O Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, alertou hoje para a falta de informação clara do fenómeno religioso nas escolas e defendeu a realização de um estudo comparado das religiões.
«Falta no sistema educativo uma informação clara, objectiva e positiva do fenómeno religioso. Esta ideia de que a religião passou à história está desmentida pela realidade histórica, a religião nunca teve tanta importância», afirmou D. José Policarpo, em entrevista à Agência Lusa a propósito dos 30 anos da sua ordenação episcopal para biuspo auxiliar de Lisboa.Porém, acrescentou, esta informação não deve ficar restrita a uma só confissão religiosa.«Um país que tem uma lei de liberdade religiosa não pode negar a todas as confissões com um número significativo de pessoas nas escolas o mesmo direito que tem a Igreja católica», defendeu.O Cardeal Patriarca de Lisboa disse, contudo, não ter uma ideia feita sobre o formato desse ensino do fenómeno religioso. «Se há-de ser um curso de religiões comparadas ou não, não tenho opinião formada», referiu.Ao nível do conteúdo, D. José Policarpo defendeu que esse ensino deverá debruçar-se sobre o que significa o fenómeno religioso na vida humana, no exercício da liberdade e da cultura, além de dar uma visão de facto e uma visão filosófica.Contudo, esta informação não deverá ser dada por pessoas que tenham à partida algo contra a religião ou uma religião em concreto, acrescentou.Questionado sobre se a liberdade religiosa pode ser entendida como «um dado adquirido» na sociedade portuguesa, o Cardeal Patriarca de Lisboa disse que «formalmente sim», ao contrário do que acontece em outros países onde ainda há «um longo caminho a percorrer».«Entre nós não há margem legal, nem ambiente social para que a liberdade religiosa seja posta em questão», sublinhou.Ainda a propósito do ensino da religião, D. José Policarpo preconizou a realização de um «estudo comparado das religiões», defendendo que é preciso saber «em que acreditam» as diferentes confissões.«Como representante da igreja católica num pais onde ela é maioritária estou convencido que há um património universal de valores presente em todas as religiões e que para ganhar solidez precisa de ser conhecido, precisa de ser formulado», sublinhou.
Fonte: Sol
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Cardeal Patriarca Lisboa alerta para falta informação do fenómeno religioso nas escolas portuguesas
Etiquetas: Escola e sociedade, Pais
DREN não quer professores que dão notas "distantes da média" a classificar exames
De acordo com um relato de um professor escrito em acta, a directora regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, pediu aos conselhos executivos das escolas para terem atenção na escolha dos docentes que vão corrigir os exames, e disse que “talvez fosse útil excluir de correctores aqueles professores que têm repetidamente classificações muito distantes da média.” Os “alunos têm direito a ter sucesso” e o que “honra o trabalho do professor é o sucesso dos alunos” terá dito imediatamente antes e depois.Esta acta foi citada hoje no Parlamento pelo deputado e líder do CDS-PP, Paulo Portas, durante um debate sobre o "facilitismo" das provas (de aferição e exames) deste ano, pedido pelos centristas. E reporta-se a uma reunião tida entre responsáveis pelo Gabinete de Avaliação Educacional (Gave, responsável pela elaboração das provas), presidentes dos conselhos executivos do Norte e Margarida Moreira, para a preparação dos testes deste ano.O PÚBLICO contactou o gabinete de imprensa do Ministério da Educação para obter um esclarecimento sobre os motivos desta orientação e a resposta foi dada pelo director do Gave. Carlos Pinto Ferreira, que participou na referida reunião, esclareceu que a mensagem que se pretende passar é que os professores designados para verem os exames devem cumprir rigorosamente os critérios de classificação emanados pelo Gave. “E não apliquem nem mais nem menos. Tem de se assegurar que os classificadores seguem aquelas normas. A uniformidade na aplicação dos critérios é a única coisa que garante a equidade entre os alunos”, reforçou o director do Gave."Estatísticas felizes"Este foi um dos exemplos dados pelo líder do CDS para provar que o objectivo do Ministério da Educação [ME] é “produzir estatísticas felizes”: “O nível de exigência [das provas nacionais] foi reduzido ao mínimo. Não pode ser um acaso que sociedades científicas, professores, alunos e famílias digam que são fáceis e facílimos.”Portas passou a enumerar outros exemplos que, na sua opinião, demonstram o “triunfo da facilidade sobre a exigência e a vitória da mediocridade sobre a excelência”: “Usou-se e abusou-se de matérias dos anos anteriores e até de ciclos de escolaridade anteriores. Incluíram-se questões nos testes dos alunos de 15 anos resolúveis por alunos de dez. E [fez-se] perguntas aos de dez resolúveis pelos de oito.”O líder do CDS afirmou ainda que alguns exercícios apenas aferiam se um estudante “sabia utilizar a calculadora ou se teria lido meras fichas de leitura sobre clássicos.”Os resultados das provas de aferição de Matemática de 2008, já divulgados pelo ME, revelaram que as notas negativas caíram para metade face a 2007, tanto no 4.º como no 6.º ano.A argumentação não convenceu a bancada do PS. A deputada socialista Paula Barros questionou, por exemplo, “qual o rigoroso instrumento de medida utilizado [pelo CDS-PP] para avaliar os exames nacionais.” E acusou ainda Portas de fazer “tábua rasa” do trabalho de milhares de professores e das escolas.O ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, garantiu que a “independência técnica [do Gave] face ao poder político está garantida.” “É impressionante a atitude do CDS-PP que, sistematicamente, põe em causa as instituições técnicas do Estado. Foi assim com o Fisco, com a ASAE e agora com o Gave, que não devia ser alvo político do CDS”, lamentou Santos Silva. “Quem faz as provas é o Gave, logo é bom. Essa não é uma argumentação”, ripostou Paulo Portas.Também o PSD alinhou ao lado dos populares nas críticas aos exames e a outras decisões políticas na área da Educação (como o fim das provas globais ou do chumbo automático por faltas injustificadas). O deputado social-democrata Pedro Duarte disse mesmo que o Governo quer “obsessivamente a todo o custo apresentar resultados escolares mas está a fazer batota.”PCP e Os Verdes aproveitaram o debate para se pronunciarem contra a existência de exames nacionais, enquanto instrumento “elitista” e “selectivo.”
Fonte: Público
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Sócrates quer "o melhor" da engenharia e arquitectura na requalificação das escolas
O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje que o Governo se empenhará em dotar com o melhor da engenharia e da arquitectura portuguesa o Programa de Modernização das Escolas do Ensino Secundário, que se desenvolverá até 2015.
José Sócrates falava no Centro de Congressos de Lisboa, após a Parque Escolar e o Programa Operacional de Valorização do Território terem assinado um acordo para aplicação de 116 milhões de euros de fundos comunitários na execução do Programa de Modernização de Escolas.
Segundo dados do Governo, no próximo ano lectivo, estes 116 milhões de euros comparticiparão um total de investimento na ordem dos 209 milhões de euros destinados a obras de requalificação 26 escolas secundárias.
Em 2009, na terceira fase do programa, o Governo conta fazer obras de requalificação em 74 estabelecimentos de ensino, o que representa um investimento de 536 milhões de euros.
Numa sessão em que também estiveram presentes os ministros da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, das Obras Públicas, Mário Lino, assim como os bastonários das ordens dos Engenheiros e dos Arquitectos, José Sócrates defendeu que a existência do programa de requalificação de escolas "só foi possível porque o Governo fez uma escolha política" de base.
"O Governo decidiu que o Quadro de Referência Nacional Estratégico (QREN) destina 37 por cento das suas verbas a educação, formação e investigação científica, mais 11 por cento do que no anterior quadro comunitário de apoio", sustentou.
Ao nível da educação, o primeiro-ministro referiu que as primeiras décadas da democracia portuguesa tiveram a meta de construir novos estabelecimentos de ensino para corresponder ao aumento da população escolar.
"A nossa aposta agora é na qualidade do espaço escolar, requalificando-o. Queremos atrair para a escola portuguesa o melhor que temos na engenharia e na arquitectura", disse.
Na sua intervenção, José Sócrates afirmou ainda que os projectos de requalificação "terão a participação activa da comunidade escolar" a que se destinam.
"As obras de requalificação não será impostas a partir de um qualquer gabinete do Estado. Queremos que haja sempre intervenção dos actores desse mesmo espaço", acrescentou.
Fonte: Visaonline
Etiquetas: Escolas
Professores preocupados com nova lei sobre ensino especial.
Um professor que coordena o ensino especial no agrupamento escolar, em Setúbal, confessou à TSF recear o início do próximo ano lectivo para as crianças com necessidades educativas especiais.
A legislação anterior permitia que, em cada sala, estivessem no máximo duas crianças com necessidades educativas especiais.
No entanto, a partir do próximo ano escolar, esse limite já não vai existir, o que deixa muitas preocupações ao professor ouvido pela TSF.
No entender do professor, a tarefa dos docentes é dificultada, uma vez que não vai haver redução do número de alunos por turma que acolhem as crianças com este tipo de necessidades.
Perante a hipótese de mais alunos com os mesmos meios, este docente receia a redução do número de professores de apoio e equaciona a qualidade da resposta do ensino.
O docente deu como exemplo prático três professoras para um universo de cinco escolas básicas, onde existem pelo menos 80 crianças com necessidades de apoio educativo.
Contactado pela TSF, o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, desdramatizou a situação, garantindo que vai continuar a ser reduzido o número de crianças com necessidades educativas especiais na mesma sala de aula.
Por seu turno, Manuel Rodrigues, do Sindicato de Professores da Região Centro, disse que o Ministério da Educação está a preparar uma «aberração» para o início do próximo ano.
Fonte: TSF
Etiquetas: Educação especial
Programa «e-Escolas» deu 2 computadores por minuto
Balanço actual aponta para mais de 200 mil unidades distribuídasO programa «e-Escolas», que permite a entrega de computadores portáteis com acesso à Internet por um preço único de 150 euros, já distribuiu, durante 46 semanas, cerca de dois computadores por minuto.
A conta foi feita pelo ministro das Obras Públicas e Comunicações, Mário Lino, que, num almoço promovido esta quarta-feira pelo Lisbon International Club, sublinhou que o programa já possibilitou a entrega de 200 mil aparelhos.
Segundo as contas do Executivo, existem já 1,7 milhões de utilizadores de banda larga móvel. «Esta é a tecnologia que se vai alargar no futuro», referiu Mário Lino no mesmo encontro.
Recorde-se que o programa «e-Escolas» e «Novas Oportunidades» conta com 300 mil pessoas inscritas. No caso do primeiro programa, o Governo já anunciou o alargamento do espectro de entregas para os 7º, 8º e 9º ano.
Fonte: Agencia Financeira
Etiquetas: e-educação
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Bullying: Comportamentos indirectos como a maldade ou a exclusão mais frequentes entre raparigas - especialista
Os comportamentos indirectos de "bullying", como a maldade ou a exclusão, são mais praticados pelas raparigas, contrariando o estereótipo de que o fenómeno está mais associado ao sexo masculino, defendeu hoje em Coimbra uma especialista.
A especialista em "bullying" Sónia Seixas, que falava hoje em Coimbra, disse também que o combate ao problema passa pelo envolvimento de toda a comunidade escolar, preconizando uma mudança de atitude em relação a este tipo de violência no contexto escolar.
"O ideal é que toda a comunidade se envolva para conhecer o fenómeno. O primeiro passo para fazer alguma coisa é mudar as atitudes da comunidade escolar, nomeadamente de profissionais e de alguns pais, quando desvalorizam ou negam o problema", considerou a docente da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém.
Sónia Seixas, autora de uma tese de doutoramento sobre "bullying", intervinha num seminário acerca deste tema, que decorreu hoje na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, por iniciativa de um grupo de alunos finalistas.
Reportando-se à estratégia de intervenção no fenómeno, a doutorada em Psicologia defendeu a necessidade de "desmistificar crenças e falsas atitudes" relativamente ao "bullying", estabelecer regras de conduta e incentivar a supervisão por parte dos adultos, nomeadamente no recreio, onde se verificam muitos dos casos.
De acordo com Sónia Seixas, deve ser efectuada também uma intervenção directa, diferenciada, com os agressores e as vítimas.
Na sua comunicação, a professora do ensino superior disse ainda existir "um estereótipo de que os comportamentos de "bullying" são mais frequentes no sexo masculino".
"Contudo, os comportamentos indirectos de "bullying", como a maldade ou a exclusão, são mais praticados pelo sexo feminino", ressalvou.
Na investigação que realizou em escolas do III ciclo do distrito de Lisboa, usando um instrumento de nomeação pelos alunos dos colegas agressores e vítimas, Sónia Seixas apurou que 17,9 por cento dos jovens são classificados no primeiro grupo e 17,2 por cento são identificados pelos pares como vítimas.
Outro orador no seminário, o pedopsiquiatra Mário Jorge Loureiro, considerou que as crescentes exigências do trabalho impedem os pais de estar com os filhos o tempo necessário.
"Cada vez se exige mais aos pais em termos de trabalho, o que faz com que exerçam cada vez menos as suas competências parentais", adiantou, em declarações à agência Lusa à margem do evento.
Segundo o médico do Hospital Pediátrico de Coimbra, grande parte das crianças vítimas de "bullying" não se queixam, porque "não têm protecção parental, não sentem confiança".
O seminário, intitulado "Bullying - Da mediatização à discussão", inseriu-se no âmbito do projecto de investigação de um grupo de alunos finalistas da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra denominado "A auto-estima e os comportamentos agressivos nos alunos do I ciclo".
Fonte: Rtp.pt
Etiquetas: Violência escolar
OCDE publica relatório sobre Portugal
A Organização para a Cooperação e para o Desenvolvimento Económico (OCDE) divulgou o "Economic Survey" de 2008, neste ano centrado no tema da globalização, onde avalia a situação económica de Portugal em várias áreas e faz as respectivas recomendações.
Relativamente à área da educação, o relatório enumera os vários programas levados a cabo pelo Governo, no sentido de reforçar as qualificações dos jovens e dos adultos, colmatando as necessidades do mercado de trabalho.
O relatório salienta como especialmente positivas as apostas na educação profissionalmente qualificante e na valorização e qualificação da carreira docente.
O documento refere a importância da iniciativa Novas Oportunidades, nomeadamente no que respeita ao desenvolvimento da rede de centros, à diversificação da oferta de cursos (especialmente de cursos de dupla certificação) para jovens estudantes, e ao reconhecimento, à validação e à certificação de competências de adultos.
Os resultados obtidos através desta iniciativa são valorizados, designadamente o aumento da procura de cursos profissionalizantes por parte dos alunos do ensino secundário, assim como a expansão da rede de Centros Novas Oportunidades e o aumento do número de adultos abrangidos por esta iniciativa.
O melhoramento e a modernização dos curricula e a diversificação da oferta dos cursos vocacionais e técnicos no secundário revela-se uma aposta frutífera a curto prazo, uma vez que facilita a efectiva entrada dos jovens no mercado de trabalho.
Em outras áreas da educação, o relatório refere as boas práticas levadas a cabo para a valorização e a qualificação da carreira docente, como a prova de acesso à carreira docente e a aposta na formação dos professores.
A OCDE recomenda que Portugal prossiga a concretização de políticas que visem o aumento dos níveis de qualificação dos portugueses, apostando na monitorização dos programas e na avaliação rigorosa dos resultados obtidos.
De forma geral, o relatório aponta para um progresso significativo na consolidação fiscal de Portugal e refere a importância das reformas estruturais efectuadas no âmbito da modernização da economia com vista ao melhoramento do crescimento.
A OCDE é um fórum único onde os governantes de 30 democracias convergem esforços para responder aos actuais desafios económicos, sociais e ambientais da globalização. Esta organização proporciona aos vários governos a possibilidade de comparar políticas e experiências e encontrar respostas para problemas semelhantes, identificando as melhores práticas.
O "Economic Survey", publicado de dois em dois anos e sempre com um tema diferente, pretende identificar os maiores desafios económicos que cada país-membro enfrenta e analisar as respostas políticas encontradas.
Fonte: Portal da Educação
Etiquetas: Ensino Profissional
Calendário escolar para o ano lectivo 2008/2009
O calendário escolar para o próximo ano lectivo determina que as aulas para os estabelecimentos de ensino pré-escolar, básico e secundário tenham início entre os dias 10 e 15 de Setembro de 2008.
Para os alunos dos 9.º, 11.º e 12.º anos, as aulas terminam a partir de 9 de Junho de 2009, enquanto para os restantes anos de escolaridade o ano lectivo acaba a partir de 19 de Junho de 2009.
No período em que decorrem os exames nacionais, as escolas devem adoptar as medidas necessárias para que os alunos dos anos de escolaridade não sujeitos a exame tenham o máximo de dias efectivos de actividades escolares, de modo a garantir o cumprimento integral dos programas das diferentes disciplinas e áreas curriculares.
Para as interrupções lectivas estão previstas as seguintes datas: de 19 de Dezembro de 2008 a 4 de Janeiro de 2009, de 23 a 25 de Fevereiro de 2009, e de 28 de Março a 13 de Abril de 2009.
As actividades educativas nos estabelecimentos do ensino pré-escolar têm início entre os dias 10 e 15 de Setembro de 2008 e terminam entre 6 e 10 de Julho de 2009.
As interrupções estão previstas por um período de cinco dias úteis, seguidos ou interpolados, entre os dias 22 de Dezembro de 2008 e 2 de Janeiro de 2009, e entre 6 e 13 de Abril de 2009.
Haverá, também, um período de interrupção das actividades educativas entre os dias 23 e 25 de Fevereiro de 2009.
Nos estabelecimentos particulares do ensino especial dependentes de cooperativas e associações de pais que tenham acordo com o Ministério da Educação, as actividades lectivas principiam no dia 3 de Setembro de 2008 e terminam no dia 19 de Junho de 2009.
Nestes estabelecimentos, as interrupções das actividades ocorrem entre os dias 22 e 26 de Dezembro de 2008, 23 e 25 de Fevereiro de 2009, e 10 e 13 de Abril de 2009.
Dia do diploma
No dia 12 de Setembro, as escolas e os agrupamentos que leccionem o ensino secundário deverão promover, envolvendo a respectiva comunidade educativa, uma acção formal de entrega dos certificados e dos diplomas aos alunos que, no ano lectivo anterior, tenham terminado o ensino secundário.
Para mais informações, consultar o despacho que aguarda publicação no Diário da República.
Ensinos Básico e Secundário
Períodos
Início
Termo
1.º
Entre 10 e 15 de Setembro
18 de Dezembro
2.º
5 de Janeiro
27 de Março
3.º
14 de Abril
9 de Junho para os 9.º, 11.º e 12.º anos e 19 de Junho para os restantes anos de escolaridade
Quadro n.º 2
Interrupções
Datas
1.º
De 19 de Dezembro a 4 de Janeiro, inclusive
2.º
De 23 a 25 de Fevereiro, inclusive
3.º
De 28 de Março a 13 de Abril, inclusive
Fonte: Portal da Educação
Etiquetas: Novidades ano lectivo 2008/2009
Regime da prova pública e do concurso de acesso à categoria de professor titular
A aprovação em prova pública, destinada a avaliar a actividade profissional desenvolvida pelo docente, é condição de admissão ao concurso de acesso à categoria de professor titular, de acordo com as regras definidas no decreto-lei publicado no Diário da República.
De acordo com este diploma, a admissão a concurso para acesso a professor titular depende de prévia aprovação do candidato em prova pública que incide sobre a actividade profissional desenvolvida pelo docente, com o objectivo de demonstrar a aptidão do candidato para o exercício específico das funções inerentes à categoria.
Podem requerer a realização da prova pública os docentes dos quadros do Ministério da Educação que preencham os demais requisitos e tenham completado 15 anos de serviço docente com avaliação de desempenho igual ou superior a Bom, através de requerimento escrito dirigido ao director regional de educação competente.
A prova pública realiza-se com uma apresentação do trabalho pelo candidato e respectiva discussão, versando sobre a experiência do quotidiano escolar vivenciada no exercício efectivo de funções docentes, designadamente na área disciplinar do candidato.
A apresentação deste trabalho tem de incidir sobre dois dos seguintes domínios:
Preparação e organização das actividades lectivas, relação pedagógica com os alunos e avaliação das respectivas aprendizagens;
Projectos inovadores desenvolvidos ou a desenvolver que contribuam para a melhoria dos resultados escolares dos alunos;
Área de gestão e organização escolar.
Com a duração máxima de 120 minutos, a prova é apreciada com a menção de Aprovado ─ com os graus de Excelente, Muito Bom ou Bom − ou de Não Aprovado. A menção de Aprovado é acompanhada por uma classificação expressa numa escala quantitativa entre 14 e 20 valores.
Os docentes que tenham obtido aprovação na prova pública podem candidatar-se ao concurso de acesso à categoria de professor titular, aberto para o quadro de agrupamento ou de escola não agrupada, na modalidade de concurso interno.
O número de lugares a prover é fixado anualmente por despacho do membro do Governo responsável pela área da educação, tendo em conta o número de professores em exercício efectivo de funções nas escolas, bem como a ponderação dos resultados obtidos pelos estabelecimentos de ensino na avaliação externa.
O método de selecção utilizado no concurso de acesso à categoria de professor titular é a análise curricular, que incide sobre toda a actividade desenvolvida pelo docente, individualmente ou em grupo, sendo obrigatoriamente considerados os seguintes factores:
O resultado da prova pública;
Os graus académicos e a formação especializada obtida;
A experiência profissional;
A avaliação de desempenho.
O concurso é aberto em cada agrupamento ou escola, através de aviso afixado no estabelecimento de ensino, divulgado na página electrónica da escola e da direcção regional da educação, e publicado no Diário da República.
Fonte: Portal da Educação
Etiquetas: Professores
PSP apreendeu num mês mais de 21 mil doses de droga nas imediações das escolas
A PSP apreendeu 21.136 doses de droga, mais 19.776 que no ano passado, nas imediações de estabelecimentos de ensino de todo o país entre 26 de Maio e 20 de Junho, no âmbito da operação "Final do Ano Lectivo", da Escola Segura.A diferença na quantidade de estupefacientes apreendidos é um "facto circunstancial", de acordo com fonte da PSP, explicando que eventualmente se trata apenas de mais droga apreendida num local. Além da droga apreendida, a PSP fez 504 detenções e detectou 6481 infracções. No mesmo período do ano passado, tinham sido detidas 497 pessoas, menos sete que este ano. Em comunicado, a PSP explicou que a operação "Escola Segura - Final do Ano Lectivo 2007/2008" decorreu em toda a área da sua responsabilidade e teve como principal objectivo o "reforço do sentimento de segurança" na comunidade escolar. "Mais de 90 por cento das ocorrências registadas nesta operação não envolvem elementos da actividade escolar", de acordo com fonte da PSP, que explicou que algumas das escolas vigiadas se inserem em áreas problemáticas. Durante a operação foram detidas 1134 pessoas por mandado de detenção, 134 por falta de carta de condução, 120 por condução com álcool e 15 por tráfico de estupefacientes, entre outros casos, num total de 504. Foram apreendidas 14.450 doses de haxixe, 5976 de heroína e 710 de cocaína, num total de 21.136 doses. No âmbito da fiscalização rodoviária nas imediações dos estabelecimentos escolares, foram detectadas 6481 infracções, 609 das quais por utilização de telemóvel durante a condução, 363 por falta de sinto de segurança e 313 por falta de inspecção do veiculo, entre outros. Na fiscalização a estabelecimentos comerciais, foram detectados dois menores em salas de jogo, um caso de venda de tabaco a um menor e outro caso de venda de bebidas alcoólicas também a um menor. Durante o período em decorreu a operação, a PSP realizou diversas acções de sensibilização, formação e demonstrações nas escolas, nas quais participaram 61.326 alunos, 3054 pais/encarregados de educação, 3855 professores e 991 polícias.
Fonte: Público
Etiquetas: Alunos, Pais, Professores
Governo celebra acordos para obras em ou construção de 33 centros escolares no Centro
Os ministros da Educação e do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional celebram hoje em Ansião acordos para a construção ou remodelação de 33 centros escolares na região centro.A cerimónia, agendada para as 17h00, representa um investimento global de 65 milhões de euros, que tem uma comparticipação de 33 milhões do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (Feder).De acordo com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), estes apoios visam requalificar ou construir de raiz “edifícios escolares dotados de elevada qualidade arquitectónica e funcional que possibilitem um eficaz reordenamento da rede educativa e contribuam para a melhoria da qualidade das aprendizagens dos alunos”.Além disso, estes apoios procuram acabar com “todos os regimes de funcionamento duplos” que ainda permaneçam, e inserem-se no esforço de suspender progressivamente os estabelecimentos do primeiro ciclo de “reduzidas dimensões, designadamente as escolas com menos de 20 alunos”.Segundo a CCDRC, este pacote de apoios é apenas um dos vários conjuntos de verbas para a remodelação da rede de equipamentos escolares, estando já em curso um quarto concurso para a região centro.
Fonte: Público
Etiquetas: Escolas
França: Professor multado em 800 euros por ter batido em aluno, que o insultou
A justiça francesa condenou a uma multa de 800 euros um profesor que deu uma bofetada a um aluno de 11 anos durante uma aula, após este o ter insultado.
José Laboureur, de 49 anos, é profesor de Tecnologia na escola Cilles-de-Chin na localidade de Berlaimont, no Norte de França.
Compareceu em tribunal acusado de violência agravada e enfrentava uma pena de máxima de cinco anos de prisão e 75 mil euros de multa.
O profesor esbofeteou, à frente de toda a turma, o aluno após uma discusão, durante a qual este chamou ao professor "parvalhão".
Para o tribunal, "não se trata apenas de uma bofetada mas de uma cena de violência, onde está implícita a vontade de humilhar por parte do profesor".
O aluno foi suspenso das aulas por três dias, logo após o incidente com o professor, tendo, entretanto, sido transferido para uma outra escola.
Fonte: Lusa
Etiquetas: É destaque lá por fora, Violência escolar
Governo promete mais técnicos para escolas problemáticas
O Ministério da Educação vai reforçar as equipas multidisciplinares a actuarem nas escolas sinalizadas como problemáticas, nomeadamente com índices elevados de indisciplina e violência", anunciou ontem Maria de Lurdes Rodrigues, numa audiência sobre o tema da violência na Comissão de Educação, na Assembleia da República.Referindo-se aos Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP), que contam com apoios especiais do Governo, a ministra disse que estes já abrangem "cerca de 36 escolas e 50 mil alunos", tendo este ano lectivo beneficiado de um reforço de 257técnicos para as suas equipas multidisciplinares, incluindo psicólogos e assistentes sociais. E prometeu reforçar a aposta: "O nosso objectivo é alargar os TEIP a outras zonas do território, que podem não ter condições suburbanas mas ser zonas subrurais ou de imigração sazonal" referiu.O reforço da videovigilância, que terá ainda de passar por uma análise da COmissão Nacional de Protecção de Dados, é outra aposta do Governo.Na audição, a ministra foi acusada pelos partidos da direita de tratar a questão da indisciplina como tema "tabu", não reconhecendo a sua dimensão. Já à esquerda, ouviu críticas associando o fenómeno à instabilidadade da colocação do pessoal auxiliar e à falta de disponibilidade dos docentes, devido a uma sobrecarga de tarefas administrativas.
Fonte: DN
Etiquetas: Violência escolar
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Brasil: Haddad defende integração entre ensino médio e profissionalização
O ministro da Educação, Fernando Haddad, comentou sobre uma pesquisa realizada pela organização Ação Educativa, que apontou que os estudantes gostariam que o ensino médio preparasse para o mercado de trabalho.
Haddad disse ser um "defensor de uma integração cada vez maior do ensino médio com a educação profissional" e que o ministério tem apoiado a reestruturação dessa etapa do ensino.
- O MEC está apoiando a reestruturação do ensino médio estadual com vistas à profissionalização da juventude, que anseia por uma colocação no mercado de trabalho mais adequada - disse o ministro, que participou hoje (24) de um evento sobre responsabilidade social das empresas e direitos humanos, em São Paulo.
De acordo com o ministro, atualmente o ensino médio é muito voltado para as universidades.
- Trinta ou quarenta por cento dos jovens vão ascender para o nível superior e, aqueles que não chegarem a uma universidade, não podem ficar preteridos.
Fonte: JB online
Etiquetas: É destaque lá por fora
Violência escolar: Portugal e Espanha no niveis de bullying semelhante - estudo
Portugal e Espanha têm níveis de bullying similares segundo um estudo hoje apresentado que destaca, contudo, que nas escolas estudadas em Sevilha os alunos praticam mais insultos sobre a raça ou a cor do que em Lisboa.
O estudo comparativo entre Portugal e Espanha, hoje divulgado na 4ª Conferência Mundial sobre Violência Escolar e Políticas Públicas, a decorrer na Fundação Gulbenkian, foi realizado a partir de um questionário a 1.233 crianças entre os 7 e os 13 anos de oito escolas de Lisboa e de Sevilha.
Do total de crianças inquiridas, 17,7 por cento diziam que eram agredidas com frequência e 42,1 por cento foram vítimas de pelos menos um ou dois comportamentos agressivos.
Segundo os seus autores, Juan Angulo (Universidade de Sevilha), Carlos Neto e A. Marques (Universidade Técnica de Lisboa) e Ortega (Universidade de Córdoba), o objectivo do trabalho era determinar a situação actual de episódios de bullying em escolas dos dois países da Península Ibérica.
O bullying, termo inglês que não tem uma tradução directa para o português, pode ser definido como forma de intimidação ou humilhação quer física quer psicológica praticada por um indivíduo ou grupo de indivíduos com o objectivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz/es de se defender.
Segundo os investigadores, não existem diferenças significativas entre as escolas portuguesas e as espanholas analisadas.
Existe, portanto, violência escolar nos dois países mas os comportamentos dos alunos manifestam ligeiras diferenças.
Em Sevilha, são mais frequentes os insultos sobre a raça ou a cor do que em Lisboa e por outro lado, no que respeita às raparigas, as alunas espanholas revelam maiores níveis de agressão física do que as portuguesas.
O estudo revelou ainda que as crianças são vítimas de bullying nos recreios, nos corredores e nas salas de aula e confirmou a necessidade de um trabalho de prevenção nestes espaços assim como novas estratégias educativas.
Fonte: RTP.pt
Etiquetas: Violência escolar
Bullying envolve 65% dos alunos
Quase dois terços dos alunos (64,7%) do 3º ciclo da Grande Lisboa estão envolvidos em fenómenos de bullying, de acordo com um estudo divulgado ontem na 4ª Conferência Internacional sobre Violência Escolar e Políticas Públicas, a decorrer até amanhã em Lisboa.
A investigação conduzida pela psicóloga Sónia Seixas, da Escola Superior de Educação João de Deus, envolveu 680 alunos dos 7º, 8º e 9º anos de 11 escolas de Amadora, Lisboa, Loures, Odivelas e Sintra. Dos inquiridos, apenas 35,3 por cento disseram não estar envolvidos em bullying, enquanto 30,1% dizem ser vítimas, 11,6% se assumem como agressores e 23% apresentam um padrão misto. O estudo conclui que as vítimas têm níveis mais baixos de auto-estima, sentem-se rejeitados e têm pouca confiança em si, enquanto entre os agressores se passa exactamente o oposto.
'É preciso sensibilizar a escola para este fenómeno, que causa grande sofrimento. Em última análise, as vítimas pensam no suicídio', alertou Sónia Seixas.
Na sessão de abertura da conferência, que trouxe a Lisboa especialistas de 51 países, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, considerou que a violência escolar é um fenómeno residual, frisando que '90 por cento dos casos ocorre em cinco por cento das escolas'. A governante sublinhou ainda que não se pode confundir 'violência com indisciplina'.OpsiquiatraDaniel Sampaio refutou a ideia da ministra: 'Quando se diz que indisciplina nada tem a ver com violência não estamos no bom caminho. A indisciplina cria condições favoráveis ao aparecimento de violência.'
Já o procurador-geral da República, Pinto Monteiro, que nos últimos meses denunciou a violência escolar, reafirmou que o fenómeno não pode ser ignorado, mas considerou que 'a situação é hoje melhor do que há um ano', destacando o aumento do número de denúncias.
QUAIS OS SINAIS DE ALARME
A investigadora Sónia Seixas aponta diversos sinais a que os pais, professores e funcionários das escolas devem estar atentos para detectar casos de bullying. No caso das vítimas, os livros, o material escolar e outros bens aparecem muitas vezes estragados ou desaparecem. Ferimentos, cortes, arranhões ou danos na roupa podem também ser sinais de bullying. Muitas vezes são alunos isolados nos intervalos, que podem procurar mais a proximidade com o professor ou com outros adultos. Receosos de ir à escola, têm queixas frequentes de dores de barriga ou de cabeça e manifestam pouco interesse pela escola.
Os agressores revelam muitas vezes raiva descontrolada, são impulsivos e zangam-se facilmente; Retiram satisfação do medo que provocam às vítimas, gostam de provocar os pais e os professores e envolvem-se precocemente em comportamentos anti-sociais.
NOTAS
O QUE É O BULLYING
Conceito que descreve actos de violência física ou psicológica de carácter sistemático que causam sofrimento físico ou emocional.
REALIDADE ESCONDIDA
Bullying não-físico passa despercebido e as queixas são poucas
Fonte: CM
Etiquetas: Violência escolar
25% faltam a exames nacionais
Cerca de 25 por cento dos exames nacionais do ensino secundário, que terminaram esta segunda-feira, não chegaram a realizar-se devido às ausências dos alunos inscritos.
De acordo com dados do Ministério da Educação (ME), no total de 31 provas realizadas na primeira fase, registaram-se 244.074 presenças, o que corresponde a menos 77.467 (24 por cento) do que as previstas.
As provas onde a ausência dos alunos inscritos foi mais notória foram nos exames de Física e Química A, a recordista de ausências, Biologia e Sociologia.
Comparativamente a 2007, nenhum exame foi realizado com o total de presenças, tal como foi verificado no ano passado a Francês.
Estavam inscritos para os exames do secundário 157.718 alunos (menos 11.849 do que em 2007), dos quais 96.953 são candidatos ao Ensino Superior.
Para a realização dos exames nacionais este ano houve uma única chamada em duas fases, sendo que a primeira decorreu de 17 a 23 de Junho, enquanto que a segunda está prevista entre 14 e 18 de Julho. As classificações serão anunciadas a 07 e a 30 de Julho.
Fonte: CM
Etiquetas: Exames nacionais secundário 2008
Revolução digital na educação australiana
O Governo Australiano atribuiu 1,2 mil milhões de dólares australianos ao programa Digital Education Revolution, que se destina a atribuir a todos os estudantes entre os nove e os doze anos um computador na escola. Após cumprir este compromisso, a Ministra da Educação Julia Gillard anunciou recentemente a atribuição de fundos para a formação dos professores, de modo a poderem utilizar os novos computadores. Para justificar o investimento o Ministério da Educação apresentou um inquérito realizado no início do ano a 5.209 professores do ensino primário e 5.394 professores do ensino secundário. Os resultados do inquérito indicam que 66 por cento dos professores do primário e 70 por cento dos professores do secundário acham que os alunos necessitam de fazer um uso mais efectivo dos computadores durante o processo de aprendizagem. Estas medidas foram bem recebidas por Phil Callil, porta-voz da Associação dos Professores de Tecnologias da Informação do Estado Australiano de Victoria. Na sua opinião, é entendimento geral entre os professores que o processo pedagógico, por trás da aprendizagem com computadores nas escolas, não mudou nada ao longo dos últimos dez anos. «Os professores necessitam de tempo para aprenderem a tirar vantagens das oportunidades que as Tecnologias da Informação e Comunicação criam, a desenvolver recursos de forma dinâmica e actual que envolvam os estudantes no processo de aprendizagem».
Fonte: IGOV
Etiquetas: É destaque lá por fora, e-educação
terça-feira, 24 de junho de 2008
Exames nacionais: APM considera provas de matemática abrangentes e justas
A Associação Portuguesa de Matemática (APM) considerou as provas de matemática do 12º ano realizadas hoje, (matemática A, B e aplicada às ciências sociais) abrangentes em relação aos programas da disciplina.Contrariando a opinião já veiculada por alunos e pela Sociedade Portuguesa de Matemática, que consideraram as provas demasiado fáceis e pouco justas para os alunos que se esforçaram mais, a APM considera os exames “suficientemente abrangentes em relação aos temas dos respectivos programas”, disse em comunicado.Sobre o tempo para a realização da prova, de três horas, considerado excessivo pela SPM, a APM discorda mais uma vez: “O tempo disponível para a resolução das provas foi adequado, permitindo aos alunos uma leitura atenta e, se fosse caso disso, permitindo ainda uma reformulação de estratégia ou de alteração de resolução de alguma questão.”Para a APM as provas eram facilmente realizáveis sem serem facilitistas: “É nossa convicção que qualquer uma das provas poderá ser resolvida pela generalidade dos alunos”. E volta a discordar das críticas da SPM sobre o facto de não favorecerem a excelência: “Em condições normais, os alunos com desempenhos médios terão resultados consentâneos com esses desempenhos, o que é desejável no contexto de uma avaliação sumativa externa. Os alunos que tenham realizado um bom trabalho ao longo do ciclo de aprendizagem das disciplinas, não terão dificuldades em obter um bom resultado na respectiva prova".
Fonte: Público
Etiquetas: Exames nacionais secundário 2008
Exames nacionais - CDS-PP acusa ministra da Educação de só estar preocupada com estatísticas
O líder do CDS-PP acusou hoje a ministra da Educação de estar mais preocupada com as estatísticas do que com o conhecimento dos alunos, criticando o "facilitismo" que diz estar patente nos exames nacionais."Quando nas provas de aferição há respostas erradas que são classificadas como certas e se diminui ao mínimo o nível de exigência nos exames nacionais, o Ministério da Educação está à procura de criar estatísticas felizes, que nada têm a ver com a preparação dos jovens. O facilitismo não é o caminho da cultura e do conhecimento", acusou Paulo Portas. Em conferência de imprensa, o presidente do partido considerou que a política do Governo relativamente a estas provas "não prepara para a vida, nomeadamente para um mercado de trabalho difícil e exigente", além de não incentivar o estudo por parte dos alunos, nem recompensar o esforço dos professores. "Apelamos à sociedade portuguesa para que reflicta sobre as consequências desta política que promove um ensino sem exigência", afirmou. O líder do CDS-PP, o único partido que advoga a existência de exames nacionais nos 4º, 6º e 9º anos, voltou hoje a defender a elaboração das provas por parte de uma "entidade independente" e a criação de um "banco com milhares de perguntas validadas por sociedades científicas", o que diz ser a única forma de evitar as polémicas que surgem anualmente em torno dos exames. Os exames nacionais realizados este ano foram considerados excessivamente fáceis por parte da Sociedade Portuguesa de Matemática e da Sociedade Portuguesa de Química.
Fonte: Público
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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