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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Desenvolvimento sustentável: Mais de 4200 alunos portugueses participam em campanha da Unesco

Mais de 4200 alunos portugueses, entre os oito e onze anos de idade, vão participar na 5ª edição da campanha para o desenvolvimento sustentável "Cidades à Volta do Mundo", que está a ser patrocinada pela UNESCO em 30 países.
Até ao momento já estão inscritos 4255 alunos dos concelhos de Mafra (com 900 participantes), Ourém (365), Valongo (550), Paredes (950), Oeiras (220), Gaia (1000), Maia (200) e Castelo de Paiva (70). As crianças vão ter oportunidade de expressar uma opinião sobre as suas cidades através de dois desenhos e de uma história que caracterize e partilhe a sua visão com os restantes milhares de crianças dos cinco continentes.

Os participantes vão partir à descoberta das suas cidades, o modo de funcionamento e as necessidades específicas de cada uma, bem como reflectir e exprimir quais as expectativas futuras que apresentam, tendo em conta a problemática dos resíduos, transportes, água e energia.

"O nosso grande objectivo é colocar as crianças a pensarem sobres as suas cidades de forma criativa e lúdica. A nossa grande expectativa é que as crianças portuguesas nos surpreendam com os seus desenhos e histórias e contribuam para uma troca de ideias que enriqueça a discussão sobre o desenvolvimento sustentável das cidades, chegando à sociedade em geral" afirma Fátima Filipe, do grupo Dalkia, empresa que actua na área ambiental, e que faz parte do júri do concurso, juntamente com representantes das autarquias envolvidas no projecto, jornalistas e personalidades ligadas à problemática das cidades.
Fonte: Rtp.pt

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Artigo de opinião


O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicas

Hoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.

in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)