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segunda-feira, 14 de abril de 2008

Exercícios para crianças com quilos a mais

Professora de Educação Física e nutricionista orientam programa que trabalha o corpo e aconselha a corrigir hábitos alimentares.

A música não pára e os movimentos também não. Uma hora de intensa actividade física. Rita Santos está atenta aos passos e não permite que o corpo se dê à preguiça. Começa-se com jogos, acaba-se com abdominais. "Faço jogos para que seja divertido e para que tenham sucesso no que estão a fazer. E tento ao máximo que estejam em movimento, que estejam a correr. Trata-se de uma actividade de baixa intensidade, mas prolongada no tempo, que é o que faz perder peso, queimar a caloria", explica a professora de Educação Física. Carolina Brito, de sete anos, não pára. "Gosto do jogo 'Cola e descola'", desabafa. "É um programa bem fixe", acrescenta no final do esforço físico, enquanto bebe água e limpa o suor. Foi o pediatra de Carolina que aconselhou os pais a que entrasse no programa. João Carlos, de 10 anos, recebeu o mesmo conselho do seu médico e desde Outubro do ano passado perdeu quilo e meio. "É um programa divertido e ajuda-nos a perder peso", refere. Renata Alves, de 10 anos, considera o programa "divertido". "O médico deu um papel à minha mãe e cá estou". E quantos quilos perdeu? Renata Alves confessa que ainda não fez as contas.

Três horas por semana, uma professora de Educação Física, uma nutricionista e três crianças. Uma sala com objectos desportivos, música e muita actividade física. O Programa de Actividade Física para Crianças Obesas (Paco) arrancou em Outubro do ano passado. Não é um projecto inovador, trata-se aliás de uma réplica de outros que existem no país, mas é o único que dá resposta ao concelho de Santa Maria da Feira e municípios vizinhos. A professora de Educação Física Rita Santos importou a ideia do local onde estudou, a Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, para a implementar no Complexo Desportivo do Colégio Liceal de Santa Maria de Lamas, Santa Maria da Feira. Começou com duas crianças, hoje tem três. O objectivo é continuar e chamar a atenção para um programa que pretende controlar o peso, queimar calorias e aumentar a auto-estima. Para crianças e adolescentes obesos ou com excesso de peso, com idades compreendidas entre os 5 e os 16 anos. A primeira aula é gratuita.
Fonte: educare

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Artigo de opinião


O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicas

Hoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.

in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)