As Câmaras Municipais não querem pagar a factura do acesso à Internet do «Magalhães», como o Governo previa, dividindo a despesa do programa «e-escolinhas». A proposta implicava o pagamento, em média, de 50 euros pelo modem e 250 euros por cada ligação.
De acordo com o Diário de Notícias desta segunda-feira, as Direcções Regionais de Educação do Norte e Centro enviaram propostas por escrito a todas as autarquias, para que estas pagassem as assinaturas caseiras de Internet dos alunos, dividindo a factura a pagar, no futuro, às operadoras que estão a financiar o projecto.
Contudo, é muito provável que tenha de ser o dinheiro do Orçamento do Estado a compensar o investimento das operadoras, já que o primeiro-ministro, José Sócrates, comprometeu-se a compensar as empresas de telecomunicações, caso o que elas estão a investir, a fundo perdido, não seja suficiente para pagar o programa que gere a atribuição dos computadores.
O Executivo pretendia que 500 mil pais se inscrevessem para receber o «Magalhães» até ao final deste ano lectivo, mas, até agora, são apenas 230 mil registos, o que significa que não se deve conseguir atingir a quantidade de assinaturas suficiente para evitar o pagamento das facturas, até porque, por outro lado, só foram entregues 35 mil computadores em todo o País.
Fonte: Diário Digital
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Autarquias recusam pagar Internet para «Magalhães»
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Programa «e.escolas» dá 20 mil computadores por mês
O programa «e.escolas» atribui uma média de 20 mil computadores por mês.
Segundo dados do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, desde o início da iniciativa, em Junho de 2007, foram entregues um total de mais de 350 mil portáteis equipados com placa de acesso à Internet móvel.
O valor reparte-se por cerca de 70 mil professores, 140 mil estudantes e 140 mil formandos do Programa Novas Oportunidades.
«Foram registadas algumas reclamações, por motivos diversos, junto de organizações de defesa do consumidor, que representam, no entanto, uma taxa pouco relevante, da ordem dos 0,5 por mil», avança o Executivo em comunicado.
O ritmo de entregas de equipamentos, seja do regime geral, seja dos beneficiários da Acção Social Escolar, mantém-se.
Fonte: Agência Financeira
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DECO já recebeu 135 queixas do e-escolas
Há 135 queixas na DECO relacionadas com o programa e-escolas. Atrasos e deficiências no equipamento são os principais motivos para as reclamações. A Optimus já só tem computadores para os alunos que pagam 150 euros.
Os lamentos são muitos. Em fóruns na Internet, em telefonemas para a comunicação social, na rua, nos transportes e nos cafés. Agora, até à DECO chegam as reclamações de que os portatéis do e-escolas nunca mais aparecem.
"Há queixas de dificuldades na activação do código de inscrição, do excessivo período de tempo entre a encomenda e a entrega do equipamento e ainda de deficiências técnicas", afirma Ana Tapadinhas do gabinete jurídico da DECO. "Ao todo já recebemos 135 reclamações por causa do e-escolas", completa.
O Gabinete do Plano Tecnológico para a Educação - a entidade supervisora do e-escolas - disse ao JN que tinha conhecimento de alguns problemas nas entregas e que, apesar de não ter responsabilidade nestas questões, tem recebido algumas queixas. No entanto, desdramatiza e sublinha que esta não é uma questão grave e que as reclamações têm diminuído nos últimos tempos.
Por causa das excessiva demora muitos subscritores anunciaram a intenção de rescindir o contrato com a operadora e efectuar um novo pedido junto de outra. Porém e de acordo com várias queixas recebidas pela DECO, quando tal vontade é manifestada, as empresas invocam os compromissos de fidelidade e dizem que os clientes têm de se manter vinculados.
Todavia, Ana Tapadinhas diz que não é bem assim: "as deficiências técnicas e atrasos na entrega constituem motivos de excepção para denunciar o contrato que foi assumido". Ou seja, os subscritores têm o direito de rescindir quando se verifiquem estes casos.
Desde o início do programa que a Optimus apenas disponibiliza nas lojas o portátil para os alunos do terceiro escalão - os que não têm Apoio Social Escolar e que pagam 150 euros pelo computador e a mensalidade mais elevada de Internet. Segundo a empresa, por dificuldades logísticas, os restantes alunos têm que optar pela entrega ao domicílio. Porém, desde o início de Novembro que a empresa já não tem computadores disponíveis para os alunos do primeiro e segundo escalão - os que têm o portátil de graça e que pagam as mensalidades mais baixas de Internet.
O site da empresa até permitia que a inscrição se fizesse, mas quem pertencesse a estes escalões, recebia pouco tempo depois uma mensagem por sms com o seguinte teor: "Informação Optimus: o Kanguru e-escola esta indisponível. O seu código de registo foi desbloqueado para que possa realizar uma outra inscrição".
A Optimus já assumiu que a quota de computadores portatéis acordados com o Fundo da Sociedade para a Informação já se esgotou para os alunos dos escalões mais baixos. A operadora referiu, no entanto, que brevemente pretende restabelecer a entrega para todos os escalões.
A jurista da DECO afirma que, "aparentemente esta situação não será ilegal, mas é claramente uma discriminação por ter equipamentos apenas para alguns escalões e não para todos, ainda para mais tendo em conta os objectivos pretendidos pelo programa e quando, aparentemente, é a única operadora a fazer esta distinção".
Fonte: JN
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Governo vai gastar 69,9 milhões de euros até 2012 na compra de computadores para escolas
O Governo prevê gastar 69,9 milhões de euro na aquisição de serviços e bens para o fornecimento, instalação e manutenção de computadores nas escolas públicas do segundo e terceiro ciclos do ensino básico e secundário até 2012.
Segundo uma portaria dos ministérios das Finanças e da Educação, hoje publicada em Diário da República, ao valor global do contrato de 66,8 milhões de euros, será somado o imposto sobre o valor acrescentado (IVA), assim como o valor referente à opção de aquisição de mais computadores e serviços até cerca de 3,1 milhões de euros.
O diploma refere ainda que as facturas não podem exceder em 2009 os 67,8 milhões de euros, em 2010 e 2011 o milhão de euros e em 2012 38,7 mil euros. A estes valores também terá que ser acrescido o IVA e nos anos de 2009 e 2012 "são acrescidas dos saldos que se apurarem na execução orçamental do ano ou dos anos anteriores, consoante o caso".
Os encargos financeiros resultantes da execução do diploma serão cobertos "por verbas de funcionamento e de PIDDAC, inscritas e a inscrever nos anos económicos de 2009 a 2012", refere ainda a portaria.
O Ministério da Educação anunciou ainda o lançamento de um concurso público internacional para a aquisição de serviços de desenvolvimento e operação do Centro de Centro de Apoio Tecnológico às Escolas (CATE), um projecto no valor de 30 milhões de euros.
O CATE, um projecto transversal do Plano Tecnológico da Educação, "garantirá o apoio às escolas na gestão e manutenção do seu parque informático", segundo a tutela.
O CATE inclui helpdesk de primeira linha, deslocação às escolas de equipas de apoio especializadas e verificação regular do estado dos equipamentos.
Fonte: Visão.pt
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Xerox integra Academias TIC do Ministério da Educação
A Futurália será palco da assinatura de um protocolo entre a Xerox e o Ministério da Educação, que visa a integração da empresa na rede de Academias TIC, criada no âmbito do Plano Tecnológico da Educação. A Xerox junta-se assim à Apple, Cisco, Microsoft, Oracle, Sun, Caixa Mágica e Alinex, que integram a iniciativa governamental desde o seu lançamento em Junho último. As Academias TIC abrangem programas de formação nas áreas tecnológicas, em escolas do ensino secundário e profissional, bem como o desenvolvimento de iniciativas que visam a própria promoção do ensino profissional. O objectivo é atrair os alunos do ensino secundário para as vertentes profissionalizantes ou mesmo para os cursos de formação profissional e por sua vez abrir o mercado empresarial para alunos com esta formação de base. Mediante o protocolo, a Xerox compromete-se a contribuir para a criação de uma rede nacional de professores-formadores, além de cooperar na criação, operação e divulgação da rede de Academias TIC em escolas com ensino secundário e profissional, a nível nacional. Ainda neste âmbito, a empresa propõe-se criar uma bolsa, no mínimo, de 10 de estágios para a integração de alunos ou formandos nos seus escritórios centrais ou junto de empresas parceiras, no final do primeiro trimestre de cada ano lectivo. "A assinatura destes protocolos vai permitir estreitar o relacionamento e o contacto entre alunos, docentes e não docentes com o mundo empresarial, que irá certamente permitir o reforço e a certificação das suas competências", refere Miranda Clara, director-geral da Xerox Portugal, em comunicado. A formalização do acordo, que havia sido objecto de um memorando de entendimento em Setembro, acontece na próxima sexta-feira, dia 12 de Dezembro, durante a feira da educação Futurália.
Fonte: Tek.sapo
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Estatísticas da Educação em novo site
O Ministério da Educação (ME) criou uma nova página na Internet dedicada às estatísticas da Educação. A página encontra-se no site do Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação e segundo nota do ME tem como objectivo «facilitar a divulgação estatística e contribuir para aprofundar o conhecimento sobre o sistema educativo». Numa primeira fase de testes o site irá incluir dados relativos ao ano lectivo de 2006/2007 sobre alunos, pessoal docente e não docente, escolas e modernização tecnológica das escolas. Posteriormente o ME pretende disponibilizar todas as informações que dispõe sobre os restantes anos lectivos.
Fonte: IGov
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sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Professores começam a ser formados no âmbito do Plano Tecnológico em 2009
A formação e certificação de professores em competências de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) vai arrancar no primeiro trimestre de 2009, disse hoje o coordenador do Plano Tecnológico da Educação (PTE)."Estamos na fase de iniciar as acções de formação de formadores assegurada pelas instituições de ensino superior. A nossa expectativa é que no primeiro trimestre de 2009 comece a formação e certificação dos professores para que seja cumprida a meta prevista", disse João Trocado da Mata. O responsável realçou que o objectivo da medida, um dos eixos do PTE, é que mais de 90 por cento dos docentes consigam até 2010 aproveitar ao máximo as Tecnologias de Informação e Comunicação disponíveis nas salas de aula.Segundo o documento "Competências TIC: Estudo de implementação", pedido pelo Ministério da Educação, o plano vai ser desenvolvido em três níveis de formação e avaliação de competências dos docentes, que dão origem a três tipos de certificados. O primeiro nível de formação dos docentes destina-se à aquisição de competências digitais, que "respeita, no essencial, à utilização instrumental das TIC e domínio de ferramentas de escrita e cálculo em formato digital".No segundo nível, estará a aquisição de competências pedagógicas das TIC, que devem integrar plenamente os processos de aprendizagem, e o terceiro nível, de competências pedagógicas avançadas, pretende que sejam os próprios professores a criarem soluções de utilização da tecnologia e de conteúdos de forma inovadora nas aulas. "O que nós queremos é uma utilização mais avançada dos meios tecnológicos e que as TIC possam constituir um poderoso meio para melhorar o ensino e melhorar o desempenho escolar dos alunos", afirmou o coordenador do PTE, salientando que "há um conjunto de estudos que estabelecem uma correlação de uso de tecnologias no contexto de sala de aulas e o desempenho escolar dos alunos".O estudo de implementação das competências TIC foi coordenado pela Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa, em articulação com a Universidade de Évora e a Universidade do Minho. Além do eixo da formação e certificação de professores, o Plano Tecnológico da Educação tem uma componente de conteúdos para as escolas e um eixo tecnológico que inclui projectos para Internet em todas as salas de aulas a uma velocidade de acesso de pelo menos de 64 megabites, vídeovigilância nas escolas, concretizar o objectivo de ter uma rácio de um computador ligado à Internet por cada cinco alunos, um videoprojector por sala, um quadro interactivo para cada três salas de aulas e implementação do cartão electrónico do aluno.
Fonte: Público
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quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Computadores Magalhães vão chegar a Timor-leste
Xanana Gusmão, que está de visita a Lisboa revelou, esta quinta-feira, em entrevista à TSF, o interesse do Governo de Díli nos computadores de fabrico português.
«Eu creio que vai ser fundamental para as nossas escolas, para a introdução da língua», afirmou o primeiro-ministro timorense que reconheceu, no entanto, que a adesão a estes computadores foi tardia.
As crianças timorenses poderão, desta forma, ter acesso aos computadores Magalhães.
A encomenda do Governo timorense poderá chegar aos 50 mil computadores.
Em declarações à TSF, Xanana Gusmão revelou ainda que o Estado tiomorense está a estudar a hipótese de investir em Portugal parte das receitas provenientes do petróleo.
Fonte: Tsf
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segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Trabalho dos professores para "vender" Magalhães
A Federação Nacional dos Sindicatos da Educação criticou a atribuição pelo Ministério da Educação de "tarefas burocráticas e administrativas" aos professores do primeiro ciclo relacionadas com o computador Magalhães, garantindo ter já recebido "centenas de queixas" de docentes.
Segundo Lucinda Manuela, dirigente da FNE, os professores do 1º ciclo estão a receber orientações da tutela, através de um "guião", para serem os próprios a fornecer os documentos de adesão do computador, validando posteriormente as fichas e os termos de responsabilidade e tratando inclusivé de receber e entregar aos encarregados de educação as facturas das operadoras.
"Somos a favor das novas tecnologias e do acesso de todos os alunos a elas, mas não pode ser à custa de mais trabalho burocrático e administrativo para os professores, que já estão nas escolas muito para além do seu horário de trabalho", afirmou a dirigente sindical, em declarações à agência Lusa.
Considerando "inaceitável e injustificável" este pedido do Ministério da Educação, a FNE sublinha ainda que "estas obrigações", que surgem no âmbito do programa e.escolinhas, revelam um "desrespeito absoluto pela actividade docente, introduzindo até no acto de leccionar uma componente comercial abusiva".
"Além do tempo que os professores perdem com a avaliação de desempenho, estas obrigações vão prejudicar ainda mais a preparação de aulas e o acompanhamento dos alunos. Só podem estar a desempenhar estas funções [relacionadas com o Magalhães] no tempo que deveriam ter para a sua vida pessoal", criticou Lucinda Manuela.
Fonte: JN
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terça-feira, 28 de outubro de 2008
Cem mil aderiram ao programa e-escola no último mês
Em apenas um mês, o número de inscritos no programa e-escola passou de 332 919 para 430 692, ou seja, aumentou quase cem mil entre 20 de Setembro e 22 deste mês, de acordo com os dados do Ministério das Obras Públicas Transportes e Comunicações. Um aumento que conta já com um pequeno contributo do portátil Magalhães para o programa e-escolinha, mas que nem de perto nem de longe explica esta adesão. Embora as acções de marketing do Governo para promover o computador fabricado pela JP Sá Couto possam ter ajudado a despertar alguns alunos para as novas tecnologias, é graças à aposta das operadoras em marketing e publicidade, bem como à decisão do Governo de alargar o programa e-escola aos alunos dos 7.º, 8.º e 9.º anos, que os números crescem. É o que diz o secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas e das Comunicações, Paulo Campos. "Estes números são uma consequência directa de uma maior abrangência do programa", afirmou ao DN o governante, admitindo que as campanhas publicitárias das operadoras também ajudaram. O que, na opinião de Paulo Campos, "é a prova de que o programa foi bem pensado, por forma a assegurar o empenho e a concorrência entre os vários operadores, e está a ser um êxito".Mas com o efeito Magalhães os números poderão ser muito superiores. E contando com ele o Governo já pensa em novas metas. "Até ao final de 2009, esperamos ter um milhão de inscritos no programa e-escola", admitiu Paulo Campos. Até agora, apenas foram distribuídos 3287 portáteis Magalhães. Mas até ao final do próximo ano serão distribuídos 500 mil no âmbito do e-escolinha. Essa foi, pelo menos, a promessa do Governo. Até agora, o Governo "apenas fez uma dotação de 410 milhões de euros, por via de contrapartidas para as operadoras. E até ao momento não houve necessidade de mais. Mas até ao final do próximo ano é natural que o Estado ainda intervenha com uma verba que não será muito significativa", adiantou o secretário de Estado. Do total de inscritos no programa e-escola até 20 deste mês, 315 857, ou seja, a esmagadora maioria, optaram pela TMN, 85 120 escolheram a Optimus e mais de 29 mil, a Vodafone. Do total, apenas 275 833 já tinham recebido os seus respectivos computadores. Tudo porque tem havido alguns atrasos na atribuição dos códigos. Espera que para quem nunca pensou ter um computador, nem Net por cinco euros, não cansa. Mas para outros se torna um desespero.
Fonte: DN
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quinta-feira, 23 de outubro de 2008
"As aulas ficaram mais divertidas"
Escola EB1 Padre Manuel Castro foi das primeiras a receber o computador portátil. Um mês depois, o JN foi a S. Mamede Infesta saber qual é o balanço
A sala de aula estava ligeiramente escurecida para melhor visualisar as projecções no quadro grande. Vinte e quatro pares de olhos concentravam-se nos pequenos monitores do Magalhães. A disciplina era Matemática e o objectivo era escrever por extenso os números que o programa indicava.
Os alunos cumpriam a tarefa sem grandes dificuldades. Um mês bastou para que a máquina quase não tenha segredos para as crianças. São alunos do quarto ano e a maior parte já estava habituada às novas tecnologias. No entanto, o Magalhães tornou-se rapidamente no seu objecto preferido. Afinal, aquele é o primeiro computador deles e não é dos pais ou da escola.
"As aulas ficaram mais divertidas, muito mais divertidas", diz Luana. Em casa já ia ao computador algumas vezes, mas agora pode ir sempre que quiser. Para brincar, mas também apara aprender. "Fazemos jogos que nos ensinam coisas ao mesmo tempo. É mais fácil". Tiago, o colega de carteira também tem a mesma opinião."Gosto mais das aulas com o Magalhães. Sei que também temos de continuar a escrever nos cadernos mas não gosto tanto", diz. Duas filas atrás, Francisca explica: "no computador é mais rápido e fácil de escrever e também é mais divertido".
Segundo a professora, Sónia Santos, os alunos foram conquistados pelo Magalhães. "Eles jogando e brincando não têm a consciência de que estão a aprender. Acham que é uma coisa menos formal e assimilam melhor os conhecimentos".
No seu entender, eles aceitaram "muito bem" o portátil e as aulas tornam-se "mais interessantes e apelativas porque os alunos experimentam e vêem, o que é melhor do que estarem apenas a ouvir o que o professor está a dizer". A docente revela que também alguns pais estão a beneficiar do Magalhães pois os alunos transmitem o que aprendem na escola aos progenitores não tão habituados à informática.
Por último, a Sónia Santos refere, ainda, que num caso especial de um aluno que tem Trissomia 21 o Magalhães é "fantástico" e tornou-se no "instrumento número um e conferiu-lhe autonomia pois ele não escrevia de forma manuscrita, mas agora já consegue escreve no computador e fá-lo bastante bem."
Fonte: JN
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quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Filtros para proteger crianças de conteúdos violentos e pornográficos são inúteis - OETI
O presidente do Observatório Europeu de Televisão Infantil (OETI), Valenti Gómez i Oliver, afirmou terça-feira que os filtros da Internet para protecção de menores da pornografia e violência são inúteis e sublinhou a importância da educação.
"Os filtros contra os conteúdos pornográficos e violentos na Internet são inúteis porque se ultrapassam", explicou Valenti Oliver em Lisboa, durante uma conferência.
O presidente do OETI afirmou ser essencial promover a educação como uma ferramenta de prevenção da violência na juventude, pois através dela as crianças aprendem a distinguir "os bons dos maus".
"Apenas os países nórdicos incluem nos seus programas de ensino a alfabetização digital. Nós [Portugal e Espanha] deveríamos fazer o mesmo", disse.
Fonte: Lusa
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terça-feira, 21 de outubro de 2008
Brasil: Portal do Professor oferece modelos de aulas e ferramentas multimédia
Os professores do Ensino Fundamental e Médio podem diversificar as aulas, torná-las mais atrativas e conhecer o trabalho de outros colegas espalhados pelo País ao acessar o Portal do Professor. Gratuito, o portal oferece modelos de aulas de acordo com cada etapa do ensino e disciplina, recursos multimídia, cursos de formação de professores, um jornal voltado para o dia-a-dia da sala de aula, links diversos, fóruns, blogs e várias outras opções. Entre as ferramentas, há fotos, mapas, vídeos e animações."São 1.664 recursos multimídia", informa a coordenadora do portal, Carmem Prata. Entre as aulas disponíveis, há 42 relacionadas aos anos iniciais do Ensino Fundamental e 93 voltadas para os anos finais. Outras 178 podem auxiliar o professor do Ensino Médio. De acordo com Carmem, a intenção é dar prioridade ao desenvolvimento de metodologias de ensino com o apoio de recursos multimídia."Procuramos descobrir como um vídeo, uma pesquisa, uma animação podem ser inseridos na aula de maneira que ela fique mais interessante e influencie no aprendizado", afirma Carmem. Os simuladores são um exemplo de como a ferramenta virtual pode ajudar no processo de ensino e aprendizado. Carmem explica que eles são como laboratórios virtuais. Assim, o professor ou o aluno pode fazer experimentos de física, por exemplo, apenas com o uso do computador. "A pessoa pode simular uma pedrinha sendo jogada para descobrir a velocidade dela", exemplifica. Além de assistir às videoaulas, os professores podem comentá-las e até aperfeiçoá-las. Ao final de cada uma, há um espaço para comentários que incentiva o debate metodológico.
No Portal do Professor (http://portaldoprofessor.mec.gov.br/main.action) também são oferecidos vídeos da TV Escola, textos e apostilas para orientar o professor, todo o conteúdo dos cursos que o Ministério da Educação oferece, como o Pró-Letramento e o Proinfantil, links para as rádios e tevês universitárias, comunidades virtuais, blogs, chats e fóruns. O professor tem acesso grátis e sem necessidade de senha a todo o conteúdo do portal, exceto o espaço de criação de aulas, para o qual é preciso fazer o registro.
Fonte: Jornal Agora
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segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Menos TV, mais Internet
Investigação revela que os pais estão preocupados com o tempo que os filhos passam na Internet e que cerca de 67% dos jovens portugueses, dos 12 aos 18 anos, admitem que não sabem passar sem telemóvel.
A televisão passou para segundo plano, a Internet conquistou terreno e viver sem telemóvel seria quase impossível. A tese de doutoramento "Audiências dos 12 aos 18 anos no contexto da convergência dos media em Portugal: emergência de uma cultura participativa?", da investigadora Célia Quico da Universidade Lusófona, tenta compreender os principais usos dos media e tecnologias de informação (TIC). O trabalho é constituído por quatro estudos empíricos: um etnográfico, realizado em casa de 10 famílias com uma amostra de 33 participantes, um inquérito quantitativo com uma amostra de 962 jovens dos 12 aos 18 anos; um estudo de avaliação de um formato piloto de media participativo junto de 77 jovens dos 12 aos 20 anos, e um caso de estudo de uma iniciativa no âmbito da literacia dos media digitais. A questão é polémica. O uso das novas tecnologias pode significar um maior isolamento social dos jovens? "Julgo que as tecnologias como a Internet e as comunicações móveis são sobretudo potenciadoras da sociabilidade dos jovens dos 12 aos 18 anos e não tanto potenciadores do seu isolamento social. Porém, tal não significa que não haja jovens que se fixem de modo intenso em determinadas tecnologias e que dessa fixação resulte como que uma erosão das suas relações sociais", adianta Célia Quico. "Há que ter em consideração que nestas faixas etárias as principais actividades realizadas através da Internet são de comunicação, com o uso do MSN e a rede social online Hi5 no topo", acrescenta. Conversar através de programas de mensagens instantâneas foi a prática mais frequente do conjunto de actividades listadas no inquérito quantitativo, com um total de 65,8% dos jovens a afirmarem usar programas como o MSN pelo menos um dia por semana. Participar em sites de redes sociais como o Hi5 é uma prática desenvolvida com frequência por um total de 57,3% dos jovens que responderam ao inquérito quantitativo: 19,7% todos os dias, 19,2% três a seis dias por semana, 18,4% um a dois dias por semana em média. Há conclusões a reter. "No caso particular dos usos da televisão por parte dos jovens dos 12 aos 18 anos, no estudo etnográfico verifiquei que se assiste à diminuição da importância da televisão na dieta de media dos mais jovens, não só porque a maior parte dos jovens participantes neste estudo actualmente já recorrem ao uso do computador e Internet como forma preferencial de ocupação do tempo livre em casa depois do jantar, como também por projectarem no futuro - daqui a três a cinco anos - verem menos televisão e usarem mais a Internet", refere a investigadora. Os dados apurados no inquérito quantitativo revelam que há uma maior preferência da Internet relativamente à televisão por parte dos jovens. "A opção ‘prefiro a televisão à Internet' recolheu um total acumulado de concordância de 20,9% e um total acumulado de discordância na ordem dos 34,1%. De modo semelhante, na opção ‘Internet substitui a televisão', 41% dos participantes no inquérito concordaram com esta afirmação, enquanto que 23,2% discordaram com esta frase".A televisão perde terreno, mas continua a ser um meio importante e significativo no quotidiano da maioria dos jovens. Ver menos e intervir mais? "Os usos que os jovens dão à televisão são diversos. Na minha investigação, a relação entre ver menos e intervir mais acabou por não ser explorada, mas certamente é algo que importa compreender, não sendo descabido que também haja quem seja um heavy-viewer de televisão - mais do que três horas de visionamento diário, de acordo com a definição de Sonia Livingstone - e ainda assim seja participativo nos media e TIC dos mais diversos modos", responde Célia Quico. A afirmação "não sei passar sem o telemóvel" obteve uma elevada percentagem de concordância: 39% dos jovens responderam concordar completamente com esta afirmação e 28,3% responderam concordar, o que totaliza 67,3% de concordância. Já na afirmação "não sei passar sem a Internet", 24,8% dos participantes no inquérito seleccionaram a opção "concordo completamente" e 32,1% escolheram a opção "concordo", o que totaliza 56,9% de concordância. Finalmente, na frase "não sei passar sem a televisão", 13,1% dos inquiridos responderam concordar completamente e 27,5% responderam concordar, o que dá 40,6% de concordância. "Gostaria de destacar que, do vasto conjunto de resultados apurados, o envio e recepção de SMS está no topo das actividades realizadas via telemóvel dos jovens no inquérito quantitativo sobre usos dos media e TIC, com 83,3% dos participantes a afirmarem que o efectuam pelo menos um dia por semana: 50,8% todos os dias, 15,5% três a seis dias por semana, 17% um a dois dias por semana em média".Ambivalência em relação à TV "Os usos dados ao telemóvel vão para além da comunicação por texto ou voz: destaca-se em primeiro lugar dos resultados do inquérito quantitativo o envio de mensagens de vídeo a outras pessoas através do telemóvel, que 26% dos jovens afirmaram realizar todos os dias e 18,5% efectuam com regularidade (três a seis dias por semana). Ainda, tirar fotografias com o telemóvel é uma actividade habitual para parte significativa dos participantes no inquérito: 23,2% dos jovens afirmaram que o fazem todos os dias e 20,1% tiram fotos com o telemóvel em média três a seis dias por semana". Outra prática habitual é filmar com o telemóvel: 22% realizam esta actividade todos os dias, enquanto 15% filmam com recurso ao telemóvel com frequência quase diária, ou seja, entre três a seis dias por semana. E como se comportam os pais em relação ao uso da Internet? "De modo geral, os pais reconhecem a utilidade da Internet como ferramenta de auxílio aos estudos, mas também manifestam alguma preocupação relativamente ao tempo que os seus filhos ocupam com esta tecnologia e o tipo de utilizações que acabam por dar. Assim, a Internet já foi fonte de conflitos em algumas das famílias visitadas, em que os pais definem restrições de acesso à Internet a partir de casa, seja ao especificarem um determinado horário de uso deste meio ou a definirem uma duração máxima diária de acesso". A investigadora realça, por outro lado, "a ambivalência dos pais em relação à televisão". "Em diversos casos manifestaram desagrado quanto à qualidade e pouca diversidade da programação dos principais canais em sinal aberto, bem como aos horários tardios de exibição de séries e filmes, ainda que sejam espectadores regulares dos noticiários e novelas destes mesmos canais. Por outro lado, a televisão em algumas destas famílias visitadas funciona como um agregador da família, servindo de pano de fundo a conversas e ao convívio". A pesquisa indica que parte significativa dos jovens já participou como criador de conteúdos em formatos ou iniciativas de media. "Verificou-se que criar conteúdos é uma prática comum entre a maioria dos jovens dos 12 aos 18 anos em Portugal, com destaque para fazer vídeos, tirar fotos e fazer álbuns de fotografias na Internet, bem como criar e manter blogues". Célia Quico destaca alguns dados: 71,2% dos jovens afirmaram já ter feito um vídeo com recurso ao telemóvel e 57,9% utilizaram uma câmara de filmar para o mesmo efeito. "No estudo de avaliação do formato de media participativo, 46 dos participantes afirmaram já ter feito um vídeo com o telemóvel (59,7%) e 35 já recorreram a uma câmara de filmar para fazer um vídeo (45,5%)". Tirar fotografias e utilizar os perfis em sites de redes sociais e fotologs (álbuns de fotografias online) para partilhar fotos são práticas muito comuns e realizadas com frequência. "Fazer um álbum de fotografias na Internet é uma actividade já executada por 54,4% dos jovens dos 12 aos 18 anos que participaram no inquérito quantitativo; tirar fotografias com o telemóvel é uma prática habitual e frequente, com 70,2% dos jovens a fazê-lo em média pelo menos um dia por semana." No estudo etnográfico, a publicação de fotos no Hi5 e em fotologs foi referida por 11 dos 16 jovens participantes. "Criar e manter blogues são actividades já realizadas por cerca de metade dos jovens dos 12 aos 18 anos: 47,4% dos inquiridos que responderam ao inquérito quantitativo, enquanto que 23,9% responderam ter interesse nesta actividade".
Fonte: educare.pt
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quinta-feira, 16 de outubro de 2008
«Magalhães»: Computadores portáteis na mira dos «burlões»
A distribuição dos computadores portáteis Magalhães já está na mira dos burlões, com a identificação de uma empresa que, afirmando-se representante do Ministério da Educação (ME), estaria a angariar compradores para o portátil.
Em comunicado, a Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) anunciou que «foi identificado um local onde uma empresa, pretensamente representante do Ministério da Educação, contactou as famílias, nas suas casas, com o objectivo de proceder à angariação de compradores destes computadores».
A DREN decidiu alertar para o que afirma ser «uma fraude» e apresentou uma queixa no Ministério Público, considerando que estas práticas «configuram uma burla e são passíveis de acção criminal», um vez que estes computadores «só podem ser encomendados nas escolas e centros Novas Oportunidades».
A DREN alerta para o facto de que «o Programa e-escolinha, que disponibiliza o computador portátil Magalhães a todos os alunos do 1º ciclo, está centrado na escola e é perante a escola que os alunos e os pais e encarregados de educação obterão a informação necessária para acesso ao computador», utilizando-se o mesmo procedimento no caso dos computadores do programa e-escolas.
Fonte: Diário Digital
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quinta-feira, 9 de outubro de 2008
PSD acusa Ministério da Educação de intimar autarquias a pagarem modems e Internet do Magalhães
O deputado do PSD Agostinho Branquinho acusou hoje no Paralmento o Ministério da Educação de intimar as autarquias a pagarem modems e ligação à Internet dos computadores Magalhães distribuídos a alunos do primeiro ciclo do ensino básico.Durante um debate no Parlamento sobre educação agendado pelo PSD, Agostinho Branquinho considerou que "o Governo ainda não explicou, e era bom que explicasse, quem vai pagar os custos reais do Magalhães". Agostinho Branquinho disse saber que "o Ministério da Educação mandou para todas as câmaras do país propostas - aquelas pressões que não são bem pressões - para pagarem os modems, que custam 45 euros, e a totalidade ou parte da assinatura anual da Internet, que se eleva a 250 euros". O deputado e vice-presidente do grupo parlamentar do PSD acrescentou ter a informação de que "a Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) comunicou às escolas que deviam dizer quais eram as situações anómalas, ou seja, quais as autarquias que não vão participar, para que a DREN pudesse intervir". A Associação Nacional de Municípios Portugueses reuniu ontem de emergência e aconselhou hoje as autarquias a não pagarem as facturas que estão a receber, noticiou hoje a TSF.O deputado do CDS-PP João Paulo Carvalho pediu à maioria socialista que comentasse "o caso do conselho pedagógico de uma escola de Barcelos que decidiu que os alunos podem passar de ano mesmo com cinco negativas". Na resposta, o deputado do PS Bravo Nico não se referiu à questão dos computadores Magalhães. Quanto ao caso de Barcelos, o deputado do PS a deu a entender estar de acordo com a decisão do conselho pedagógico, argumentando que "é sempre muito mais exigente e dá sempre muito mais trabalho às escolas e aos professores integrarem os alunos com percursos de aprendizagem difíceis". "É sempre mais fácil colocá-los fora da escola. A nossa resposta é fazer com que as crianças fiquem dentro da escola. O direito à educação é um direito básico", acrescentou Bravo Nico.
Fonte: Público
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008
TMN torna mais fácil adquirir computadores do e.escolas
A TMN lançou um contrato digital no âmbito do programa e.escola, com o objectivo de evitar burocracias e facilitar a vida a quem está inscrito para receber um computador portátil.
Assim, a operadora eleva para 8 o número de modelos disponibilizados, com a apresentação de um novo computador: o Insys Style-3G 8724SR 12, que pode ser escolhido em 4 pontos de venda da TMN (Faro, Lisboa, Porto e Setúbal).
À frente na corrida com mais de 210 mil computadores entregues no âmbito do e.escola, a TMN espera, com esta novidade, obter «uma garantia de eficácia e eficiência na adesão a um dos mais importantes projectos de desenvolvimento da Sociedade de Informação do país».
Depois de efectuarem o seu contrato digital, que não obriga ao preenchimento de papéis, os inscritos no e.escola são contactados num prazo máximo de 72 horas com vista ao agendamento da entrega, em casa, do seu computador portátil.
Fonte: Agencia Financeira
Etiquetas: e-educação
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Blogue junta três países
Projecto educativo ganha primeiro prémio do Concurso de Educadores Inovadores no Brasil. Alunos dos 10 aos 14 anos "alimentam" blogue que tem como ponto de partida as peripécias do piloto brasileiro Santos-Dumont.
É um blogue colaborativo. Uma "viagem" entre Brasil e França com escala em Portugal assegurada por alunos dos 10 aos 14 anos. Está tudo em http://voobpf.blogspot.com/. É um projecto de educação luso-brasileiro que acaba de ser distinguido no Brasil com o primeiro prémio do Concurso de Educadores Inovadores organizado pela Microsoft Brasil. Uma distinção que reconhece a inovação educacional. Duas professoras brasileiras receberam um computador portátil e foi oferecido um quadro interactivo à escola brasileira que apresentou a candidatura. O projecto, que em algumas vertentes contou com o apoio do Centro de Competência da Universidade do Minho, venceu ainda a final latino-americana que teve lugar na Guatemala.Tudo começou com a obra Seis tombos e um pulinho do brasileiro Cláudio Fragata. Um livro que conta as peripécias e trajectória do piloto e engenheiro Alberto Santos-Dumont até ao voo 14-Bis, iniciativa pioneira da aviação mundial que teve lugar em Paris em 1906. "Estávamos em 2007 e em 2006 tinha sido comemorado o centenário do primeiro voo de Santos-Dumont em Paris. Por coincidência, recebi nessa altura uma mensagem de uma professora de Língua Portuguesa, da Secção Portuguesa do Liceu Internacional de Saint Germain-en-Laye, perguntando-me como poderia participar no Netescrita. Depois de a ter informado, pensei: 'E se desafiasse o autor, a professora de França e algumas das professoras brasileiras que tinha conhecido na web para desenvolvermos um blogue colaborativo em torno da obra de Cláudio Fragata?'", recorda Emília Miranda, professora de Língua Portuguesa da EB 2,3 Dr. Carlos Pinto Ferreira, Junqueira, em Vila do Conde. "O elo de ligação, a língua portuguesa, estava encontrado: Alberto Santos-Dumont, de nacionalidade brasileira, falante da língua portuguesa e tendo vivido em Paris", acrescenta.Mãos à obra. O projecto "Voo-BPF" foi desenvolvido ao longo do ano lectivo que passou. Vários dos objectivos traçados foram cumpridos. Criou-se uma comunidade de aprendizagem colaborativa. Foram feitos trabalhos de produção de texto, de desenho, de áudio, de vídeo, de fotografia. Diversas ferramentas informáticas foram utilizadas de forma educativa, contribuiu-se para a info-inclusão e a literacia digital. "Comunicação, interacção, publicação, registo de actividades utilizando uma ferramenta de trabalho colaborativo, um blogue no âmbito da web 2.0. Estabelecimento de um intercâmbio entre escolas do Brasil, Portugal e França, partindo da leitura da obra", descreve a docente. Há mais para contar. "Promoção de momentos de convívio e de trabalho através do MSN e do Skype. Conhecimento das diferenças de idioma, de situação geográfica de cultura. Promoção e desenvolvimento de uma videoconferência entre os participantes das escolas dos três países envolvidos, direcções das respectivas escolas, outros convidados e diversos assistentes." O blogue é administrado por Emília Miranda, com a colaboração de Delfina Amado da mesma escola; Isabel da Costa, professora em França; mais as professoras brasileiras Marise Brandão da Barra do Pirai, estado do Rio de Janeiro, e Marli Fiorentin de Nova Bassano, estado do Rio Grande do Sul. No ano lectivo passado, os alunos da turma C do 5.º ano de escolaridade da escola de Vila do Conde, agora com média de idades de 11 anos, deram as mãos para este voo. A turma reuniu-se para contar a experiência ao EDUCARE.PT. "É fácil 'alimentar' um blogue se trabalharmos todos juntos e se nos empenharmos" - garantem. E o que aprenderam? "Muitas coisas novas. Compreendemos e conhecemos as diferenças e as semelhanças entre o português de Portugal e o português do Brasil. Conhecemos pessoas como Santos-Dumont e Cláudio Fragata, colegas e professores de outras escolas, de outros países e outros autores brasileiros. Aprendemos a usar ferramentas como o Word, o Picture Manager, o Paint, o PowerPoint, o Photo-Story, o Messenger, o correio electrónico. Conhecemos outras invenções de Santos-Dumont, para além dos aviões. Aprendemos a ser mais curiosos e a partilhar o que aprendemos com os outros".Aprenderam também "a não desistir e a lutar pelos sonhos". "Aprendemos a ser mais responsáveis porque os nossos trabalhos podem ser vistos em qualquer parte do mundo." No final do ano lectivo passado, foi feito um "VideoVoo", ou seja, uma videoconferência onde todos se encontraram. "Aprendemos tantas coisas que algumas nem somos capazes de explicar por palavras...", confessam. Um trabalho reconhecido. "Estamos orgulhosos por o nosso trabalho ter ganho um concurso e ser conhecido por muitas pessoas.""Para além da escola"O projecto surgiu na sequência de outros dois. O primeiro chama-se Netescrit@, www.nonio.uminho.pt/netescrita/, existe há cerca de seis anos, e "pretende contribuir para o desenvolvimento das competências de leitura e de escrita de alunos do Ensino Básico, disponibilizando informações biográficas e bibliográficas de autores lusófonos que escrevem para crianças e jovens, desafios de exercícios de verificação de compreensão de obras desses autores, reportagens fotográficas sobre os encontros 'Palavras ilustradas'". O segundo, consequência do primeiro, é o blogue Netescrita, que viu a luz do dia em Março de 2004. Em http://netescrita.blogspot.com/, há textos acompanhados de ilustrações. "Porque os blogues são, na verdade, uma ferramenta que permite, por via do sistema de comentários, uma efectiva interactividade com os leitores, o blogue Netescrita 'chegou' ao Brasil".De um e do outro lado do Atlântico, houve trabalho a fazer. "Desta interactividade com outros professores brasileiros que desenvolvem blogues educativos, surgiu a possibilidade de entrar em contacto com autores brasileiros de literatura infantil e juvenil, convidando-os a participar no sítio Netescrit@". O desafio foi aceite. "Conheci, entre outros, Cláudio Fragata que me enviou, assim como outros autores, algumas das suas obras", lembra Emília Miranda. "A interactividade e a versatilidade de documentos cuja publicação é permitida pelos blogues permitem encará-los como ferramentas de grandes potencialidades educativas", sublinha. "Pela experiência vivida desde 2004 com o blogue Netescrita, verifiquei que os alunos aderem com muito entusiasmo à produção de trabalhos a publicar. Pelas observações e reflexões que tenho feito considero que esta atracção se deve, em grande parte, à visibilidade que os seus trabalhos podem ter fora da escola", refere. E acrescenta. "Por outro lado a responsabilização para que são alertados por esse facto (da visibilidade para além da escola) contribui também para que os alunos invistam na qualidade do que produzem. As reacções registadas nos comentários são um dos maiores incentivos que encontrei para a produção de trabalhos".O projecto terá continuidade com mais uma obra de Cláudio Fragata intitulada O voo supersónico da galinha Galateia. "O aproveitamento que poderá ser feito pela comunidade educativa poderá revestir-se de diversas formas: obtendo informação sobre os conteúdos produzidos pelos alunos participantes; tendo conhecimento dos participantes; interagindo com os participantes pelo sistema de comentários do blogue. Poderá ainda ser um factor de motivação para o desenvolvimento de mais projectos de criação de redes de aprendizagem colaborativa", adianta a docente.
Fonte: educare.pt
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quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Escolas testam sistema de videoconferência
Duas das escolas mais avançadas em termos do Plano Tecnológico da Educação testaram as potencialidades da rede que ainda este ano lectivo ligará as escolas do País.O primeiro-ministro, José Sócrates, e a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, presentes na Escola Pinheiro e Rosa, em Faro, na passada sexta-feira presenciaram uma videoconferência que colocou em comunicação os presidentes dos Conselhos Executivos desta escola e da Escola Secundária de São João da Madeira, que recebeu a visita do secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira. O evento teve como objectivo mostrar as potencialidades da rede que, no âmbito do Plano Tecnológico da Educação, ligará as escolas a partir do próximo mês de Abril, segundo anunciou José Sócrates. Na escola de São João da Madeira uma câmara captou a imagem que em Faro foi descodificada e convertida em sinal áudio e vídeo e daí em holograma, informa o portal Tek.A Escola Pinheiro e Rosa será uma das cem que contará com uma ligação à Internet com um débito de 100 Mbps. No entanto, segundo os objectivos do Plano Tecnológico da Educação todas as escolas, entre o 5.º e o 12.º anos, contarão com uma ligação de pelo menos 48 Mbps. Recorde-se ainda que todas as escolas do Plano Tecnológico da Educação deverão atingir durante o presente ano lectivo, um rácio de um computador ligado à Internet por cinco alunos, e deverão ter um videoprojector por sala de aula.
Fonte: Texto Editores
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segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Sócrates quer Internet em todas as escolas do país até Abril
O primeiro-ministro anunciou, sexta-feira, de visita a uma escola de Faro, que quer que até ao final de Abril do próximo ano todas as escolas do país tenham ligação à Internet. Sócrates só não conseguiu responder à pergunta de um aluno com mobilidade reduzida.
Acompanhado pela ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, numa visita a Escola Secundaria Pinheiro e Rosa, José Sócrates testemunhou a vídeo-conferência entre aquela escola e a Escola Serafim Leite, em São João da Madeira.
«Queremos que todas as escolas do país estejam ligadas à Internet com uma velocidade não inferior a 48 megabits e que 100 delas, como é o caso desta, estejam ligadas a 100 megabits», disse.
O Chefe do Governo disse que é também objectivo do Executivo que «todas as salas de aula tenham uma ligação à Internet» e que «cada escola tenha uma rede de videovigilância para aumentar a segurança».
«Queremos também que haja um cartão de aluno que permita uma melhor gestão escolar e que o dinheiro seja eliminado do perímetro escolar», para além de mais computadores, mais quadros interactivos e videoprojectores», adiantou.
Durante a sua visita, José Sócrates só não respondeu a um aluno com mobilidade reduzida que perguntou ao primeiro-ministro quando é que aquela escola terá um elevador para poder aceder ao primeiro andar.
Fonte: Tsf
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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