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terça-feira, 8 de abril de 2008

Professor candidato põe DREA no Tribunal Adminsitrativo devido a impugnação de eleição

O candidato vencedor das eleiçoes para presidente do Conselho Executivo da Escola Poeta António Aleixo, Portimão, vai avançar terça-feira uma acção no Tribunal Administrativo de Loulé contra a Direcção Regional de Educação do Algarve, por esta ter impugnado a votação.
Em declarações à Lusa, o professor Luís Dantas, vencedor das eleições impugnadas pela Direcção Regional de Educação do Algarve (DREA), adiantou que terça-feira de manhã vai com um advogado especialista em direito administrativo entregar no Tribunal de Loulé uma acção de impugnação contra a decisão da DREA.

A 12 de Março decorreu um acto eleitoral na Escola Secundária Poeta António Aleixo para eleger o novo presidente do Conselho Executivo daquela instituição. Pela primeira vez em 20 anos concorreram duas listas.

A lista A perdeu com 88 votos, contra a vencedora lista B, que arrecadou 121 votos.

Depois de a eleição e dos trâmites necessários serem assegurados pela Comissão de Apreciação dos Requisitos das Candidaturas da Assembleia de Escola, a DREA "impugnou os resultados convocando novo acto eleitoral", contou à Lusa o professor candidato.

A justificação da DREA invoca o artigo 19 do decreto de lei 115-A/98 onde se diz que o candidato, para ser eleito ao Conselho Executivo, precisa de ou de ter um curso de gestão e administração de escolas ou em alternativa ter tido pelo menos um mandato completo de administrativo e gestão num órgão da escola.

Segundo o candidato, no seu curriculum existem quatro mandatos completos no Conselho Pedagógico, um dos órgãos de administração da Escola.

A DREA, cujo actual director é Luís Correia, antigo presidente do Conselho Executivo da Escola Poeta António Aleixo, defende por seu turno que o Conselho Pedagógico não é considerado um órgão de administração e gestão escolar, observou o candidato.

Segundo o professor Luís Dantas, de 46 anos, a leccionar há 24 anos História e Ciências Sociais, já existem acórdãos de tribunais superiores administrativos a dar parecer que não é apenas o Conselho Executivo que é um órgão de administração, mas também os Pedagógicos e as Assembleias de Escola.

Fonte: Rtp.pt

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Artigo de opinião


O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicas

Hoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.

in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)