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terça-feira, 4 de março de 2008

Guiné-Bissau: Nino Vieira defende ensino nas escolas da luta de libertação nacional

O presidente da Guiné-Bissau, João Bernardo "Nino" Vieira, defendeu hoje o ensino da guerra de libertação do país aos mais jovens, exortando o Ministério da Educação guineense a incluir a matéria nos programas escolares.
João Bernardo "Nino" Vieira falava na abertura do Simpósio Internacional de Guiledje, a decorrer até sexta-feira em Bissau, e que pretende recolher testemunhos históricos de combatentes portugueses e guineenses que participaram na batalha de Guiledje.

"Quero aqui e na presença de todos vós exortar o Ministério da Educação no sentido de incluir na disciplina de História a luta de libertação das forças armadas do país", afirmou, entre os aplausos da audiência.

Durante o seu discurso, "Nino" Vieira agradeceu também o apoio dado por Cuba, Guiné-Conakri e Senegal aos combatentes pela independência da Guiné-Bissau.

Além de "Nino" Vieira, discursaram na cerimónia de abertura do Simpósio a ministra dos Combatentes da Liberdade da Pátria, Isabel Buscardini, o representante da União Europeia na Guiné-Bissau, Franco Nulli, o embaixador de Cuba e o embaixador de Portugal, José Manuel Paes Moreira, que leu uma mensagem do ministro português da Defesa, Nuno Severiano Teixeira.

O ministro português da Defesa saudou a realização do evento e manifestou o apoio de Portugal a todas as iniciativas que visam desenvolver a memória de todos aqueles que participaram na Guerra Colonial, entre 1968 e 1974, e lembrou o protocolo assinado entre a Liga dos Combatentes e o Instituto da Defesa Nacional guineense, que visa a "Conservação de Memórias".

Fonte: Rtp.pt

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Artigo de opinião


O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicas

Hoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.

in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)