Começou a circular nesta quarta-feira um e-mail entre professores em que se sugere a comparência em massa no Porto no próximo sábado, junto ao pavilhão onde vai realizar-se o comício do PS, com a presença de José Sócrates.
«O comício nacional do PS marcado para o dia 15 de Março no Porto, que levará José Sócrates ao reencontro com as bases, foi transferido da Praça de D. João I para o Pavilhão do Académico, uma mudança que «protegerá o líder socialista de qualquer imprevisto vindo da rua.» (Público, 06.03.08) Convocam-se todos os professores para estarem presentes à porta do Pavilhão, não para «atacar» sua excelência, que os professores não são arruaceiros, mas sim para lhes dar mostras da nossa DIGNIDADE mas IRREDUTIBILIDADE!», lê-se no e-mail a que o PortugalDiário teve acesso.
Sem origem possível de detectar, a mensagem continua: «Todos de NEGRO e em SILÊNCIO!! Os cartazes dirão o que se tiver a dizer! Os meios de comunicação serão a nossa voz! Acima de tudo, tem de se mostrar que os vilões são eles!». No final, surge um último apelo: «REENVIE PARA TODOS OS TEUS CONTACTOS!! OS PAIS E ALUNOS TAMBÉM SÃO BEM-VINDOS!».
Entretanto, a mensagem parece estar a passar, pois surge repetida em vários blogs de professores e/ou relacionados com a educação, para além de também já ter sido condensada para SMS. Não está, porém, identificada a hora do protesto, mas sabe-se que o comício tem início marcado para as 16h.
Fonte: Portugal Diário
quinta-feira, 13 de março de 2008
Professores de negro à porta do comício do PS?
Etiquetas: Professores
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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