu hoje em Coimbra uma especialista.
A especialista em "bullying" Sónia Seixas, que falava hoje em Coimbra, disse também que o combate ao problema passa pelo envolvimento de toda a comunidade escolar, preconizando uma mudança de atitude em relação a este tipo de violência no contexto escolar.
"O ideal é que toda a comunidade se envolva para conhecer o fenómeno. O primeiro passo para fazer alguma coisa é mudar as atitudes da comunidade escolar, nomeadamente de profissionais e de alguns pais, quando desvalorizam ou negam o problema", considerou a docente da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém.
Sónia Seixas, autora de uma tese de doutoramento sobre "bullying", intervinha num seminário acerca deste tema, que decorreu hoje na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, por iniciativa de um grupo de alunos finalistas.
Reportando-se à estratégia de intervenção no fenómeno, a doutorada em Psicologia defendeu a necessidade de "desmistificar crenças e falsas atitudes" relativamente ao "bullying", estabelecer regras de conduta e incentivar a supervisão por parte dos adultos, nomeadamente no recreio, onde se verificam muitos dos casos.
De acordo com Sónia Seixas, deve ser efectuada também uma intervenção directa, diferenciada, com os agressores e as vítimas.
Na sua comunicação, a professora do ensino superior disse ainda existir "um estereótipo de que os comportamentos de "bullying" são mais frequentes no sexo masculino".
"Contudo, os comportamentos indirectos de "bullying", como a maldade ou a exclusão, são mais praticados pelo sexo feminino", ressalvou.
Na investigação que realizou em escolas do III ciclo do distrito de Lisboa, usando um instrumento de nomeação pelos alunos dos colegas agressores e vítimas, Sónia Seixas apurou que 17,9 por cento dos jovens são classificados no primeiro grupo e 17,2 por cento são identificados pelos pares como vítimas.
Outro orador no seminário, o pedopsiquiatra Mário Jorge Loureiro, considerou que as crescentes exigências do trabalho impedem os pais de estar com os filhos o tempo necessário.
"Cada vez se exige mais aos pais em termos de trabalho, o que faz com que exerçam cada vez menos as suas competências parentais", adiantou, em declarações à agência Lusa à margem do evento.
Segundo o médico do Hospital Pediátrico de Coimbra, grande parte das crianças vítimas de "bullying" não se queixam, porque "não têm protecção parental, não sentem confiança".
O seminário, intitulado "Bullying - Da mediatização à discussão", inseriu-se no âmbito do projecto de investigação de um grupo de alunos finalistas da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra denominado "A auto-estima e os comportamentos agressivos nos alunos do I ciclo".
Fonte: Rtp.pt
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França: Professor multado em 800 euros por ter batido em aluno, que o insultou
A justiça francesa condenou a uma multa de 800 euros um profesor que deu uma bofetada a um aluno de 11 anos durante uma aula, após este o ter insultado.
José Laboureur, de 49 anos, é profesor de Tecnologia na escola Cilles-de-Chin na localidade de Berlaimont, no Norte de França.
Compareceu em tribunal acusado de violência agravada e enfrentava uma pena de máxima de cinco anos de prisão e 75 mil euros de multa.
O profesor esbofeteou, à frente de toda a turma, o aluno após uma discusão, durante a qual este chamou ao professor "parvalhão".
Para o tribunal, "não se trata apenas de uma bofetada mas de uma cena de violência, onde está implícita a vontade de humilhar por parte do profesor".
O aluno foi suspenso das aulas por três dias, logo após o incidente com o professor, tendo, entretanto, sido transferido para uma outra escola.
Fonte: Lusa
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Governo promete mais técnicos para escolas problemáticas
O Ministério da Educação vai reforçar as equipas multidisciplinares a actuarem nas escolas sinalizadas como problemáticas, nomeadamente com índices elevados de indisciplina e violência", anunciou ontem Maria de Lurdes Rodrigues, numa audiência sobre o tema da violência na Comissão de Educação, na Assembleia da República.Referindo-se aos Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP), que contam com apoios especiais do Governo, a ministra disse que estes já abrangem "cerca de 36 escolas e 50 mil alunos", tendo este ano lectivo beneficiado de um reforço de 257técnicos para as suas equipas multidisciplinares, incluindo psicólogos e assistentes sociais. E prometeu reforçar a aposta: "O nosso objectivo é alargar os TEIP a outras zonas do território, que podem não ter condições suburbanas mas ser zonas subrurais ou de imigração sazonal" referiu.O reforço da videovigilância, que terá ainda de passar por uma análise da COmissão Nacional de Protecção de Dados, é outra aposta do Governo.Na audição, a ministra foi acusada pelos partidos da direita de tratar a questão da indisciplina como tema "tabu", não reconhecendo a sua dimensão. Já à esquerda, ouviu críticas associando o fenómeno à instabilidadade da colocação do pessoal auxiliar e à falta de disponibilidade dos docentes, devido a uma sobrecarga de tarefas administrativas.
Fonte: DN
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quarta-feira, 25 de junho de 2008
Violência escolar: Portugal e Espanha no niveis de bullying semelhante - estudo
Portugal e Espanha têm níveis de bullying similares segundo um estudo hoje apresentado que destaca, contudo, que nas escolas estudadas em Sevilha os alunos praticam mais insultos sobre a raça ou a cor do que em Lisboa.
O estudo comparativo entre Portugal e Espanha, hoje divulgado na 4ª Conferência Mundial sobre Violência Escolar e Políticas Públicas, a decorrer na Fundação Gulbenkian, foi realizado a partir de um questionário a 1.233 crianças entre os 7 e os 13 anos de oito escolas de Lisboa e de Sevilha.
Do total de crianças inquiridas, 17,7 por cento diziam que eram agredidas com frequência e 42,1 por cento foram vítimas de pelos menos um ou dois comportamentos agressivos.
Segundo os seus autores, Juan Angulo (Universidade de Sevilha), Carlos Neto e A. Marques (Universidade Técnica de Lisboa) e Ortega (Universidade de Córdoba), o objectivo do trabalho era determinar a situação actual de episódios de bullying em escolas dos dois países da Península Ibérica.
O bullying, termo inglês que não tem uma tradução directa para o português, pode ser definido como forma de intimidação ou humilhação quer física quer psicológica praticada por um indivíduo ou grupo de indivíduos com o objectivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz/es de se defender.
Segundo os investigadores, não existem diferenças significativas entre as escolas portuguesas e as espanholas analisadas.
Existe, portanto, violência escolar nos dois países mas os comportamentos dos alunos manifestam ligeiras diferenças.
Em Sevilha, são mais frequentes os insultos sobre a raça ou a cor do que em Lisboa e por outro lado, no que respeita às raparigas, as alunas espanholas revelam maiores níveis de agressão física do que as portuguesas.
O estudo revelou ainda que as crianças são vítimas de bullying nos recreios, nos corredores e nas salas de aula e confirmou a necessidade de um trabalho de prevenção nestes espaços assim como novas estratégias educativas.
Fonte: RTP.pt
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Bullying envolve 65% dos alunos
Quase dois terços dos alunos (64,7%) do 3º ciclo da Grande Lisboa estão envolvidos em fenómenos de bullying, de acordo com um estudo divulgado ontem na 4ª Conferência Internacional sobre Violência Escolar e Políticas Públicas, a decorrer até amanhã em Lisboa.
A investigação conduzida pela psicóloga Sónia Seixas, da Escola Superior de Educação João de Deus, envolveu 680 alunos dos 7º, 8º e 9º anos de 11 escolas de Amadora, Lisboa, Loures, Odivelas e Sintra. Dos inquiridos, apenas 35,3 por cento disseram não estar envolvidos em bullying, enquanto 30,1% dizem ser vítimas, 11,6% se assumem como agressores e 23% apresentam um padrão misto. O estudo conclui que as vítimas têm níveis mais baixos de auto-estima, sentem-se rejeitados e têm pouca confiança em si, enquanto entre os agressores se passa exactamente o oposto.
'É preciso sensibilizar a escola para este fenómeno, que causa grande sofrimento. Em última análise, as vítimas pensam no suicídio', alertou Sónia Seixas.
Na sessão de abertura da conferência, que trouxe a Lisboa especialistas de 51 países, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, considerou que a violência escolar é um fenómeno residual, frisando que '90 por cento dos casos ocorre em cinco por cento das escolas'. A governante sublinhou ainda que não se pode confundir 'violência com indisciplina'.OpsiquiatraDaniel Sampaio refutou a ideia da ministra: 'Quando se diz que indisciplina nada tem a ver com violência não estamos no bom caminho. A indisciplina cria condições favoráveis ao aparecimento de violência.'
Já o procurador-geral da República, Pinto Monteiro, que nos últimos meses denunciou a violência escolar, reafirmou que o fenómeno não pode ser ignorado, mas considerou que 'a situação é hoje melhor do que há um ano', destacando o aumento do número de denúncias.
QUAIS OS SINAIS DE ALARME
A investigadora Sónia Seixas aponta diversos sinais a que os pais, professores e funcionários das escolas devem estar atentos para detectar casos de bullying. No caso das vítimas, os livros, o material escolar e outros bens aparecem muitas vezes estragados ou desaparecem. Ferimentos, cortes, arranhões ou danos na roupa podem também ser sinais de bullying. Muitas vezes são alunos isolados nos intervalos, que podem procurar mais a proximidade com o professor ou com outros adultos. Receosos de ir à escola, têm queixas frequentes de dores de barriga ou de cabeça e manifestam pouco interesse pela escola.
Os agressores revelam muitas vezes raiva descontrolada, são impulsivos e zangam-se facilmente; Retiram satisfação do medo que provocam às vítimas, gostam de provocar os pais e os professores e envolvem-se precocemente em comportamentos anti-sociais.
NOTAS
O QUE É O BULLYING
Conceito que descreve actos de violência física ou psicológica de carácter sistemático que causam sofrimento físico ou emocional.
REALIDADE ESCONDIDA
Bullying não-físico passa despercebido e as queixas são poucas
Fonte: CM
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terça-feira, 24 de junho de 2008
“Violência escolar tende a aumentar no Mundo”
Carlos Neto, co-organizador da Conferência de Violência Escolar
Correio da Manhã – O Governo diz que a violência escolar está a diminuir. Há dados científicos que o confirmam?
Carlos Neto – Não temos ainda dados para poder responder. Sabemos sim que este é um problema disseminado por todo o Mundo e que tende a aumentar. A curto prazo haverá estatísticas nacionais.
– Um estudo de Margarida Matos aponta uma redução...
–É um estudo importante, mas relativo aos adolescentes e a violência nas escolas tem de ser vista antes disso, no Pré-escolar e principalmente no 1.º Ciclo, porque é aí que os exemplos de bullying e agressividade física acontecem com mais frequência.
– Muita gente desconhece o que é o bullying...
– Não é um fenómeno novo mas agora estamos mais atentos a ele. É um comportamento sistemático de violência física e psicológica entre pares. Há crianças que são vítimas persistentes, que sofrem esta forma de violência ao longo de dias, meses, anos de forma silenciosa. Há que ter muita atenção a essas crianças.
– Trouxe para Portugal a 4.ª Conferência Mundial sobre Violência na Escola, que decorre até amanhã em Lisboa. Qual o objectivo do evento?
– Este congresso é uma oportunidade única, estão cá os maiores especialistas. Este fenómeno é preocupante e devemos, com base em critérios científicos, procurar soluções, estratégias, modelos de intervenção no meio escolar e na comunidade para resolver o problema de forma progressiva.
– O poder político está sensibilizado para o fenómeno?
– A ministra [da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues] fez aqui na conferência uma intervenção muito acertada, porque definiu o problema e também definiu um rumo. Mas precisamos de uma classe política mais consciente de que este fenómeno tem de ser atacado com urgência.
Fonte: CM
Etiquetas: Violência escolar
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Violência escolar junta especialistas em Lisboa
A violência escolar e as políticas públicas preocupam autoridades e especialistas da matéria de todo o mundo que entre hoje e quarta-feira discutem o assunto em Lisboa na 4.ª Conferência Internacional sobre Violência nas Escolas e Políticas Públicas.
Três em cada dez alunos já foi vítima de violência escolar em Portugal e seis por cento foram vítimas de "bullying", ou seja, de violência continuada e repetida. Estes são dados que preocupam autoridades e especialistas de todo o mundo que se juntam até quarta-feira em Lisboa na Conferência Internacional sobre Violência nas Escolas e Políticas Públicas. Para discussão da violência escolar e das políticas públicas a conferência decorre até à próxima quarta-feira na Fundação Calouste Gulbenkian e, esta manhã, a sessão de abertura contou com a presença da ministra da Educação. Para Maria de Lurdes Rodrigues a violência escolar tem vindo a diminuir e defende estar, por isso, a apostar nas medidas certas, mas também reconhece que os objectivo ainda não foram totalmente alcançados e assim irá corrigir mais aspectos. “Continuar a aprofundar e a melhorar o trabalho que tem vindo a ser feito” é um dos objectivos da ministra que referiu ainda ser “necessária muita persistência porque é importante levar até ao fim, até que os objectivos sejam alcançados, o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido”. Maria de Lurdes Rodrigues considera ainda que “uma das medidas mais importantes é o alargamento da política de descriminação positiva a mais escolas”. Presente na sessão de abertura desta conferência esteve igualmente o Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, que à saída referiu que o problema da violência escolar melhorou no último ano, apesar de, por outro lado, ter aumento o número de denúncias. "Acho que se está a fazer um esforço para a combater. Se me perguntar se a situação hoje é melhor do que há um ano eu digo que é melhor", esclareceu Pinto Monteiro. O Procurador-Geral da República disse ainda que nunca foi referido que a violência escolar era um problema generalizado e reconheceu melhorias na situação portuguesa, embora registe um aumento de queixas, de pais, alunos e professores, na Procuradoria-Geral da República. No entanto, Pinto Monteiro não deixou de alertar que embora não existam receitas mágicas para resolver este problema que afecta outros países, a violência escolar não pode ser escondida ou ignorada dizendo mesmo que “a violência escolar não pode ser um cadáver metido no armário”.
Fonte: Rtp.pt
Etiquetas: Violência escolar
Método contra 'bullying' com sucesso em Espanha
Uma equipa de investigadores da Universidade Complutense de Madrid (UCM) desenvolveu um método para combater o bullying , que diz ter tido sucesso nas escolas espanholas. Os resultados do método - que passa pela aplicação de um programa informático em que os alunos identificam de forma anónima os colegas que gostam ou não - foram apresentados ontem no El Mundo, na véspera do arranque, em Lisboa, da 4ª Conferência Mundial sobre "Violência na Escola e Políticas Públicas", onde o fenómeno vai estar em destaque. Um projecto que já recebeu o acolhimento de países como a Suécia e a Finlândia mas que é ainda desconhecido pelas associações de pais e professores portuguesas e pelo Observatório da Segurança Escolar.A pensar no medo da vítima em denunciar um colega (uma das principais dificuldades em detectar o bullying), a equipa da UCM lançou, em 2004, um programa informático que identifica as vítimas e os agressores de forma anónima. É ainda um modo de detectar o fenómeno precocemente e evitar que as agressões (físicas e psicológicas) se prolonguem e deixem feridas incuráveis.O programa espanhol baseia-se numa ferramenta informática que disponibiliza as fotografias de todos os alunos de uma turma, questionando-os individualmente: "Com quem gostas de brincar?" e "Quem é que te incomoda mais?", são exemplos de perguntas a que os estudantes respondem, clicando em cima da fotografia do colega correspondente. "É muito mais simples e eficaz do que escrever ou falar sobre o assunto. Os jovens respondem com mais liberdade e sem se sentirem coagidos", afirmou o "pai" do método, Martín Babarro.A ideia é levar os colegas a apoiar as potenciais vítimas e trabalhar com os agressores. A experiência começou no colégio madrileno Salvador Allende, que frisa o sucesso da iniciativa. Além do alargamento a toda a Espanha, também a Finlândia e a Suécia foram a este país ver de perto o programa.Pode ser aplicado em PortugalPor cá, ainda ninguém ouviu falar deste projecto, apesar de já ter cinco anos e da interligação entre as associações portuguesas e espanholas. O presidente da Associação Nacional de Professores (ANP), João Grancho, admite que "tudo o que se faz pode servir de inspiração e pode vir a ser aplicado em Portugal". Também Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional de Associações de Pais (Confap), fala ao DN da possibilidade do programa "servir como modelo de inspiração para aplicar nas escolas portuguesas". Até porque, "as boas ideias como esta não deixarão de ser adaptadas à realidade nacional". No entanto, disse, "todas as medidas aplicadas actualmente em Portugal são adequadas, como a tutoria entre os pares, em que os alunos menos problemáticos acompanham os mais problemáticos e os mais velhos apoiam os mais novos". Estas "brigadas de intervenção têm-se revelado muito eficazes", concorda Albino Almeida.O psiquiatra e membro do Observatório da Segurança Escolar Daniel Sampaio contesta a solução espanhola. O "problema do bullying não se resolve com um programa informático, que só pode funcionar se for integrado num método geral de combate ao fenómeno". "É necessário trabalhar com as famílias, os alunos, os auxiliares da educação e os professores", defende.Outro ponto fundamental para o especialista é o conhecimento da vítima. "Não se pode pensar no 'bullying' sem tratar a vítima". Já que "o próprio comportamento das vítimas (vergonha, inibição, minoria étnica ou sexual) pode incentivar esta prática", denuncia. Até porque, "não se pode pensar só no menino mau que é o agressor e no menino bom que é a vítima. O agressor pode mesmo ser promovido no grupo de amigos e os seus actos entendidos como positivos". Por isso, o médico considera que "o bullying é muito mais complexo" do que a abordagem do programa espanhol.
Fonte: DN
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«A qualidade dos espaços pode evitar a violência nas escolas»
Especialistas de todo o mundo reúnem, a partir de hoje, na Fundação Gulbenkian para discutir a violência escolar. Um fenómeno que está longe de se limitar a Portugal, como explica ao Destak Carlos Neto.
Professor catedrático, além de ter investigado o bullying nos recreios e de pertencer a um projecto internacional de combate à violência na escola, é um dos coordenadores deste congresso.
ISABEL STILWELL editorial@destak.pt
A violência na escola é transversal ao mundo. Qual diria ser o seu denominador comum?
O problema da violência escolar é complexo, multidimensional e afecta os sistemas educativos em todos os países e culturas. Não é um problema novo, mas temos hoje melhores condições para o estudar. Por outro lado, as mudanças ocorridas na família e na comunidade trouxeram novos problemas para dentro da escola, implicando boas práticas e dimensões diferentes de encarar a gestão das instituições e do acto educativo.
Acaba por ser apenas uma continuação da violência na sociedade, nomeadamente nas famílias?
Essa relação é evidente, mas não exclusiva. Muitos outros factores podem explicar o fenómeno, como a degradação do projecto educativo nas escolas, ausência de referências de autoridade, aparecimento de novas tecnologias, proces-sos de socialização, etc. A violência na escola apresenta contornos específicos em função de características sociais e culturais de cada região, de cada escola e dos alunos, docentes e funcionários.
Há escolas que, pela sua organização interna, favorecem a violência escolar? Quais diriam ser os três principais sinais de perigo?
Estou convencido que sim. Apontaria em primeiro lugar as características físicas e arquitetónicas das escolas em relação à qualidade e conforto de espaços formais e informais, em segundo lugar a qualidade do projecto pedagógico de cada escola em paralelo com uma boa supervisão dos alunos e finalmente a existência de projectos de intervenção centrados na diminuição da violência (vítimas e agressores). Existem já por todo o mundo bons projectos anti-violência e anti-bullying no meio escolar.
A relação com a comunidade parece influenciar o grau de violência na escolas. Em Portugal, a comunidade vê a escola como amiga ou inimiga?
Na maior parte dos casos a comunidade não vê a escola nem como amiga, nem como inimiga. Tem uma atitude indiferente. Essa atitude mental tem criado um distanciamento progressivo, que não facilita a resolução dos problemas. A indiferença e ausência de participação da comunidade nos problemas da escola não tem contribuído para o reforço da estrutura identitária da escola.
Que papel pode ter o desporto na prevenção?
Por princípio, a actividade física e o desporto tem um papel fundamental para a criação de dinâmicas muito positivas de prevenção da violência (solidariedade, fair-play, convivência, auto-estima, etc.). A investigação tem demonstrado que a prática da actividade física e desporto, principalmente em crianças e jovens, é uma das formas mais robustas de prevenção da violência escolar.
Concorda que é basicamente um problema de falta de autoridade?
Não tenho a convicção de que seja apenas um problema de falta de autoridade. A confluência de novas realidades sociais e culturais na vida quotidiana da família e da comunidade leva-nos a pensar que este fenómeno deve ser abordado numa perspectiva ecológica e transversal. Múltiplos factores estão a contribuir para este fenómeno e as soluções não podem ser milagrosas. São necessárias políticas públicas.
Há 'directores' que conseguem fazer a diferença?
Com certeza que sim. Depende da competência, de bons projectos de gestão financeira e pedagógica. Da capacidade de desenvolver um clima saudável, que leve os alunos a gostarem de ir e estar na escola para aprenderem com os professores e conviverem com os amigos.
Os pais não são suficientemente responsabilizados pelo mau comportamento dos filhos?
Em muitos casos é verdade. O comportamento parental sobre a actividade escolar dos filhos é muito variável. Penso que deveriam ser repensadas as formas de participação dos pais e principalmente o valor excessivo que se pretende dar ao rendimento escolar (excelência a qualquer preço), em detrimento do prazer de aprender e de aprender a pensar em situações formais e informais.
Fonte: Destak
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domingo, 22 de junho de 2008
“Os professores não são treinados para agir em caso de violência”
A violência não está a aumentar, diz Eric Debarbieux, professor de Ciências da Educação da Universidade de Bordéus, em França. Mas é preciso agir, não com medidas repressivas, mas pensadas a longo prazo. É presidente do Observatório Internacional da Violência Escolar, uma organização não governamental “científica”, uma “federação de investigadores” de 52 países, que faz estudos e recomendações aos Governos. A quarta conferência internacional decorre entre amanhã e quarta-feira na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.Qual é o grau de influência do Observatório Internacional da Violência Escolar nas políticas dos países?O nosso objectivo é ter influência, dizer o que está certo e errados nas políticas públicas. Por exemplo, sabemos que o melhor caminho não é ter políticas de repressão nas escolas e dizemos isso. O que não significa que sejamos ouvidos pelos políticos. A violência na escola é um tópico inconveniente que é recorrentemente recuperado pelos média e pelos políticos, que exageram sobre as suas causas e os seus efeitos. Contudo, a investigação mostra que a violência na escola não está a aumentar. Não está a aumentar?Vou dar um exemplo: Recentemente um país africano pediu-nos para fazermos um estudo. O observatório concluiu que o problema era as crianças não irem à escola, sobretudo as raparigas e recomendamos que o investimento devia ser feito na sua educação. É claro que não ficaram satisfeitos. A razão científica nem sempre é palavra de acção, mas é essa a nossa função.A violência escolar vai da agressão verbal aos massacres nas escolas? Os tiroteios não são um problema real. Nos EUA, os estudos dizem que o risco de um aluno ser vítima de um tiroteio é de um para um milhão, no entanto, 80 por cento dos estudantes tem medo de ser vítima. O verdadeiro problema é a violência continuada e repetida, a que chamamos bullying, sobre alunos, mas também sobre professores. Por vezes, pensa-se que não é importante, que é uma coisa pequena, mas sabemos que as consequências são muito graves para as suas vítimas. Há pesquisa que mostra que uma vítima de bullying pode tentar o suicídio mais quatro vezes do que alguém que nunca sofreu bullying na escola. É contra esta pequena violência que temos de lutar.É diferente de país para país?Há países onde há problemas graves de violência escolar. Em África, no Burkina Faso, 37 por cento das raparigas já foram vítimas de abusos sexuais por parte dos professores. Outro problema são os castigos corporais, nos EUA há 18 estados onde ainda são permitidos. Sabemos que as consequências podem ser nefastas. Por exemplo, grande parte dos tiroteios dentro de escolas é nesses estados onde os professores podem bater nos alunos. Disse que a violência escolar não está a aumentar, mas são tornados públicos cada vez mais casos. Porquê?Em França, a média do número de alunos vítimas de bullying não está a aumentar, mas se observarmos as escolas dos subúrbios, de zonas mais frágeis em termos sócio-económicos, a violência escolar está a crescer. Na Europa, a violência na escola está ligada à exclusão social e é um assunto que a democracia deve combater. Mas não é assim em todos os países.Quer dizer que a violência pode não estar ligada à exclusão?Em muitos países pobres africanos e da América Latina a violência escolar não é um problema porque a comunidade protege a escola. Para ela, a escola é um capital social, é uma oportunidade para sair da pobreza, enquanto noutros países, na Europa e EUA, a escola é vista como um inimigo. No Brasil, nas favelas onde não há saneamento, a escola é o único bem e os professores têm até 80 alunos na sala de aula e não há problemas de violência.Significa que depende do contexto onde a escola se encontra?É o que vamos discutir neste congresso: A violência em contexto. Como é que o contexto pode fazer parte da solução? Sabemos que há dezenas de milhares de alunos, em todo o mundo, que odeiam o clima escolar.Porque a escola continua a ser igual desde a revolução industrial e recebe públicos para os quais diz não estar preparada?Os professores não são preparados para intervir. Por exemplo, uma hospedeira é treinada para reconhecer o stress de um passageiro, um quadro bancário para a gestão e dinâmica de grupo, e os professores não. Em termos políticos, é uma prioridade repensar a formação. A maneira como se gerem os conflitos é muito importante, há necessidade de formar os professores também para trabalhar em equipa. Se não houver esse trabalho de equipa, a porta da escola está aberta para entrar a cultura de violência. Não podemos mudar a família ou a sociedade, mas podemos mudar a maneira como se trabalha na escola. A pedagogia pode contribuir para a solução.Os alunos precisam de gostar da escola?O sentimento de pertença à escola é uma das chaves. Se um professor ou um aluno está isolado, corre maior risco de ser vítima de violência. Por isso, é preciso apostar na boa convivência escolar. É uma necessidade criminológica para nos proteger da violência escolar, porque os agressores não são corajosos, são jovens que atacam e roubam os da mesma classe social. Se há uma equipa a funcionar na escola, as agressões podem reduzir-se.E as câmaras de vídeo ou a polícia à porta da escola?Há escolas com os portões fechados e videovigilância. São meios que podem tornar-se perigosos porque os alunos interpretam que a escola os quer vigiar e controlar, bem como aos amigos e à família. O desafio é evitar a violência de exclusão, ou seja, aquela que é feita fora da escola contra a polícia, os transportes públicos, os bombeiros, porque essa é mais difícil de controlar. As escolas devem criar regras claras contra o bullying. Quais devem ser as responsabilidades dos governos?Formar professores para saberem gerir conflitos. Tomar medidas de apoio às vítimas, mas também de apoio aos agressores. Não basta agitar o cassetete, os Governos devem dar uma resposta que não seja dura e imediata, mas de longo prazo. Os governantes sentem um enorme fascínio pela repressão da violência extrema e isso deve-se à pressão mediática. Não há imagens da pequena violência, diária e repetida; mas há das consequências de um tiroteio num liceu norte-americano, que passam repetidamente na televisão. As políticas públicas devem dirigir-se à pequena violência.
Origens e causas da violência escolar O que está na origem da violência escolar?
Não há uma causa, mas muitas que estão ligadas. A escola, a família, a comunidade... Sabemos que se os pais forem muito disciplinadores, que inflijam castigos corporais, pode haver mais violência; mas o contrário também pode dar origem a violência, ou seja, se os pais não exercerem qualquer controlo. O modo como se educa pode ser uma das explicações, mas não é a única. Não se pode falar de determinismo.
Há novas formas de violência escolar?
O cyberbullying é um problema novo, ainda não há dados quantitativos, mas muitos inquéritos revelam que há um aumento. É o mesmo problema que o bullying, o meio usado é que é diferente.
Quem são as vítimas?
São os alunos, sobretudo rapazes, vítimas de violência física; há menos vítimas do sexo feminino e a forma de violência exercida é condená-las ao ostracismo. Não posso dizer que seja pior, porque a violência física é acompanhada de violência verbal. As consequências são muito importantes: o absentismo, maus resultados escolares, falta de auto-estima, por vezes, sentimentos de culpa.
No futuro, as vítimas podem tornar-se agressoras?
A maior parte das vítimas não se tornam agressoras. Mas acontece. O risco é que reproduzam esses comportamentos com os seus próprios filhos. Sabemos que 80 por cento dos casos dos autores de massacres nos EUA foram vítimas de bullying.
Fonte: Público
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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