O ministro da Presidência afirmou que a esmagadora maioria dos professores só será avaliada no ano lectivo de 2008/2009, sendo no presente ano escolar apenas avaliados sete mil num total de 143 mil docentes.
As declarações de Pedro Silva Pereira foram feitas em entrevista à SIC/Notícias, em que procurou sublinhar a disponibilidade do Governo para "resolver os problemas que vão surgindo" nas escolas.
Entrevistado pelo jornalista Mário Crespo, o titular da pasta da Presidência disse que um dos sinais de disponibilidade é justamente o facto de a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues - aliás, por trabalho com o conselho das escolas - ter aceite rever os prazos" referentes aos calendários intercalares.
"Isto significa que já hoje a esmagadora maioria dos professores só será avaliada no próximo ano lectivo. É portanto falso, simplesmente falso, que o sistema vá ser aplicado à pressa para produzir a avaliação dos professores nos três meses do final do ano lectivo", salientou Pedro Silva Pereira.
No presente ano lectivo, de acordo com o ministro da Presidência, "poucos" serão os docentes sujeitos a avaliação.
"No total de 143 mil professores, não chegará a sete mil os professores que poderão precisar desta avaliação", disse.
Segundo a estimativa de Pedro Silva Pereira, serão avaliados "apenas aqueles que estão à beira de mudar de escalão" e, como tal, para que em Setembro deste ano já possam estar no outro escalão remuneratório, "precisam da avaliação para subir de escalão".
"E são também professores contratados, não tanto por causa da renovação do contrato mas por causa da possibilidade de concorrerem no próximo ano. Ou seja, a avaliação que será feita este ano, a menos que as escolas se sintam em condições de fazer mais, será feita no interesse dos professores", acrescentou.
Fonte: Rtp.pt
terça-feira, 11 de março de 2008
Esmagadora maioria dos professores só será avaliada em 2008/2009
Etiquetas: Professores
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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