Com um valor máximo de 14 500 000 euros, foi aberto um concurso público internacional para a aquisição de serviços de comunicações de dados e de serviços de Internet para as escolas, do 1.º Ciclo ao Secundário.
Foi autorizada a abertura de procedimento de concurso público internacional com vista à aquisição de serviços de comunicações de dados e de serviços de Internet das escolas do 1.º, 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico e escolas secundárias do Ensino Público.
O concurso, para o período de três anos económicos, e com o valor máximo de 14 500 000 euros (excluindo o Imposto sobre o Valor Acrescentado), abrange também a locação do equipamento terminal, o alojamento de servidores e a interligação entre redes lógicas das escolas e dos organismos centrais, regionais e tutelados pelo Ministério da Educação.
Com este concurso a tutela pretende continuar a adquirir os serviços necessários, não apenas à manutenção das ligações à Internet em banda larga hoje existentes nas escolas públicas do 1.º Ciclo ao Secundário, mas também promover a melhoria da qualidade dessas ligações.
Neste contexto salienta-se a aposta nas velocidades de acesso das ligações à Internet e a interligação com os serviços do Ministério da Educação, de acordo com o previsto no Plano Tecnológico da Educação.
Recorde-se que, no âmbito do Plano Tecnológico da Educação, o Ministério da Educação, para além do aumento da velocidade de ligação à Internet nas escolas pretende atingir, em 2010, o rácio de dois alunos por cada computador com ligação à Internet de banda larga, nas bibliotecas, nas salas TIC e nos centros de recursos das escolas.
Fonte: Textoeditores
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Aposta nos serviços de Internet das escolas
Etiquetas: e-educação
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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