Os deputados Francisco Louçã e Ana Drago do Bloco de Esquerda (BE) criticaram hoje o Governo por haver alunos a ter aulas em contentores "um pouco por todo o país", após o encerramento de escolas do primeiro ciclo.
"Estão a fechar muitas escolas, mas não há financiamento sequer para um terço das escolas que são necessárias para colocar estas crianças", advertiu Francisço Louçã, referindo-se ao facto de os próximos fundos comunitários serem "insuficientes" para as novas escolas que o Ministério da Educação pretende construir, de modo a dar cumprimento às cartas educativas.
Os dois deputados visitaram hoje duas escolas em Torres Vedras, um dos concelhos onde a autarquia aguarda pelos novos fundos comunitários para construir novos estabelecimentos escolares. Até que isso aconteça, 400 alunos deste concelho estão a ter aulas em pavilhões pré-fabricados ou em espaços improvisados nas colectividades, após o encerramento de várias escolas do primeiro ciclo.
"As câmaras candidataram-se a fundos europeus e não há resposta, portanto temos a situação de crianças que estão a ter aulas em grupos desportivos ou em contentores", criticou Ana Drago.
Fonte: Público
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
BE critica existência de aulas em pré-fabricados após fecho de escolas do 1º ciclo
Etiquetas: Escolas
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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