O CDS-PP vai propor que se faça uma avaliação aos programas que são ministrados nas escolas, nomeadamente em relação às disciplinas de matemática, língua portuguesa, história e inglês, anunciou hoje, em Viseu, o líder da bancada parlamentar.
Diogo Feio, revelou que o seu partido irá apresentar ainda esta semana na Assembleia da República um projecto de lei para que se proceda a uma avaliação dos programas escolares do ensino básico que vai do primeiro ao nono ano.
O deputado popular que falava aos jornalistas no final de um painel sobre “Saúde” no âmbito das Jornadas Parlamentares do CDS-PP que encerram amanhã com uma debate sobre “Indisciplina na escola”, declarou também que os democratas-cristãos propõem a criação de uma comissão de avaliação na qual deverá ter assento o Ministério da Educação, mas também representantes da disciplina em causa e pessoas ligadas às sociedades científicas. O objectivo, precisou, é a partir dessa avaliação, fazer-se uma “alteração curricular” para que se deixem de ouvir queixas de que não se “aposta nas disciplinas mais importantes”.
Para o líder parlamentar, “a política da educação deve ser discutida no seu centro: a sala de aula” E referiu que “se deve por em causa aquilo que este ministério não quer que é o eduquês”. E nesse sentido deixou um desafio a Maria de Lurdes Rodrigues, ministra da Educação, para que aceite esta proposta que prevê uma avaliação e para que aceite uma cultura para dentro das escolas de exigência, de disciplina, e de determinação do papel do professor e do aluno”. “A avaliação deve ser global. Todos dentro do sistema de ensino devem estar sujeitos a princípios de avaliação, esclareceu ainda o deputado, considerando “ser perfeitamente possível” que esta avaliação entre já em vigor no “início do próximo ano lectivo e nas disciplinas mais relevantes e mais importantes”.
Entende Diogo Feio, que “o programa deve ser sujeito à avaliação da comissão e se a avaliação for negativa serão feitas alterações ao próprio programa. Este programa deve ter como objecto o ensino básico que vai do primeiro ao nono ano, porque estamos preocupados com aquilo que se passa no ensino primário”, esclareceu ainda.
Fonte: Público
terça-feira, 15 de abril de 2008
Jornadas Parlamentares - CDS-PP quer avaliação aos programas do primeiro ao nono ano de escolaridade
Etiquetas: Educação básica, Professores
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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