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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

EUA: Educação em casa via Web causa controvérsia

Nas manhãs de dias de semana, três dos filhos de Tracie Weldie tomam seu café da manhã, arrumam suas camas e saem para as aulas na escola pública – no caso deles, instalada no porão da casa de subúrbio em que vivem, em Milwaukee. Eles passam o dia sendo orientados pela mãe quanto à matemática e outras matérias, com base em planos de aula oferecidos por uma escola pública que opera na Internet.Há cerca de meio milhão de crianças norte-americanas que estudam on-line, e um grupo significativo, como no caso dos Weldie, recebe educação de escolas públicas virtuais. O rápido crescimento dessas escolas provocou debate nos tribunais e Legislativos estaduais do país com relação a questões de financiamento, porque essas escolas concorrem com os distritos de educação locais pelas verbas públicas. Também surgiram controvérsias quanto à adequação do ensino virtual às necessidades de crianças de pouca idade.Um dos debates mais intensos envolve a escola dos Weldie, no Wisconsin, onde na semana passada os partidários da educação caseira com assistência da Internet conseguiram convencer o Legislativo estadual a manter aberta a instituição – bem como outras 11 escolas virtuais –, apesar da oposição do sindicato dos professores.John Watson, um consultor do Colorado que conduz um estudo anual sobre os projetos de educação via Internet dos Estados Unidos, disse que os acontecimentos no Wisconsin seguiram o padrão dos demais Estados nos quais as escolas on-line se expandiram."Alguém começa a questionar o que está acontecendo, a duvidar que seja sensato", diz Watson. "Mas, depois de uma investigação, quase todos os Estados decidem que apreciam a educação on-line, embora considerem que técnicas tão novas de ensino como essas exigirão mudanças em alguns regulamentos, e mais fiscalização".Há dois modelos predominantes de escola on-line. Na Flórida, Illinois e meia dúzia de outros Estados, o crescimento vem sendo conduzido por escolas on-line financiadas e operadas pelo Estado, que não oferecem diplomas regulares, mas sim cursos suplementares aos das escolas tradicionais. Essas escolas em geral só aceitam alunos da 8ª à 12ª série.Na Florida Virtual School, a maior escola on-line dos Estados Unidos, há mais de 50 mil estudantes matriculados este ano. As autoridades escolares de Traverse City, no Michigan, esperam utilizar os cursos on-line oferecidos pela Michigan Virtual School, a partir do próximo ano letivo, para educar centenas de estudantes em casa, o que ajudaria a aliviar a escassez de salas de aula no Estado.
Fonte: Administradores.com

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Artigo de opinião


O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicas

Hoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.

in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)