Após quase duas décadas a coleccionar material sobre os Nobel da Paz, uma professora de Mortágua lançou hoje um livro onde dá "um olhar" sobre alguns dos laureados contemporâneos, escrito a pensar nos alunos.
"O livro é dedicado aos jovens e foi escrito de forma a terem gosto de o ler. As biografias não são exaustivas, têm a informação básica para que compreendam quem foi aquela pessoa", disse à Agência Lusa Paula Cristina Marques, professora da escola básica 2/3 de Mortágua e autora da obra "Um olhar sobre os Nobel da Paz".
No livro começa por explicar quem foi Alfred Nobel, "pai" deste prémio, que deixou estabelecido que deveria distinguir "a pessoa que tivesse feito a maior ou melhor acção pela fraternidade entre as nações, pela abolição e redução dos esforços de guerra e pela manutenção e promoção de tratados de paz".
O 14º Dalai Lama, Tenzin Gyatso (1989), o bispo católico-romano de Timor-Leste D. Ximenes Belo (1996), a ambientalista e activista dos direitos humanos queniana Wangari Maathai (2004) e Muhammad Yunnus (Bangladesh) e o seu banco de microcrédito (Banco Grameen) foram os premiados escolhidos por Paula Marques para o seu livro.
A professora de Educação Moral e Religiosa Católica contou à Lusa que, durante as aulas, usa muitas vezes os premiados como referência ao abordar assuntos relacionados com a paz, direitos humanos e fraternidade entre os povos.
"Sou professora há quase 20 anos e tenho vindo a coleccionar muito material sobre os prémios Nobel, que me fascinam", frisou Paula Cristina, que há precisamente um ano conheceu D. Ximenes Belo, numa visita à escola de Mortágua a propósito do Dia Escolar da Não-violência e Paz.
Livros, notícias, revistas e CD-room foram sendo guardados ao longo dos anos, tendo a professora decidido aplicar o que sabe sobre o assunto para escrever um livro que ajude os alunos e também sirva de apoio a outros educadores dos ensinos básico e secundário.
Fonte: Lusa
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Professora lança livro sobre Nobel da Paz para estimular alunos
Etiquetas: Alunos
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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