O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que espera entregar o Brasil, em 2010, entre as nações que mais investem em educação no mundo. "Espero que quando terminar o nosso mandato, no dia 31 de dezembro de 2010, a gente tenha o Brasil equiparado aos melhores países do mundo em investimento em educação", afirmou Lula, na inauguração de uma unidade do Centro Federal de Ensino Tecnológico (Cefet) em Cachoeiro do Itapemirim, Espírito Santo.
Lula disse querer entrar na história como o presidente que mais investiu em educação e afirmou que a expansão do ensino médio técnico será importante para consolidar o desenvolvimento econômico no País. "O que estamos fazendo é quase um pedido de desculpas aos milhões de brasileiros que não tiveram oportunidade de estudar. E eu, que não tenho diploma universitário, quero passar para a história como o presidente que mais cuidou da educação", disse Lula,
Ele disse que o governo é obrigado a fazer isso por causa do desenvolvimento da economia, que poderá abrir vagas sem pessoas qualificadas para preenchê-las. Lula repetiu que seu governo criou 1,7 milhão de empregos com carteira assinada no ano passado.
Lula voltou a criticar antecessores "que já tinham o seu diploma" por terem investido pouco em educação e prometeu mais do que dobrar o número de escolas técnicas até o fim do seu mandato. Ele também disse que o Programa Universidade para Todos (ProUni) levará mais 400 mil jovens para a universidade este ano.
Fonte: A tarde.com
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Lula quer País entre os que mais investem em educação
Etiquetas: É destaque lá por fora
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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