Goste-se ou não do PSDB, do governador José Serra ou até de São Paulo, é impossível deixar de reconhecer que Maria Helena Guimarães é, na actualidade, a maior estrela da educação brasileira --é o que fica nítido na entrevista que concedeu à Folha, que acaba de ser publicada. Se essa estrela vai acertar ou fracassar, ainda teremos de esperar.
Até pouco tempo, ela era mais conhecida de especialistas por ter organizado os bancos de dados do Ministério da Educação e implementado sistemas de avaliação do ensino. Mas seus passos mais ousados aparecem agora, como detalhou em entrevista à Folha, ao tomar algumas posições polêmicas à frente da secretaria estadual da educação paulista.
Ela abriu várias frentes de atritos e se expôs ao desgaste: 1) enfrenta os sindicatos, ao decidir premiar os professores a partir da produtividade dos alunos e atacar o absenteísmo; 2) critica as faculdades de educação, mesmo as mais conceituadas, por não formar bons professores para a rede pública e mexe com a suscetibilidade acadêmica; 3) desafia diretores e professores, ao criar um currículo básico, em cima do qual são estabelecidas metas de aprendizagem. 4) Não poupa nem mesmo a administração educacional do seu próprio partido, o PSDB. 5) defende a idéia de que escola não é só sala de aula, exigindo que façam articulações com a comunidade, abrindo-se à gestão compartilhada.
Os holofotes se voltam para Maria Helena Guimarães não apenas pela polêmica em torno de suas propostas, mas da força da rede pública da educação paulista --são 5.530 mil escolas, com 200 mil docentes e mais de cinco milhões de alunos.
O que der certo em São Paulo, dará em qualquer lugar do Brasil. O problema é que dar certo exige tempo, dinheiro, paciência e apoio político.
Por enquanto, há pouco a comemorar: a qualidade do ensino de São Paulo pode até ser boa em comparação a outras regiões brasileiras, mas é péssima.
Fonte: Folhaonline
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
A grande estrela da educação brasileira
Etiquetas: É destaque lá por fora
Para subscrever o Noticiasdescola
Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
Site em destaque - e-escolinha
Arquivo de notícias
- Acesso Ensino Superior 2008 (7)
- Agenda (1)
- Alunos (185)
- Ano lectivo 2007/2008: o que há de novo (6)
- Artes e educação (13)
- Artigos de opinião (26)
- Avaliação dos Professores (106)
- Ciências (19)
- Colocação de Professores (11)
- É destaque lá por fora (212)
- e-educação (93)
- Educação básica (70)
- Educação e ambiente (13)
- Educação especial (47)
- Ensino Profissional (26)
- Ensino Secundário (57)
- Escola e sociedade (68)
- Escola em destaque (29)
- Escolas (231)
- Estatuto do aluno (21)
- Exames e Provas de Aferição 2008/2009 (1)
- Exames Nacionais 2008 - Resultados (1)
- Exames Nacionais 2008 - Resultados (4)
- Exames nacionais 3.º ciclo 2008 (18)
- Exames nacionais secundário 2008 (28)
- Gestão escolar (59)
- Insucesso escolar (8)
- Língua Portuguesa (31)
- Manuais escolares (26)
- Matemática (28)
- Novidades ano lectivo 2008/2009 (31)
- Pais (159)
- Pré-escolar (25)
- Professores (372)
- Provas de aferição 2008 (11)
- Resultados exames nacionais 2007 (14)
- Saúde na escola (48)
- Violência escolar (94)