O Hospital Barreiro confirmou hoje que deu entrada nos seus serviços uma criança de 13 anos com um diagnóstico de meningite, o que provocou preocupação nos pais dos alunos da escola D. Pedro Varela, no Montijo. «Podemos confirmar que na terça-feira deu entrada no Hospital Nossa Senhora do Rosário uma criança de 13 anos com um diagnóstico de meningite e que está internada no serviço de pediatria», disse à Lusa fonte oficial do Hospital Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro.
Nesta altura ainda não foi confirmado qual o tipo de meningite que afecta a criança, que estuda na escola D. Pedro Varela, no Montijo, mas foram vários os alunos que hoje não compareceram às aulas, apesar de a escola estar aberta.
«Segundo a delegada de saúde, pelo menos há duas horas atrás, o diagnóstico ainda não estava confirmado e a informação que temos é que não há motivo para encerrar a escola, por isso funciona normalmente», disse à Lusa Gabriela Reis, vice-presidente do agrupamento.
Apesar de a escola estar a funcionar, cerca de metade dos alunos que tinha aulas no período da manhã não compareceu, alarmados com a informação sobre o caso de meningite.
«Houve encarregados de educação que vieram buscar os alunos à escola e cerca de metade dos alunos que deviam ter aulas no período da manhã não compareceu», disse Gabriela Reis, que informou que no total a escola tem 950 alunos.
Fonte: Sol
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Montijo - Criança de 13 anos com diagnóstico de meningite, pais de alunos alarmados com situação
Etiquetas: Saúde na escola
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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