TEK.SAPO Novos portáteis no programa e-escolas PÚBLICO CD-Roms para ajudar estudantes a lidar com o stress LUSA Alunos de secundária de Gaia acusam GNR de ameaças e agressão, o que corporação desmente RTP Professora intimidada por aluno em escola secundária da Maia CORREIO DA MANHÃ Aluna constituída arguida aos 9 anos

segunda-feira, 7 de abril de 2008

PESQUISA - Os pais e a escola

Um futuro melhor e também professores e directores eficientes, computadores para garantir um bom trabalho para os filhos e menos violência. É isso que as famílias de alunos de escolas públicas esperam.
Uma parceria estreita entre família e escola é determinante para o sucesso da aprendizagem de crianças e jovens. Mas qual é a visão dos pais sobre a Educação recebida pelos filhos, especificamente na rede pública? Para chegar à resposta, o Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial e a Fundação Victor Civita realizaram uma pesquisa de campo com 840 responsáveis por estudantes do1º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Médio de escolas municipais e estaduais na capital paulista.

O estudo, divulgado em primeira mão por NOVA ESCOLA, mostra, entre outros pontos, que o ensino é visto como fator de mobilidade social. De acordo com Nilson Vieira de Oliveira, coordenador da pesquisa, os familiares sabem que precisam e querem acompanhar a qualidade da Educação, mas faltam-lhes meios para isso. Os governos poderiam identificar os pais mais atuantes e aproveitar seu potencial de mobilização para que envolvam os demais em programas de melhoria da escola, sugere. Outros seis temas se destacaram.

1 Sim à inclusão digital

As lan-houses foram citadas por 12,6% dos entrevistados como sendo o local utilizado pelos alunos para estudar e fazer lição de casa e trabalhos, superando de longe a biblioteca escolar (4,5%) e a pública (3,3%). Para as famílias, a informatização tem extrema importância. De acordo com Patricia Mota Guedes, do Fernand Braudel, quando foi perguntado que atividades extra-escolares gostariam que a escola oferecesse, cursos de computação ficaram em primeiro lugar, com 36%, na frente de opções importantes como aulas de reforço em Matemática (11%) e em Português (9%).
Em casa, o acesso à informática está se expandindo: 35,6% dos entrevistados declararam possuir computador. A internet está presente em 27,1% das residências, como a da dona-de-casa Jailda Oliveira, mãe de Mayara, 12 anos, que está na 7ª série, e Maely, 14, que acaba de ingressar no Ensino Médio. "Eu e meu marido compramos um computador, assinamos um plano de internet e matriculamos as meninas numa escola para aprender a lidar com o equipamento", afirma. "Agora elas não precisam ir à lan-house para ler notícias e fazer pesquisas."

Fonte: abril.com

Para subscrever o Noticiasdescola

Pesquisa personalizada

Artigo de opinião


O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicas

Hoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.

in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)