O presidente da associação que representa o sector do ensino privado em Portugal, João Alvarenga, manifestou-se hoje disponível para parcerias com o Estado na construção de equipamentos para o ensino pré-escolar gratuito.No final de uma audiência com o presidente do PSD, Luís Filipe Menezes, a quem expôs hoje a proposta da associação, João Alvarenga defendeu a "liberdade de opção educativa" e manifestou disponibilidade "para colaborar com o Estado" nos projecto para aumentar a oferta gratuita de creches e pré-escolar.
Os associados da Associação dos Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP), disse, estão disponíveis para colaborar com o Estado no projecto anunciado recentemente pelo primeiro-ministro de construir mais 75 creches e mais 760 salas para o pré-escolar em Lisboa e Porto, num investimento de 100 milhões de euros.
"Isso não significa necessariamente que seja o Estado a construir todas as escolas. Há que criar espaços de educação educativa diferentes e permitir que os pais possam escolher a escola que desejam", defendeu Fernando Alvarenga.
"Estamos disponíveis para colaborar e fazer parcerias na questão dos equipamentos", afirmou, sustentando que ainda que seja o Estado a pagar a frequência de mais alunos no privado e cooperativo, haveria ainda uma "enorme poupança".
"Significaria uma poupança enorme por parte do Estado. O custo por aluno fica mais barato no ensino particular cooperativo do que na escola do Estado segundo dados que já foram publicados na comunicação social", disse.
O dirigente da AEPP destacou que em Portugal, no básico e no secundário, "já 50 por cento dos alunos que frequentam o ensino particular já o frequentam de forma gratuita", recusando que o ensino particular seja sinónimo de "elitismo".
Fonte: Rtp.pt
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Ensino particular quer parcerias com o Estado no pré-escolar
Etiquetas: Pré-escolar
Para subscrever o Noticiasdescola
Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
Site em destaque - e-escolinha
Arquivo de notícias
- Acesso Ensino Superior 2008 (7)
- Agenda (1)
- Alunos (185)
- Ano lectivo 2007/2008: o que há de novo (6)
- Artes e educação (13)
- Artigos de opinião (26)
- Avaliação dos Professores (106)
- Ciências (19)
- Colocação de Professores (11)
- É destaque lá por fora (212)
- e-educação (93)
- Educação básica (70)
- Educação e ambiente (13)
- Educação especial (47)
- Ensino Profissional (26)
- Ensino Secundário (57)
- Escola e sociedade (68)
- Escola em destaque (29)
- Escolas (231)
- Estatuto do aluno (21)
- Exames e Provas de Aferição 2008/2009 (1)
- Exames Nacionais 2008 - Resultados (1)
- Exames Nacionais 2008 - Resultados (4)
- Exames nacionais 3.º ciclo 2008 (18)
- Exames nacionais secundário 2008 (28)
- Gestão escolar (59)
- Insucesso escolar (8)
- Língua Portuguesa (31)
- Manuais escolares (26)
- Matemática (28)
- Novidades ano lectivo 2008/2009 (31)
- Pais (159)
- Pré-escolar (25)
- Professores (372)
- Provas de aferição 2008 (11)
- Resultados exames nacionais 2007 (14)
- Saúde na escola (48)
- Violência escolar (94)