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quarta-feira, 5 de março de 2008

REDEmat e REDEbio unem milhares de alunos de Portugal e Moçambique

A 3ª Edição da REDEmat (Competição Nacional de Matemática à Distância, para todos os ciclos de ensino) e a 2ª Edição da REDEbio (Competição Nacional de Biologia à Distância, para o 1º Ciclo do Ensino Básico e Secundário) realiza-se hoje, dia 5, entre as 9h e as 18h00. A iniciativa é do Projecto Matemática Ensino (PmatE) da Universidade de Aveiro (UA), que conta com a colaboração de 39 Escolas dinamizadoras para unir à volta da Matemática perto de nove mil alunos.

Através de uma ligação em Rede, 151 Escolas dos distritos de Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Faro, Guarda, Leiria, Lisboa, Porto, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu, das Ilhas da Madeira e dos Açores, e ainda de Moçambique vão estar centradas na Matemática.

Estima-se que 8.536 seja o número total de alunos a participar nestas competições, fomentando, desse modo, o espírito de entusiasmo, de interesse e de convivência entre escolas. Esta grande festa da Matemática é construída com o empenho e dedicação de centenas de professores e milhares de alunos que tomam o jogo/competição como um desafio e a aprendizagem/estudo como meios para atingir o sucesso escolar.

Entusiasmar os jovens a gostar de matemática escolar, desenvolver o cálculo mental, dinamizar actividades inter-turmas e inter-escolas, e permitir a utilização do computador na aprendizagem passaram a ser os principais objectivos de todo o projecto.

O desafio é simples: ultrapassar vinte níveis no menor tempo possível, respondendo correctamente às questões de matemática escolar que vão aparecendo nos vários ecrãs. Duas vidas por nível, uma dificuldade gradual e a não repetição de perguntas são os ingredientes que tornam estas competições num forte estímulo para a aprendizagem da Matemática.
Fonte: Cienciapt

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Artigo de opinião


O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicas

Hoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.

in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)