O aumento do número de alunos do ensino especializado da Música em, pelo menos, 40 por cento, para mais de 25 mil, e do financiamento público respectivo em 43 por cento, para 50 milhões de euros, são metas apontadas pela ministra da Educação para o próximo ano lectivo, quando comparado com o que está em curso.
Maria de Lurdes Rodrigues expressou esta vontade durante uma reunião com representantes de todas as escolas profissionais de Música, associadas na Aproarte – Associação Nacional do Ensino Profissional de Música e Artes, e dos conservatórios de Música situados na Região Norte, respectivamente no Porto e em Braga, realizada na passada 6.ª feira, dia 15 de Fevereiro.
No final do encontro, realizado na Escola Profissional Artística do Vale do Ave (Artave), em Santo Tirso, foi distribuído à Comunicação Social um documento com um resumo da situação, que se anexa.
Aí se constata que, no actual ano lectivo, existem 17.960 alunos no ensino especializado da Música, que se repartem por 84 escolas do ensino particular e cooperativo (13.600), seis Conservatórios Públicos (3.590) e cinco escolas profissionais, que registam 770.
A maior parte dos alunos de iniciação (ensino dos 6 aos 10 anos) frequenta estabelecimentos privados que recebem financiamento do Ministério da Educação (ME); apenas 10% dos alunos têm acesso às escolas públicas.
No que respeita aos cursos de nível básico ou secundário a maior parte dos alunos frequenta também os estabelecimentos privados com contratos de patrocínio com o ME..
O que se pode verificar também é que, enquanto nas escolas privadas predomina o ensino articulado ou integrado, nas escolas públicas apenas o Conservatório de Braga funciona ao abrigo deste regime.
Dos dados apresentados constata-se a necessidade de alargar o ensino especializado da Música, tanto ao nível da iniciação como dos restantes níveis.
Para este alargamento é necessário contar com todos os institutos, públicos e privados, tornar a procura do ensino artístico especializado menos dependente do esforço e da mobilização das famílias e expandir, diversificar e tornar mais eficiente o investimento público.
Fonte: Portal da Educação
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Ensino da Música: ME quer aumentar o número de alunos em 40% e o financiamento público em 43%
Etiquetas: Artes e educação
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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