O presidente do PSD, Luís Filipe Menezes, e o secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira, consideraram hoje que a contestação no sector da educação é semelhante à que levou o ministro da Saúde a sair do Governo.
No final de um encontro com Luís Filipe Menezes, nas instalações da FENPROF em Lisboa, Mário Nogueira manifestou mesmo esperança de que a história se repita e a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, saia brevemente do Governo.
"Estamos a tentar bater um recorde. A última vez que um ministro foi ao `Prós e Contras` [programa da RTP em que Maria de Lurdes Rodrigues esteve na segunda-feira] durou 10 dias", declarou o secretário-geral da FENPROF aos jornalistas.
Antes, o presidente do PSD tinha igualmente comparado o actual momento do sector da educação à situação que levou à saída do ministro da Saúde.
"Estamos em algo de semelhante à questão das urgências que fez com que caísse o ministro da Saúde. Mandava o bom senso que se parasse para pensar", considerou Luís Filipe Menezes, em declarações à comunicação social.
Segundo as expectativas de Mário Nogueira, "se não for antes do dia 8 de Março [para o qual está marcada uma manifestação de professores], depois do dia 8 de Março nada continuará a ser como tem sido até hoje".
"Vai ser a maior manifestação de sempre de professores em Portugal", prognosticou.
Por sua vez, Luís Filipe Menezes esclareceu que nas declarações que fez no domingo, no Porto, sobre um "ponto de viragem irreversível da popularidade do Governo" referia-se a esta manifestação de professores do dia 08 e não à manifestação da Frente Comum do dia 07.
"O que eu disse e volto a repetir é que prevejo uma grande manifestação", prosseguiu, adiantando que não estará porque "o movimento sindical deve ser independente dos partidos políticos".
Fonte: Rtp.pt
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Contestação no sector é semelhante à que levou ministro da Saúde a sair do Governo
Etiquetas: Professores
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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