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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Exames do Secundário só com matéria de um ano

O quarto relatório do Gabinete de Avaliação e Acompanhamento da Implementação da Reforma do Ensino Secundário (GAAIRES) é claro: falta articulação entre os ministérios da Educação e do Ensino Superior, no que respeita aos exames do Secundário.De acordo com o relatório do GAAIRES, o papel da Direcção-Geral do Ensino Superior “é marginal” em todo o processo de exames nacionais, “limitando-se à selecção dos exames que constituem provas de ingresso”. O gabinete recomenda “maior articulação” entre os serviços e os ministérios da Educação e Ensino Superior, o que “traria óbvias vantagens” ao processo de exames nacionais.

Segundo o grupo de trabalho, a colaboração entre as duas tutelas daria “maior credibilização” ao processo de exames e poderia “potenciar melhor adequação entre as competências dos alunos à saída do Secundário e competências esperadas pelas instituições” do Ensino Superior.

Entre as recomendações elaboradas lê-se que as provas de exame nacional do Secundário, “embora convocando as aprendizagens estruturantes e fundamentais” das disciplinas, desenvolvidas ao longo de todo o ciclo, “devem incidir sobre os conteúdos e temáticas previstos para o ano terminal nos respectivos programas”. Ou seja, os exames às disciplinas bienais devem incidir sobre a matéria do 11.º ano, enquanto nas disciplinas trienais o exame nacional deve ter por base o 12.º ano.

A equipa do GAAIRES recomenda ainda a revisão da limitação das provas de ingresso à primeira fase do concurso de acesso ao Ensino Superior. Os alunos só se podem candidatar à primeira fase do concurso de acesso com as notas do exame realizado na 1.ª fase: quem realizar prova na 2.ª fase fica prejudicado no concurso. O gabinete sugere, por isso, a revisão desta limitação, o que “possibilitaria aos alunos mais oportunidades para obter a classificação desejada nos exames, sem serem prejudicados nas prioridades de acesso às faculdades pretendidas”. O grupo de trabalho defende que os estudantes possam repetir exames na 2.ª fase, para melhorarem a nota de acesso ao Superior.

Fonte: Correio da Manhã

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Artigo de opinião


O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicas

Hoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.

in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)