Teresa Pinto de Almeida, distinguida com o Prémio de Mérito Carreira, garante que não há fórmulas mágicas para ensinar. O professor deve desenhar projectos inovadores e apostar na sua formação.
Vinte e sete anos dedicados ao ensino. Teresa Pinto de Almeida, de 50 anos, é professora de Inglês na Secundária Carolina Michäelis no Porto há 16 e foi distinguida com o Prémio de Mérito Carreira. "Não me vejo como modelo, mas como uma professora que gosta da sua profissão, que gosta de ensinar e que tem a sorte de contar com o reconhecimento dos seus pares, dos seus alunos, dos seus formandos e da comunidade educativa", afirma. "Vejo sobretudo esta distinção como um modo de dignificar socialmente os professores, de promover a sua imagem, que tem sido tão injustamente maltratada pela opinião pública. Acho muito importante que seja dada à escola visibilidade, que se fale positivamente do que lá se passa", acrescenta.
Na sua opinião, os professores não têm sido ouvidos nas reformulações feitas no sistema de ensino. E há uma alteração que, em seu entender, não trará benefícios. O alargamento do horário de permanência dos docentes na escola retira-lhes flexibilidade para desenhar projectos inovadores. "Os professores não trabalham para obter um prémio. Enquanto professora e formadora, envolvida na formação contínua de professores em todo o país, testemunhei o arrojo criativo de inúmeros colegas meus, o empenho, dedicação e entusiasmo que diariamente colocam no desempenho das suas actividades, sem esperarem contrapartidas", sublinha.
Colocou uma turma do 8.º ano a entrevistar o treinador de futebol Bobby Robson. Investe em actividades que promovam a participação do conjunto e aposta em aulas que espicacem a curiosidade. Depois da distinção, mantém-se o entusiasmo por ensinar. A mesma dinâmica na sala de aula. No currículo, um mestrado em Estudos Anglo-Americanos, a autoria de programas de Inglês e de vários manuais escolares.
Fonte: educare.pt
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Entrevista com Teresa Pinto de Almeida, distinguida com o Prémio de Mérito Carreira
Etiquetas: Professores
Para subscrever o Noticiasdescola
Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
Site em destaque - e-escolinha
Arquivo de notícias
- Acesso Ensino Superior 2008 (7)
- Agenda (1)
- Alunos (185)
- Ano lectivo 2007/2008: o que há de novo (6)
- Artes e educação (13)
- Artigos de opinião (26)
- Avaliação dos Professores (106)
- Ciências (19)
- Colocação de Professores (11)
- É destaque lá por fora (212)
- e-educação (93)
- Educação básica (70)
- Educação e ambiente (13)
- Educação especial (47)
- Ensino Profissional (26)
- Ensino Secundário (57)
- Escola e sociedade (68)
- Escola em destaque (29)
- Escolas (231)
- Estatuto do aluno (21)
- Exames e Provas de Aferição 2008/2009 (1)
- Exames Nacionais 2008 - Resultados (1)
- Exames Nacionais 2008 - Resultados (4)
- Exames nacionais 3.º ciclo 2008 (18)
- Exames nacionais secundário 2008 (28)
- Gestão escolar (59)
- Insucesso escolar (8)
- Língua Portuguesa (31)
- Manuais escolares (26)
- Matemática (28)
- Novidades ano lectivo 2008/2009 (31)
- Pais (159)
- Pré-escolar (25)
- Professores (372)
- Provas de aferição 2008 (11)
- Resultados exames nacionais 2007 (14)
- Saúde na escola (48)
- Violência escolar (94)