O município socialista de Alcácer do Sal, Setúbal, critica o Governo por não ter inscrito no Plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) para o próximo ano, qualquer verba para a construção da nova escola secundária do concelho.
A câmara municipal revela, em comunicado, já ter solicitado, com carácter de urgência, uma reunião à ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, para esclarecer a situação. "Esperamos reunir, brevemente, com a ministra. Senão, teremos que estudar outras alternativas para, em conjunto com o agrupamento de escolas e a comunidade escolar, podermos fazer alguma pressão", disse o presidente do município, Pedro Paredes. De acordo com a autarquia, em causa está a construção do novo edifício da Escola Secundária de Alcácer do Sal, processo em que foi estabelecido, em Dezembro do ano passado, um compromisso com o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos. A actual Escola Secundária de Alcácer do Sal, em funcionamento desde 1973, sofreu diversas ampliações e funciona parcialmente em pavilhões pré-fabricados. O município sustenta que o conjunto evidencia "notória desadequação às actuais necessidades", lembrando que o projecto para uma nova escola foi iniciado "há uma década" pelo Ministério da Educação que, contudo, "não assegurou a propriedade do terreno para a edificação da mesma".
Fonte: SIC
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Alcácer do Sal sem verbas para nova escola secundária
Etiquetas: Escolas
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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