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quarta-feira, 9 de abril de 2008

Daniela Mercury apoia projeto de ensino de música nas escolas

A cantora Daniela Mercury está cada vez mais engajada. Nesta terça-feira, a baiana deu o seu apoio ao projeto que torna obrigatório o ensino de música na educação básica (PLS 330/06). Ela marcou presença na audiência pública promovida pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) para anunciar que compareceria, em seguida, a um encontro com o ministro da Educação, Fernando Haddad, onde defenderia a aprovação da proposta, de autoria da senadora Roseana Sarney (PMDB-MA).

- É um projeto pertinente, que pretende promover o ensino básico da música, uma arte que proporciona muitos resultados no desenvolvimento cognitivo e na auto-estima das crianças, além de ajudar a desenvolver o raciocínio. A educação artística hoje é muito simplista, e o ensino da música pode trazer às crianças e aos jovens um reforço de sua identidade e uma maior aproximação com a sua própria cultura - enumerou Daniela, em entrevista concedida logo após deixar a reunião.

Na opinião da cantora, o ensino da música nas escolas públicas pode ajudar a reduzir a distância que ainda existe entre o ensino público e o privado.
Fonte: Correio do Brasil

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Artigo de opinião


O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicas

Hoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.

in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)