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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

ME lança concurso para dotar escolas de Internet em banda larga de alta velocidade

O anúncio do concurso público internacional que permitirá ligar as escolas à Internet em banda larga de alta velocidade, e entre si, foi publicado no suplemento TED do Jornal Oficial da União Europeia.
Orçado em 14,5 milhões de euros, o contrato em concurso consiste na aquisição de serviços de comunicações de dados, de serviços de Internet, de locação de equipamento terminal, de alojamento de servidores e interligação entre redes lógicas das escolas do 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico público, das escolas secundárias do ensino público e dos organismos centrais, regionais e tutelados do Ministério da Educação.

Com a concretização do contrato, todas as escolas do 5.º ao 12.º ano terão pelo menos 48 megabits (Mbps) como velocidade de acesso à Internet.

Esta velocidade significa multiplicar por mais de 10 a velocidade actual de acesso à Internet destas escolas e antecipar em dois anos a concretização de uma das principais metas do Plano Tecnológico da Educação.

O concurso permitirá ainda ligar em banda larga de alta velocidade todos os serviços centrais e regionais do Ministério da Educação (ME).

Concretizar-se-á, assim, o projecto de interligação de escolas e organismos do ME numa rede alargada da comunidade educativa.

Fica ainda aberta a porta para a prestação de serviços de voz, vídeo e TV sobre a rede do ME.


Poupança até 20% dos custos com a Internet
A Internet de alta velocidade permitirá abolir a duplicação de contratos de acesso à Internet existentes em centenas de escolas.
O ME estima que a contratação do acesso à Internet ao abrigo deste concurso permitirá poupar até cerca de 20% dos custos com a Internet suportados pelas escolas.
Fonte: Portal da Educação

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Artigo de opinião


O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicas

Hoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.

in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)