O Conselho Científico para a Avaliação dos Professores (CCAP), o órgão consultivo criado para acompanhar a aplicação do regime de avaliação dos docentes e que o Governo quer ver “dotado de autonomia técnica e científica”, pode, em qualquer uma das suas reuniões, ser liderado pela ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, ou por um dos seus secretários de Estado. O decreto regulamentar que define a composição e funcionamento do conselho, ontem publicado em Diário da República, determina que “o membro do Governo responsável pela área da educação pode participar nas reuniões do CCAP, a convite do presidente ou por sua iniciativa, caso em que assume as funções de presidente”.Na prática, apesar de o decreto sublinhar a necessidade de o conselho científico adoptar “como princípios de actuação a imparcialidade” e “objectividade”, a própria ministra pode, se assim entender, imiscuir-se nas tomadas de decisão desse organismo.Numa situação extrema, além de vigiar de perto o regime jurídico da avaliação de desempenho, a ministra – ou um dos secretários de Estado – poderá propor ao Ministério da Educação a elaboração de “estudos ou de outros trabalhos, através do recurso a especialistas, que repute importantes para o prosseguimento das actividades do CCAP”. As deliberações do conselho são tomadas por maioria simples e o presidente tem voto de qualidade. Quanto à composição do CCAP, terá, além do presidente, cinco professores titulares, cinco individualidades das associações pedagógicas e científicas, sete individualidades de “reconhecido mérito” na Educação e três representantes do Conselho das Escolas. As individualidades e os cinco professores são designados pela ministra por um período de três anos.
Fonte: CM
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Ministra preside a avaliação
Etiquetas: Professores
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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