TEK.SAPO Novos portáteis no programa e-escolas PÚBLICO CD-Roms para ajudar estudantes a lidar com o stress LUSA Alunos de secundária de Gaia acusam GNR de ameaças e agressão, o que corporação desmente RTP Professora intimidada por aluno em escola secundária da Maia CORREIO DA MANHÃ Aluna constituída arguida aos 9 anos

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Haddad diz que educação continua com verba reservada

Surpreendido pelo anúncio do fim do salário-educação, o ministro da Educação, Fernando Haddad, recebeu hoje garantias de que o ministério não terá o orçamento reduzido. Depois de conversar com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, Haddad afirmou hoje que a pasta continuará com os recursos reservados. Mudaria apenas a base de cálculo. O governo pretende extinguir na reforma tributária o benefício, que deverá ser substituído por um porcentual do imposto sobre valor agregado (IVA), que deverá ser criado na reforma.

Além disso, afirmou, o ministério retomará a tentativa de derrubar a Desvinculação de Recursos da União (DRU), que retira R$ 7,5 bilhões ao ano do orçamento da pasta. "A arrecadação sairia da folha de pagamento para o faturamento das empresas", disse. "Faz sentido desonerar a folha porque vai permitir a ampliação da formalidade." A porcentagem, segundo ele, ainda não estaria definido totalmente.

Na proposta de emenda constitucional (PEC) que proporá a criação do IVA, estará previsto que 2,3% da arrecadação iria para a educação. Esse índice representa a receita calculada para 2008 do salário-educação, que é de R$ 8,7 bilhões. "A arrecadação do salário-educação está crescendo acima de outros tributos. Acreditamos que há espaço para crescer mais do que o IVA até 2010, quando passará a valer a nova fórmula", disse. Por isso, afirmou, há a garantia da equipe econômica de que uma lei complementar determinará o índice definitivo com base no que será arrecadado em 2009
Fonte: A tarde.com

Para subscrever o Noticiasdescola

Pesquisa personalizada

Artigo de opinião


O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicas

Hoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.

in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)