No seu parecer sobre as fichas de avaliação de desempenho, a APP nota a ausência de peso atribuído “às condicionantes do sucesso escolar que não dependem do desempenho do professor”.A Associação de Professores de Português (APP), no seu parecer sobre as fichas de avaliação de desempenho enviadas ao Secretariado Inter-Associações de Professores (SIAP), considera que “a avaliação em discussão parece querer avaliar o desempenho efectivo dos professores”, em oposição ao que se verificou no concurso para professor titular “assente na atribuição de pontuações de acordo com os cargos atribuídos e/ou exercidos independentemente do desempenho efectivo dos professores”.
A Direcção da APP assinala no seu parecer alguns aspectos das quatro fichas de avaliação enviadas a 19 de Outubro. São observações “por tópicos” devido “às condições pouco favoráveis em que o parecer foi solicitado”.
É apontada pela associação a falta de explicitação em relação ao momento de avaliação em que são preenchidas as fichas, assim como a falta de indicação em relação às etapas do processo de que as fichas fazem parte e de critérios para a análise da avaliação dos professores uma vez que “não é feita referência a materiais e instrumentos de trabalho que o avaliado deverá eventualmente apresentar aos avaliadores”.
Fonte: Texto Editores
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Fichas de avaliação de desempenho: parecer da APP
Etiquetas: Escolas, Professores
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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