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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Microsoft investe 1 milhões de euros na Educação em Portugal

O programa Partners in Learning terá, nos próximos cinco anos, um apoio renovado por parte da Microsoft. A empresa anunciou hoje no Government Leaders Forum - Europe que vai investir 235,5 milhões de dólares e que pretende triplicar o impacto dos três principais programas da iniciativa: Professores Inovadores, Alunos Inovadores e Escolas Inovadoras. Com este incentivo, no total de 10 anos de compromisso com o programa, a empresa eleva o seu investimento para quase 500 milhões de dólares ao serviço da comunidade educativa com recursos e formação que permitem aos estudantes alcançar todo o seu potencial. A iniciativa Partners in Learning constitui uma iniciativa educacional no âmbito do Microsoft Unlimited Potential e tem como objectivo garantir oportunidades de aprendizagem. Para isso, a empresa conta com a colaboração do sector público e privado, através de parcerias da educação em todo o mundo. Bill Gates, presidente da Microsoft, assume que o Partners in Learning constitui "uma das vias usadas" pela empresa "para trabalhar com governos e escolas em todo o mundo, no sentido de ajudar os professores a utilizar a tecnologia na sala de aula de modo a tornar o processo de aprendizagem mais aliciante e vantajoso para o século XXI". Desde que foi lançado o programa, em 2003, já foram beneficiados mais de 90 milhões de estudantes, professores e responsáveis pela educação em 101 países. Em Portugal já foram apoiados mais de 33 mil professores e mais de 600 mil alunos através do Partners in Learning e criados e distribuídos recursos pedagógicos para professores (Pr@tic e Pr@tic Inovação) em 1500 escolas. Até 2009, e tendo em conta o que já foi investido desde 2004, a Microsoft vai canalizar 1 milhão de euros no programa para Portugal. Até aqui, este investimento tem sido orientado para o apoio a projectos do Ministério da Educação na área das TI, entre os o lançamento da nova disciplina TIC e a criação de mil salas TIC para a docência da disciplina em cerca de 1200 escolas de todo o país. O projecto Professores, Computadores e Internet nas Escolas também fazem parte da campanha, através da qual foram distribuídos cerca de 31 mil portáteis nas escolas e ainda a formação de professores e programas de sensibilização sobre segurança na Internet nas escolas.
Fonte: tek.sapo

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Artigo de opinião


O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicas

Hoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.

in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)