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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Empresas ajudam trabalhadores a pagar creches dos filhos

100 entidades já aderiram, 600 estabelecimentos aceitam

As empresas em Portugal têm a possibilidade de ajudar os seus funcionários a pagar as creches dos filhos. O Cheque Creche, criado pela Accor Services, é reconhecido pela Direcção-Geral da Acção Social como um vale social, mediante o qual as empresas podem comparticipar nas despesas de educação dos filhos dos seus colaboradores entre os 0 e os 7 anos de idade.

Em Portugal são mais de cem o número empresas que já aderiram ao Cheque Creche e o número de estabelecimentos aceitantes eleva-se a mais de 600, números esses que, segundo a Accor Services, estão «em contínuo crescimento».

Entre as instituições estão creches, jardins-de-infância, formação & ensino, União de Misericórdias e todas as IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social em Portugal) a nível nacional, além de colégios.

Para uma empresa se tornar aderente não existem valores mínimos, nem máximos, de comparticipação, já que a decisão depende da política social de cada uma. A nível de quadros médios das empresas, segundo o director-geral da Accor Services, Stéphane Eard, «os valores médios de comparticipação mensais variam entre os 100 e os 200 euros. Nos quadros superiores este valor pode variar entre os 400 e o valor total do custo mensal do colégio, a creche ou o jardim-de-infância», afirma.

Com o Cheque Creche as empresas comparticipam os custos de educação e usufruem de vantagens de âmbito social e fiscal, pois os vales são isentos de taxa social única (23,75%) e reforço de cerca de 40%, além dos 100% do valor de custo, no que diz respeito às entidades empregadoras e isenção de IRS e segurança social para os colaboradores.

À semelhança dos Cheque Creche, os Cheque Estudante são uma forma de comparticipação na educação dos filhos dos colaboradores, e um investimento na valorização contínua dos seus recursos humanos. Uma das principais vantagens para a entidade empregadora é a isenção de taxa social única (23,75%), e no caso dos colaboradores, um dos maiores benefícios é a isenção de segurança social (11%).

Fonte: Agencia Financeira

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Artigo de opinião


O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicas

Hoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.

in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)