A aprendizagem de uma "língua adoptiva", que seria considerada um segunda língua materna, deverá ser uma das prioridades da União Europeia no Ano Europeu do Diálogo Intercultural de 2008. Segundo as conclusões de um relatório de peritos, solicitado pela União Europeia (UE), todos os europeus deveriam dominar uma "segunda língua materna". A aprendizagem de uma "língua adoptiva", que seria considerada uma segunda língua materna, deveria assim ser incentivada pela UE.A abordagem a implementar, enfatizando o “carácter bilateral das relações linguísticas”, segundo indica o documento, “deveria reflectir-se positivamente na qualidade das relações entre os europeus, os indivíduos e os povos”. Esta qualidade, “beneficiaria consideravelmente se cada um pudesse exprimir-se numa língua que dominasse na perfeição, a sua ou a do parceiro, e não por intermédio de uma terceira língua usada de maneira aproximativa, como acontece frequentemente hoje em dia; estudos recentes tendem mesmo a mostrar que é muito mais frequente que as negociações comerciais terminem com êxito quando cada um dos parceiros se sente livre para se exprimir na sua própria língua.”
Recordando a importância crescente da imigração “na vida política, económica, social e intelectual do continente”, o grupo de peritos sublinha a importância da língua pessoal adoptiva para os imigrantes que deveria ser, regra geral, a do país onde optaram por estabelecer-se. Para além de um factor de adesão à Europa como um todo, “um conhecimento exaustivo da língua nacional e da cultura que ela veicula é um elemento indispensável para a integração dos imigrantes na sociedade de acolhimento e para a participação na vida económica, social, intelectual, artística e política”.
As conclusões do relatório intitulado "Um desafio salutar - como a multiplicidade de línguas poderia consolidar a Europa", elaborado no contexto do Ano Europeu do Diálogo Intercultural de 2008, servirão para animar o debate que terá lugar por ocasião da primeira conferência de ministros sobre o multilinguismo, que terá lugar a 15 de Fevereiro de 2008 e reunirá os ministros da educação de todos os países da União Europeia.
Fonte: Texto editores
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Aprendizagem de uma "segunda língua materna" na UE
Etiquetas: Professores
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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