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quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Tiroteio numa escola na Finlândia fez sete mortos

Pelo menos sete pessoas morreram e 11 ficaram feridas num tiroteio numa escola da Finlândia, em Tuusula, a cerca de 60 quilómetros de Helsínquia.
Eero Hirvensalo, responsável da equipa médica que foi destacada para o local, admitiu à Agência Reuters de que poderão existir mais vítimas. Um pessoa ficou "gravemente ferida" e dez sofreram ferimentos ligeiros, acrescentou à Associated Presse. O atirador, de 18 anos, tentou suicidar-se e ficou ferido com gravidade, disse ainda Eero Hirvensalo, citado pela CNN.
Uma professora do estabelecimento de ensino (Jokela High School) revelou que o atirador era seu aluno. Outra docente contou que o autor dos disparos “andava pelos corredores, batia à porta das salas de aula e disparava através das portas”.
Horas antes, o jovem anunciou o seu plano num vídeo divulgado no Youtube sob o título “Jokela High School Massacre”. "É uma tragédia", declarou o primeiro-ministro finlandês, Matti Vanhanen, ao anunciar que o governo iria reunir-se de emergência.
A escola tem mais de 400 alunos, entre os 12 e os 18 anos.
Fonte: JN
Video do aluno

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Artigo de opinião


O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicas

Hoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.

in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)