Dificuldades: O Brasil ainda apresenta altos índices de analfabetismo absoluto e funcional. Esse índice está mais concentrado no Nordeste. O Nordeste tem uma média de 5 anos de estudo para pessoas acima de 25 anos. A média brasileira é de 6,5 anos. Há um grande número de alunos fora da escola na educação infantil. No ensino médio, há déficits consideráveis de atendimento, com elevado percentual de concludentes do ensino fundamental sem acesso a essa etapa de escolaridade. O tempo de permanência e conclusão do ensino fundamental ainda representa um grande desafio. Quase 9% dos professores de ensino médio na região Nordeste não possuem nível superior. Está havendo uma queda gradativa nos indicadores de desempenho escolar na 8ª série do ensino fundamental e 3ª série do ensino médio. A infra-estrutura da oferta da educação básica é insatisfatória do ponto de vista da infra-estrutura, em especial nas regiões Norte e Nordeste. Contribui para isso a forte presença de unidades escolares com apenas uma sala de aula e capacidade para 50 alunos.
Avanços: A taxa de escolarização do ensino fundamental está praticamente universalizada. A oferta da educação básica é prioritariamente pública, com destaque para o ensino médio, onde a oferta da rede privada vem diminuindo. A taxa de abandono diminuiu, mas a taxa de reprovação cresceu, indicando a necessidade de melhoria na formação docente. Houve significativo crescimento do percentual de professores com nível superior atuando nas três etapas da educação básica (infantil, fundamental e médio).
Fonte: artigo "Educação Básica no Brasil: eqüidade numa perspectiva territorial", das educadoras Sofia Lerche Vieira e Eloísa Maia Vidal.
Fonte: OPovo.com.br
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Diagnóstico da Educação - Brasil
Etiquetas: É destaque lá por fora
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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