TEK.SAPO Novos portáteis no programa e-escolas PÚBLICO CD-Roms para ajudar estudantes a lidar com o stress LUSA Alunos de secundária de Gaia acusam GNR de ameaças e agressão, o que corporação desmente RTP Professora intimidada por aluno em escola secundária da Maia CORREIO DA MANHÃ Aluna constituída arguida aos 9 anos

quarta-feira, 12 de março de 2008

Escolas devem criar salas de oração para alunos muçulmanos

Os alunos muçulmanos vão poder rezar nas escolas da capital alemã, decidiu o Tribunal Administrativo de Berlim, aconselhando os estabelecimentos de ensino a criarem salas de oração. A sentença já foi alvo de recurso por entidades entidades.
O Tribunal Administrativo de Berlim reconheceu, esta quarta-feira, o direito dos alunos muçulmanos a rezarem nas escolas da capital alemã, aconselhando, no entanto, o estabelecimentos de ensino a criarem salas próprias para esse efeito.

A sentença judicial, que já foi alvo de recurso por parte das autoridades educativas de Berlim, pode acabar por ser vinculativa para todas as escolas do país e não só para as capital.

A decisão surge na sequência de uma queixa apresentada por um aluno do ensino secundário que reclamou o direito a rezar, pelo menos uma vez por dia, durante uma pausa ou numa hora livre.

O aluno de 14 anos, juntamente com sete colegas, aproveitou uma pausa no horário escolar, em Novembro, para rezar durante dez minutos virado para Meca, como manda a tradição, sendo advertido pela direcção da escola para não o fazer.

Depois deste aviso, os responsáveis escolares recordaram aos pais dos alunos que o compromisso de neutralidade do Estado obriga as escolas a proibirem os alunos de praticarem actos de religião nas instalações de ensino.

No entanto, na sentença, os juízes sublinharam que a liberdade de religião inclui também a liberdade da prática dessa religião e consideraram que rezar nas escolas não afecta directamente nem os professores, nem os outros alunos.

Ouvido pela TSF, António Romeiro, professor de História que está a fazer um tese sobre Sociologia da Religião, disse esperar que a decisão tomada pelo tribunal da capital tenha «um efeito de bola de neve» em todo o país.

O professor considerou a decisão do tribunal alemão«correcta» porque vai no sentido da «liberdade de religião», ou seja, «se toda a religião tem um culto e se este não pode ser aplicado, na verdade, não existe uma liberdade de religião».

Questionado sobre Portugal, António Romeiro adiantou que apesar de as instituições de ensino serem laicas, o presépio católico costuma ser montado na altura do Natal em várias escolas.
Fonte: TSF

Para subscrever o Noticiasdescola

Pesquisa personalizada

Artigo de opinião


O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicas

Hoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.

in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)