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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Alcácer do Sal: Luta por nova escola chega à Assembleia da República

A comissão eleita pela Assembleia Municipal de Alcácer do Sal para encabeçar a luta pela construção imediata da nova escola secundária da cidade foi, na semana passada, recebida na Assembleia da República e reuniu sobre este assunto com a governadora civil do distrito de Setúbal, Eurídice Pereira, que se deslocou a Alcácer para esse fim.De acordo com João Massano, vice-presidente da câmara, que participou em algumas das audiências, “PSD e CDS mostraram intenção de interpelar oficialmente a ministra da Educação em sede de comissão própria, para esclarecer porque é que o Governo não cumpriu com o acordado com a câmara”. Já o PS, disse, “mostrou-se mais prudente, mas comprometeu-se a iniciar diligências junto do Governo sobre este assunto”.

Eurídice Pereira, por seu turno, revelou já ter feito alguns contactos “que infelizmente ainda não resultaram”. A representante do Governo no distrito adiantou que, depois de ter ouvido mais pormenores sobre o assunto, vai continuar com as diligências “não só escritas, como orais” junto do Ministério, do que dará conta depois à câmara municipal.

“Houve uma unanimidade no sentido de considerar esta questão como de âmbito moral, já que temos um protocolo assinado”. É assim que Pedro Paredes, o presidente da câmara, resume as reuniões em que participou com os representantes do Partido Ecologista “Os Verdes”, com o PCP e com o Bloco de Esquerda. Tal como os outros deputados, também estes receberam um dossier completo sobre este assunto e “comprometeram-se a encontrar a melhor forma de colocar a questão ao Governo”.
Fonte: Radiosines.net

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Artigo de opinião


O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicas

Hoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.

in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)