O primeiro-ministro afirmou que o Conselho Nacional de Educação (CNE) recebeu com "consenso" os objectivos da proposta do Governo de reforma da gestão escolar, que disse ter como meta dar maior autonomia às escolas.As palavras de José Sócrates foram proferidas no final de três horas de reunião com o CNE, órgão presidido por Júlio Pedrosa, ex-ministro da Educação do segundo Governo de António Guterres. Pela parte do Governo, além de Sócrates, estiveram presentes na reunião os ministros do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia, Mariano Gago, da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e os secretários de Estado Jorge Pedreira e Walter Lemos. "Foram três horas de reunião muito interessantes, em que tive a ocasião de transmitir ao CNE a importância que o Governo atribui às políticas de educação e o convite que [o executivo] faz a este conselho para que faça uma reflexão sobre a nova proposta de lei da gestão escolar", referiu o primeiro-ministro.
Fonte: Público
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Sócrates: proposta de reforma de gestão escolar teve consenso no Conselho Nacional de Educação
Etiquetas: Gestão escolar
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
“Desafio RTP – Fazer TV!”
A Radiotelevisão Portuguesa organiza uma experiência de carácter educativo no âmbito das Comemorações dos 50 Anos RTP, com a designação “Desafio RTP – Fazer TV!”. Este projecto, que conta com o apoio do Ministério da Educação, tem como objectivo o conhecimento do Meio Televisivo como tecnologia e como meio de comunicação e inclui a atribuição de prémios aos alunos e professores que concretizem com melhores resultados a tarefa proposta pelo projecto – produção de um conteúdo televisivo em vídeo, de duração máxima de 3 minutos, podendo enquadrar-se nos seguintes géneros:
Entretenimento
Documentários
Ficção
Animação
Informação
Fonte: DGIDC
Etiquetas: Alunos, Professores
Fenprof promove jornada contra políticas educativas
A Fenprof dá início esta segunda e até à próxima sexta-feira, a uma jornada de luta contra as políticas do Ministério da Educação como, por exemplo, o Estatuto da Carreira Docente (ECD), o qual entrou em vigor há um ano e contra o qual a estrutura sindical promete continuar a luta.
Previstas estão também uma exposição e uma vigília. Segundo a edição desta segunda-feira do «Jornal de Notícias», a jornada de luta, que tem como mote «Ministério da Educação, mais de mil dias a atacar a escola pública», abarcará todo o país, junto a escolas e locais de grande afluência. Com o ECD a comemorar um ano de existência no próximo sábado, a Fenprof pretende «deixar claro que não desistiram da luta contra o estatuto e por um ECD que, efectivamente, valorize e dignifique a profissão». Dia 19 é, por isso, o «Dia Nacional de Luto dos Professores e Educadores Portugueses».
Fonte: Agência Financeira
Etiquetas: Professores
Gestão colegial das escolas despede-se em polémica
Após mais de 30 anos de existência, a gestão colegial dos estabelecimentos de ensino tem os dias contados.A figura unipessoal de um director - com o pressuposto de assegurar uma liderança forte da escola - passará a ser uma realidade já no próximo ano lectivo. A nova legislação proposta pelo Ministério da Educação (ME) mereceu já críticas de investigadores em administração escolar e, principalmente, dos professores, que acusam o ME de, mais uma vez, ter desvalorizado o seu papel no sistema de ensino.Foi com surpresa que as escolas receberam, em pleno período de interrupção lectiva do Natal, a proposta de "Regime Jurídico de Autonomia, Administração e Gestão dos Estabelecimentos Públicos da Educação Pré-Escolar e dos Ensinos Básico e Secundário". O período de discussão pública já vai a meio e os professores movimentam-se para que a classe "acorde" para as mudanças que se avizinham. Entre as iniciativas a correr contam-se dois abaixo-assinados.Se uns exigem, para já, um prazo suplementar de dois meses para a discussão e a promoção de debates nas escolas, outros têm já ideias definidas a defesa de um órgão colegial e o reconhecimento da importância do papel dos professores e do Conselho Pedagógico.Para além do fim da gestão colegial e da proposta de concentração de poderes numa única figura, os professores contestam a desvalorização que alegam ser feita do seu papel na escola, comprovada - como afirmam - no facto de o Conselho Geral (a nova designação para a actual Assembleia de Escola) deixar de dar a maioria de representação à classe (os 50% de lugares ficam reduzidos a entre 30% a 40%).
Fonte: JN
Etiquetas: Gestão escolar
Educação e tecnologias são "débeis" na Madeira
O estudo prospectivo dos perfis profissionais para o reforço da competitividade e produtividade da economia da Madeira, coordenado por Ana Cláudia Valente, evidencia a necessidade de especialização e de renovação do sector empresarial regional. Apesar dos indicadores revelarem uma "melhoria considerável" da situação que decorre da elevação dos níveis educacionais, estes acabam por ser retratados como uma das "debilidades estruturais da Madeira" quando concorrem para uma capacidade de inovação tecnológica "igualmente débil".Os dados apontam para um "relativo dinamismo" da actividade económica associado ao aumento do número de estabelecimentos e de emprego, pese embora um "crescimento significativo do desemprego nos últimos anos". Nas dinâmicas por ramos de actividade, o estudo da IESE/Quaternaire, encomendado pela Direcção Regional da Formação Profissional, enfatiza o peso das actividades terciárias na economia regional com destaque para o comércio por grosso e a retalho, o alojamento e restauração, mas também na administração pública regional e local e os sectores da educação e da saúde, "fruto da elevada presença do Estado, e do terciário de natureza social na ocupação dos activos empregados e na sociedade madeirense, como um todo".
Fonte: DN
Etiquetas: Escola e sociedade
Roberto Carneiro à frente de equipa que vai avaliar programa Novas Oportunidades
O ex-ministro da Educação, Roberto Carneiro, vai encabeçar a equipa que vai avaliar o programa de qualificação escolar Novas Oportunidades, afirmou hoje o ministro do Trabalho e da Solidariedade, Vieira da Silva, num debate temático na Assembleia da República.Segundo Vieira da Silva, o programa terá uma avaliação externa “longa e em profundidade”.A equipa de Roberto Carneiro “acompanhará o efeito e a eficácia dos centros Novas Oportunidades”, tendo o Governo encomendado ainda um “estudo de avaliação” do programa que deverá estar feito este ano.Vieira da Silva aproveitou para referir que mais de 350 mil pessoas aderiram ao programa no espaço de dois anos, 80 mil dos quais já terminaram. Segundo o ministro, a iniciativa “é uma resposta central a prementes necessidades sociais” na área da qualificação e emprego.
Fonte: Público
Etiquetas: Ensino Profissional
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Manuais escolares deixam de ser obrigatórios para algumas disciplinas
A compra de manuais escolares de algumas disciplinas, como Educação Musical ou Educação Física, deixa de ser obrigatória a partir do ano lectivo 2010/2011, ao abrigo de uma portaria hoje publicada em Diário da República. A portaria do Ministério da Educação (ME) define que a partir dessa data não serão adoptados manuais escolares nas seguintes áreas curriculares e disciplinas: Expressões Artístisticas e Físico-Motoras do 1º ciclo do ensino básico; áreas curriculares não disciplinares dos 1º,2º e 3º ciclos do ensino básico e ensino secundário; Educação Física, Educação Musical e Educação Visual e Tecnológica do 2º ciclo do ensino básico; Educação Física e Educação Artística do 3º ciclo do ensino básico e Educação Física do ensino secundário. Consequentemente, a aquisição do manuais escolares para estas disciplinas deixa de ser obrigatória. No caso das disciplinas de Educação Visual e Educação Técnológica do 3º ciclo do ensino básico, a adopção de manuais passa a ser facultativa o mesmo acontecendo com a aquisição, estabelece ainda o diploma do ME.
A portaria prevê ainda que os agrupamentos e escolas devem assegurar que nenhum aluno seja prejudicado na sua avaliação pelo facto de não ter comprado o manual escolar quando este for opcional.
Fonte: Sol
Etiquetas: Manuais escolares
Modelos de Diploma e Certificados
Os modelos de Diploma e dos Certificados, relativos à conclusão de um curso científico-humanístico ou de um curso tecnológico, formações de nível secundário enquadradas, respectivamente, pela Portaria n.º 550-D/2004, de 21 de Maio (com as alterações introduzidas pela Portaria nº 1 322/2007, de 4 de Outubro) e pela Portaria nº 550-A/2004, de 21 de Maio (alterada pela Portaria nº 260/2006, de 14 de Março), assim como o modelo que certifica a frequência, com aproveitamento, de uma Secção Europeia de Língua Francesa, à luz do Protocolo de Cooperação Educativa entre o Ministério da Educação da República Portuguesa e o Ministério da Educação Nacional, do Ensino Superior e da Investigação da República Francesa, assinado em 10 de Abril, de 2006, devem ser acedidos, por parte das escolas, mediante a introdução de um código específico de acesso (código GIASE).
Fonte: DGIDC
Etiquetas: Ensino Secundário, Gestão escolar
Fundos comunitários: Candidaturas abertas para requalificação e construção de escolas secundárias
O Programa Nacional de Valorização do Território abriu concurso para a requalificação da rede de escolas secundárias, com uma dotação de um milhão de euros, podendo as candidaturas ser enviadas até 31 de Março.Podem candidatar-se projectos inseridos nas regiões Norte, Centro e Alentejo (Lisboa e Algarve saíram do objectivo de convergência e não são elegíveis para financiamento através do FEDER), para uma taxa máxima de co-financiamento de 85 por cento. As tipologias de intervenção abrangem requalificação e modernização de edifícios, ampliação e construção de novas escolas, sendo beneficiário único o Estado através da empresa pública Parque Escolar, EPE. Para 2015, as metas apontam para um total de 234 escolas intervencionadas (187.500 alunos). As intervenções inserem-se no eixo IX deste programa (Desenvolvimento do Sistema Urbano Nacional) que prevê para o período 2007-2013 um financiamento comunitário de 799 milhões de euros, ao qual acresce uma contrapartida nacional de cerca de 342 milhões.
Fonte: Público
Etiquetas: Escolas
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Jovens em cursos de dupla certificação de nível secundário aumentou 4% em 2007
O número de jovens matriculados em cursos de dupla certificação de nível secundário aumentou 4 por cento em 2007, face a 2006, segundo o balanço ao Programa Novas Oportunidades. Em 2007 estavam matriculados em cursos de dupla certificação de nível secundário 120.764 jovens, contra os 116.008 matriculados em 2006, e os 110.413, em 2005, refere o relatório conjunto dos Ministérios do Trabalho e Educação.
A expansão da população estudantil no ensino secundário deve-se, em larga medida, ao aumento dos alunos matriculados em cursos profissionais nas escolas secundárias públicas, que passaram de 44.466 alunos, no ano lectivo de 2006/2007, para 62.996, no ano lectivo de 2007/2008.
O peso dos jovens inseridos nas vias profissionalizantes de nível secundário representa 40 por cento do total de inscritos nesse nível de ensino, adianta o documento, a que a agência Lusa teve acesso. Esta percentagem, acrescenta o relatório, "tem vindo a aproximar-se, gradualmente, dos valores registados nos países da OCDE, nos quais cerca de 50 por cento dos jovens optam por estas vias de formação, meta definida na Iniciativa Novas Oportunidades para 2010".
Em relação ao alargamento do ensino profissional às escolas secundárias públicas, o documento refere que no ano lectivo de 2007/2008 foram constituídas 1.019 novas turmas (1º ano), contra 615 turmas no ano lectivo de 2006/2007. Actualmente, 73 por cento das escolas da rede pública com ensino secundário integram na sua oferta cursos profissionais. A meta para 2010 é de 100 por cento.
Fonte: RTP
Etiquetas: Ensino Profissional
ME reforçará ensino Português e Matemática no 2º e 3º ciclos
O Ministério da Educação (ME) vai reforçar o ensino da Língua Portuguesa e da Matemática no segundo e terceiro ciclos do básico, admitindo aumentar a carga horária das duas disciplinas, revelou à Lusa o secretário de Estado Adjunto.
Em declarações à agência Lusa, Jorge Pedreira afirmou que o Governo está a preparar um reajustamento do currículo do ensino básico, «que terá de estar pronto até meados de Março ou Abril». «Estamos a preparar uma medida que vai no sentido do reforço das componentes de Língua Portuguesa e Matemática e que se dirige, fundamentalmente, ao 2º e 3º ciclos», afirmou o responsável.
Apesar de não adiantar pormenores sobre esta matéria, o secretário de Estado admitiu que a medida «poderá passar» por um aumento da carga horária das duas disciplinas.
Por outro lado, o reajustamento do currículo vai também abranger as chamadas áreas curriculares não disciplinares como a Formação Cívica, o Estudo Acompanhado e a Área de Projecto, que a tutela quer tornar «mais produtivas».
As duas medidas poderão estar correlacionadas, segundo Jorge Pedreira, já que «a extensão do tempo» dedicado àquelas áreas poderá servir igualmente para reforçar as componentes de Língua Portuguesa e Matemática.
Fonte: Diário Digital
Etiquetas: Educação básica, Língua Portuguesa, Matemática
Balanço de 2007: A escola pública está melhor
O Ministério da Educação (ME) faz um balanço positivo da sua acção e dos resultados das suas políticas no ano de 2007.
Isto mesmo foi hoje transmitido pela ministra Maria de Lurdes Rodrigues às escolas, em missiva que lhes dirigiu, que fez acompanhar do enunciado de uma série de 70 medidas e acções lançadas nos dois últimos anos civil.
No seu texto, a ministra da Educação escreveu que faz de 2007 um balanço positivo: um ano em que tivemos mais alunos no sistema educativo e melhores resultados escolares.
Balanço este que só foi possível, pormenorizou, com o trabalho das escolas e dos professores, mas também com a melhoria da articulação entre os serviços centrais e regionais e as escolas.
A escola pública está a mudar – para melhor.
Está com mais alunos – graças aos ganhos ao abandono escolar e ao mercado de trabalho desqualificado e sem futuro, que permitiram o crescimento da população escolar pelo segundo ano consecutivo, após 10 anos de redução ininterrupta do número de estudantes.
Está com melhores resultados – mencione-se, por todos, a subida acentuada do número de estudantes que entraram no ensino superior.
Está a modernizar-se acentuadamente, tanto em termos físicos como tecnológicos.
Está a mudar a gestão, designadamente dos recursos humanos, em particular dos docentes, com o novo estatuto da carreira, para os ter mais qualificados, motivados e envolvidos no quotidiano escolar.
Está a generalizar uma cultura de avaliação, rigor e exigência – a começar no próprio estabelecimento, mas que também passa pelos seus actores principais (docentes e discentes) e inclui instrumentos de trabalho, como manuais e currículos.
Está a apoiar mais a sua população estudantil.
O desaparecimento mediático de medidas como as aulas de substituição, a colocação trienal dos professores ou a generalização das actividades de enriquecimento curricular, que têm no Inglês o seu emblema mais conhecido, significa tão-só a sua banalização, normalização e consolidação.
A qualificação do serviço público de educação, com o objectivo de melhorar a qualidade das aprendizagens e os resultados escolares dos alunos, tem motivado um conjunto extenso e diversificado de medidas.
Uma ilustração possível deste esforço – legislativo, organizativo, de transformação, de mobilização – é feita com a divulgação do conjunto de 70 medidas que se anexa.
Estas medidas podem ser agrupadas em cinco grandes áreas, a saber, organização e funcionamento das escolas (15), promoção da igualdade no acesso a oportunidades educativas (14), garantir a qualidade das aprendizagens, a melhoria dos resultados e o sucesso escolar (17), modernizar os estabelecimentos de ensino (11) e promover a qualificação dos jovens e adultos (13).
Deste total, entendeu o ME salientar 10 medidas, pelo seu impacto particular na qualificação da escola pública e na melhoria do sistema de ensino.
Assim,
um primeiro grupo de medidas versa sobre a modernização do parque escolar:
1 – Programa de Modernização das Escolas Secundárias, com o início das obras em quatro estabelecimentos de ensino e a elaboração de mais 26 projectos;
2 – Plano Tecnológico da Educação, pela colocação do primeiro pacote de quadros interactivos em todas as escolas;
3 – Rede Escolar do 1.º Ciclo, devido à continuação da sua reorganização, com a abertura de 60 centros escolares e a aprovação do instrumento financeiro, no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), para apoio à requalificação da rede.
Um segundo grupo salienta as concretizações na área da gestão e do funcionamento das escolas:
4 – Criação e eleição do Conselho de Escolas, com representação de 60 presidentes de conselhos executivos de escolas ou agrupamentos;
5 – Realização do primeiro concurso para professor titular, com o provimento de mais de 32 mil professores.
Um terceiro centra-se em novidades relativas à disciplina e à avaliação:
6 – Aprovação do Estatuto do Aluno, que conduz ao reforço da autoridade do professor e da escola;
7 – Realização inédita de provas de aferição pelos 250 mil alunos dos 4.º e 6.º anos de escolaridade.
Menção ainda para um quarto grupo, incidente no ensino secundário:
8 – Aumento do número de alunos em 21.000 alunos, graças ao crescimento dos cursos profissionais, e melhoria dos resultados escolares;
9 – Alargamento dos apoios da acção social escolar para concluir o Secundário;
10 – O alargamento, no programa Novas Oportunidades, dos referenciais de competência ao nível secundário e a entrega dos primeiros 100 diplomados deste nível de ensino completam esta listagem ilustrativa das medidas e acções mais relevantes.
Em relação às perspectivas para o futuro, a ministra salientou na sua carta que o ano que agora se inicia será um ano de consolidação das medidas de melhoria da organização e do funcionamento das escolas; das medidas de melhoria da qualidade das aprendizagens, dos resultados e do sucesso escolar, promotoras da igualdade no acesso a oportunidades educativas; e das medidas de aposta na qualificação dos jovens e adultos.
Será também, acrescentou, um ano em que prosseguirá o esforço de modernização dos estabelecimentos de ensino, com destaque particular para o Programa de Modernização das Escolas Secundárias e o Plano Tecnológico da Educação.
Fonte: Portal da Educação
Etiquetas: Escolas, Professores
Contar a história dos problemas matemáticos
Cria jogos em PowerPoint, coloca os alunos online com outras escolas e só permite o uso da calculadora em casos complexos. Isabel Martins estreou o Prémio Pitágoras. É com empenho que passa horas ao fim-de-semana à volta do computador a criar novos problemas para levar para a escola. Isabel Martins, professora de Matemática na EB 2,3 Dra. Maria Alice Gouveia, em Coimbra, não contabiliza esse tempo. O que verdadeiramente lhe importa é ensinar e que os seus alunos estejam atentos e aprendam o que a disciplina dos números tem para dar. A abordagem e a metodologia de Isabel Martins, 35 anos de ensino e 56 de vida, valeram-lhe o Prémio Pitágoras, distinção atribuída pela primeira vez em 2007 pela Sociedade Portuguesa de Matemática. Isabel Martins sabe que tem de lidar com a geração das novas tecnologias. "É a miudagem do multimédia e é através da imagem e do som que tento captar a atenção dos meus alunos", revela. Tem o privilégio de ensinar numa sala com 14 computadores, mas não dispensa o uso de materiais como a régua, o esquadro, o lápis. Por isso, antes dos seus alunos usarem, por exemplo, o programa de geometria dinâmica, há que utilizar as ferramentas de desenho. "Têm de aprender das duas maneiras." E a calculadora só está presente quando se justifica. "Para fazer contas elementares, não está em cima da carteira. A calculadora está presente quando entendo que é necessário. Os alunos precisam do cálculo mental, de fazer contas, de saber a tabuada", defende. Uma forma de combater esse "défice de cálculo mental".
Fonte: educare.pt
Etiquetas: Matemática, Professores
Novo sistema de avaliação de desempenho de professores
O decreto regulamentar n.º 2/2008 que define os mecanismos indispensáveis para a aplicação do novo sistema de avaliação de desempenho dos professores foi publicado no Diário da República. O novo regime de avaliação, mais exigente e com efeitos no desenvolvimento da carreira, tem como principal objectivo a melhoria dos resultados escolares dos alunos e da qualidade das aprendizagens, proporcionando condições para o desenvolvimento profissional dos docentes, tendo em vista o reconhecimento do mérito e da excelência.
De acordo com estes princípios, a avaliação de desempenho tem como referência os objectivos e as metas fixados no projecto educativo e no plano anual de actividades dos agrupamentos e das escolas, podendo ainda considerar os objectivos definidos no projecto curricular de turma.
São ponderados, igualmente, os indicadores de medida previamente estabelecidos pelas escolas, nomeadamente quanto ao progresso dos resultados escolares esperados para os alunos e à redução das taxas de abandono escolar, tendo em conta o contexto socioeducativo.
Os objectivos individuais da avaliação de desempenho são fixados por acordo entre os avaliadores e o professor avaliado, com base numa proposta por este apresentada, no início do período em avaliação.
O sistema de avaliação de desempenho abrange os professores em exercício efectivo de funções, incluindo os docentes em período probatório e os contratados, bem como aqueles que se encontram em regime de mobilidade em organismos da Administração Pública, que são avaliados nesses organismos segundo as funções que aí exercem.
A avaliação dos professores titulares que exercem as funções de coordenadores do conselho de docentes e de departamento curricular é igualmente regulamentada, clarificando-se que estes docentes também são avaliados pelo exercício da actividade lectiva.
A avaliação realiza-se no final de cada período de dois anos escolares e reporta-se ao tempo de serviço prestado nesse período. Para tal, é necessário que os professores tenham prestado serviço docente efectivo durante, pelo menos, um ano escolar, independentemente do estabelecimento de ensino onde exerceram funções. Este tempo pode ser inferior no caso dos docentes contratados, realizando-se a avaliação no termo do contrato. A diferenciação dos desempenhos é assegurada pela definição de patamares de exigência que se concretizam na fixação de percentagens máximas para a atribuição das classificações de Muito Bom e de Excelente, por agrupamento ou por escola, tendo como referência os resultados obtidos na respectiva avaliação externa.
Fases do processo de avaliação
O processo de avaliação processa-se de acordo com as seguintes fases, estabelecidas de forma sequencial:
Preenchimento da ficha de auto-avaliação;
Preenchimento das fichas de avaliação pelos avaliadores;
Conferência e validação das propostas de avaliação com a menção qualitativa de Excelente, de Muito Bom ou de Insuficiente, pela comissão de coordenação da avaliação;
Realização de entrevista individual dos avaliadores com o respectivo avaliado;
Realização da reunião conjunta dos avaliadores para atribuição da avaliação final.
Fonte: Portal da Educação
Etiquetas: Professores
Atribuição de equivalências no ensino recorrente de adultos
As normas e os procedimentos destinados a atribuir equivalência entre disciplinas e áreas de formação constantes de planos de estudo já extintos de cursos secundários e disciplinas constantes dos planos de estudos dos cursos do ensino secundário recorrente por módulos capitalizáveis foram definidas através do Despacho Normativo n.º 1/2008, de 8 de Janeiro publicado no Diário da República. Foram também definidas as regras destinadas a atribuir a correspondência entre disciplinas constantes de planos de estudos dos cursos científico-humanísticos, tecnológicos e artísticos especializados nos domínios das artes visuais e dos audiovisuais, do ensino secundário em regime diurno, e disciplinas e áreas de formação dos planos de estudo dos cursos homólogos do ensino secundário recorrente por módulos capitalizáveis.
Fonte: Portal da Educação
Etiquetas: Ensino Profissional, Ensino Secundário
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
UNESCO quer melhorar uso das TIC nas escolas
A UNESCO criou um guia com o qual pretende ajudar os professores a utilizarem melhor as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) nas escolas. O objectivo é enfatizar a ideia que a simples introdução de um PC na sala de aula não é suficiente para melhorar a qualidade da educação. O documento «ICT Competency Standards for Teachers» foi desenvolvido pela organização cultural da ONU em parceria com algumas multinacionais ligadas às tecnologias e com instituições universitárias. O guia vai ser apresentado oficialmente amanhã durante a conferência «Moving Your Minds», que decorre em Londres e onde estarão presentes mais de uma centena de ministros da Educação de todo o mundo. «Estes princípios consistem em módulos que vão ajudar os educadores a darem prioridade às suas necessidades e a criarem currículos adaptados a requisitos e recursos específicos, reflectindo a convicção da UNESCO que os países devem estar à frente do planeamento educacional», afirma o secretário-geral da UNESCO, Koichiro Matsuura em comunicado.
Fonte: IGov
Etiquetas: e-educação
Cientistas do futuro mostram trabalhos em Santarém
A Escola Secundária de Sá da Bandeira, em Santarém, acolhe até sábado, 12 de Janeiro, o X Encontro de Cientistas do Futuro das Escolas Associadas da UNESCO. A iniciativa, com início dia 9, tem este ano como mote “As Ciências da Terra ao Serviço da Sociedade” e assinala 2008 como Ano Internacional da Terra.
Nesta edição participam jovens de escolas portuguesas e espanholas como o Colégio Torre de Dona Chama (Mirandela), Escolas Secundárias de António Nobre e de Aurélia de Sousa (ambas do Porto), Dr. Bernardino Machado (Figueira da Foz), Dr. Ginestal Machado (Santarém) e Sá da Bandeira, que organiza o encontro. De Espanha estõ delegações da Escola Virolai (Barcelona) e dos Institutos de Educação Secundária Pedra da Auga (Ponte Areas) e Luís Seoane (Pontevedra), ambos na Galiza, e de Salvador Victoria (Monreal del Campo – Aragão).
A acção vai proporcionar a apresentação de trabalhos de investigação elaborados pelos jovens alunos nas suas escolas, a que se seguirão workshops para discussão dessas apresentações. Estas actividades são complementadas com visitas de estudo. Os participantes são ainda os responsáveis pela animação cultural de duas noites apresentando poesia, teatro e música.
Fonte: O Mirante
Etiquetas: Ciências
TLEBS: APP pronuncia-se sobre a segunda versão revista
Associação de Professores de Português (APP) defende que a selecção de termos a integrar nos programas, de acordo com os níveis de ensino, é uma competência que deverá caber essencialmente aos professores e formadores de Português.No seu parecer sobe a segunda versão revista da TLEBS, de Setembro de 2007 – terminou a 31 de Dezembro o prazo da discussão pública –, a Direcção da Associação de Professores de Português (APP) congratula-se “com o facto de parecer estar a chegar ao fim um longo e muito confuso processo de elaboração, experimentação e discussão”.
É reconhecida nesta versão “um esforço bem sucedido de simplificação e clarificação das definições, apesar de, aqui e ali, subsistirem alguns problemas como, por exemplo, a definição de ‘variedade geográfica’ que recorre ao termo ‘dialecto’ que não faz parte da terminologia – onde está a uniformização? – ou nas definições de ‘frase’, de ‘oração’, de ‘constituinte frásico’ e de ‘constituinte da frase’ que não parecem permitir uma distinção inequívoca dos termos e respectivos conceitos ou ainda as subcategorias dos ‘marcadores discursivos’ que, excepto no caso dos ‘conectores’, na realidade, não apresentam qualquer definição.”
São destacadas pela APP, “não sem perplexidade”, no que respeita à estrutura e ao conteúdos, “as alterações no domínio que na primeira versão se intitulava “Pragmática e Linguística Textual” (2004) e que agora surge como “Análise do Discurso, Retórica, Pragmática e Linguística Textual” (2007).” Refere também a APP que “ao contrário daquilo que aconteceu com o número total de termos da TLEBS-2004, a TLEBS-2007 sofreu uma redução de 26%; os termos incluídos no domínio em apreço sofreram um aumento de 78%.” Metade dos 59 novos termos deste domínio, acrescenta ainda a Associação, encontram-se “já elencados e definidos no Glossário de Termos Literários, publicado pelo Ministério da Educação, em 2000, no âmbito do mesmo projecto em que se encetou a elaboração da TLEBS”.
Fonte: Textoeditores
Etiquetas: Língua Portuguesa, Professores
Alunos aprendem conteúdos através de telemóveis e MP3
O projecto, denominado ‘Geração Móvel’, permite aos estudantes ouvir as aulas de Português em qualquer lugar e a qualquer hora. Ideia promote revolucionar o conceito de ensino-aprendizegm no nosso país. Os alunos do 11.º do Curso Profissional de Manutenção Industrial-Electromecânica da Escola Secundária Carlos Amarante aprendem os conteúdos programáticos da disciplina de Português através de tecnologias móveis, nomeadamente telemóveis e leitores de MP3 e MP4.O projecto, completamente inovador a nível nacional, está a ser implementado por Adelina Moura, docente de Português/Francês há vários anos, no âmbito de uma estudo experimental que está a levar a cabo para a sua tese de doutoramento que está a desenvolver no Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho.
A docente criou um ambiente de trabalho na Net (geramovel.google-pages.com-/podcast) que pode ser redimensionado para telemóveis com acesso à internet, MP3 e MP4. Este novo conceito de ensino-aprendizagem, que constitui a principal ferramenta de trabalho em contexto de sala de aula, confere ao aluno uma maior autonomia - já que permite a cada um estabelecer o seu próprio ritmo de trabalho e /ou aprendizagem - e permitindo-lhes a aceder às matérias da disciplina (aulas, comentários e explicações sobre temas em estudo) em qualquer lugar e a qualquer hora. “Adormeci ao som da voz da setôra ao ler o Sermão do Padre António Vieira”, dizia um dos alunos a Adelina Moura.
Fonte: Correio do Minho
Etiquetas: e-educação
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Serviços Públicos - Comunicações e educação com factura acima da média da UE
Dados da Comissão Europeia revelam que, apesar dos salários relativamente baixos, os portugueses pagam mais 3% do que a média dos europeus pelas comunicações e mais 5% pela educação. Não obstante serem dos mais mal pagos da União Europeia (UE), os portugueses continuam a suportar uma factura desproporcionada por alguns serviços "clássicos". É o caso da educação, onde a média do custo suportado em Portugal está 5% acima da média europeia e bem acima do que é cobrado em Espanha (menos 18% que na UE). Estas são algumas das conclusões que se retiram do relatório da Comissão Europeia (CE) sobre os desenvolvimentos das políticas que afectam os consumidores, com a edição deste ano, sobre o período 1999 a 2006, virada para os serviços públicos.
Fonte: Jornal de Negócios
Etiquetas: Pais
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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